Uma delegação do SNTCT esteve hoje, dia 24 de fevereiro na Assembleia da República para efectuar a entrega formal de uma Petição Pública requerendo àquele Órgão de Soberania, a tomada de todas as medidas necessárias ao reconhecimento da profissão de Carteiro, como uma profissão de desgaste rápido.

Apesar de todas as considerações apresentadas pela empresa, a verdade é que o Carteiro faça sol ou chuva, frio ou calor, não deixa de prestar o seu serviço fundamental às empresas e populações que serve diariamente.

Se é verdade que o correio normalizado reduziu por força dos avanços tecnológicos, não é menos verdade que, o que se tem vindo a verificar, é uma alteração no tipo de objectos que transportamos.

As cartas registadas não voam, as encomendas não têm asas e os restantes objectos, mesmo com o código postal correcto não sabem o caminho. O número de domicílios não diminuiu, o país não está mais pequeno, pelo que o número de Km a efectuar pelos Carteiros se mantêm e em muitos casos aumentaram, tal como aumentaram ano após ano, os lucros a distribuir pelos acionistas. A única diminuição verdadeiramente existente, está no número de Carteiros ao serviço da empresa, tornando assim cada vez mais difícil e penosa a tarefa da distribuição postal.

Os carteiros não pararam durante os fogos que assolaram o país, ajudando equipas técnicas no terreno, não ficaram em casa quando o país estava confinado devido à pandemia, tal como mantiveram e mantem a sua actividade hoje, quando o pais se vê confrontado com as cheias e a destruição de muitas localidades.

É tempo da Assembleia da República e do governo reconhecerem que esta profissão é estratégica e fundamental ao país e pelas tarefas que desenvolve terá que ser considerada uma profissão de desgaste rápido.

As 7616 assinaturas foram fundamentalmente recolhidas nos locais de trabalho, contudo este número só foi possível atingir porque muitos trabalhadores no activo e reformados, reconhecendo a importância da profissão, se solidarizaram subscrevendo também a petição agora entregue na AR.

Fonte: SNTCT