A Direcção Nacional da FESETE ao tomar conhecimento da pretensão da multinacional dinamarquesa do Calçado - ECCO de encerrar a empresa em Portugal e enviar para o desemprego 632 trabalhadores/as, vem denunciar publicamente a decisão da empresa, ancorada numa lógica de aumento da exploração dos/as trabalhadores/as: despedem em Portugal, mas continuam a produzir os seus produtos na China, Indonésia e Tailândia.

Este comportamento das empresas multinacionais, detentoras da totalidade da cadeia de valor dos produtos que lhes permite obter lucros fabulosos, instalam-se e deslocalizam a produção, a seu belo prazer, sempre com o objectivo de procurar regiões e países onde seja mais fácil explorar os trabalhadores, deixando atrás de si um rasto de desemprego, destruição de expectativas, de depressões e encargos sociais com os/as trabalhadores/as atirados para o desemprego, alguns velhos para encontrar um novo emprego e novos para terem acesso a uma reforma digna.

A Direcção Nacional da FESETE, manifesta a sua solidariedade a todos/as os/as trabalhadores/as da ECCO, alvo de despedimento selvagem, apenas justificado pela ganância da administração, uma vez que os produtos das marcas da ECCO vão continuar no mercado da União Europeia, só que agora produzidos na Asia, com menos custos salariais e mais lucros para os acionistas da ECCO.

A Direcção Nacional da FESETE APELA aos/às trabalhadores/as da ECCO para que não aceitem este despedimento selvagem e lutem pelo seu emprego e pelos seus direitos.

Portugal não é uma “República das Bananas”, onde a empresa ECCO convoca todos/as os/as trabalhadores/as para lhes comunicar que vai encerrar a empresa e despedi-los a todos/as, garantindo-lhes pagar a indemnização legal, com o argumento de que a capacidade produtiva é excedentária???!, pelo que vão continuar a produzir apenas na China, Indonésia e Tailândia.

A Direcção Nacional da FESETE entende que os Ministérios do Trabalho e da Economia devem intervir junto da empresa para travar o seu encerramento e o despedimento dos/as trabalhadores/as.

Fonte: FESETE