A AMORIM CORK EQUIPAR (Grupo Amorim) protagonizou hoje, 26 de Maio, um acto de extrema gravidade democrática ao impedir o acesso do Sindicato às instalações fabris, em Coruche, bloqueando uma actividade sindical legítima, previamente comunicada e enquadrada nos direitos legal e constitucionalmente garantidos aos trabalhadores e às suas organizações representativas.
O que ocorreu esta manhã não é um incidente menor. É um ataque directo, consciente e deliberado à liberdade sindical. É a tentativa de transformar uma fábrica num espaço onde a lei não entra e onde a empresa decide, de forma arbitrária, quem pode ou não exercer direitos fundamentais.
UMA EMPRESA QUE SE COLOCA ACIMA DA LEI
Ao impedir a entrada do Sindicato, a corticeira Amorim violou frontalmente a Constituição da República Portuguesa, o Código do Trabalho e convenções internacionais ratificadas pelo Estado português. Não se trata de interpretação jurídica — trata se de factos. A corticeira Amorim decidiu, por sua conta e risco, suspender a lei à porta da fábrica. É inaceitável.
UM ATAQUE QUE REVELA UM PADRÃO DE AUTORITARISMO
O comportamento de hoje não é um acto isolado. É o reflexo de uma cultura empresarial que tenta controlar, intimidar e isolar os trabalhadores, impedindo que tenham acesso ao seu Sindicato e às informações que lhes dizem respeito. A empresa sabe que trabalhadores informados são trabalhadores que exigem respeito. Sabe que trabalhadores organizados não se deixam manipular. Sabe que trabalhadores com Sindicato não se vergam. Por isso tenta impedir o contacto. Por isso tenta fechar portas. Por isso tenta calar vozes.
A CORTICEIRA AMORIM TEM MEDO. MEDO DO SINDICATO. MEDO DA LEI.
E, SOBRETUDO, MEDO DOS TRABALHADORES UNIDOS
O Sindicato participou o caso às autoridades competentes, exigindo intervenção imediata e reposição da legalidade. Este comportamento não pode ser normalizado, relativizado ou tratado como um conflito laboral comum. Estamos perante uma empresa que, na prática, afronta a Constituição e tenta restringir direitos fundamentais dentro do seu perímetro industrial.
A opinião pública tem o direito de saber: Que modelo de relações laborais defende afinal a corticeira Amorim? Um modelo democrático ou um modelo autoritário?
O SINDICATO NÃO SE INTIMIDA — A LEI ESTÁ DO NOSSO LADO
O Sindicato voltará à fábrica. Voltará porque a lei o garante. Voltará porque os trabalhadores o exigem. Voltará porque nenhuma porta fechada consegue travar a liberdade sindical. A tentativa de silenciar o Sindicato é, paradoxalmente, a prova de que a luta é necessária e de que a empresa teme a força colectiva dos trabalhadores.
A LIBERDADE SINDICAL NÃO SE PROÍBE. A DEMOCRACIA NÃO SE SUSPENDE.
E OS DIREITOS NÃO SE FECHAM À CHAVE
Fonte: STCCMCS
