A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) recusou continuar as negociações com o CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS.

A CNIS justificou-se dizendo já ter acordado uma revisão do CCT com sindicatos da UGT. É inadmissível!

Esta atitude é desrespeitosa, sem seriedade e demonstra má-fé negocial!

A CNIS acordou a revisão do CCT nas costas da Comissão Negociadora Sindical mais representativa dos trabalhadores das IPSS – e acordou-a precisamente com os sindicatos menos representativos dos trabalhadores!

Quando os trabalhadores não são ouvidos, só nos resta uma opção: a GREVE GERAL dos trabalhadores do sector!

EIS OS FACTOS:

  1. A Comissão Negociadora Sindical do CCT para as IPSS, denominada “FEPCES e outros”, engloba dezenas de sindicatos e federações sindicais. Por isso, é aquela que representa a larga maioria dos trabalhadores sindicalizados do sector.
  2. Depois de enviarmos a nossa proposta de revisão para 2026, reunimos pela primeira vez em Mesa Negocial com a CNIS a 18 de Dezembro de 2025. A negociação começou sem tocar nos salários, como é habitual. A CNIS recusa negociar os aumentos salariais e as outras cláusulas que envolvam dinheiro (de natureza pecuniária) antes de assinar os acordos de cooperação com o Governo.
  3. A 2.ª reunião desta Mesa Negocial realizou-se a 16 de Janeiro de 2026. Nessa reunião, ainda sem tocar nos salários, conseguimos avançar em algumas das cláusulas que propusemos — o que nos pareceu indicar que estaríamos num bom caminho. No final desta reunião, decidimos que a seguinte começaria precisamente com a negociação das tabelas salariais.
  4. Para nosso espanto, soubemos que a CNIS negociou um CCT com a FNE/UGT nas nossas costas, à semelhança do que tem feito em anos anteriores. Esta federação sindical da UGT, apesar de minoritária entre os trabalhadores, já nos habituou a assinar de cruz todas as migalhas que a CNIS propõe para os aumentos salariais.
  5. Ainda assim, reunimos novamente com a CNIS a 23 de fevereiro, na expectativa de continuar o processo negocial — mas a CNIS apenas nos apresentou uma proposta igual ao acordado com a FNE/UGT, não demonstrando qualquer abertura para negociar.
  6. A Comissão Negociadora Sindical “FEPCES e outros” considera que esta atitude inaceitável da CNIS demonstra uma total falta de seriedade, que não podemos deixar passar em branco.
  7. Assim, todos os sindicatos e federações sindicais representados nesta Comissão Negociadora acordaram em convocar uma GREVE NACIONAL do sector para o dia 26 de MARÇO, com CONCENTRAÇÃO e VIGÍLIA dos trabalhadores durante todo o dia, junto à sede da CNIS, no Porto.

26 MARÇO GREVE DOS TRABALHADORES DAS IPSS

CONCENTRAÇÃO E VIGÍLIA O DIA TODO EM FRENTE À SEDE DA CNIS, NO PORTO

Fonte: CESP

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