antonio neto cunhaAntónio Neto Cunha voltou a ser ilicitamente despedido pelos CTT. António Neto Cunha é um carteiro que sofreu um acidente de trabalho e que os CTT têm tentando despedir ilicitamente, o que já motivou uma greve de solidariedade dos trabalhadores da empresa, em Janeiro deste ano.

Agora, o carteiro, António Neto Cunha foi outra vez ilicitamente despedido pelos CTT, informou hoje o SNTCT - Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Correios e Telecomunicações.

A greve de solidariedade do dia 13 de Janeiro deste ano obrigou a empresa à reintegração de António Neto Cunha, decidida pelo tribunal, mas que os CTT não estavam a cumprir.

Um Acórdão pelo Tribunal da Relação do Porto, do passado 28 de Abril julgou improcedente uma Providencia Cautelar de suspensão do despedimento de António Neto Cunha. Logo no dia seguinte, 29 de Abril, a Comissão Executiva dos CTT impediu que Neto Cunha iniciasse as suas funções. Um acto que o SNTCT considera inqualificável e vingativo, uma vez que a decisão só transita em julgado a 19 de Maio de 2020, encontrando-se em curso o prazo para a Reclamação.

SNTCT irá denunciar a ilicitude da ordem de abandono do trabalho e avançar com a Reclamação junto da Conferencia e com a respectiva Acção Principal.

No comunicado divulgado hoje, o SNTCT afirma que “os CTT deveriam deixar de fazer veicular “meias verdades” porque uma coisa é ganharem a Providência Cautelar, outra coisa bem distinta é dizer que o Tribunal da Relação do Porto se pronunciou pela justeza do despedimento do trabalhador Neto Cunha, o que é falso.

O SNTCT irá denunciar a ilicitude da Ordem de abandono do trabalho dada no dia 29 de Abril e, que fique bem claro, avançar com a Reclamação junto da Conferencia e a respectiva Acção Principal.”

FONTE: FECTRANS