Prosseguir e intensificar a luta

DEMITIR O GOVERNO; ELEIÇÕES ANTECIPADAS. A CGTP-IN saúda as centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras dos sectores privado, público e empresarial do Estado que hoje estiveram em luta nos locais de trabalho e nas ruas e praças de Portugal, em defesa dos seus direitos e legítimos interesses e, também, pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais na esfera pública, condição necessária e determinante para garantir o acesso e a qualidade dos serviços prestados às populações, a elevação do bem-estar do povo, a coesão social e territorial e o desenvolvimento do país.

MAGNIFICA JORNADA DE LUTA NACIONAL
 PROSSEGUIR E INTENSIFICAR A LUTA
 DEMITIR O GOVERNO; ELEIÇÕES ANTECIPADAS
 
A magnífica Acção Nacional de Indignação, Protesto e Luta que os trabalhadores e trabalhadoras realizaram hoje em Portugal, constituiu mais um passo importante na caminhada firme e decidida para tornar cada vez mais próximo o fim deste Governo imoral e mentiroso que todos os dias destrói mais uma parcela do país, agrava a exploração e o roubo aos trabalhadores e pensionistas, lança no desemprego milhares de homens e mulheres, condena os jovens à emigração forçada, atira cada vez mais famílias para a miséria, a pobreza e a exclusão social.
 
Por todo o país se fez ouvir um imenso clamor de protesto e de luta contra o programa de agressão das tróicas, pela demissão do Governo do PSD/CDS-PP e a convocação de eleições antecipadas, pela ruptura com a política de direita que desde há várias décadas oprime os trabalhadores e o povo.
 
A CGTP-IN saúda as centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras dos sectores privado, público e empresarial do Estado que hoje estiveram em luta nos locais de trabalho e nas ruas e praças de Portugal, em defesa dos seus direitos e legítimos interesses e, também, pela defesa dos serviços públicos e das funções sociais na esfera pública, condição necessária e determinante para garantir o acesso e a qualidade dos serviços prestados às populações, a elevação do bem-estar do povo, a coesão social e territorial e o desenvolvimento do país.
 
Foram centenas de milhares de trabalhadores e trabalhadoras que participaram com grande determinação em centenas de acções de luta, por todo o país, desde greves e paralisações, plenários com saídas à rua e deslocações às respectivas administrações, manifestações e concentrações distritais, vigílias e desfiles em inúmeros concelhos e freguesias, concentrações e ocupações em inúmeras repartições de Finanças, Hospitais e outras unidades de saúde, delegações da Segurança Social, postos dos Correios (CCT), escolas e delegações do Ministério da Educação, delegações do Instituto do Emprego, etc. etc. Em várias artérias rodoviárias promoveram-se, também, fortes buzinões contra o Governo.
 
A presença de muitos milhares de participantes na grande Concentração em Lisboa, frente à Assembleia da República, para rejeitar o Orçamento de Estado – autêntico pacote de terrorismo social que agrava os sacrifícios aos trabalhadores e ao povo – e o estrondoso buzinão que no final ecoou no largo de São Bento, simboliza a forte unidade dos trabalhadores e do povo e a sua firme disposição de prosseguir com ainda mais força a luta pela demissão deste Governo.
 
Foi, de facto, uma luta grandiosa, para dizer BASTA! DE ROUBOS E MENTIRAS.
 
Para dizer que existe alternativa a este Governo e a esta política de desastre económico, de exploração dos trabalhadores e de empobrecimento do povo.
 
A grave crise em que o país está mergulhado não tem solução enquanto Portugal continuar submetido ao programa de agressão, instrumento de rapinagem que a troica utiliza ao serviço do grande capital económico e financeiro, nacional e estrangeiro, e do qual decorrem as principais medidas que visam perpetuar a política de direita que tem sido seguida, que agravam a exploração dos trabalhadores e o empobrecimento das famílias e que são responsáveis pelo aprofundamento do declínio económico e do retrocesso social, sem precedentes depois da revolução de Abril.
É preciso uma nova política, de Esquerda e Soberana, que rompa com o programa de agressão, que aponte para a renegociação da dívida, nomeadamente dos seus montantes, prazos e juros, que promova o investimento produtivo e o desenvolvimento sustentado, que crie riqueza e empregos de qualidade.
 
É preciso lutar contra a destruição das conquistas alcançadas com o Regime Democrático, defender o Portugal de Abril!
 
Realizar uma Grande Semana de luta – de 16 a 20 de Dezembro
 
Concentração / Vigília em Belém – dia 19 às 18,30
 
Dando seguimento à decisão aprovada pelos manifestantes na concentração de hoje na A.R., vamos mobilizar desde já os trabalhadores para prosseguirem na máxima força a luta nos locais de trabalho e, também, realizar as acções de massas necessárias a um permanente combate a este Governo e a esta política, nomeadamente as seguintes lutas mais imediatas:
 
•         Dinamizar as lutas que estão já em preparação para as próximas semanas, nomeadamente pelos trabalhadores dos transportes e comunicações, pelos professores, enfermeiros, trabalhadores das autarquias e outros sectores da administração pública em geral, assim como os trabalhadores de empresas do sector empresarial do Estado e do sector privado.
 
•         Promover um movimento pelo aumento dos salários e do Salário Mínimo Nacional, em todos os sectores e distritos do Continente e nas Regiões Autónomas, como um imperativo de justiça social, de distribuição da riqueza, de valorização da contratação colectiva e das profissões, de combate às desigualdades e à pobreza, de dinamização da economia e criação de emprego, indissociável de um modelo de desenvolvimento económico e social de alto valor acrescentado;
 
•         Realizar, na semana de 16 a 20 de Dezembro, acções públicas com trabalhadores e população, em todas as regiões, pelo aumento dos salários, do Salário Mínimo Nacional e das pensões, contra os cortes nos salários e pensões, pelo emprego com direitos, pela protecção social para todos os desempregados.
 
•         No âmbito da Semana de Luta realizar-se-á uma acção com expressão pública, em Lisboa, no dia 19 de Dezembro, com uma concentração/vigília, a partir das 18:30 horas, em Belém, junto à Presidência da República, com o objectivo de reclamar ao Presidente da República:
 
- Que, sem prejuízo de requerer a fiscalização preventiva da constitucionalidade do OE, vete politicamente este documento que prolonga as dificuldades do país e agrava a vida dos trabalhadores e do povo;
 
- Demita o Governo e convoque eleições antecipadas.
 
 
             BASTA!
CONTRA A EXPLORAÇÃO E O EMPOBRECIMENTO
ACABAR COM A POLÍTICA DE DIREITA
POR ABRIL! POR UMA POLÍTICA DE ESQERDA E SOBERANA!
Lisboa, 26.11.2013
DIF/CGTP-IN

 

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