A CGTP-IN, em conjunto com outras organizações do movimento da paz, subscreve uma carta aberta ao Presidente dos EUA, denunciando e exigindo o fim da agressão, das ameaças e ingerências por parte dos EUA sobre o povo venezuelano, a libertação imediata do presidente Nicolas Maduro e da sua esposa e o respeito pelo direito internacional.

A CGTP-IN reafirma e reforça a solidariedade com os trabalhadores e o povo venezuelano e o seu compromisso de luta pela paz e o respeito pela soberania e auto-determinação dos povos da América Latina.

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Pela Paz! Fim à agressão dos EUA à Venezuela! Não às ameaças dos EUA a países da América Latina e Caraíbas!
A Donald Trump
 
Presidente dos Estados Unidos da América
 
A agressão militar dos Estados Unidos da América à República Bolivariana da Venezuela e o sequestro do Presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, a deputada Cília Flores, merecem a mais veemente condenação e constituem uma clara violação dos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.
 
Como condenáveis são as ameaças de agressão militar ou as pressões a outros países, como a Cuba, à Colômbia, ao México, à Nicarágua ou ao Brasil, que revelam as intenções dos EUA de imporem o seu domínio sobre toda a América Latina e as Caraíbas e de explorar e saquear os seus recursos.
 
Há largos anos que os EUA, independentemente de alterações na sua administração, seguem uma política de ingerência e agressão – incluindo com a imposição de um bloqueio económico e do roubo de activos – contra a Venezuela bolivariana pelo que esta traduz de defesa de soberania e de direitos para o povo venezuelano, mas também para os povos de todo o mundo.
 
O que os EUA pretendem é instalar na Venezuela um governo que funcionaria como sua marionete, para se apoderarem, de novo, dos imensos recursos naturais deste país, que tem as maiores reservas de petróleo do mundo e é rico em gás natural, ouro, água doce e diversos minerais raros de grande utilização industrial, pondo em causa os seus direitos sociais e laborais, o seu desenvolvimento e a sua soberania. É isto, e não quaisquer falsas e hipócritas alegações à "democracia" ou ao "narcotráfico", que move os EUA no que concerne à Venezuela e aos outros países da América Latina.
 
Denunciando a tentativa de branquear e banalizar estas inaceitáveis ações de ingerência e de agressão nas relações internacionais, exigimos o respeito dos princípios do direito internacional, consagrados na Carta das Nações Unidas, que reconhecem a soberania e os direitos dos povos, incluindo à paz, ao desenvolvimento e a disporem dos seus recursos, e que rejeitam a ingerência, a agressão e a guerra, incluindo pela imposição de medidas coercivas unilaterais e o roubo de recursos.
 
Assim, as organizações signatárias exigem o fim das ameaças, da ingerência e da agressão dos EUA à República Bolivariana da Venezuela, assim como a outros países da América Latina e das Caraíbas; reclamam a libertação do Presidente Nicolás Maduro e da deputada Cília Flores; instam ao cumprimento dos princípios do direito internacional; e solidarizam-se com a luta dos trabalhadores e do povo venezuelano e de outros povos pela sua soberania e direitos, nomeadamente pelo direito a viver em Paz.
 
Primeiras organizações subscritoras:
 
Associação de Amizade Portugal-Cuba
Associação Portuguesa de Juristas Democratas
Confederação Geral de Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Movimento Democrático de Mulheres
Projecto Ruído – Associação Juvenil