A CGTP-IN convida os cidadãos e instituições a subscreverem o Manifesto em Defesa da Escola Pública
A CGTP-IN convida todas as instituições e cidadãos individualmente a serem subscritores do Manifesto em Defesa da Escola Pública, de forma a serem respeitados os preceitos constitucionais, a Lei de Bases do Sistema Educativo e que o Estado mobilize os recursos necessários para que se promova a Escola Pública com qualidade.
Comunicado de Imprensa n.º 035/08
MUDANÇA DE RUMO NA POLÍTICA EDUCATIVA
A CGTP-IN convida os cidadãos e instituições a
subscreverem o Manifesto em Defesa da Escola Pública
A CGTP-IN colocou hoje na sua página da Internet, uma ligação ao site
Escola Pública, onde se encontra o Manifesto
em Defesa da Escola Pública, tendo como objectivo a sua subscrição por
entidades colectivas, personalidades, trabalhadores e cidadãos em geral.
Esta iniciativa coincide com o ano lectivo de 2008-2009, dado que é
imperioso que haja uma mudança de política na área da educação.
Para a CGTP-IN, a Educação constitui um dos instrumentos fundamentais no
combate à desigualdade, pois contribui, de modo decisivo, para a preservação de
valores sociais, cívicos e culturais essenciais, e reveste-se de particular
importância para a entrada e permanência das pessoas no mercado de trabalho.
As opções neoliberais do Governo estão a conduzir a uma escola menos
pública, menos inclusiva e menos democrática.
Tem sido progressivo o desinvestimento na Educação, com impacto
significativo nos orçamentos dos estabelecimentos públicos, desde a Educação Pré-escolar
ao Ensino Superior.
As alterações impostas à legislação sobre Educação Especial põem em
causa o direito das crianças e jovens, com necessidades educativas especiais, ao
apoio específico especializado e aos princípios da escola inclusiva, inscritos
em recomendações internacionais subscritas pelo Estado Português.
Está em causa a qualidade da Escola Pública, que não pode deixar de
estar associada ao ataque sem precedentes que este Governo está a fazer contra
os profissionais da Educação, docentes e não docentes, a par de uma campanha
pública de desvalorização social da sua imagem, a que não é alheio a
indisciplina e a violência nas escolas.
Os custos da Educação para as famílias aumentaram 30% nos últimos seis
anos, ao mesmo tempo a acção social escolar estagnou, sendo claramente
insuficiente e capaz de constituir uma discriminação positiva num País marcado
pela pobreza, desemprego e precariedade e onde os salários são dos mais baixos
da U.E.
A CGTP-IN convida todas as instituições e cidadãos individualmente a
serem subscritores do Manifesto em Defesa da Escola Pública, de forma a serem
respeitados os preceitos constitucionais, a Lei de Bases do Sistema Educativo e
que o Estado mobilize os recursos necessários para que se promova a Escola
Pública com qualidade.
Lisboa, 25.06.2008
DIF/CGTP-IN
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