A CGTP-IN/Açores e os seus sindicatos encontram-se a preparar a Greve Geral de 3 de junho. Nos contactos com os trabalhadores da Região, destaca-se a rejeição total do Pacote Laboral que destrói os direitos dos trabalhadores, desequilibrando ainda mais as relações de trabalho a favor da entidade patronal. Este é um governo que já demonstrou estar em confronto aberto com a Constituição da República Portuguesa – apesar de, ainda há pouco, ter jurado defendê-la – e que está a impor uma política de retrocesso em todos os domínios – nos salários, no poder de compra, na habitação, na saúde e na educação, entre muitos outros exemplos.
A disponibilidade demonstrada pelos trabalhadores revela que a adesão será semelhante à Greve Geral de 11 de dezembro. Prevê-se que os efeitos se sintam em toda a Região e em todos os setores. Perante uma realidade marcada pelos baixos salários, por horários desregulados e sem fim, realização de horas extraordinárias e outras soluções para fazer face ao aumento do custo de vida, os trabalhadores exigem a valorização das profissões e das carreiras e recusam empobrecer a trabalhar.
Não bastam palavras e discursos: é mesmo preciso mais salário, mais direitos e mais serviços públicos! Perante os lucros de milhões de euros, que todos os anos têm batido recordes sucessivos, a resposta tem de ser a contrária ao Pacote Laboral do Governo da República. A resposta não pode ser a facilitação dos despedimentos, o ataque à contratação coletiva, a ainda maior desregulação de horários, a generalização da precariedade, o impedimento da atividade sindical e o ataque ao direito de greve. É preciso fazer, precisamente, o caminho contrário!
No dia da Greve Geral haverá, também, concentrações em São Miguel, Terceira e Faial. No dia 3 de junho, o protesto virá para a rua: em Ponta Delgada, às 10:00, começando na Direção Regional do Emprego; em Angra do Heroísmo, às 10:30, na Praça Velha; e na Horta, às 10:30, no Largo Duque de Ávila e Bolama.
Os trabalhadores exigem um rumo diferente para os Açores. Exigem políticas que respondam aos seus problemas concretos: o urgente aumento dos salários e pensões, o combate ao aumento do custo de vida – com o controlo dos preços de bens e serviços essenciais –, o direito universal à habitação e a melhoria dos serviços públicos.
Fonte: CGTP-IN/Açores
