O Algarve está em luta no dia 7 de agosto, mostrando que verão não pode ser sinónimo de exploração.
Concentração às 10h00, frente à Escola Secundária João de Deus, em Faro.
Sendo uma região em que a economia assenta, quase de forma exclusiva, no turismo e atividades relacionadas e em que os lucros neste setor têm atingido máximos recordes, os trabalhadores não podem aceitar empobrecer com os salários baixos que auferem, associados a um brutal aumento do custo de vida.
No Algarve, a realidade laboral é caracterizada por trabalho informal, horários desregulados, precariedade, sazonalidade e elevados índices de desemprego fora dos meses de verão.
Precisamos de lutar por uma região mais desenvolvida e de progresso, em que o trabalho seja valorizado e em que as populações tenham melhores índices de qualidade de vida e, para tal, precisamos romper com as políticas de direita que têm sido implementadas no nosso país há décadas e que nos conduziram à situação dramática que vivemos hoje.
Os trabalhadores, os micro, pequenos e médios empresários, os jovens, os reformados e outras camadas da população precisam de um novo rumo para a região e para o país. É urgente e possível o aumento dos salários e das pensões, a regulação dos horários de trabalho e a estabilidade na vida das pessoas, é necessário assegurar uma rede adequada de transportes, garantir o direito à habitação e reforçar todos os serviços públicos, em particular o Serviço Nacional de Saúde.
Enquanto os maiores grupos económicos a operar no país acumulam lucros de milhões, nomeadamente o setor dos combustíveis, da grande distribuição, da energia e das telecomunicações e da banca, os trabalhadores, os reformados, os jovens e os pequenos empresários confrontam-se com o agravamento das dificuldades, gerando pobreza, exploração, desemprego e exclusão social.
Fonte: US Algarve