Aproximam-se as eleições para Presidente da República. Eleições que surgem num momento importante da nossa vida, da vida dos trabalhadores, dos reformados, dos jovens, do país.
O país precisa de um Presidente que afirme os valores de Abril, que assuma a defesa da valorização do trabalho e os trabalhadores. Um Presidente que garanta a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas; assegure o respeito pelos direitos, liberdades e garantias; garanta os princípios constitucionais do direito ao trabalho com direitos, a segurança no emprego, a igualdade entre homens e mulheres, o bem-estar e qualidade de vida dos portugueses e de todos os que trabalham e vivem no nosso país; assuma a defesa dos serviços públicos e o reforço do papel do Sector Empresarial do Estado para o desenvolvimento do país, assim como a salvaguarda do acesso de todos, sem qualquer tipo de condicionamento, à Segurança Social pública, universal e solidária, ao Serviço Nacional de Saúde, à Escola Pública inclusiva e democrática, à Habitação, à Cultura e Tempos Livres.
O país precisa de um Presidente da República que defenda, cumpra e faça cumprir a Constituição da República Portuguesa. E isto quer dizer que deve condenar ingerências e agressões, ataques à soberania de qualquer país, promover a paz e procurar o fim de todos os conflitos pelo diálogo e pela via pacífica, exigir o fim dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectivo.
Portugal precisa de um Presidente da República que faça da CRP o alicerce necessário para conduzir o seu percurso e decisões quanto à promulgação ou veto de leis, ao veto de decretos-lei do governo ou ao requerimento de apreciação constitucional.
Numa situação marcada pelo aumento das desigualdades, por uma política de retrocesso nos direitos, de ataque ao mundo do trabalho e aos trabalhadores, o papel do Presidente da República, enquanto órgão de soberania, não pode ser de alheamento ou de protecção dos mais ricos e poderosos.
O país precisa de um Presidente que incentive a participação democrática dos trabalhadores e da população na resolução dos problemas nacionais, na implementação de uma política que aumente a produção nacional, promova uma mais justa distribuição da riqueza e efective a coesão económica e social em todo o território nacional.
A luta dos trabalhadores é hoje, tal como sempre foi no passado, determinante para garantir avanços e conquistar direitos. A força dos trabalhadores e do povo, assim como a sua forte mobilização e responsável sentido de voto, serão decisivas para que, no próximo dia 18 de Janeiro, possamos afirmar a ruptura com um percurso de degradação das condições de vida e de trabalho, de favorecimento dos mesmos de sempre, do grande capital e dos seus interesses, de tentativa de divisão dos trabalhadores, da promoção do individualismo, de incitamento à guerra e à corrida armamentista.
É preciso, sim, o respeito pela soberania nacional e de todos os povos, a valorização de quem trabalha e trabalhou, a valorização e capacitação dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, o comprometimento com a Constituição da República Portuguesa e os valores de Abril.
A credibilização do órgão Presidente da República constitui um imperativo nacional, tendo em conta a promulgação de Orçamentos de Estado, as alterações à legislação laboral em curso, as políticas antissociais que devastam os direitos e rendimentos dos trabalhadores e das suas famílias, desestruturam os serviços públicos, fragilizam as funções sociais do Estado e deixam o país mais pobre, mais endividado e mais dependente.
Façamos do dia 18 de Janeiro mais um momento de luta e de afirmação, votando em quem está sempre ao lado dos trabalhadores, das mulheres, dos jovens e do desenvolvimento soberano do país.
Façamos do dia 18 de Janeiro um momento de mudança. De uma mudança para melhor. É possível um Portugal e um mundo melhor, sim. Está nas nossas mãos, nas mãos da maioria, nas mãos dos trabalhadores.
DIF/CGTP-IN
12.01.2026