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	<title type="text">Relatório de Actividades </title>
	<subtitle type="text">XII CONGRESSO DA CGTP-IN
 CGTP-IN, organização sindical de classe, unitária, democrática, independente e de massas</subtitle>
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		<title>Relatório de actividades - mandato 2008/2011</title>
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		<published>2014-02-14T11:42:04+00:00</published>
		<updated>2014-02-14T11:42:04+00:00</updated>
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		<author>
			<name>Super User</name>
			<email>julio.cardoso@cgtp.pt</email>
		</author>
		<summary type="html">&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;images/00/relatorio-xii-congresso.pdf&quot;&gt;ver Documento PDF&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;RELATÓRIO DE ACTIVIDADES&lt;br /&gt;Mandato 2008 / 2011&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;ÍNDICE&lt;br /&gt;1. O CONTEXTO POLÍTICO, ECONÓMICO E SOCIAL 3&lt;br /&gt;1.1. A evolução da situação ao nível internacional 3&lt;br /&gt;1.2. Os caminhos da UE da reacção tardia à crise global, à ameaça de implosão do euro 4&lt;br /&gt;1.3. A situação nacional: da recessão em 2009 ao programa da Troika e ao Governo da direita 6&lt;br /&gt;1.4. A intervenção Sindical e a Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras 9&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. BLOQUEIOS AO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL 12&lt;br /&gt;2.1. No Desenvolvimento Económico 12&lt;br /&gt;2.2. A Estrutura do Estado, os Serviços Públicos e a Administração Pública 13&lt;br /&gt;2.3. O Regional 15&lt;br /&gt;2.4. O Desenvolvimento Sustentável 16&lt;br /&gt;2.4.1. O Meio-Ambiente 16&lt;br /&gt;2.4.2. A Economia Social e o “Consumidor” 16&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;3. O TRABALHO E OS DIREITOS DOS/AS TRABALHADORES/AS 17&lt;br /&gt;3.1. O Direito do Trabalho, o Quadro Jurídico-laboral e a Efectividade dos Direitos 17&lt;br /&gt;3.2. O Emprego 18&lt;br /&gt;3.3. Os Salários 19&lt;br /&gt;3.4. A Formação e a Qualificação Profissional 20&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;4. A NEGOCIAÇÃO COLECTIVA E O SISTEMA DE RELAÇÕES DE TRABALHO 22&lt;br /&gt;4.1. A Contratação Colectiva 22&lt;br /&gt;4.2. A Actividade do CES e a Participação Institucional 25&lt;br /&gt;4.2.1. A Actividade do CES e a Concertação Social 25&lt;br /&gt;4.2.2. A Participação Institucional 25&lt;br /&gt;4.3. A Negociação Colectiva Europeia 26&lt;br /&gt;4.4. Os Conselhos de Empresa Europeus 26&lt;br /&gt;4.5. A Acção Sindical Transfronteiriça 27&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;5. AS POLÍTICAS SOCIAIS E A POLÍTICA FISCAL 27&lt;br /&gt;5.1. Políticas Sociais 27&lt;br /&gt;5.2. Política Fiscal 34&lt;br /&gt;5.3. O Sistema de Justiça 35&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;6. SEGURANÇA, HIGIENE, E SAÚDE NO TRABALHO, IGUALDADE, CULTURA E TEMPOS LIVRES36&lt;br /&gt;6.1. Segurança, Higiene e Saúde no Local de Trabalho 36&lt;br /&gt;6.2. Igualdade entre mulheres e homens 37&lt;br /&gt;6.3. Igualdade e combate às discriminações 37&lt;br /&gt;6.4. Cultura e Tempos Livres 38&lt;br /&gt;6.4.1. Centro de Arquivo e Documentação 39&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;7. A ACTIVIDADE INTERNACIONAL 40&lt;br /&gt;7.1. Confederação Europeia de Sindicatos (CES) 41&lt;br /&gt;7.2. Restante Movimento Sindical Europeu 42&lt;br /&gt;7.3. Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP) 42&lt;br /&gt;7.4. África 42&lt;br /&gt;7.5. Espaço Euro-Mediterrânico (EUROMED) 42&lt;br /&gt;7.6. Espaço Latino-Americano 42&lt;br /&gt;7.7. Outros Espaços Sindicais 43&lt;br /&gt;7.8. Movimento Sindical Mundial 43&lt;br /&gt;7.9. Paz, Cooperação e Solidariedade Internacional 43&lt;br /&gt;7.10. Globalização e Movimentos Sociais 44&lt;br /&gt;7.11. Actividades Comunitárias 44&lt;br /&gt;7.12. Organização Internacional do Trabalho (OIT) 44&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;8. AS MIGRAÇÕES 45&lt;br /&gt;8.1. Imigração 45&lt;br /&gt;8.2. Emigração 45&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;9. A ORGANIZAÇÃO SINDICAL E OS QUADROS 46&lt;br /&gt;9.1. A Organização de Base 46&lt;br /&gt;9.1.1. Sindicalização 46&lt;br /&gt;9.1.2. Delegados Sindicais 46&lt;br /&gt;9.1.3. Representantes para a SHST 46&lt;br /&gt;9.1.4. Comissões de Trabalhadores 48&lt;br /&gt;9.2. Eleições Sindicais 48&lt;br /&gt;9.3. A Estrutura e a Reestruturação Sindical 48&lt;br /&gt;9.3.1. Sindicatos 48&lt;br /&gt;9.3.2. Uniões de Sindicatos 52&lt;br /&gt;9.3.3. Federações de Sindicatos 52&lt;br /&gt;9.4. As Organizações Especificas 52&lt;br /&gt;9.4.1. Interjovem/CGTP-IN 52&lt;br /&gt;9.4.2. Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens/CGTP-IN 54&lt;br /&gt;9.4.3. Inter-Reformados 57&lt;br /&gt;9.5. A Gestão Financeira e os Contratos Programa 59&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;10. A FORMAÇÃO SINDICAL 60&lt;br /&gt;10.1. Apoio à Estrutura 60&lt;br /&gt;10.2. Desenvolvimento do Sistema de Formação 61&lt;br /&gt;10.3. Formação Pedagógica de Formadores 62&lt;br /&gt;10.4. Instrumentos Pedagógicos Inovadores 62&lt;br /&gt;10.5. Cooperação Internacional 64&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;11. A INFORMAÇÃO E PROPAGANDA SINDICAIS 65&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;12. A COMUNICAÇÃO SOCIAL E AS RELAÇÕES PÚBLICAS 66&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;13. OS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E O CUMPRIMENTO DO MANDATO 67&lt;br /&gt;13.1. Plenário de Sindicatos 67&lt;br /&gt;13.2. Conselho Fiscalizador 67&lt;br /&gt;13.3. Conselho Nacional 67&lt;br /&gt;13.4. Secretariado do Conselho Nacional 68&lt;br /&gt;13.5. Comissão Executiva do Conselho Nacional 68&lt;br /&gt;13.5.1. Secretário-Geral 69&lt;br /&gt;13.6. Apreciação geral 70&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;1. O CONTEXTO POLÍTICO, ECONÓMICO E SOCIAL&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;1.1. A evolução da situação ao nível internacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panorama internacional foi dominado neste período (Janeiro de 2008 a Janeiro de 2012) pela&lt;br /&gt;“crise económica de 2008-2009”, que na União Europeia se projectou para a situação de&lt;br /&gt;descalabro em que hoje se vive e pelos riscos de uma nova recessão; pelo aprofundamento de&lt;br /&gt;diversas dimensões da crise e das contradições do sistema capitalista; pelos conflitos e&lt;br /&gt;instabilidade na zona do Médio Oriente com dimensões significativas de ingerências&lt;br /&gt;estrangeira; pelo surgimento, em 2010/2011, de fortes convulsões sociais e políticas em países&lt;br /&gt;do norte de África (alguns casos com características de revolução e outros processos também&lt;br /&gt;com forte intervenção estrangeira); pelo agravamento do desemprego, o abaixamento da&lt;br /&gt;retribuição do trabalho e a apropriação dos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros&lt;br /&gt;por parte dos seus accionistas, diminuindo o investimento; pelo falhanço das políticas no&lt;br /&gt;domínio ambiental; pelo acentuar das desigualdades.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário internacional ressalta, igualmente, o protesto e a luta crescente dos trabalhadores&lt;br /&gt;e dos povos contra a exploração, as políticas anti-sociais, o desemprego, a fome, a pobreza e por&lt;br /&gt;reais alternativas às condições em que vivem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A mais grave crise económica desde os anos 30 do século XX, ainda que originada nos EUA e&lt;br /&gt;tendo uma relação próxima com empréstimos imobiliários de alto risco, teve causas mais&lt;br /&gt;profundas: concentração de capital e sobreproduções localizadas reforço do domínio do&lt;br /&gt;capitalismo financeiro face à economia real; especulação e desregulação dos mercados&lt;br /&gt;financeiros. Num contexto de aumento das desigualdades na distribuição da riqueza e de&lt;br /&gt;perigosos desequilíbrios globais, regista-se a perda de preponderância de antigos centros e&lt;br /&gt;espaços de produção e a afirmação crescente da importância e do papel dos grandes países ou&lt;br /&gt;blocos emergentes, como a China, a Índia e o Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Em 2008/2009 só a intervenção dos Estados com sucessivas injecções de dinheiro (dos&lt;br /&gt;orçamentos dos estados, do povo) ao sector financeiro evitou o colapso. Em 2010 e 2011 houve&lt;br /&gt;retoma económica à escala global, mas manteve-se o desemprego elevado (que aliás cresceu em&lt;br /&gt;muitos países), emergiu a crise da “dívida soberana” na Europa, a instabilidade financeira e o&lt;br /&gt;agravamento dos desequilíbrios globais. As perspectivas para 2012 são de grande incerteza e&lt;br /&gt;preocupação com a desaceleração global do crescimento e riscos fortes de recessão na zona&lt;br /&gt;euro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Os países em desenvolvimento saíram reforçados da recessão, enquanto muitos países&lt;br /&gt;desenvolvidos acumularam pesadas dívidas. Ainda que afectados pela crise, muitos deles, em&lt;br /&gt;diferentes regiões do globo, souberam implementar políticas e medidas que impediram que os&lt;br /&gt;povos e a economia sofressem os seus efeitos mais devastadores. Acentuou-se a contradição&lt;br /&gt;entre este poder económico e um sistema de regulação que reflecte, no fundamental, no plano&lt;br /&gt;político formal, a distribuição do poder existente no fim da 2ª Guerra Mundial, completamente&lt;br /&gt;desfasado do panorama actual. A regulação global não correspondeu a promessas expressas no&lt;br /&gt;início da grande recessão. O mundo continua à mercê de crises provocadas pela especulação&lt;br /&gt;financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;No plano político, a vitória de Obama (Nov. 2008) não só não correspondeu às expectativas dos&lt;br /&gt;optimistas que esperavam mudanças positivas, como originou um sentimento de frustração face&lt;br /&gt;a naturais expectativas de sectores sociais decisivos para a sua eleição que viam no processo a&lt;br /&gt;possibilidade de se abrir um novo ciclo. Se houve passos pontuais positivos (como a não&lt;br /&gt;instalação de um escudo antimíssil no Leste europeu) também houve continuidades nas políticas&lt;br /&gt;belicistas recuos e cedências aos republicanos e ao grande poder económico e financeiro, e o&lt;br /&gt;não cumprimento de promessas como o encerramento da prisão de Guantánamo ou contradições&lt;br /&gt;4 (como no processo relativo à independência da Palestina), ou atitudes de afrontamento à&lt;br /&gt;comunidade mundial como a retirada da UNESCO. A retirada de tropas americanas do Iraque&lt;br /&gt;(final de 2011) evidencia que não é possível replicar hoje os modelos coloniais do passado. O&lt;br /&gt;“imperialismo Norte-americano” mantém-se ofensivo, mas são evidentes fragilidades e perdas&lt;br /&gt;do seu poder.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A insegurança e o terrorismo continuaram a ser usados como pretextos para promover agressões&lt;br /&gt;e ingerências fazer regredir os direitos humanos e o Estado de direito. A Cimeira da NATO (em&lt;br /&gt;Lisboa, Nov. 2010) adoptou o chamado novo “conceito estratégico” o qual representa um&lt;br /&gt;perigoso passo da ofensiva militarista. Mantiveram-se ameaças globais como o terrorismo, com&lt;br /&gt;perigosos desenvolvimentos. Aumentaram as tensões e conflitos em várias regiões do globo,&lt;br /&gt;com destaque para o Médio-Oriente, o Afeganistão, o Iraque e a Líbia, com uma intervenção&lt;br /&gt;militar (2011), que a CGTP-IN condenou, manteve-se o bloqueio a Cuba, a ocupação da&lt;br /&gt;Palestina por Israel e do Sara Ocidental por Marrocos e prosseguem ingerências em países&lt;br /&gt;soberanos. No Norte de África e no Médio Oriente eclodiram fortes movimentos de protesto,&lt;br /&gt;que conduziram a alterações no poder, se bem que desenvolvimentos ulteriores, complexos e&lt;br /&gt;contraditórios, não permitam, ainda, concluir do real alcance e sentido de vários desses&lt;br /&gt;processos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O desemprego é hoje uma das maiores ameaças à escala mundial. Apesar da recessão ter&lt;br /&gt;provocado mais 30 milhões de desempregados, a sua redução continua a não ser considerada&lt;br /&gt;como a maior das prioridades. Apesar da generalidade dos trabalhadores serem afectados, a&lt;br /&gt;crise de emprego tem maiores impactos nalgumas regiões incluindo os países desenvolvidos e o&lt;br /&gt;Norte de África e afecta, de forma desproporcionada e grave, os jovens.&lt;br /&gt;A promessa feita em 2000 de alcançar avanços substanciais em oito domínios essenciais (os&lt;br /&gt;Objectivos de Desenvolvimento do Milénio), incluindo a redução para metade da pobreza, a&lt;br /&gt;educação primária universal, a saúde materna e a redução da mortalidade infantil, teve mais&lt;br /&gt;recuos que avanços, existindo uma elevada probabilidade de não serem conseguidos até 2015.&lt;br /&gt;Uma das maiores ameaças globais respeita à mudança climática. Este período foi marcado quer&lt;br /&gt;por desastres ecológicos (como a explosão em 2010 da plataforma petrolífera da BP no Golfe do&lt;br /&gt;México), quer por desastres naturais (Fukushima em 2011, cheias, ciclones, etc.). As Cimeiras&lt;br /&gt;realizadas (Copenhaga em 2009, Cancún em 2010, Durban em 2011), com vista a alcançar um&lt;br /&gt;novo acordo que substitua o Protocolo de Quioto, falharam no essencial.&lt;br /&gt;Uma parte muito significativa da humanidade continua a viver com recursos muito limitados ou&lt;br /&gt;é vítima da fome. A crise que emergiu em 2008 e a subida dos preços dos produtos agrícolas,&lt;br /&gt;com picos em 2008 e no início de 2011, tiveram forte impacto negativo. Em 2015 haverá ainda&lt;br /&gt;cerca de 920 milhões de pessoas que viverão em pobreza (menos de 1,25 dólares por dia),&lt;br /&gt;segundo a ONU. As desigualdades tendem a acentuar-se, assim como a injustiça na distribuição&lt;br /&gt;da riqueza e a dificuldade de acesso a bens essenciais apesar de haver hoje uma maior&lt;br /&gt;consciência global das suas causas e dos seus responsáveis.&lt;br /&gt;Esta situação global tem merecido uma resposta de resistência e luta por parte dos trabalhadores&lt;br /&gt;e dos povos. Resistência a invasões, a ocupações, a chantagens e bloqueios que se traduziram&lt;br /&gt;em inúmeras acções sindicais e populares com manifestações, lutas e greves, um pouco por todo&lt;br /&gt;o mundo, incluindo nos EUA (registe-se os extraordinários protestos em Wisconsin, que&lt;br /&gt;constituíram uma das maiores mobilizações das últimas décadas; e o movimento “ocupar Wall&lt;br /&gt;Street”).&lt;br /&gt;1.2 Os caminhos da EU: da reacção tardia à crise global à ameaça de implosão do euro&lt;br /&gt;A União Europeia confirmou-se como pólo avançado da ofensiva neoliberal e teve o período&lt;br /&gt;mais agitado da sua história – repleto de expressão de contradições, de erradas decisões&lt;br /&gt;políticas, de perigosas afirmações de populismo e domínio da direita e da extrema-direita: viu-se&lt;br /&gt;mergulhada na crise global após a ter ignorado no seu início; passou duma recessão para uma&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;crise da dívida havendo a ilusão de que seria limitada a alguns países (pequenos e da periferia)&lt;br /&gt;quando hoje paira a ameaça de desintegração da zona euro, que a acontecer terá forte impacto a&lt;br /&gt;nível global; aprovou um novo Tratado, à margem dos povos europeus e da sua vontade, num&lt;br /&gt;processo que se arrastou por vários anos e mostrou um crescente distanciamento dos cidadãos&lt;br /&gt;face ao modo como se tem construído a União Europeia; lançou uma “nova governação&lt;br /&gt;económica” em que se aprofunda a perda de soberania dos países e os dos povos; revelou a falta&lt;br /&gt;de cooperação e solidariedade entre os países com o domínio de estereótipos e posições por&lt;br /&gt;vezes até de carácter xenófobo que rotulam povos do centro-norte da Europa como “virtuosos”&lt;br /&gt;face a países do Sul “gastadores”; fez progredir as forças políticas mais conservadoras na&lt;br /&gt;generalidade das eleições realizadas; atacou pilares fundamentais do Estado-social, em que os&lt;br /&gt;salários e os direitos no trabalho são cada vez mais atacados considerados como meros factores&lt;br /&gt;de ajustamento.&lt;br /&gt;Na União Europeia, a crise veio revelar quão frágil e contraditório é o modelo e as opções&lt;br /&gt;assumidas na construção europeia e quão hipócritas são as considerações e objectivos que,&lt;br /&gt;frequentemente, constam dos preâmbulos e articulado dos tratados e de declarações solenes.&lt;br /&gt;Coesão económica e social, evolução social no progresso, dimensão social do mercado interno&lt;br /&gt;tornaram-se expressões carentes de sentido, nomeadamente, quando países como Portugal,&lt;br /&gt;Grécia, Irlanda e outros são submetidos a pressões, ingerências e chantagens inaceitáveis.&lt;br /&gt;Mas este processo não é linear nem isento de contradições. Neste mesmo período houve&lt;br /&gt;também uma luta social intensa, os sindicatos tiveram uma intervenção activa com a realização&lt;br /&gt;de greves gerais e outras lutas de grande dimensão e emergiram novos movimentos de protesto,&lt;br /&gt;essencialmente no plano social.&lt;br /&gt;No plano político, a Europa é hoje dominada pelas forças políticas de direita e da extremadireita&lt;br /&gt;e por forte influência conservadora e neoliberal no plano económico, social e cultural,&lt;br /&gt;quer nas instituições europeias, quer ao nível dos países: novo Parlamento Europeu com maior&lt;br /&gt;peso dos partidos de direita (Junho 2009); reeleição de Durão Barroso à frente da Comissão&lt;br /&gt;Europeia (Set. 2009); forte progressão dos partidos de direita e em alguns casos da extremadireita&lt;br /&gt;nas eleições em vários países (como: Reino Unido, Portugal, Espanha, Finlândia,&lt;br /&gt;Suécia), enquanto noutros foram formados abertamente governos de tecnocratas (Itália e&lt;br /&gt;Grécia); os partidos sociais democratas e socialistas, em geral, estão fora dos governos.&lt;br /&gt;A entrada em vigor do Tratado da UE (Dez. 2009), após um período de mais de 8 anos de&lt;br /&gt;impasse e de negociações, conduziu a alterações na arquitectura institucional, mas os grandes&lt;br /&gt;problemas institucionais e o necessário reequilíbrio de relações de forças continuam por&lt;br /&gt;resolver, tendo-se acentuado o centralismo, com transferência de competências para as&lt;br /&gt;instituições da UE em vários domínios e perda de soberania dos Estados a favor das grandes&lt;br /&gt;potências. O Conselho Europeu que passou, em consequência da aprovação do Tratado, a ser&lt;br /&gt;presidido por Van Rompuy, nomeou um alto representante para os negócios estrangeiros e a&lt;br /&gt;política de segurança (Catherine Ashton).&lt;br /&gt;Foram, porém, os temas económicos (em si mesmos condicionados pelo financeirismo) que&lt;br /&gt;dominaram todo este período. A UE reagiu muito tarde à recessão e só em Dezembro de 2008&lt;br /&gt;aprovou um insuficiente plano de relançamento económico. Tal posição teve consequências&lt;br /&gt;negativas e contribuiu para que a generalidade dos países também respondesse tardiamente. Esta&lt;br /&gt;intervenção determinou um agravamento dos défices e da dívida pública nos países da UE. Mas&lt;br /&gt;não foi este agravamento em si que originou a crise da dívida, iniciada na Grécia (Nov. 2009),&lt;br /&gt;mas antes o modo como as autoridades europeias a enfrentaram permitindo e alimentando a&lt;br /&gt;especulação, em benefício do grande capital financeiro, de grandes interesses económicos e das&lt;br /&gt;grandes potências, com destaque para a Alemanha – e os condicionalismos colocados aos países&lt;br /&gt;– a que se juntou a chantagem dos mercados financeiros.&lt;br /&gt;Os programas de “financiamento” da Grécia (2010), Irlanda (2010) e Portugal (2011), com a&lt;br /&gt;subserviência dos governos destes países impostos pelas autoridades europeias e pelo FMI,&lt;br /&gt;traduziram-se em medidas de austeridade brutais, designadamente, cortes nas despesas públicas&lt;br /&gt;e nas prestações sociais, reduções salariais, aumento de impostos, ataque aos direitos laborais, à&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;contratação colectiva e aos sindicatos ou seja, recessão económica, empobrecimento, mais&lt;br /&gt;desemprego e pobreza, acompanhadas de uma intensa campanha ideológica, assente na tese das&lt;br /&gt;inevitabilidades, procurando instalar medos e resignação.&lt;br /&gt;Avançaram, ao mesmo tempo, com medidas dirigidas a apertar o controlo orçamental da UE no&lt;br /&gt;contexto da chamada governação económica, cujo pacote global foi aprovado em Setembro de&lt;br /&gt;2011, incluindo o reforço das regras do Pacto de Estabilidade e de Crescimento, a aplicação&lt;br /&gt;quase automática de sanções, e um maior controlo da UE em relação às políticas económicas&lt;br /&gt;nacionais. Este pacote tem profundas implicações políticas (perdas de soberania), económicas&lt;br /&gt;(torna mais difícil o recurso a políticas nacionais para impulsionar o desenvolvimento), sociais&lt;br /&gt;(maior pressão sobre a despesa social) e laborais (pressão sobre os custos laborais e sobre a&lt;br /&gt;legislação de trabalho a pretexto do reforço da competitividade).&lt;br /&gt;As medidas tomadas no sentido de prevenir crises da dívida mostraram-se ineficazes, como a&lt;br /&gt;criação em 2010 do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. A sua inadequação, aliada à&lt;br /&gt;lógica da austeridade, conduziu a recessões nos países mais afectados pela crise e à deterioração&lt;br /&gt;do crescimento a nível global na UE, com perspectivas de nova recessão em 2012. Estes&lt;br /&gt;factores foram agravados pela pressão dos mercados financeiros e, em particular, pela acção das&lt;br /&gt;agências de notação financeira. A crise acentuou-se em meados de 2011 e, nas várias Cimeiras&lt;br /&gt;Europeias, não houve capacidade e muito menos vontade política para a resolver.&lt;br /&gt;No final deste ano (2011) a zona euro encontra-se em sério risco de colapso e quer a situação de&lt;br /&gt;incerteza gerada, quer o possível colapso contribuem para colocam colocar o nosso país numa&lt;br /&gt;situação muito delicada.&lt;br /&gt;A Europa Social foi posta em causa, sobretudo pela aplicação de programas de austeridade que&lt;br /&gt;visaram a redução da despesa social. Não foi, porém, este, o único factor. A Europa tornou-se&lt;br /&gt;menos social em resultado: do aumento da concorrência social, em consequência de decisões do&lt;br /&gt;Tribunal Europeu de Justiça, que fazem prevalecer as liberdades económicas em relação a&lt;br /&gt;direitos dos trabalhadores; da pressão, impulsionada pela Comissão, de aumentar a idade legal&lt;br /&gt;de reforma; da diminuição da protecção no emprego (flexigurança) e da maior precariedade.&lt;br /&gt;Os trabalhadores reagiram com protestos e greves, incluindo greves gerais, com destaque quer&lt;br /&gt;para as lutas desenvolvidas ao nível de países (como a Grécia, Espanha, França, Portugal,&lt;br /&gt;Bélgica e Itália) quer para manifestações europeias promovidas pela CES e nas quais a CGTPIN&lt;br /&gt;participou.&lt;br /&gt;1.3. A situação nacional: da recessão em 2009 ao programa da troika e ao Governo da&lt;br /&gt;direita&lt;br /&gt;No decurso deste período (Fev. 2008 a Jan. 2012) a situação nacional foi progressivamente&lt;br /&gt;dominada pela crise económica profunda e integrada numa crise política e social – que afectou&lt;br /&gt;todos os domínios.&lt;br /&gt;No plano político, sucederam-se três governos. O primeiro Governo do Partido Socialista&lt;br /&gt;(2005-2009) foi seguido por um executivo socialista minoritário (eleições legislativas de Set.&lt;br /&gt;2009), o que reflectiu o seu desgaste face a medidas antipopulares. Veio a demitir-se (Março de&lt;br /&gt;2011) com a rejeição pelo PSD de um novo pacote de austeridade, já no contexto da presente&lt;br /&gt;crise da dívida soberana. Após a realização de eleições legislativas (Junho) e a formação de um&lt;br /&gt;governo PSD/CDS-PP, criou-se uma situação nova no país. A direita passou a controlar o poder&lt;br /&gt;legislativo e executivo. Cavaco Silva foi reeleito como Presidente da República (Jan. 2011). O&lt;br /&gt;PSD foi dominado pela sua corrente mais liberal, na sequência da colocação de Passos Coelho&lt;br /&gt;na sua liderança (Março de 2010).&lt;br /&gt;A crise económica (com aquelas características) dominou todo o período decorrido desde o XI&lt;br /&gt;Congresso. Numa fase inicial (2008-2009), somaram-se aos problemas internos (crescimento&lt;br /&gt;económico débil desde o início da década) as consequências da grande recessão global. As&lt;br /&gt;medidas de resposta à crise, no contexto do plano aprovado na UE no final de 2008, tendo&lt;br /&gt;embora, no imediato, aliviado alguns dos seus efeitos, não impediram uma forte recessão, o&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;agravamento do desemprego e, nalgumas actividades, com destaque para o sector automóvel, o&lt;br /&gt;forte aumento dos trabalhadores com contratos de trabalho suspensos (&quot;lay-offs&quot;).&lt;br /&gt;As medidas de apoio foram dirigidas sobretudo às empresas (apoios ao automóvel, aos têxteis, a&lt;br /&gt;alguns grandes grupos económicos e pontualmente a PMEs), o que, em conjugação com uma&lt;br /&gt;forte evasão fiscal, contribuiu para a deterioração das contas públicas.&lt;br /&gt;Realce-se que as chamadas medidas de combate à crise se centraram, desde o inicio, no apoio ao&lt;br /&gt;sector financeiro e à transferência de buracos resultantes de situações de gestão fraudulenta e&lt;br /&gt;roubo (privados) para dívida do Estado, com situações escandalosas como os custos da&lt;br /&gt;privatização do BPN e outras. Também foram favorecidos os accionistas de grandes grupos&lt;br /&gt;económicos, nomeadamente, de monopólios de prestação de serviços aos portugueses.&lt;br /&gt;Entretanto, os accionistas e os “grandes” gestores do sector financeiro e destes grupos&lt;br /&gt;continuaram a usufruir de grandes lucros e remunerações e, muitos deles, a usar os paraísos&lt;br /&gt;fiscais para não pagar impostos em Portugal.&lt;br /&gt;Criando “cortinas de fumo” e usando desinformação, os poderes político e económico criaram&lt;br /&gt;nos portugueses e portuguesas a ideia (mentirosa) que só o Estado se endividou (para pagar&lt;br /&gt;pensões ou subsídios de desemprego, ou para garantir direitos sociais e pagar salários aos&lt;br /&gt;trabalhadores da Administração Pública) e a maldosa noção de que todos os portugueses&lt;br /&gt;viveram acima das suas possibilidades e daquilo a que tinham direito.&lt;br /&gt;A segunda fase (do início de 2010 até hoje) corresponde ao início e aprofundamento da crise da&lt;br /&gt;dívida na Europa, desencadeada no Outono de 2009 na Grécia (ver 1.2). Durante 2010 foram&lt;br /&gt;aprovados sucessivos programas de austeridade (o primeiro em Março), que agravaram as&lt;br /&gt;condições de vida da maioria da população e que, no plano político, vieram a culminar na&lt;br /&gt;rejeição do PEC III (programa de estabilidade e crescimento) na Assembleia da República,&lt;br /&gt;conduzindo à queda do Governo de José Sócrates e à marcação de eleições antecipadas (5 de&lt;br /&gt;Junho de 2011), donde resultou o Governo da direita PSD/CDS.&lt;br /&gt;Foi neste contexto que Portugal pediu ajuda externa (Abril) e foi estabelecido um “empréstimo”&lt;br /&gt;ao país (Maio). Na sua origem estão, entre outros, programas de austeridade que não resolveram&lt;br /&gt;antes pioraram os problemas; as exigências das autoridades europeias de sempre mais cortes nas&lt;br /&gt;despesas; a chantagem dos mercados financeiros, em particular das agências de notação&lt;br /&gt;financeira; um processo especulativo que se deslocou para os títulos da dívida pública; a&lt;br /&gt;chantagem dos bancos nacionais que declararam não financiar mais o Estado.&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma intervenção activa que se não limitou a denunciar os responsáveis pelo&lt;br /&gt;desastre, tendo apresentado medidas alternativas destinadas a conciliar a redução do défice&lt;br /&gt;público com o crescimento económico e com maior justiça social e fiscal.&lt;br /&gt;O Memorando de Entendimento é um programa de violentos cortes nos direitos e condições de&lt;br /&gt;vida dos trabalhadores, ao povo e ao país. É socialmente injusto, nomeadamente, porque&lt;br /&gt;penaliza classes e grupos sociais sem responsabilidade na crise, e economicamente&lt;br /&gt;contraproducente, pois a recessão agrava a dívida. Esse Memorando, subscrito em Maio, foi&lt;br /&gt;actualizado no final do ano com mais medidas gravosas, sobretudo das que se inscrevem no&lt;br /&gt;Orçamento de Estado para 2012.&lt;br /&gt;Os trabalhadores foram particularmente atingidos: desemprego, corte de salários, redução das&lt;br /&gt;prestações, etc. A Iniciativa para a Competitividade e o Emprego (dez. 2010), ao inserir a&lt;br /&gt;facilitação dos despedimentos por via da redução das indemnizações e um novo ataque ao&lt;br /&gt;direito de contratação colectiva, abriu o caminho para novas e mais graves derivas, como as que&lt;br /&gt;constam do Memorando de Entendimento. Pretendem, objectivamente, facilitar mais os&lt;br /&gt;despedimentos (novos cortes nas indemnizações e mais motivos de despedimento); aumentar a&lt;br /&gt;duração do tempo de trabalho (em mais meia hora por dia) a título gratuito e reduzir dias de&lt;br /&gt;férias e feriados; acentuar a ofensiva contra o direito de contratação colectiva e os salários e&lt;br /&gt;dificultar a emissão da extensão dos contratos colectivos.&lt;br /&gt;Se os direitos dos trabalhadores foram mais atacados na fase final deste período na vigência da&lt;br /&gt;governação de direita, não deixa de ser verdade que, no tempo decorrido entre os Congressos,&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;prevaleceu, com poucas excepções, da parte dos governos e patronato, políticas anti-laborais. A&lt;br /&gt;revisão do Código de Trabalho assinalou negativamente todo o ano de 2008, sobretudo pelo&lt;br /&gt;aprofundamento do ataque à contratação colectiva, com relevo para a caducidade das&lt;br /&gt;convenções colectivas e o princípio da adesão individual dos trabalhadores não sindicalizados a&lt;br /&gt;convenções colectivas.&lt;br /&gt;Os direitos dos trabalhadores não foram postos em causa apenas no sector privado, o mesmo&lt;br /&gt;acontecendo na Administração Pública com as mudanças legislativas, quer no que respeita aos&lt;br /&gt;direitos individuais quer aos direitos colectivos (legislação sobre vínculos, carreiras, contrato de&lt;br /&gt;trabalho em funções públicas, etc.). A diminuição do poder de compra foi mais violenta e&lt;br /&gt;directa na Administração Pública, devido a medidas de congelamentos ou cortes salariais em&lt;br /&gt;2010 e 2011.&lt;br /&gt;A segurança social foi enfraquecida ao longo do período. O regime do subsídio de desemprego&lt;br /&gt;foi revisto para pior (Junho de 2010) e alteraram-se as condições de acesso às prestações sociais&lt;br /&gt;não contributivas (idem), o que causou uma forte quebra no número de beneficiários. Com o&lt;br /&gt;Memorando de Entendimento e com o programa do Governo da direita do PSD-CDS abriu-se&lt;br /&gt;uma fase nova no ataque ao direito de segurança social a favor de concepções assistencialistas,&lt;br /&gt;de esmola pública.&lt;br /&gt;Por outro lado decorrem desses compromissos/interpretações submissas ao Memorando, as&lt;br /&gt;políticas em curso que põem em causa direitos à saúde, ao ensino, bem como outros direitos&lt;br /&gt;sociais fundamentais.&lt;br /&gt;E de forma criminosa, tentam que a juventude se renda à inevitabilidade de viver pior que os&lt;br /&gt;seus pais ou avós e, em nome da interpretação do Memorando, erigido em “interesse do&lt;br /&gt;Estado”, chegam ao descaramento de os incentivar à emigração.&lt;br /&gt;No final deste período, temos assim uma situação muito complexa com riscos de rupturas&lt;br /&gt;diversas na sociedade.&lt;br /&gt;Não foram vencidos problemas estruturais da nossa economia, como a ultrapassagem dum&lt;br /&gt;modelo baseado em baixos salários e em produções de baixo conteúdo tecnológico. A&lt;br /&gt;desindustrialização acentuou-se, houve perdas de competitividade e o défice da balança corrente&lt;br /&gt;manteve-se em níveis insustentáveis. O resultado foi um baixo crescimento económico, mais&lt;br /&gt;desemprego e menor nível de vida.&lt;br /&gt;No plano laboral, os recuos consumados com o Código de Trabalho, o enfraquecimento da&lt;br /&gt;contratação colectiva, o aumento da precariedade e imposição de normas de trabalho mais&lt;br /&gt;flexíveis tornam os trabalhadores mais desprotegidos face ao empregador.&lt;br /&gt;Nas políticas sociais, o enfraquecimento de direitos de Segurança Social, particularmente dos&lt;br /&gt;desempregados e dos beneficiários de prestações sociais não contributivas e a imposição de uma&lt;br /&gt;política populista “de protecção aos pobrezinhos”, em substituição da garantia, com carácter&lt;br /&gt;universalista, dos direitos sociais fundamentais, empobrece aceleradamente a sociedade e tolhe&lt;br /&gt;as possibilidades do seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;Os efeitos convergentes destas políticas económicas, laborais e sociais agravam a informalidade&lt;br /&gt;na economia e no trabalho, num contexto em que a economia clandestina tinha já uma dimensão&lt;br /&gt;perigosa.&lt;br /&gt;Neste contexto, a aplicação de programas de austeridade, agravadas pela acção do Governo da&lt;br /&gt;direita (e com um PSD com uma orientação liberal) gera uma situação perigosa porque, a&lt;br /&gt;austeridade, ao gerar recessão, conduz a mais austeridade num ciclo destrutivo para o tecido&lt;br /&gt;económico e social. O XII Congresso vai pois realizar-se numa situação qualitativamente nova,&lt;br /&gt;pelo que é necessário prosseguir e intensificar a luta contra a política de direita e a enorme&lt;br /&gt;ofensiva patronal, por uma mudança de rumo política, económica e social, que corresponda às&lt;br /&gt;necessidades e anseios dos trabalhadores, do povo e do país.&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;1.4. A intervenção Sindical e a Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras&lt;br /&gt;Face à evolução da situação política, económica e social, os trabalhadores responderam, de&lt;br /&gt;forma determinada, com um significativo aumento de contestação social a aspectos&lt;br /&gt;fundamentais das políticas dos governos, de combate à actuação antidemocrática e oportunista&lt;br /&gt;de grande parte do patronato, agindo em defesa de legítimos e fundamentais direitos laborais e&lt;br /&gt;sociais que são estruturantes da democracia.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, com os seus sindicatos, os seus milhares de activistas e dirigentes sindicais,&lt;br /&gt;assumiu um papel determinante ao conduzir um conjunto de poderosas lutas sindicais a nível&lt;br /&gt;das empresas, dos sectores, das regiões e no plano nacional, em que participaram, de forma&lt;br /&gt;determinada, centenas e centenas de milhar de trabalhadores. A par desta acção, estabeleceu&lt;br /&gt;contactos e reflexões frequentes com os diversos órgãos do poder, com forças políticas, com&lt;br /&gt;inúmeras instituições, designadamente, com organizações e movimentos sociais, donde resultou,&lt;br /&gt;não apenas a sensibilização e apoio às suas propostas, mas também o surgimento de&lt;br /&gt;posicionamentos potenciadores de importantes e indispensáveis alianças sociais. São de destacar&lt;br /&gt;as duas greves gerais (Nov. de 2010 e Nov. de 2011) pelo seu significado, enquanto acções&lt;br /&gt;maiores de uma luta contra a política de austeridade e da afirmação pela construção de&lt;br /&gt;caminhos alternativos para o país, pela adesão verificada nos locais de trabalho dos sectores&lt;br /&gt;público e privado, pela imensa participação nas manifestações e concentrações (34 por todo o&lt;br /&gt;país) realizadas no mesmo dia, no caso da greve geral do passado dia 24 de Novembro 2011, e&lt;br /&gt;pelo apoio expresso pela opinião pública e por sectores políticos e académicos quer a objectivos&lt;br /&gt;centrais da greve geral, quer à determinação e formas de luta dos trabalhadores. Das inúmeras&lt;br /&gt;acções de massa que a CGTP-IN desenvolveu, a todos os níveis da estrutura, e num&lt;br /&gt;extraordinário trabalho de organização, esclarecimento, mobilização e realização de lutas&lt;br /&gt;diversificadas – greves, concentrações, manifestações, etc., ao nível dos locais de trabalho,&lt;br /&gt;sectores, regiões e nacionais, importa salientar: em 2011, realização de lutas diversificadas e&lt;br /&gt;concentrações distritais, na semana de 24 a 29 de Janeiro, “Contra a precariedade e o&lt;br /&gt;desemprego – é hora de mudar! + emprego, salários, direitos” para dar continuidade ao protesto&lt;br /&gt;dos trabalhadores contra as políticas anti-sociais do Governo e exigir melhores condições de&lt;br /&gt;vida e de trabalho; Grande Manifestação Nacional dos trabalhadores dos sectores público e&lt;br /&gt;privado, dos jovens e reformados, no dia 19 de Março, em Lisboa, “Dia Nacional de indignação&lt;br /&gt;e protesto” contra as injustiças e as desigualdades, pela mudança de políticas; a Grande&lt;br /&gt;Manifestação Nacional da Juventude Trabalhadora, no dia 1 de Abril, em Lisboa, assinalando o&lt;br /&gt;Dia Nacional da Juventude, sob o lema “Em Luta! Queremos Trabalho! Exigimos Direitos”; a&lt;br /&gt;Manifestação de 19 de Maio, “Contra a ingerência da U.E. e do FMI”; Jornada Nacional de&lt;br /&gt;Esclarecimento e Mobilização, de 11 a 16 de Julho, designada “Semana de acção, de protesto e&lt;br /&gt;de proposta” com acções diversificadas em todo o país, para denunciar os objectivos do&lt;br /&gt;Governo, divulgar as propostas da CGTP-IN para o país e reclamar novas políticas e um novo&lt;br /&gt;rumo para Portugal; Acção Pública na A.R. no dia 31 de Agosto, para entrega dos pareceres&lt;br /&gt;relativos à proposta de lei nº 2/XII (redução das indemnizações por despedimento); iniciativa&lt;br /&gt;contra as privatizações, no dia 22 de Setembro, em Lisboa, que envolveu trabalhadores,&lt;br /&gt;activistas sindicais e membros de comissões de trabalhadores e camadas da população; no dia 1&lt;br /&gt;de Outubro, data do 41º aniversário da CGTP-IN, foi comemorado com um grande Dia de Luta,&lt;br /&gt;através de duas Concentrações/Manifestações em Lisboa e Porto, “Contra o empobrecimento e&lt;br /&gt;as injustiças – Emprego, Salários, Pensões e Direitos Sociais”; Semana de Luta Nacional, de 20&lt;br /&gt;a 27 de Outubro, com greves, paralisações e acções de rua, contra o desemprego, a destruição&lt;br /&gt;dos direitos laborais e o roubo dos salários, pela defesa dos postos de trabalho e aumento dos&lt;br /&gt;salários; Concentração na A.R. no dia 30 de Novembro, para protestar contra o Orçamento de&lt;br /&gt;Estado aprovado nesse dia pelos partidos que suportam o Governo (PSD e CDS) e o apoio do&lt;br /&gt;PS; Semana de Protesto e Acção contra o aumento do horário de trabalho e o trabalho forçado;&lt;br /&gt;pelo emprego, salários e direitos, que envolveu trabalhadores de todo o país, dos sectores&lt;br /&gt;público e privado, de 12 a 17 de Dezembro.&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;Em 2010, Acção Nacional Descentralizada, que decorreu de Janeiro a Março, sob o lema&lt;br /&gt;“Contra a precariedade e o desemprego – É Hora de Mudar! + Emprego, Salários, Direitos”,&lt;br /&gt;consubstanciada na realização de um conjunto de lutas sectoriais, distritais e de empresa, tendo&lt;br /&gt;como objectivo a resposta aos problemas e reivindicações mais sentidas pelos trabalhadores;&lt;br /&gt;dezenas de outras manifestações tiveram lugar no Continente e nas Regiões Autónomas,&lt;br /&gt;destacando-se no dia 26 de Março a Manifestação da Juventude Trabalhadora, para a A.R, sob o&lt;br /&gt;lema “Geração com Direitos – Garantia de Futuro – Lutamos pela Estabilidade do Emprego –&lt;br /&gt;Salários e Horários Dignos”; Grande Manifestação Nacional dos Trabalhadores da&lt;br /&gt;Administração Pública, do Sector Privado e das camadas da população vítimas de políticas&lt;br /&gt;injustas, realizada em 29 de Maio, para exigir “Um Novo Rumo, com a Luta de quem&lt;br /&gt;Trabalha”; Dia Nacional de Protesto e Luta, a 8 de Julho, “Contra o desemprego e a&lt;br /&gt;precariedade” com greves, paralisações de trabalho e manifestações na rua, teve também uma&lt;br /&gt;grande expressão de massas em todos os distritos do país; Grande Jornada de Luta – pelo&lt;br /&gt;Emprego, Salários, Serviços Públicos; contra o desemprego e as injustiças – efectuada em 29 de&lt;br /&gt;Setembro, integrada na luta europeia convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos (Dia&lt;br /&gt;Europeu de Acção), mas com os objectivos próprios da luta nacional, com realização de greves&lt;br /&gt;e paralisações dos sectores privado e público e duas grandes concentrações de trabalhadores em&lt;br /&gt;Lisboa e Porto.&lt;br /&gt;Em 2009, Grande Manifestação Nacional de 13 de Março de 2009, em Lisboa, que sob o lema&lt;br /&gt;“Mudar de Rumo, Mais Emprego, Salários e Direitos”, fez convergir os trabalhadores do sector&lt;br /&gt;privado e da Administração Pública, numa extraordinária demonstração de força do movimento&lt;br /&gt;sindical para continuar a luta em defesa dos direitos sociais dos trabalhadores; Tribunas&lt;br /&gt;Públicas realizadas em vários Distritos, sob o lema “Mudar de Rumo: Emprego com Direitos”,&lt;br /&gt;de 2 a 8 de Abril; iniciativas realizadas em empresas (plenários de trabalhadores) e diversas&lt;br /&gt;localidades, na semana de 3 a 8 de Outubro, inseridas no âmbito da Jornada Mundial pelo&lt;br /&gt;Trabalho Digno convocada pela CSI.&lt;br /&gt;Em 2008, a Jornada de Aviso Geral, com Manifestações no Porto e em Lisboa, em 16 e 17 de&lt;br /&gt;Abril, respectivamente, contra a revisão do código do trabalho e das leis laborais na&lt;br /&gt;administração pública, por mais salários e contra a precariedade; Manifestação Nacional em&lt;br /&gt;Lisboa, no dia 5 de Junho, “Não a esta revisão das leis laborais! Vida e trabalho digno para&lt;br /&gt;todos”; Acção Geral de Protesto e Luta, no dia 28 de Junho, com concentrações em diversas&lt;br /&gt;localidades do país, pelo aumento dos salários e das pensões, contra a revisão das leis laborais e&lt;br /&gt;a carestia de vida; Cordão Humano, efectuado no dia 10 de Setembro, entre a sede da CGTP-IN&lt;br /&gt;e a A.R., para entrega dos pareceres sobre a revisão das leis laborais (proposta de lei nº 216/X&lt;br /&gt;que revê o código do trabalho); o dia nacional de luta de 1 de Outubro, por “Melhores salários,&lt;br /&gt;emprego sem precariedade, contra a alteração das leis laborais”; realização de Tribunas Públicas&lt;br /&gt;na semana de 6 a 10 de Outubro, em vários Distritos do país, inseridas no âmbito da Jornada&lt;br /&gt;Mundial pelo Trabalho Digno, convocada pela Confederação Sindical Internacional (CSI); o&lt;br /&gt;desfile nacional de dirigentes e activistas sindicais, junto da Assembleia da República, a 6 de&lt;br /&gt;Novembro, (aquando da votação do Código de Trabalho).&lt;br /&gt;As comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio, foram realizadas sempre numa perspectiva de&lt;br /&gt;luta, pela defesa dos ideais e direitos que aquelas datas simbolizam e, por isso, constituíram&lt;br /&gt;momentos altos da mobilização dos trabalhadores dos sectores privado e público, para&lt;br /&gt;afirmarem o seu descontentamento, indignação e protesto face à injustiça das políticas seguidas&lt;br /&gt;e num apoio inequívoco às reivindicações e propostas da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Particular destaque é justificado relativamente às duas extraordinárias Greves Gerais, realizadas&lt;br /&gt;em 24 de Novembro de 2010 e, na mesma data, em 2011. A greve geral de 2010 culminou um&lt;br /&gt;ano de intensas lutas, constituindo um grande êxito, não apenas porque nela estiveram&lt;br /&gt;envolvidos mais de 3 milhões de trabalhadores, mas sobretudo porque a partir desta grandiosa&lt;br /&gt;acção de massas foram potenciadas futuras movimentações políticas e sociais, que haveriam de&lt;br /&gt;conduzir à demissão do Governo do PS/Sócrates. Quanto à greve geral de 2011, convocada&lt;br /&gt;contra o pacto de agressão do Governo PSD/CDS, em defesa do sector produtivo, da&lt;br /&gt;valorização do trabalho, pela construção do futuro com direitos, pela defesa da Democracia e&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;salvaguarda da Soberania Nacional, a extraordinária adesão dos trabalhadores superou a greve&lt;br /&gt;geral do ano passado em número de trabalhadores e de empresas totalmente paralisadas. Obteve&lt;br /&gt;adesões excepcionais em todo o país, seja no Continente seja nas Regiões Autónomas; abrangeu&lt;br /&gt;todos os sectores da administração pública central, regional e local e a generalidade das&lt;br /&gt;actividades do sector privado; foi transversal a homens e mulheres, aos jovens, aos&lt;br /&gt;trabalhadores com vínculo efectivo e com vínculo precário, ficando para sempre assinalada&lt;br /&gt;como um marco notável dos trabalhadores portugueses em defesa dos direitos e condições de&lt;br /&gt;vida dignas para o presente, mas também para o futuro das novas gerações.&lt;br /&gt;Apesar das chantagens e arbitrariedades de algumas entidades patronais e o Governo ter&lt;br /&gt;recorrido a meios ilegais para tentar impedir os trabalhadores de exercerem o direito de greve,&lt;br /&gt;nomeadamente através dos denominados “serviços mínimos” nas empresas de transportes, esta&lt;br /&gt;alcançou pleno êxito em todas as suas dimensões. Nem a utilização das forças de segurança,&lt;br /&gt;visando criar um clima de intimidação e impedir a presença e acção dos piquetes de greve em&lt;br /&gt;algumas empresas, o que revela a natureza autoritária e repressiva do actual Governo do PSDCDS,&lt;br /&gt;fez recuar os trabalhadores perante tais práticas antidemocráticas. Regista-se, por outro&lt;br /&gt;lado, a forma como os trabalhadores e outras camadas da população responderam com&lt;br /&gt;entusiasmo à decisão da CGTP-IN de convocar concentrações e manifestações, em 35 distritos e&lt;br /&gt;localidades de todo o País, do Continente e das Regiões Autónomas. Sendo o objectivo destas&lt;br /&gt;iniciativas dar visibilidade à greve geral, mostrando nas ruas a força organizada dos&lt;br /&gt;trabalhadores em luta, muitas dezenas de milhares de trabalhadores compareceram nestas acções&lt;br /&gt;espalhadas por todo o País, a que se juntaram desempregados, reformados e estudantes,&lt;br /&gt;mostrando a todo o país a grandiosidade da luta que neste dia foi realizada, ao mesmo tempo&lt;br /&gt;que possibilitou redobrar a denúncia e o protesto, reafirmar as propostas da CGTP-IN e alargar a&lt;br /&gt;compreensão e disponibilidade para as lutas futuras&lt;br /&gt;O balanço efectuado da magnífica participação dos trabalhadores nas greves gerais mostra que&lt;br /&gt;o movimento sindical realizou importantes avanços qualitativos no plano da organização, da&lt;br /&gt;unidade e da solidariedade entre os trabalhadores. Estas lutas, no seguimento das anteriores,&lt;br /&gt;deram importantes indicações de que com coragem, firmeza e determinação é possível&lt;br /&gt;prosseguir a luta de massas, alcançar os nossos objectivos e abrir um novo caminho de Futuro&lt;br /&gt;para Portugal.&lt;br /&gt;No quadro da revisão do Código de Trabalho, a CGTP-IN desenvolveu um trabalho intenso,&lt;br /&gt;cujo processo dominou todo o ano de 2008. A CGTP-IN visou não apenas impedir a redução&lt;br /&gt;dos direitos, mas também corrigir os aspectos mais gravosos do Código de Trabalho de 2003,&lt;br /&gt;sobretudo no que respeita à contratação colectiva, bem como consagrar a melhoria dos direitos&lt;br /&gt;dos trabalhadores na lei. Embora os objectivos propostos não tenham sido atingidos, a CGTP-IN&lt;br /&gt;viu a sua argumentação reforçar-se na sociedade, engrossando a resistência necessária para o&lt;br /&gt;futuro. E, apesar de não impedir uma revisão gravosa do Código: foi pedida a fiscalização da&lt;br /&gt;constitucionalidade de algumas dessas normas por partidos políticos e por alguns deputados;&lt;br /&gt;sendo declarada inconstitucional a norma do período experimental de 180 dias para os&lt;br /&gt;trabalhadores indiferenciados.&lt;br /&gt;Perante este cenário, em 2008, a intervenção sindical foi abrangente envolvendo: para além da&lt;br /&gt;participação na concertação social; a realização de acções de protesto supra mencionadas (5 de&lt;br /&gt;Junho, 1 de Outubro, 6 de Novembro); a acção legal, tendo sido apresentadas duas queixas na&lt;br /&gt;OIT por violação da convenção nº 87 sobre a liberdade sindical e a protecção do direito sindical;&lt;br /&gt;a pressão para que normas gravosas fossem sujeitas à apreciação da sua constitucionalidade.&lt;br /&gt;Toda esta ampla e rica intervenção sindical, desenvolvida num contexto político, económico e&lt;br /&gt;social muito difícil, colocou e coloca ao movimento sindical a necessidade de constante e&lt;br /&gt;aprofundada análise sobre a definição das suas propostas, reivindicações e objectivos imediatos&lt;br /&gt;e estratégicos, bem como a condução eficaz de cada luta.&lt;br /&gt;No plano sectorial são de salientar a acção na contratação colectiva, abrangendo igualmente&lt;br /&gt;empresas, e a Administração Pública. Apesar de mais difícil, os sindicatos não deixaram de&lt;br /&gt;exercer o direito de contratação colectiva e de obter pela negociação, pela mobilização e pela&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;luta aumentos de salários e melhorias nas convenções. No plano salarial há igualmente a&lt;br /&gt;sublinhar a luta pelo aumento do salário mínimo, exigindo a aplicação integral do Acordo&lt;br /&gt;estabelecido em 2006, o que apenas não foi conseguido em 2011.&lt;br /&gt;Na Administração Pública houve uma intervenção intensa tendo em conta a resposta às medidas&lt;br /&gt;restritivas impostas no domínio salarial, nas carreiras profissionais, no emprego, na Segurança&lt;br /&gt;Social e na negociação colectiva. Esta intervenção, por vezes difícil e com novos e complexos&lt;br /&gt;desafios à capacidade de contacto com os trabalhadores e acção e aos objectivos estratégicos&lt;br /&gt;dos sindicatos do sector, foi articulada com a defesa de serviços públicos de qualidade, sendo de&lt;br /&gt;referir o importante Encontro sobre Estado, Administração Pública e Direitos Sociais, realizada&lt;br /&gt;em Lisboa, em 3 de Nov. de 2011. Em toda esta acção estiveram envolvidos trabalhadores no&lt;br /&gt;âmbito da administração central, regional e local e em grupos profissionais, com destaque nestes&lt;br /&gt;para as grandes manifestações realizadas pelos professores (Março e Novembro de 2008). O&lt;br /&gt;acordo alcançado neste sector (Jan. 2010) sobre a avaliação traduz um resultado positivo das&lt;br /&gt;lutas efectuadas, embora transitório e com contradições face à actual situação política.&lt;br /&gt;No plano das empresas, onde não param de aumentar as dificuldades de desenvolvimento da&lt;br /&gt;actividade sindical, o trabalho sindical teve uma forte incidência na melhoria dos salários e das&lt;br /&gt;condições de trabalho, na salvaguarda do emprego e na passagem a efectivos de trabalhadores&lt;br /&gt;com vínculos precários, bem como nas tarefas de organização.&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma intervenção muito activa na apresentação de propostas, de reivindicações,&lt;br /&gt;na realização de iniciativas de carácter muito diverso (incluindo uma petição sobre o fim dos&lt;br /&gt;paraísos fiscais) direccionadas para novas políticas, debates especializados com a participação&lt;br /&gt;de destacados juristas, economistas, personalidades da vida social e política de várias áreas, e&lt;br /&gt;encabeçou fortes protestos sociais. São ainda de destacar nas iniciativas levadas a cabo, a V&lt;br /&gt;Conferência sobre a Igualdade entre Mulheres e Homens (Maio de 2009) e a Conferência sobre&lt;br /&gt;Diálogo Social e a Negociação Colectiva (Setembro 2009).&lt;br /&gt;Ficou reconfirmado que os sindicatos e o sindicalismo, com as suas propostas e a sua acção,&lt;br /&gt;continuarão a ser uma fonte de esperança e de confiança, obreiros indispensáveis da resistência&lt;br /&gt;ao neoliberalismo e às violências da crise e das contradições insanáveis do capitalismo, de&lt;br /&gt;defesa da democracia, de construção de políticas e caminhos alternativos.&lt;br /&gt;Os sindicatos são um importante instrumento de todos os trabalhadores e trabalhadoras e, em&lt;br /&gt;particular, dos mais jovens, para a transformação social, para a construção de um futuro melhor&lt;br /&gt;com mais progresso e justiça social.&lt;br /&gt;2. BLOQUEIOS AO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL&lt;br /&gt;2.1. No Desenvolvimento Económico&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma preocupação constante de articulação das reivindicações laborais e sociais&lt;br /&gt;com a defesa do desenvolvimento económico, social e ambientalmente sustentável. Podem&lt;br /&gt;distinguir-se três fases na evolução económica, as quais balizaram a intervenção sindical.&lt;br /&gt;A primeira corresponde ao período entre 2008 e o fim de 2009. O país acumulou nesta fase as&lt;br /&gt;consequências de políticas que prolongaram a tendência de baixo crescimento ou estagnação&lt;br /&gt;económica, que remonta ao início da década e se traduziu num elevado desemprego, com o&lt;br /&gt;impacto da crise global de 2008-2009. O Governo começou por negar a crise económica, a&lt;br /&gt;exemplo do que sucedeu ao nível da UE, e só interveio no final de 2009 com medidas que se&lt;br /&gt;dirigiram sobretudo às empresas (como foi o caso do plano de apoio ao sector automóvel em&lt;br /&gt;Dezembro de 2008). Destacam-se as irregularidades no sistema bancário (casos do BPP,&lt;br /&gt;nacionalização do BPN, fraudes no BCP) que acabaram por ser suportadas com o dinheiro dos&lt;br /&gt;contribuintes.&lt;br /&gt;Em 2009, a situação económica degradou-se, o desemprego agravou-se e dispararam os&lt;br /&gt;processos de suspensão de contratos de trabalho, sobretudo em empresas da indústria&lt;br /&gt;automóvel. A CGTP-IN entreviu com acções de massas e com propostas para responder aos&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;problemas económicos e sociais sendo de realçar: a apresentação de uma proposta para minorar&lt;br /&gt;os custos dos encargos com os empréstimos á habitação para as famílias de menores&lt;br /&gt;rendimentos (Julho de 2008); a apresentação de propostas na concertação social no âmbito das&lt;br /&gt;medidas de combate à crise; o lançamento de uma petição sobre o fim dos paraísos fiscais&lt;br /&gt;(Junho de 2009); a intervenção a nível dos sectores e de empresas, em particular das empresas&lt;br /&gt;com processos de suspensão de contratos de trabalho; a exigência do alargamento das medidas&lt;br /&gt;de apoio aos desempregados.&lt;br /&gt;A segunda fase corresponde ao início da crise da dívida soberana, no período decorrido até ao&lt;br /&gt;pedido de intervenção externa (início de 2010 a Abril de 2011). Este período foi marcado pelos&lt;br /&gt;Programas de Estabilidade e de Crescimento com pacotes de austeridade sucessivos entre Março&lt;br /&gt;de 2010 e Março de 2011. A CGTP-IN denunciou estes programas por serem profundamente&lt;br /&gt;injustos, fazendo recair o grosso dos sacrifícios sobre os trabalhadores, os pensionistas e os&lt;br /&gt;grupos sociais mais desfavorecidos, como os beneficiários de prestações sociais não&lt;br /&gt;contributivas. Aliou essa denúncia com a apresentação de propostas para superar a crise. Desde&lt;br /&gt;o início (PEC de Março de 2010) definiu três eixos principais: a conciliação entre uma redução&lt;br /&gt;realista do défice público com o desenvolvimento e o crescimento sustentável, fixando prazos&lt;br /&gt;suficientemente amplos; o corte de despesas desnecessárias, a eliminação de desperdícios e a&lt;br /&gt;adequada utilização de recursos públicos; o aumento das receitas do Estado através da redução&lt;br /&gt;do nível da fraude e de evasão fiscal e contributiva e de mais justiça fiscal, através de uma&lt;br /&gt;tributação mais progressiva.&lt;br /&gt;A CGTP-IN defendeu que os apoios aos desempregados e às famílias no contexto das medidas&lt;br /&gt;de combate à recessão de 2008-2009 deviam ser mantidos pois a crise não tinha terminado no&lt;br /&gt;país; contestou a política de mais privatizações alertando para a perda de instrumentos&lt;br /&gt;necessários a uma política de desenvolvimento económico; defendeu a melhoria do poder de&lt;br /&gt;compra dos salários e das pensões para dinamizar a procura interna, criar empregos e&lt;br /&gt;desenvolver o país.&lt;br /&gt;Esta fase culminou na demissão do Governo socialista, no pedido de ajuda externa e na&lt;br /&gt;convocação de eleições antecipadas. A CGTP-IN apresentou uma proposta alternativa, em que&lt;br /&gt;defendeu nomeadamente a redução da dívida num prazo longo, denunciou uma “ajuda” que&lt;br /&gt;beneficia os credores (que se financiam a juros irrisórios e emprestam a juros altos) e alertou&lt;br /&gt;contra o risco de rupturas sociais.&lt;br /&gt;O período que se iniciou com o Governo de direita prolongou e agravou a política de&lt;br /&gt;austeridade, a qual está a mergulhar o país na pior crise vivida desde o 25 de Abril. O Programa&lt;br /&gt;e a acção governativa do Governo PSD-CDS/PP integrou, completou e aprofundou o Acordo&lt;br /&gt;com a troika: reforço da austeridade, forte ataque aos direitos dos trabalhadores, subversão da&lt;br /&gt;segurança social, profunda transformação do Estado e das suas funções nas esferas social e&lt;br /&gt;económica. O país denunciou o sério risco da entrada do pai num ciclo destrutivo de&lt;br /&gt;austeridade, recessão, deterioração orçamental e maior austeridade e exigiu uma renegociação&lt;br /&gt;do acordo com a troika, insistindo no alargamento do prazo para a redução do défice público, na&lt;br /&gt;redução da taxa de juro cobrada e em medidas de estímulo à economia.&lt;br /&gt;2.2. A Estrutura do Estado, os Serviços Públicos e a Administração Pública&lt;br /&gt;Num a altura em que os serviços públicos e a administração pública estão a ser alvo de uma&lt;br /&gt;ofensiva sem precedentes, a CGTP-IN juntamente com as estruturas sindicais da Administração&lt;br /&gt;Pública desenvolveu uma acção de mobilização de massas e denúncia junto da opinião pública&lt;br /&gt;das opções dos governos PS e, na fase actual, do governo PSD\CDS-PP. Foi neste quadro que se&lt;br /&gt;realizou em 3 de Novembro de 2011, a Conferência sobre Serviços Públicos, na qual se apontou&lt;br /&gt;para a necessidade de salvaguarda das Funções Sociais e dos Serviços Públicos. A importância&lt;br /&gt;de Funções Sociais e Serviços Públicos de acesso universal, gratuitos e de qualidade, prestados&lt;br /&gt;pelo Estado e por trabalhadores ao seu serviço, com vínculos estáveis que garantam a&lt;br /&gt;independência e o cumprimento dos objectivos para os quais foram criados, de servir e garantir&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;aos trabalhadores e a toda a população o acesso à Saúde, à Educação, à Protecção Social, à&lt;br /&gt;Justiça e, entre outros, de um Poder Local de proximidade com, são princípios para os quais a&lt;br /&gt;acção da CGTP-IN se direcciona.&lt;br /&gt;O processo de degradação e ataque aos Serviços Públicos e à Administração Pública&lt;br /&gt;intensificado ao longo dos últimos anos, assume uma nova dimensão com a assinatura do&lt;br /&gt;chamado “Memorando de Entendimento” que assenta numa redução brutal das despesas do&lt;br /&gt;Estado com implicações directas para os trabalhadores do Estado, para os utentes e para o país,&lt;br /&gt;e visa transformar direitos sociais em negócio dos detentores dos grandes grupos económicos e&lt;br /&gt;financeiros. A concretizarem-se tais medidas, conjuntamente com as restantes opções políticas&lt;br /&gt;do actual governo, estaríamos perante uma reconfiguração do Estado que o colocaria em&lt;br /&gt;definitivo como instrumento vocacionado em exclusivo para garantir o poder dos grandes&lt;br /&gt;grupos económicos e financeiros, afastando da esfera publica a provisão de quaisquer bens e&lt;br /&gt;serviços, pondo em causa as principais conquistas de Abril. Seria um Estado mínimo para os&lt;br /&gt;trabalhadores e generalidade da população e um Estado máximo para a protecção do capital e de&lt;br /&gt;quem o detém, ou seja, a população mais rica.&lt;br /&gt;Para além da extinção de serviços, do encerramento de escolas, da retirada, redução e/ou&lt;br /&gt;encerramento de unidades de saúde, os últimos quatro anos foram marcados pela aplicação do&lt;br /&gt;PRACE (agora denominado PREMAC), da Lei de Vínculos Carreiras e Remunerações e do&lt;br /&gt;Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, que vieram degradar ainda mais as&lt;br /&gt;condições de trabalho, introduziram a instabilidade e desregulamentação de horários e&lt;br /&gt;aceleraram as condições para os despedimentos e redução de efectivos no Estado. Os&lt;br /&gt;trabalhadores da Administração Pública foram alvo de uma acentuada redução do poder de&lt;br /&gt;compra, quer pelo corte dos salários, quer pelo seu congelamento (conforme o vencimento&lt;br /&gt;auferido) que, se situou entre 8% e 15% ao longo dos últimos dez anos.&lt;br /&gt;Ao nível da Administração Local, está em curso um programa que visa reconfigurar toda a&lt;br /&gt;estrutura do poder local, com a intenção de reduzir Freguesias e Autarquias, a par do seu&lt;br /&gt;estrangulamento financeiro, ao mesmo tempo que são transferidas mais responsabilidades para a&lt;br /&gt;esfera local.&lt;br /&gt;Entre as inúmeras acções desenvolvidas pela CGTP-IN e pelas Federações e Sindicatos que&lt;br /&gt;representam os trabalhadores da Administração Pública, destacam-se a participação nas Greves&lt;br /&gt;Gerais de 24 de Novembro de 2010 e 2011, bem como nas acções de Greve de toda a&lt;br /&gt;Administração Pública e nas paralisações sectoriais; a mobilização para as Manifestações&lt;br /&gt;nacionais, bem como para as desenvolvidas pela Administração Pública e suas estruturas&lt;br /&gt;sindicais ao nível geral e sectorial, onde se destaca: em 2008 – Março – Manifestação Nacional&lt;br /&gt;de Professores, do STAL e a Greve na Administração Pública; Agosto – Manifestação Nacional&lt;br /&gt;de Professores; em 2009 – Janeiro – Greve dos Professores; Maio – manifestação Nacional de&lt;br /&gt;Enfermeiros; em 2010 – Fevereiro – Manifestação da Administração Pública; Março e Junho –&lt;br /&gt;Greve da Administração Pública; em 2011 – Dezembro – Manifestação da Administração&lt;br /&gt;Pública.&lt;br /&gt;A intenção de continuar o processo de privatização das mais importantes e rentáveis empresas&lt;br /&gt;do Estado, que se destacam pela prestação de Serviços Públicos fundamentais, desde os&lt;br /&gt;transportes, à informação e, entre outros, na área da energia, para além de se revelar desastrosa&lt;br /&gt;no plano financeiro, perigosa no plano político pelo crescente domínio dos grandes grupos&lt;br /&gt;económicos e financeiros, tem repercussões sociais graves para os trabalhadores e generalidade&lt;br /&gt;da população. A luta pela manutenção das principais empresas na esfera do Estado realizou-se&lt;br /&gt;com os sindicatos dos diferentes sectores abrangidos na intenção de privatização, bem como das&lt;br /&gt;comissões de trabalhadores, quer ao nível das empresas, quer juntando comissões e movimentos&lt;br /&gt;de utentes na defesa dos Serviços Públicos. As acções de protesto passaram pela mobilização&lt;br /&gt;para as Greves Gerias e paralisações sectoriais, onde se destaca as semanas de Luta no sector&lt;br /&gt;dos transportes e a Manifestação, em Novembro de 2011 dos trabalhadores deste sector;&lt;br /&gt;realização de tribunas públicas de denuncia e proposta para o conjunto do SEE e cada uma das&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;empresas que nele se incorporam; pela realização de uma petição que juntou mais de 12 mil&lt;br /&gt;assinaturas contra as privatizações, pelo reforço da intervenção do Estado nos sectores&lt;br /&gt;estratégicos da economia nacional, entregue na AR em Dezembro de 2011.&lt;br /&gt;2.3. O Regional&lt;br /&gt;Neste período 2008-2011 acentuou-se a tendência, que já se vinha sentindo anteriormente, de&lt;br /&gt;perda de população nas regiões mais deprimidas, evolução que não se pode dissociar do&lt;br /&gt;aprofundamento das assimetrias regionais, do encerramento de empresas e até do fecho de&lt;br /&gt;serviços públicos levado a cabo pelo governo PS/Sócrates.&lt;br /&gt;No sentido de dar melhor resposta aos problemas regionais, a CGTP-IN aprofundou o apoio às&lt;br /&gt;Uniões Distritais, prosseguindo com o envio de dados e análise relativa ao desemprego&lt;br /&gt;registado por concelho, mas também prestando apoio técnico na elaboração de documentos de&lt;br /&gt;caracterização sócio-económica regional, usados quer nos congressos das uniões, quer em&lt;br /&gt;iniciativas descentralizadas de enfoque regional como foram a Tribuna sobre o Trabalho Digno&lt;br /&gt;em 2008 e a Tribuna “Mudar de rumo. Emprego com direitos” em 2009.&lt;br /&gt;Prosseguiu-se a participação nos Conselhos Consultivos Regionais do IEFP e nos Conselhos&lt;br /&gt;Regionais das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e ainda nos órgãos de&lt;br /&gt;acompanhamento do QREN, designadamente nas comissões de aconselhamento estratégico e&lt;br /&gt;nas comissões de acompanhamento dos programas operacionais temáticos e nos programas&lt;br /&gt;operacionais regionais.&lt;br /&gt;Constatou-se que a maioria dos fundos comunitários de que o país dispõe até 2013 não está a ser&lt;br /&gt;usada pelas regiões que mais deles necessitam. O peso das verbas atribuídas ao interior do país&lt;br /&gt;no total dos projectos aprovados por programa operacional é baixo, o mesmo acontecendo com&lt;br /&gt;o PIDDAC, programa que tem como objectivo combater as assimetrias regionais, mas que tem&lt;br /&gt;vindo a sofrer cortes significativos por parte dos últimos governos.&lt;br /&gt;Nesses organismos chamámos a atenção para várias questões relacionadas com a execução do&lt;br /&gt;QREN. Até 31 de Março de 2011, não tinham sido utilizados 7.071 milhões € dos fundos&lt;br /&gt;comunitários disponíveis até essa data (utilização de apenas 44,8% do programado). Isto&lt;br /&gt;verifica-se em todos os programas, incluindo o Programa Operacional Valorização do Território&lt;br /&gt;(38%) e nos regionais (entre 17% e 65%). A causa mais importante é a falta de meios&lt;br /&gt;financeiros dos beneficiários públicos e privados para suportar a sua parte na despesa total. Só o&lt;br /&gt;POPH onde o financiamento é a 100% a execução é mais elevada (62%).&lt;br /&gt;Temos referido a falta de dados para avaliar os resultados dos diferentes programas: impacto da&lt;br /&gt;formação; repercussões no emprego, nas carreiras profissionais, no aumento da produtividade&lt;br /&gt;ou competitividade das empresas; número de postos de trabalho em projectos de investimento;&lt;br /&gt;alterações no perfil produtivo para bens de intensidade tecnológica alta ou média-alta;&lt;br /&gt;contribuição para a substituição das importações e redução do défice externo.&lt;br /&gt;Denunciámos que os apoios têm sido canalizados fundamentalmente para as empresas&lt;br /&gt;exportadoras, mas que a eficácia tem sido reduzida, não conseguindo alterar o perfil de&lt;br /&gt;intensidade tecnológica das exportações.&lt;br /&gt;Para melhor articular a nossa acção em torno do QREN, realizaram-se várias reuniões com os&lt;br /&gt;representantes da CGTP-IN nos órgãos de acompanhamento, e ainda encontros com as&lt;br /&gt;Federações, Sindicatos de âmbito nacional e Uniões, com vista à dinamização de uma estratégia&lt;br /&gt;reivindicativa junto do Ministério da Economia para dar resposta a problemas do sector&lt;br /&gt;produtivo e do emprego, em diversas regiões do país, e exigir uma reorientação das verbas do&lt;br /&gt;QREN, priorizando a reindustrialização e a dinamização da economia.&lt;br /&gt;Ainda no âmbito da defesa do emprego e em articulação com algumas uniões distritais, foram&lt;br /&gt;apresentados planos especiais (Operações Integradas de Desenvolvimento) para dar resposta a&lt;br /&gt;problemas sociais, particularmente, nas zonas mais marcadas pela degradação económica e&lt;br /&gt;social.&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;2.4. O Desenvolvimento Sustentável&lt;br /&gt;Na área do meio ambiente, a CGTP-IN esteve representada em vários eventos e actividades em&lt;br /&gt;participação e cooperação ao plano nacional e internacional ou tomando iniciativas próprias no&lt;br /&gt;sentido da formação de activistas e quadros sindicais para um maior aprofundamento temático e&lt;br /&gt;activo.&lt;br /&gt;2.4.1. O Meio-Ambiente&lt;br /&gt;A CGTP-IN esteve representada em órgãos de participação institucional, nomeadamente no&lt;br /&gt;CNADS – Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, onde interveio&lt;br /&gt;activamente com pareceres e tomadas de posição.&lt;br /&gt;Foi realizado um inquérito sindical (2008) para aferir e sensibilizar as estruturas sindicais para a&lt;br /&gt;utilização de boas práticas ambientais especialmente dentro das delegações e sedes. Os&lt;br /&gt;resultados ficaram aquém do desejável, mas demonstraram já haver boas práticas sendo preciso&lt;br /&gt;alargá-las, por isso concluímos que este trabalho ainda tem muito que fazer e deve continuar.&lt;br /&gt;Realizaram-se várias acções de formação, destinada aos membros do Grupo para o&lt;br /&gt;Desenvolvimento Sustentável. Destaca-se uma acção, em Janeiro de 2011, sobre o meio&lt;br /&gt;ambiente e a biodiversidade, com o apoio QUERCUS. Foram também realizadas acções de&lt;br /&gt;formação e esclarecimento no âmbito da defesa do consumidor e da Economia Social.&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou em diversos debates promovidos por organizações ambientais ou por&lt;br /&gt;entidades oficiais.&lt;br /&gt;2.4.2. A Economia Social e o “Consumidor”&lt;br /&gt;Para a sensibilização e formação foi mantida uma intervenção escrita no site da CGTP-IN na&lt;br /&gt;janela “Sociedade” sobre as questões do meio ambiente e sustentabilidade. E na esfera do&lt;br /&gt;direito do consumidor através do Link, no site INTERCONSUMIDORES. Foi mantida a&lt;br /&gt;representação no Conselho Nacional do Consumo.&lt;br /&gt;Foi realizado um Encontro Nacional sobre “O Trabalho Digno – Emprego Verde” (Junho de&lt;br /&gt;2011), com a participação da CES em que defendemos um conceito novo para Emprego verde&lt;br /&gt;no âmbito dos princípios do trabalho digno. Defende-se também que os Representantes dos&lt;br /&gt;Trabalhadores para a Segurança e Saúde no Trabalho tenham competências sobre o meio&lt;br /&gt;ambiente e desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;Teve-se uma participação empenhada na Campanha a “ Água é de todos – Não o negócio de&lt;br /&gt;Alguns” e na sua continuidade com a presente campanha “ Água de Todos “ Iniciativa&lt;br /&gt;Legislativa de Cidadãos “, visando impedir a privatização da água.&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou as actividades na área do ambiente a nível europeu e internacional,&lt;br /&gt;particularmente as que se referem aos problemas do aquecimento global, da biodiversidade, da&lt;br /&gt;transição energética e dos impactos no emprego (o chamado “emprego verde”), nomeadamente&lt;br /&gt;no quadro da preparação das cimeiras internacionais sobre o clima (como as de Copenhaga,&lt;br /&gt;Cancún e Durban). É de destacar a nossa participação activa no Grupo de Trabalho&lt;br /&gt;Desenvolvimento Sustentável da CES.&lt;br /&gt;O nosso Grupo para o Desenvolvimento Sustentável participou activamente em dois projectos&lt;br /&gt;internacionais. O Projecto “EPMEC – Educação Permanente como Método para uma Europa da&lt;br /&gt;Cidadania”, no quadro do programa europeu GRUNDTVIG, está totalmente concluído, tendo&lt;br /&gt;sido atingido o resultado visado. Realizámos, numa parceria com parceiros Belgas, Franceses e&lt;br /&gt;Romenos, uma Mala Pedagógica com Módulos de formação sobre a Cidadania participativa e&lt;br /&gt;activa e o Desenvolvimento Sustentável, além das temáticas de educação intercultural e direitos&lt;br /&gt;sociais. Neste quadro, realizámos em 2011 dois Cursos de formação experimental sobre o&lt;br /&gt;Módulo de Desenvolvimento Sustentável, em Portalegre e Lisboa, e uma Vídeo-conferência&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;europeia de avaliação. Perspectiva-se um novo projecto europeu na área da cidadania e direitos&lt;br /&gt;políticos dos imigrantes.&lt;br /&gt;No projecto “APENACH – Agir Preventivamente, Antecipando a Mudança”, foi realizado um&lt;br /&gt;estudo, com organizações sindicais e universidades em cinco Países parceiros (Portugal,&lt;br /&gt;Bélgica, França, Itália e Malta) sobre as reestruturações de empresas em dificuldades e a&lt;br /&gt;intervenção e papel dos sindicatos. Em Portugal, o estudo foi realizado no têxtil e vestuário em&lt;br /&gt;colaboração com a FESETE/Federação dos Sindicatos do Trabalhadores do Têxtil e Vestuário.&lt;br /&gt;Os intercâmbios permitiram reflectir sobre as questões relacionadas com as práticas e&lt;br /&gt;experiências dos sindicatos em cada país sendo que para Portugal propusemos novas medidas&lt;br /&gt;incluindo questões ambientais e a redução de desperdícios, bem como a produção de micro&lt;br /&gt;energias substituindo custos por produção e organização próprias. Foram aprovadas novas&lt;br /&gt;linhas de orientações gerais, com exemplos de boas práticas, que deverá servir para uma acção&lt;br /&gt;futura de formação sindical nesta área no quadro de uma nova parceria europeia.&lt;br /&gt;3. O TRABALHO E OS DIREITOS DOS/AS TRABALHADORES/AS&lt;br /&gt;3.1. O Direito do Trabalho, o Quadro Jurídico-laboral e a Efectividade dos Direitos&lt;br /&gt;Ao longo destes quatro anos, a actividade sindical foi desenvolvida num quadro profundamente&lt;br /&gt;marcado pela fragilização ou eliminação dos direitos no trabalho num ataque sem precedentes&lt;br /&gt;ao valor do trabalho e à dignidade dos trabalhadores, que obrigou à intensificação da luta de&lt;br /&gt;todos os trabalhadores com vista a evitar a perda de direitos.&lt;br /&gt;A revisão do Código de Trabalho operada em 2008/2009 veio acentuar e agravar os aspectos&lt;br /&gt;negativos da legislação laboral, especialmente no que respeita à contratação colectiva e à&lt;br /&gt;organização do tempo de trabalho, entre outras matérias.&lt;br /&gt;Assim:&lt;br /&gt;- Foi agravado o regime da sobrevigência e caducidade das convenções colectivas,&lt;br /&gt;prevendo-se novas formas de caducidade das convenções que incluem cláusulas que&lt;br /&gt;fazem depender a cessação da sua vigência da sua substituição por outro&lt;br /&gt;instrumento de regulamentação colectiva, com o objectivo de não deixar nenhuma&lt;br /&gt;hipótese de sobrevigência;&lt;br /&gt;- Foi criado o regime da arbitragem necessária;&lt;br /&gt;- Previu-se a possibilidade de adesão individual às convenções colectivas de trabalho;&lt;br /&gt;- Foram admitidas a adaptabilidade grupal, os bancos de horas e os horários&lt;br /&gt;concentrados;&lt;br /&gt;- Facilitaram-se e tornaram-se mais baratos os despedimentos, nomeadamente através&lt;br /&gt;da simplificação do processo disciplinar e do pagamento dos salários intercalares&lt;br /&gt;pelo Governo sempre que o processo dure mais de 1 ano.&lt;br /&gt;Os trabalhadores da Administração Pública foram igualmente atingidos por uma ofensiva&lt;br /&gt;legislativa que pôs termo ao vínculo tradicional de emprego público, substituindo o regime de&lt;br /&gt;nomeação pelo regime de contrato de trabalho em funções públicas enquanto modalidade&lt;br /&gt;principal de constituição da relação jurídica de emprego público. Esta alteração consubstancia&lt;br /&gt;uma fragilização do vínculo de emprego público, a que acrescem outras medidas como sejam o&lt;br /&gt;enfraquecimento do sistema de protecção na doença, a alteração do regime de pensões e a&lt;br /&gt;imposição de um sistema de avaliação pouco objectivo e bastante penalizador, além de&lt;br /&gt;sucessivos anos de congelamento de salários e progressões na carreira.&lt;br /&gt;Durante o último ano, o ataque aos direitos dos trabalhadores quer do sector privado, quer do&lt;br /&gt;sector público intensificou-se fortemente a pretexto da crise económico-financeira e estamos a&lt;br /&gt;viver uma violenta ofensiva contra o direito do trabalho, sem precedentes no pós-25 de Abril,&lt;br /&gt;que visa liberalizar os despedimentos, aumentar o tempo de trabalho sem compensação&lt;br /&gt;retributiva por várias vias, que vão desde o aumento do horário de trabalho em 1/2 hora por dia&lt;br /&gt;e 2h 30 por semana com possibilidade de acumulação de modo a obrigar os trabalhadores a&lt;br /&gt;trabalhar um sábado por mês, à supressão de feriados e de dias de férias, reduzir a remuneração&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;do trabalho, não só através do referido aumento do tempo de trabalho, mas também pela&lt;br /&gt;redução do pagamento das horas de trabalho suplementar, e enfraquecer a contratação colectiva&lt;br /&gt;por várias formas, nomeadamente prevendo a possibilidade de as comissões de trabalhadores&lt;br /&gt;negociarem instrumentos de regulamentação colectiva, enfim, arrasar por completo os direitos&lt;br /&gt;fundamentais dos trabalhadores, duramente conquistados ao longo de décadas de luta.&lt;br /&gt;Por seu lado, os trabalhadores da Administração Pública, além de serem igualmente atingidos&lt;br /&gt;por algumas das medidas acima referidas, sofreram cortes salariais directos, que se irão agravar&lt;br /&gt;no próximo ano com o corte total ou parcial dos subsídios de férias e de Natal.&lt;br /&gt;A precariedade das relações laborais, por outro lado, cresceu como nunca, tendo surgido a par&lt;br /&gt;dos contratos a termo, dos contratos temporários e dos falsos recibos verdes, outras formas&lt;br /&gt;contratuais precárias, quer institucionalizadas como os contratos de muito curta duração e os&lt;br /&gt;contratos de muito curta duração, quer completamente à margem da lei.&lt;br /&gt;O número e tipo de vínculos laborais precários aumentou exponencialmente nestes anos e a sua&lt;br /&gt;vulgarização tem sido favorecida pela crise, sobretudo entre os jovens que dificilmente&lt;br /&gt;conseguem um vínculo laboral estável.&lt;br /&gt;O incumprimento da legislação laboral é prática generalizada e os patrões praticamente fazem o&lt;br /&gt;que querem, usando o medo do desemprego e o fantasma da crise como formas de pressão sobre&lt;br /&gt;os trabalhadores para os obrigar a aceitar condições de trabalho cada vez mais duras e injustas.&lt;br /&gt;3.2. O Emprego&lt;br /&gt;Em consequência das políticas seguidas pelo Governo PS e depois pelo Governo do PSD-CDS,&lt;br /&gt;o mercado de trabalho deteriorou-se profundamente entre 2008 e 2012: Ao invés dos 150 mil&lt;br /&gt;empregos prometidos, o nível de emprego baixou fortemente, o desemprego disparou, a&lt;br /&gt;precariedade acentuou-se, e a emigração ressurgiu em força com a saída do país de muitos&lt;br /&gt;trabalhadores, nomeadamente, de jovens com qualificações superiores.&lt;br /&gt;Em todo este período, o crescimento ou foi débil (2008 e 2010) ou houve recessão (2009 e&lt;br /&gt;2011).&lt;br /&gt;Uma das características da primeira fase foi o forte aumento dos trabalhadores abrangidos pela&lt;br /&gt;redução ou suspensão dos contratos de trabalho (&quot;lay-off&quot;), cujo regime foi facilitado. Este&lt;br /&gt;regime foi em muitos casos aproveitado pelo patronato para promover despedimentos, perante a&lt;br /&gt;conivência dos Governos e a cumplicidade das entidades inspectivas. A intervenção sindical&lt;br /&gt;tendo como objectivos a garantia do emprego, foi determinante para impedir situações de abuso,&lt;br /&gt;reforçar a intervenção sindical na decisão e acompanhamento dos processos e no aumentar da&lt;br /&gt;percentagem da retribuição a receber pelos trabalhadores. Num plano regional, as Uniões&lt;br /&gt;Distritais em articulação com a CGTP-IN, exigiram a implementação de Operações Integradas&lt;br /&gt;de Desenvolvimento, no âmbito do QREN, para dar resposta a problemas sociais,&lt;br /&gt;particularmente, nas zonas mais marcadas pela degradação económica e social. A CGTP-IN&lt;br /&gt;teve, ainda, uma intervenção activa aos vários níveis – nas regiões, sectores e empresas, no&lt;br /&gt;Plano Nacional de Emprego (2008-2010), na concertação social e nos diversos órgãos de&lt;br /&gt;participação institucional – na defesa e promoção do emprego. A segunda fase (2010-2011) foi&lt;br /&gt;dominada pela crise da dívida e pelo agravamento das condições económicas com reflexos na&lt;br /&gt;destruição de empregos. A taxa de desemprego atingiu os níveis mais elevados depois do 25 de&lt;br /&gt;Abril de 1974, aumentou o desemprego de longa duração e o número de desempregados sem&lt;br /&gt;subsídio de desemprego e, foi, também, acelerada a diminuição de emprego na Administração&lt;br /&gt;Central, Regional e Local. Apesar disso, o Governo decidiu terminar com as medidas de apoio&lt;br /&gt;aos desempregados para atenuar os efeitos da crise económica; reviu o regime do subsídio de&lt;br /&gt;desemprego (Junho 2010), tendo como finalidade a redução do seu valor e forçar os&lt;br /&gt;desempregados a aceitarem empregos pior remunerados; alterou as regras de acesso a prestações&lt;br /&gt;sociais não contributivas, tendo como resultado a diminuição rápida do número de beneficiários,&lt;br /&gt;incluindo do subsídio social de desemprego.&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;A intervenção sindical esteve, neste período, mais centrada na exigência da articulação da&lt;br /&gt;renegociação da dívida e do prolongamento no tempo para a redução do défice público, de&lt;br /&gt;forma a assegurar o crescimento da economia visando a garantir o emprego. A CGTP-IN reuniu&lt;br /&gt;inclusivamente com a troika (Abril 2011) apresentando, entre outras, estas propostas e alertando&lt;br /&gt;ainda para o risco de rupturas sociais caso as mesmas não fossem consideradas. No plano&lt;br /&gt;sectorial, foi dada prioridade à defesa e desenvolvimento do sector produtivo como instrumento&lt;br /&gt;de manutenção e criação de emprego com direitos, a criação de riqueza e de redução do défice&lt;br /&gt;da balança comercial. Com estas propostas e objectivos, ao nível interno, foram realizadas&lt;br /&gt;várias reuniões e Encontros para disseminação das nossas propostas com as Federações e&lt;br /&gt;Sindicatos de âmbito nacional, bem como com as Uniões Sindicais Distritais, ao nível externo,&lt;br /&gt;com estes objectivos e exigiu-se, também, a intervenção activa do Ministério da Economia e do&lt;br /&gt;Emprego na reorientação das verbas do QREN, de modo a priorizar a reindustrialização e a&lt;br /&gt;dinamização da economia, simultaneamente, com o combate às assimetrias e à desertificação do&lt;br /&gt;país.&lt;br /&gt;Na concertação social, a CGTP-IN apresentou propostas no quadro da discussão dos vários&lt;br /&gt;processos como o Pacto para o Emprego (2009), a Competitividade e Emprego (2010-2011) e o&lt;br /&gt;Compromisso para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego (2011). A CGTP-IN&lt;br /&gt;interveio ainda activamente contra a facilitação dos despedimentos, a redução das&lt;br /&gt;indemnizações e a redução do período de atribuição do subsídio de desemprego. A problemática&lt;br /&gt;dos créditos dos trabalhadores que perderam os postos de trabalho em consequência do&lt;br /&gt;encerramento das empresas e cujo montante ultrapassa os 300 milhões de euros, mereceu uma&lt;br /&gt;particular atenção do Movimento Sindical com iniciativas diversas junto dos trabalhadores, da&lt;br /&gt;Assembleia da República, do Governo e do Supremo Tribunal de Justiça.&lt;br /&gt;No que respeita ao financiamento do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional e&lt;br /&gt;dos Centros de Emprego denunciámos a promiscuidade existente com as empresas de trabalho&lt;br /&gt;temporário e exigimos um acompanhamento e apoio adequados aos desempregados.&lt;br /&gt;A CGTP-IN exigiu também dos sucessivos governos que, todos os desempregados colocados&lt;br /&gt;em empresas e serviços ao abrigo da iniciativa “emprego-inserção” passassem ao quadro de&lt;br /&gt;efectivos dessas instituições, desde que se provasse que estavam a ocupar postos de trabalho&lt;br /&gt;permanentes.&lt;br /&gt;No âmbito do combate à precariedade, e no quadro do acompanhamento dos locais de trabalho&lt;br /&gt;referenciados como prioritários, foram obtidos resultados positivos em algumas empresas e&lt;br /&gt;serviços. Neste sentido, foi decidido imprimir uma nova dinâmica a esta frente, integrando a&lt;br /&gt;precariedade como prioridade a ter presente no Plano Integrado da Acção Reivindicativa, com o&lt;br /&gt;reforço da Organização.&lt;br /&gt;Foi dado relevo à difícil situação dos jovens no mercado de trabalho, através de várias acções&lt;br /&gt;promovidas pela Interjovem (incluindo manifestações, tribunas públicas contra a precariedade e&lt;br /&gt;outras iniciativas) e foi realizado um Seminário sobre o emprego e o estatuto social dos jovens&lt;br /&gt;(dez. 2011)&lt;br /&gt;3.3. Os Salários&lt;br /&gt;A CGTP-IN definiu em Setembro de cada ano a Política Reivindicativa para o ano seguinte com&lt;br /&gt;a indicação de critérios ou de referenciais para os aumentos salariais na contratação colectiva. O&lt;br /&gt;objectivo central foi a melhoria do poder de compra e uma distribuição mais justa na repartição&lt;br /&gt;do rendimento entre o capital e o trabalho.&lt;br /&gt;A evolução dos salários contratuais (tabelas salariais) mostra que no sector privado houve&lt;br /&gt;melhoria do poder de compra entre 2008 e 2010 nas convenções acordadas. Essa melhoria foi&lt;br /&gt;significativa em 2009, em resultado da resistência sindical a uma redução do ritmo de aumento&lt;br /&gt;salarial que foi conjugada com a diminuição da inflação. No entanto, o número de convenções&lt;br /&gt;acordadas diminuiu existindo um elevado número de contratos com processos bloqueados.&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;O panorama foi diferente na Administração Pública pois só em 2009 houve aumento do poder&lt;br /&gt;de compra. Em 2010, o Governo não actualizou os salários, no quadro da política de&lt;br /&gt;austeridade, e em 2011 determinou uma redução salarial, a qual abrangeu também os&lt;br /&gt;trabalhadores do Sector Empresarial do Estado. A redução incidiu sobre os salários acima de&lt;br /&gt;1500 euros e situou-se entre 3,5% e 10%.&lt;br /&gt;Aumentos salariais na contratação colectiva&lt;br /&gt;2008 2009 2010 2011&lt;br /&gt;Contratação colectiva 3,0 3,0 2,4 1,5&lt;br /&gt;Administração Pública 2,1 2,9 0 -5,0&lt;br /&gt;Inflação 2,6 -0,8 1,4 3,5&lt;br /&gt;Poder de compra (geral) 0,4 3,8 1,0 -1,9&lt;br /&gt;Poder de compra (Admin. Pública) -0,5 3,7 -1,4 -8,2&lt;br /&gt;Fonte: CGTP-IN, a partir de dados oficiais&lt;br /&gt;O aumento da carga fiscal, com agravamentos no IRS, incluindo cortes em deduções e a criação&lt;br /&gt;de uma sobretaxa extraordinária em 2010, teve efeitos directos na redução do poder de compra&lt;br /&gt;dos salários. Esta é uma situação que se agravou em 2011 com a retirada de 50% do subsídio de&lt;br /&gt;Natal a todos os trabalhadores.&lt;br /&gt;A CGTP-IN bateu-se pelo cumprimento do Acordo sobre a Fixação e Evolução da Retribuição&lt;br /&gt;Mínima Mensal Garantida (RMMG), firmado pelo Governo e confederações sindicais e&lt;br /&gt;patronais, em Dezembro de 2006. O patronato procurou romper o acordo, firmado na&lt;br /&gt;concertação social, ao usá-lo como moeda de troca para obter apoios do Estado. Esta pressão&lt;br /&gt;aumentou em 2010 e em 2011. Em 2011, o Salário Mino Nacional (SMN) que deveria atingir os&lt;br /&gt;500 euros foi fixado em 485 euros, não tendo sido igualmente cumprido o compromisso de, a&lt;br /&gt;meio do ano, ser feita nova avaliação, com vista a que a que se atingisse o valor de 500 euros&lt;br /&gt;em 2011. Deste modo, o salário mínimo voltou a perder poder de compra.&lt;br /&gt;Salário Mínimo Nacional (SMN)&lt;br /&gt;2008 2009 2010 2011&lt;br /&gt;Aumento do salário mínimo (%) 5,7 5,6 5,6 2,1&lt;br /&gt;Valor (euros) 426 450 475 485&lt;br /&gt;Salário médio – sector privado (euros) 892,9 916,0 926,0*&lt;br /&gt;SMN/salário médio do sector privado (%) 47,7 49,1 51,3&lt;br /&gt;Inflação (%) 2,6 -0,8 1,4 3,5&lt;br /&gt;Variação real (%) 3,0 6,4 4,1 -1,4&lt;br /&gt;Fontes : INE, MTSS e CGTP-IN; * Abril; inflação prevista em 2011&lt;br /&gt;A CGTP-IN considera que a revisão do Salário Mínimo Nacional constituiu não só uma medida&lt;br /&gt;justa mas também um elemento indispensável para, em conjugação com o aumento dos salários&lt;br /&gt;e das prestações sociais, dinamizar o mercado interno, combatendo deste modo a crise&lt;br /&gt;económica.&lt;br /&gt;3.4. A Formação e a Qualificação Profissional&lt;br /&gt;No ano de 2009 o governo PS/Sócrates introduziu alterações, ainda que pontuais, nas normas&lt;br /&gt;relativas ao direito à formação contínua, que vieram a diminuir as garantias de formação anual.&lt;br /&gt;As alterações que se introduziram foram no sentido de fazer prescrever o direito à formação de&lt;br /&gt;35 horas anuais a todos trabalhadores se a entidade patronal não realizar aquela no período de 3&lt;br /&gt;anos, o que significa um retrocesso no direito consagrado no Código de Trabalho de 2003, que&lt;br /&gt;resulta do acordo tripartido de 2001 sobre a formação profissional.&lt;br /&gt;No mandato foi também revogado, pelo Governo do PS/Sócrates, já depois de ter perdido as&lt;br /&gt;eleições em Maio de 2011, através do DL 92/2011, de 27 de Junho, todo o sistema de&lt;br /&gt;certificação profissional que tinha sido construído entre a década de noventa e a primeira década&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;do século XXI, apenas ficando para avaliação as profissões e actividades regulamentadas. A&lt;br /&gt;destruição desse sistema foi feita sem que a CGTP-IN tenha sido consultada, apesar de ser&lt;br /&gt;invocado o Acordo Tripartido para a Competitividade e Emprego, acordo que a CGTP-IN não&lt;br /&gt;subscreveu.&lt;br /&gt;Já no final do ano de 2011 entrou em funcionamento a Comissão de Regulação do Sistema da&lt;br /&gt;Acesso às Profissões (CRAP) para analisar em cada sector de actividade quais as profissões que&lt;br /&gt;deviam ser regulamentadas, tendo em conta os critérios de protecção da vida, da saúde e da&lt;br /&gt;segurança de pessoas e bens.&lt;br /&gt;A partir do ano de 2008 a formação profissional dos trabalhadores no activo deixou de ser uma&lt;br /&gt;prioridade das políticas do governo, pois o orçamento do Instituto de Emprego e Formação&lt;br /&gt;Profissional nas receitas próprias, garantidas através do orçamento da Segurança Social, foi&lt;br /&gt;amputado em cerca de 140 milhões de euros.&lt;br /&gt;O Orçamento de Estado dos anos de 2010 e 2011 desviou receitas das políticas de emprego e&lt;br /&gt;formação profissional para outros fins, não se cumprindo deste modo o consagrado em lei,&lt;br /&gt;designadamente no Código Contributivo, quanto à transferência de 5% das receitas da&lt;br /&gt;Segurança Social para políticas activas de emprego e valorização profissional. Em consequência&lt;br /&gt;houve uma quebra na execução da formação profissional por parte deste organismo em 2010 e&lt;br /&gt;2011 (o número de abrangidos diminuiu 12% face a 2009).&lt;br /&gt;Na contratação colectiva também se fizeram sentir os problemas da crise no que respeita a&lt;br /&gt;concretização do direito à formação profissional dos trabalhadores. O patronato ao bloquear a&lt;br /&gt;contratação colectiva também impediu que a este nível se discutisse e regulamentasse o direito à&lt;br /&gt;formação profissional e o seu conteúdo.&lt;br /&gt;Face, por um lado, à pressão do patronato que recusou o exercício do direito à contratação&lt;br /&gt;colectiva e a negociar aumentos salariais, e por outro, à ameaça que pairava sobre a caducidade&lt;br /&gt;das convenções colectivas de trabalho, os sindicatos tiveram enormes dificuldades para que o&lt;br /&gt;direito à formação profissional se efectivasse.&lt;br /&gt;Os ataques aos direitos dos trabalhadores que se verificaram no mandato de 2008 a 2011&lt;br /&gt;também tiveram efeitos negativos no direito à formação profissional dos trabalhadores e na&lt;br /&gt;aprendizagem ao longo da vida. Se numa primeira fase houve alguma melhoria em alguns&lt;br /&gt;indicadores, a partir de 2010 houve retrocesso: (i) 61% da população empregada tinha apenas o&lt;br /&gt;3º ciclo do ensino básico no 3º trimestre de 2011 (ii) a população dos 25 aos 64 anos a participar&lt;br /&gt;em actividades de aprendizagem ao longo da vida aumentou até 2009, mas diminuiu em 2010&lt;br /&gt;(apenas 5,8% face a 9,1% na UE27), havendo indicações de agravamento em 2011; (iii) persiste&lt;br /&gt;um elevado nível de abandono escolar precoce (28,7% em 2010, o dobro da UE 27).&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou na discussão das políticas sobre Competitividade e Emprego no âmbito&lt;br /&gt;da Comissão Permanente da Concertação social e que levou à celebração de um Acordo que não&lt;br /&gt;subscrevemos por não responder às propostas que apresentámos e por ser negativo para os&lt;br /&gt;direitos dos trabalhadores no que respeita, nomeadamente, à concretização direito à formação&lt;br /&gt;profissional.&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou aos diversos níveis nos órgãos relativos à educação e formação&lt;br /&gt;profissional, designadamente participou na Comissão de Acompanhamento da Agência&lt;br /&gt;Nacional para as Qualificações (ANQ), nas comissões sectoriais da ANQ, no Conselho de&lt;br /&gt;Administração do IEFP e na Comissão de Acompanhamento da Edução e Formação da União&lt;br /&gt;Europeia (ACVT).&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou o processo de desenvolvimento dos CNO´s e acompanhou o sistema&lt;br /&gt;de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências, que até ao ano de 2007 teve um&lt;br /&gt;grande crescimento, no sentido de dar resposta às necessidades de elevar os níveis de educação&lt;br /&gt;e qualificação da população portuguesa.&lt;br /&gt;Com tomada de posse do governo PSD/CDS saído das eleições de Maio de 2011, conjugado&lt;br /&gt;com os acordos de agressão (iniciados pelo PS) com o FMI/BCE/Comissão Europeia, todo o&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;sistema de educação e formação, está posto em causa e mais uma vez a formação profissional&lt;br /&gt;como elemento da melhoria dos conhecimentos dos trabalhadores e do povo está votada ao&lt;br /&gt;insucesso.&lt;br /&gt;4. A NEGOCIAÇÃO COLECTIVA E O SISTEMA DE RELAÇÕES DE TRABALHO&lt;br /&gt;4.1. A Contratação Colectiva&lt;br /&gt;Os últimos quatro anos ficam marcados, no campo da contratação colectiva e da luta&lt;br /&gt;reivindicativa, por uma forte agudização sem precedentes após a Revolução de Abril de 1974,&lt;br /&gt;do confronto entre os trabalhadores e o movimento sindical, de um lado, e o patronato e os&lt;br /&gt;Governos do PS e do PSD/CDS, de outro. A evolução da situação do país, neste período,&lt;br /&gt;reflecte o acentuar do confronto de classes, nos domínios económico, social e político, com as&lt;br /&gt;forças do capital a procurarem encaminhar a sociedade portuguesa para um acelerado processo&lt;br /&gt;de deterioração e empobrecimento, atingindo principalmente e, mais uma vez, os direitos&lt;br /&gt;laborais e as condições de vida dos trabalhadores e suas famílias.&lt;br /&gt;Com o primeiro Governo do PS/Sócrates, foram introduzidas alterações ao código do trabalho&lt;br /&gt;no sentido de mutilar o pleno exercício do direito de contratação colectiva. Mas, foi sobretudo&lt;br /&gt;com o segundo Governo de José Sócrates (de Setembro de 2009 a Maio de 2011), que foram&lt;br /&gt;definidas as principais linhas da ofensiva contra os salários, com particular violência sobre os&lt;br /&gt;trabalhadores da Administração Pública e das empresas do Sector Empresarial do Estado, a par&lt;br /&gt;do aprofundamento das normas do Código de Trabalho, destinadas a tornar mais eficaz o&lt;br /&gt;mecanismo da caducidade, a facilitar a precariedade dos vínculos laborais, e a flexibilizar os&lt;br /&gt;horários através dos diversos regimes de adaptabilidade (individual, grupal, banco de horas,&lt;br /&gt;intermitências, etc.).&lt;br /&gt;Confirmando tudo o que a CGTP-IN afirmou e denunciou quanto às consequências nefastas das&lt;br /&gt;normas gravosas do Código do Trabalho na contratação colectiva, a revisão operada em 2009,&lt;br /&gt;não só não dinamizou a negociação colectiva desmentindo em toda a linha as declarações&lt;br /&gt;propagandísticas do Governo, como conduziu à redução do número de convenções acordadas,&lt;br /&gt;para além de se ter tornado num instrumento privilegiado do Patronato para aumentar os&lt;br /&gt;bloqueios à negociação e contratação colectiva, tornando inviável a realização de acordos em&lt;br /&gt;muitos processos negociais e, também, como forma a prosseguir e aprofundar as políticas que&lt;br /&gt;visam manter os baixos salários, precarizar o emprego e desregulamentar os horários de&lt;br /&gt;trabalho. A estratégia patronal contou, ainda, com a ineficiência dos serviços inspectivos do&lt;br /&gt;trabalho, complacentes com as arbitrariedades, violações e incumprimentos da lei, por parte das&lt;br /&gt;entidades patronais,&lt;br /&gt;No último trimestre de 2010, o Governo do PS apresentou na Concertação Social um projecto&lt;br /&gt;para um acordo tripartido, denominado “iniciativa para a competitividade e o emprego”. Tal&lt;br /&gt;“iniciativa” contou, logo à partida, com o apoio do patronato e da UGT, mas teve a firme&lt;br /&gt;oposição da CGTP-IN que combateu e denunciou os seus principais objectivos: preparar&lt;br /&gt;alterações profundamente negativas no Código do Trabalho, tendo em vista a facilitação dos&lt;br /&gt;despedimentos; a diminuição das indemnizações aos trabalhadores; o aprofundamento de novas&lt;br /&gt;vias de fragilização da contratação colectiva; a obstaculização da implementação e acção da&lt;br /&gt;organização sindical no local de trabalho; o aprofundamento da desregulamentação dos horários&lt;br /&gt;e outros aspectos importantes da protecção dos direitos dos trabalhadores, procurando perpetuar&lt;br /&gt;a precariedade laboral, nomeadamente, dos jovens trabalhadores. A acção e luta sindicais foram&lt;br /&gt;determinantes para agravar as contradições no campo do Governo, tendo levado à sua demissão,&lt;br /&gt;em Março de 2011.&lt;br /&gt;Porém, o Governo do PSD/CDS que o substituiu, não só retomou as mesmas intenções dos&lt;br /&gt;Governos anteriores, como aprofundou todos os problemas que são a causa da crise,&lt;br /&gt;reproduzindo com maior violência, as principais linhas da ofensiva antilaboral. Os acordos&lt;br /&gt;efectuados entre a troika portuguesa (PS, PSD e CDS) e a troika estrangeira (UE, BCE e FMI),&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;consubstanciados no famigerado “Memorando de Entendimento”, representam tudo o que de&lt;br /&gt;mais grave e subversivo tem sido concebido pelas políticas de desastre nacional prosseguidas&lt;br /&gt;por aqueles partidos do “arco da governação”.&lt;br /&gt;As medidas de austeridade, implementadas vezes sem conta por aqueles Governos, tiveram&lt;br /&gt;sempre um único e mesmo objectivo: aumentar a exploração dos trabalhadores, através do&lt;br /&gt;roubo ignóbil dos salários, do agravamento dos impostos e brutais aumentos dos preços de bens&lt;br /&gt;essenciais; reduzir drasticamente o subsídio de desemprego e diminuir ou até mesmo eliminar&lt;br /&gt;outras prestações sociais; atacar os direitos contratuais e sociais, com particular relevância para&lt;br /&gt;a tentativa de destruição da Segurança Social solidária e universal e para os cortes brutais na&lt;br /&gt;educação e na saúde.&lt;br /&gt;Entretanto, a “austeridade” não chegou às classes dominantes, pois as desigualdades&lt;br /&gt;continuaram a crescer, através de uma ainda maior concentração da riqueza nos grandes grupos&lt;br /&gt;económicos e financeiros, os quais acumularam, nestes quatro anos, milhares de milhões de&lt;br /&gt;lucros.&lt;br /&gt;Por outro lado, o actual Governo, na linha dos que o antecederam, também apresentou na&lt;br /&gt;concertação social um “novo” documento, intitulado “compromisso para o crescimento,&lt;br /&gt;competitividade e emprego”, por meio do qual manteve todas as malfeitorias contra os&lt;br /&gt;trabalhadores. Representando uma farsa de negociação, o Governo tem procurado concretizar de&lt;br /&gt;forma unilateral os seus objectivos, através da imposição de medidas legislativas, muitas delas&lt;br /&gt;inconstitucionais, inseridas numa nova fase da ofensiva para aumentar a exploração,&lt;br /&gt;nomeadamente com as alterações introduzidas no Código de Trabalho, em Outubro de 2011,&lt;br /&gt;relativas a um novo sistema de “compensações” por despedimento a aplicar aos novos contratos&lt;br /&gt;de trabalho (mas sob a ameaça de vir a ser extensivo a todos os contratos) que mais não&lt;br /&gt;significam que diminuir o valor das indemnizações para tornar mais fácil e barato os&lt;br /&gt;despedimentos, outros projectos estão também na forja, com intenção de aumentar o horário de&lt;br /&gt;trabalho sem qualquer retribuição, eliminar dias feriados e de férias, liberalizar os&lt;br /&gt;despedimentos individuais e criar mais obstáculos ao exercício da negociação colectiva. A&lt;br /&gt;opção política de prosseguir no caminho do retrocesso social, consagrando mecanismos que&lt;br /&gt;possibilitem o aumento da exploração e o trabalho forçado, revela que este Governo não põe&lt;br /&gt;limites à sua acção criminosa.&lt;br /&gt;O balanço da contratação colectiva nestes últimos quatro anos, tanto no sector privado como no&lt;br /&gt;da Administração Pública, mostra claramente que o patronado, com a conivência e acção&lt;br /&gt;concertada dos Governos do PS e do PSD/CSD, apostaram no bloqueamento dos processos&lt;br /&gt;negociais, usando essa estratégia como chantagem para introduzir alterações inaceitáveis nas&lt;br /&gt;convenções colectivas mas, também, impor medidas arbitrárias e ilegais nas empresas,&lt;br /&gt;particularmente quanto aos horários de trabalho, polivalência de funções e vínculos contratuais.&lt;br /&gt;Ou seja, o patronato procurou subverter o próprio Código do Trabalho para, dessa forma, fazer&lt;br /&gt;letra morta do exercício do direito fundamental de contratação colectiva. Em consequência desta&lt;br /&gt;situação, verificou-se, neste período, um menor crescimento salarial, enquanto foi retomado o&lt;br /&gt;agravamento dos preços, o que provocou uma diminuição do poder e compra dos salários.&lt;br /&gt;A percentagem de trabalhadores, por conta de outrem, que são abrangidos pelo SMN passou de&lt;br /&gt;cerca de 6%, em Janeiro de 2008, para mais de 11% em 2011. Tal facto, mostra que as&lt;br /&gt;melhorias alcançadas pela actualização do SMN não se reflectiram num correspondente impulso&lt;br /&gt;salarial nos salários imediatamente acima do mínimo legal pelo contrário, é por via da&lt;br /&gt;contenção salarial que uma parte do pouco emprego criado tem, como referência salarial, o&lt;br /&gt;valor do SMN. Ao mesmo tempo, manteve-se o bloqueio patronal sobre uma parte importante&lt;br /&gt;da contratação colectiva que se reflectiu, novamente, num baixo número de convenções&lt;br /&gt;publicadas. De facto, das 296 convenções publicadas em 2008, estas passaram para 251 em&lt;br /&gt;2009, para 230 em 2010 e para apenas 170 em 2011.&lt;br /&gt;Assim, a ofensiva dos Governos, quer do PS, quer do PSD/CDS, articula-se, por um lado, com&lt;br /&gt;os posicionamentos de boicote e recusa de negociação assumidos pelo patronato na mesa de&lt;br /&gt;negociações, particularmente com a utilização do mecanismo da caducidade como instrumento&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;de chantagem para alcançar os seus objectivos: de aprofundamento da política de baixos&lt;br /&gt;salários, alargamento os períodos de horários de trabalho, generalização do emprego precário e&lt;br /&gt;imposição da desregulamentação das condições de trabalho contratualmente estabelecidas.&lt;br /&gt;Por outro lado, a complacência dos Governos com as posições anti-negociais do patronato&lt;br /&gt;manifestou-se, ainda, na indisponibilidade para reunir com os sindicatos, assim como no&lt;br /&gt;propositado mau funcionamento dos serviços da DGERT/MTSS, nomeadamente, numa&lt;br /&gt;primeira fase, no atraso da publicação das convenções e na morosidade dada à publicação das&lt;br /&gt;portarias de extensão, a que se seguiu o total congelamento das publicações das PE´s, com o&lt;br /&gt;consequente aumento da vigência média das tabelas salariais, bem como numa acção passiva&lt;br /&gt;perante processos de conciliação, arbitragem ou outros em situação de conflito.&lt;br /&gt;Apesar dos graves retrocessos no plano social, podemos afirmar que a situação seria hoje muito&lt;br /&gt;pior, se não fosse a luta de resistência dos trabalhadores para defender os seus direitos e&lt;br /&gt;interesses, particularmente quanto à contratação colectiva que decorre da ofensiva, em toda a&lt;br /&gt;linha, desencadeada pelo patronato e caucionada pelas medidas do Governo.&lt;br /&gt;A acção da CGTP-IN foi, assim, dirigida a todas as frentes possíveis de intervenção sindical,&lt;br /&gt;mas assumindo como prioridades o esclarecimento, o reforço da unidade e a mobilização&lt;br /&gt;convergente de todos os trabalhadores para a luta em defesa dos salários, do combate à&lt;br /&gt;precariedade, da contratação colectiva e contra a aplicação nas empresas das matérias gravosas&lt;br /&gt;contidas no Código do Trabalho.&lt;br /&gt;A associação entre a luta reivindicativa com a obtenção de acordos negociados, assente em&lt;br /&gt;fortíssimas acções de massa, teve reflexos positivos, por exemplo, no ano de 2008, (número de&lt;br /&gt;acordos, convenções publicadas e número de trabalhadores abrangidos) e em 2009, ano em que&lt;br /&gt;os salários contratuais evoluíram favoravelmente, quer no sector privado quer, principalmente,&lt;br /&gt;na Administração Pública, onde os trabalhadores obtiveram um aumento real, depois de vários e&lt;br /&gt;sucessivos anos de contenção salarial imposta pelos governos de direita e do Partido Socialista.&lt;br /&gt;A Conferência Sindical sobre o Diálogo Social e a Contratação Colectiva, realizada em&lt;br /&gt;Setembro de 2009, assim como os dois Encontros sobre a Contratação Colectiva, realizados&lt;br /&gt;respectivamente em Setembro de 2010 e 2011, com a presença de muitas centenas de quadros&lt;br /&gt;sindicais, confirmou a vitalidade do movimento sindical, tendo constituído momentos&lt;br /&gt;privilegiados de debate sobre a evolução da contratação colectiva nos últimos anos, no contexto&lt;br /&gt;da grande conflitualidade que se está a viver na sociedade portuguesa; reafirmar as prioridades&lt;br /&gt;de acção e dos objectivos reivindicativos; perspectivar a melhoria do trabalho dos quadros&lt;br /&gt;sindicais, integrando a acção na contratação colectiva com o reforço da organização sindical;&lt;br /&gt;relançar a luta pela contratação colectiva e intensificar a luta reivindicativa como a trave mestra&lt;br /&gt;de toda a acção sindical imediata para a mudança de políticas.&lt;br /&gt;No âmbito da coordenação cometida para a implementação das linhas orientadoras referentes à&lt;br /&gt;definição da política reivindicativa, a ligação do Departamento aos sectores, a CGTP-IN&lt;br /&gt;envolveu toda a estrutura na participação, discussão, decisão e implementação das orientações,&lt;br /&gt;constituindo uma preocupação permanente e de importância fundamental para o reforço da&lt;br /&gt;coesão e para o aumento das nossas potencialidades de acção e de luta. No decurso do mandato,&lt;br /&gt;efectuaram-se vinte reuniões com as Federações, Uniões e Sindicatos Nacionais para análise e&lt;br /&gt;debate sobre a situação económica e social, balanço da contratação colectiva e acção&lt;br /&gt;reivindicativa, perspectivas de desenvolvimento da luta reivindicativa e articulação da acção&lt;br /&gt;reivindicativa com o reforço da organização sindical de base. Efectuaram-se diversas reuniões&lt;br /&gt;sectoriais especializadas e reuniões de apoio a processos de contratação colectiva. Também se&lt;br /&gt;realizaram reuniões entre os Departamentos de Contratação Colectiva e Acção Reivindicativa e&lt;br /&gt;de Organização, com vista a concretizar as conclusões da Conferência Sindical, designadamente&lt;br /&gt;a elaboração do Plano Integrado de Acção Sindical e debater a sua implementação nas empresas&lt;br /&gt;e serviços dos sectores privado e público. Com o mesmo objectivo, foram ainda realizadas&lt;br /&gt;reuniões com a Interjovem.&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;4.2. A Actividade do CES e a Participação Institucional&lt;br /&gt;4.2.1. A Actividade do CES e a Concertação Social&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou as várias actividades do CES, nas quais se destacou a elaboração de&lt;br /&gt;pareceres sobre temas económicos e sociais.&lt;br /&gt;O CES pronunciou-se sobre as propostas de Orçamento de Estado para os vários anos neste&lt;br /&gt;período, sobre as Grandes Opções do Plano (anuais e de médio-prazo) e sobre a Conta Geral do&lt;br /&gt;Estado. Emitiu ainda outros pareceres: o futuro da zona euro (parecer de iniciativa); o Plano&lt;br /&gt;Nacional de Acção para a Inclusão 2008-2010; Iniciativa para o Investimento e o Emprego; e&lt;br /&gt;Pessoas com deficiência (pessoas com iniciativa).&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma intervenção activa e qualificada defendendo as suas posições em diálogo&lt;br /&gt;com as várias entidades representadas no CES. Esta postura teve resultados positivos nos&lt;br /&gt;conteúdos dos Pareceres aprovados, ainda que nalguns casos se tenha abstido devido a&lt;br /&gt;desacordos sobre matérias específicas. Foi o que aconteceu sobre a Proposta de OE para 2012 e&lt;br /&gt;sobre as Grandes Opções do Plano 2012-2015 (pareceres de Nov. 2011) porque entendemos que&lt;br /&gt;a aplicação do Memorando de Entendimento conduz ao empobrecimento e apenas agrava o&lt;br /&gt;problema da dívida. No parecer sobre o futuro da zona euro (Jul. 2011) a CGTP-IN absteve-se&lt;br /&gt;devido, entre outras razões, à insuficiência da análise sobre os efeitos do euro e à perspectiva de&lt;br /&gt;alienação de funções de soberania. No Parecer sobre o Orçamento de Estado para 2011 (Out.&lt;br /&gt;2010) a CGTP-IN discordou da proposta de redução da Taxa Social Única para as empresas&lt;br /&gt;exportadoras de trabalho intensivo e no parecer sobre as Grandes Opções do Plano para 2011&lt;br /&gt;exprimiu reservas sobre o conteúdo relativo à transposição da directiva dos serviços.&lt;br /&gt;Na generalidade e para além dos aspectos específicos referidos, os pareceres aprovados tiveram&lt;br /&gt;conteúdos positivos, mas constatou-se terem sido, em regra, ignorados pelos Governos, pelo que&lt;br /&gt;a sua influência na determinação das políticas públicas foi muito reduzida.&lt;br /&gt;No que respeita à Concertação Social esta continuou a ser usada para tentar credibilizar e&lt;br /&gt;legitimar medidas governamentais e patronais de índole regressiva dos direitos laborais e&lt;br /&gt;sociais.&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve um papel extremamente activo na denúncia desta política, bem como das&lt;br /&gt;propostas retrógradas a que consubstanciaram. Para o efeito apresentou propostas alternativas&lt;br /&gt;em simultâneo com o apelo à resistência e luta contra o programa de agressão do Governo do&lt;br /&gt;PSD-CDS aos trabalhadores, ao povo e ao país.&lt;br /&gt;Neste contexto opusemo-nos aos dois acordos celebrados entre o Governo, patrões e UGT.&lt;br /&gt;O primeiro sobre a revisão do Código de Trabalho (Jun. 2008), no qual se destacou o&lt;br /&gt;aprofundamento da caducidade das convenções colectivas, a flexibilização dos horários de&lt;br /&gt;trabalho, a simplificação dos processos de despedimento e a não reposição do princípio do&lt;br /&gt;tratamento mais favorável ao trabalhador. O segundo sobre a competitividade e o emprego&lt;br /&gt;(Março 2011) o qual prevê, designadamente, a redução das indemnizações de despedimento e a&lt;br /&gt;descentralização da contratação colectiva.&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou e participou em todos os processos com propostas alternativas, apenas&lt;br /&gt;tendo decidido abandonar processos específicos quando entendeu ser essa a melhor solução pata&lt;br /&gt;defender os interesses dos trabalhadores.&lt;br /&gt;4.2.2. A Participação Institucional&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou em órgãos de participação institucional em domínios muito&lt;br /&gt;diversificados, como a economia, emprego e formação, educação, ambiente, desenvolvimento&lt;br /&gt;regional, fundos comunitários, estatísticas, etc.&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt;Defendemos que esta actividade fosse efectiva já que em muitos casos a participação funcionou&lt;br /&gt;mal: actividade irregular, ou mesmo não funcionamento, governamentalização, não&lt;br /&gt;cumprimento das missões instituídas, etc. Um caso específico respeitou ao não funcionamento&lt;br /&gt;dos órgãos de participação relativos à segurança social. Nalguns casos, os órgãos de&lt;br /&gt;participação tiveram uma actividade regular e cumpriram os objectivos para os quais foram&lt;br /&gt;criados.&lt;br /&gt;A necessidade de melhorar o diálogo social e a participação institucional foi uma das conclusões&lt;br /&gt;da Conferência Sindical sobre o Diálogo social e a Contratação Colectiva realizada em&lt;br /&gt;Setembro de 2009.&lt;br /&gt;4.3. A Negociação Colectiva Europeia&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou a actividade na CES na área da negociação colectiva europeia por via&lt;br /&gt;quer da participação nos seus órgãos de decisão quer da participação no Comité do diálogo&lt;br /&gt;social e no acompanhamento directo de negociações específicas. Por outro lado, algumas das&lt;br /&gt;Federações tiveram intervenção na negociação colectiva europeia de âmbito sectorial no âmbito&lt;br /&gt;da Federações Europeias em que estão filiadas.&lt;br /&gt;Destacaram-se, no período decorrido, três processos: a revisão da directiva sobre a licença&lt;br /&gt;parental (2009); o acordo sobre os mercados de trabalho inclusivos (2010); a negociação sobre o&lt;br /&gt;tempo de trabalho (iniciada em 2011). Merece também ser salientado, pela negativa, o processo&lt;br /&gt;relativo aos casos Laval, Viking e outros.&lt;br /&gt;A negociação sobre a revisão da licença parental foi acompanhada directamente pela CGTP-IN.&lt;br /&gt;Procedeu-se a alterações a um acordo de negociação colectiva europeia de 1996, o qual foi&lt;br /&gt;aplicado por directiva. Estas alterações permitiram algumas melhorias, ainda que pouco&lt;br /&gt;substanciais, da directiva em vigor.&lt;br /&gt;O acordo sobre os mercados de trabalho inclusivos, ainda que contenha intenções louváveis e&lt;br /&gt;princípios válidos, tem conteúdos fracos, excessivamente genéricos, existindo um baixo grau de&lt;br /&gt;compromisso concreto das organizações patronais. A sua aplicação é feita em cada país pelos&lt;br /&gt;próprios subscritores e não por directiva.&lt;br /&gt;O processo relativo à revisão da directiva do tempo de trabalho decorreu ao longo de todo o&lt;br /&gt;período. A tentativa da Comissão e do Parlamento Europeu para flexibilizar mais os horários de&lt;br /&gt;trabalho fracassou em 2009. A mobilização dos trabalhadores no âmbito nacional e europeu,&lt;br /&gt;nomeadamente com a realização de diversas manifestações convocadas pela CES teve eco no&lt;br /&gt;Parlamento Europeu, que se pronunciou pela eliminação da actual derrogação à semana de 48&lt;br /&gt;horas de trabalho (incluindo as horas suplementares) e rejeitou a proposta do Conselho. Esta foi&lt;br /&gt;uma decisão importante que contudo está a ser questionada de novo pela Comissão Europeia&lt;br /&gt;com a apresentação de uma nova comunicação com vista à sua revisão.&lt;br /&gt;O terceiro processo respeitou a uma discussão com o patronato, com vista à adopção de uma&lt;br /&gt;posição conjunta, sobre decisões do Tribunal Europeu de Justiça (TEJ) que puseram&lt;br /&gt;directamente em causa aspectos basilares da Europa Social. O TEJ pronunciou-se pela primazia&lt;br /&gt;dos direitos das empresas sobre os dos trabalhadores em casos que envolvem a prestação de&lt;br /&gt;serviços e a chamada liberdade de estabelecimento. Deste processo não resultou acordo sobre as&lt;br /&gt;questões de fundo (Março 2010).&lt;br /&gt;A CGTP-IN esteve igualmente envolvida na aplicação de outros acordos europeus cuja&lt;br /&gt;vigência decorreu neste período: stress no trabalho e assédio e a violência no trabalho.&lt;br /&gt;4.4. Os Conselhos de Empresa Europeus&lt;br /&gt;Durante o mandato, os representantes dos trabalhadores portugueses nos Conselhos de Empresa&lt;br /&gt;Europeus (CEE) viram-se confrontados com inúmeros processos de encerramentos,&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt;deslocalizações e despedimentos colectivos, em unidades de empresas multinacionais instaladas&lt;br /&gt;em Portugal. Em regra, a sua intervenção foi coordenada com os sindicatos da CGTP-IN que&lt;br /&gt;representam os trabalhadores afectados.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, as Federações e os Sindicatos representativos de trabalhadores em empresas com&lt;br /&gt;CEE instituídos deram o acompanhamento possível aos membros dos CEE, à dinamização da&lt;br /&gt;eleição de novos representantes e desenvolveram acções de formação.&lt;br /&gt;Em 2009, foi publicada uma nova Directiva Europeia sobre os CEE, que foi já transposta para o&lt;br /&gt;direito interno português através da Lei 96/2009. A nova Directiva comporta algumas melhorias&lt;br /&gt;pontuais, mas não resolve os problemas essenciais que se colocam aos representantes dos&lt;br /&gt;trabalhadores destas empresas.&lt;br /&gt;4.5. A Acção Sindical Transfronteiriça&lt;br /&gt;A acção sindical transfronteiriça encontra expressão na actividade dos Conselhos Sindicais&lt;br /&gt;Inter-regionais (CSIR), estruturas regionais da Confederação Europeia de Sindicatos, em que&lt;br /&gt;participam representantes locais das Centrais nela filiadas.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, através dos seus dirigentes regionais, participa activamente nas actividades dos&lt;br /&gt;CSIR e, ao longo deste mandato, assumiu a Presidência de três, dos quatro, Conselhos&lt;br /&gt;existentes nas regiões fronteiriças de Portugal e Espanha.&lt;br /&gt;Diversas iniciativas – seminários, conferências, acções de sensibilização – foram desenvolvidas,&lt;br /&gt;nas quais participaram representantes da estrutura central da CGTP-IN.&lt;br /&gt;A criação de macro-regiões, que abrangem uma parte importante do território de Portugal&lt;br /&gt;Continental, com funções até agora da responsabilidade dos Estados-membros da União&lt;br /&gt;Europeia, nomeadamente na gestão de recursos, planificação, meio ambiente, fluxos&lt;br /&gt;migratórios, colocaram aos nossos representantes problemas novos.&lt;br /&gt;A CGTP-IN exigiu o funcionamento de todos os órgãos e organismos de composição tripartida&lt;br /&gt;para uma informação e consulta precisa e atempada dos temas em debate, não prescindindo da&lt;br /&gt;sua participação e intervenção na luta por um desenvolvimento económico sustentado e a&lt;br /&gt;salvaguarda dos direitos e interesses dos trabalhadores e das populações.&lt;br /&gt;5. AS POLÍTICAS SOCIAIS E A POLÍTICA FISCAL&lt;br /&gt;5.1. Políticas Sociais&lt;br /&gt;Segurança Social&lt;br /&gt;Na Segurança Social, a luta neste mandato foi pela exigência de melhoria da protecção social,&lt;br /&gt;revogação de medidas que lesaram os trabalhadores e pensionistas impostas pelo Governo do&lt;br /&gt;PS, os planos de austeridade dos PEC’s e, no último ano, contra o pacto de agressão da Troika e&lt;br /&gt;a política reaccionária do Governo PSD-CDS, demolidora do Estado Social, que tiveram grande&lt;br /&gt;contestação social,&lt;br /&gt;O factor de sustentabilidade que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2008 teve a oposição total&lt;br /&gt;da CGTP-IN, dado que o seu objectivo, por demais evidente, é a redução do valor das pensões.&lt;br /&gt;Os trabalhadores que se reformaram após a sua entrada em vigor tiveram uma redução de 0,56%&lt;br /&gt;no valor da pensão, mas a partir de 1 de Janeiro de 2012 a redução já representa 3,92%. O&lt;br /&gt;mesmo aconteceu com o Indexante de Apoios Sociais (IAS), a rejeição da proposta que a&lt;br /&gt;CGTP-IN apresentou na altura, por parte do Governo PS, e de levar por diante o seu projecto, já&lt;br /&gt;penalizou duramente os reformados e pensionistas, tal facto por não ter havido crescimento&lt;br /&gt;económico, e por as pensões não terem sido aumentadas. EM 2009, foram congeladas as&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;pensões de valor igual ou superior a 12 IAS e só foram actualizadas as pensões até 1.500 euros,&lt;br /&gt;sendo que em 2011 foi suspenso o regime de actualização. A denuncia e a pressão que a CGTPIN&lt;br /&gt;tem exercido sobre esta matéria, levou-nos a reunir, por diversas vezes, com os Grupos&lt;br /&gt;Parlamentares e levou a que o Governo de Passos Coelho tivesse anunciado que as pensões&lt;br /&gt;sociais, agrícolas e do 1º escalão do regime geral terão um aumento de 3,1% em 2012, as&lt;br /&gt;restantes não serão aumentadas. Apesar deste aumento não corresponder à perca do poder de&lt;br /&gt;compra sofrido, este deve-se à luta da CGTP-IN. As restantes pensões estão congeladas, assim&lt;br /&gt;como o IAS até 2014.&lt;br /&gt;A CGTP-IN desenvolveu, neste mandato, três petições, em 2009 e em 2010, que foram&lt;br /&gt;discutidas na Assembleia da República sem terem obtido o sucesso pretendido, ou seja, a&lt;br /&gt;revogação do factor de sustentabilidade e alteração das regras de actualização das pensões,&lt;br /&gt;foram inviabilizadas, na altura, pelo Grupo Parlamentar do PS, manifestando discordância com&lt;br /&gt;a matéria.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, em 15 de Abril de 2008, apresentou uma queixa ao Provedor da Justiça, dado que&lt;br /&gt;o Governo PS não cumpriu o período de transição em relação ao cálculo das pensões até 2016,&lt;br /&gt;conforme estava previsto no D.L. 35/2000, o que afectou os reformados com mais baixas&lt;br /&gt;pensões. A União dos Sindicatos de Braga desenvolveu um exemplar trabalho de denúncia e&lt;br /&gt;mobilização dos reformados para repor a opção do cálculo sobre toda a carreira contributiva.&lt;br /&gt;Centenas de reformados concentraram-se em Lisboa, em 23 de Abril de 2008, e o Estado de&lt;br /&gt;2009, veio ao encontro da nossa reivindicação, o que traduziu numa significativa vitória&lt;br /&gt;melhorando as pensões de milhares de reformados.&lt;br /&gt;Em Junho de 2008, foi criado o subsídio social de maternidade/paternidade, reivindicado pela&lt;br /&gt;CGTP-IN, para quem não tinha acesso ao regime contributivo.&lt;br /&gt;Em 1 de Maio de 2009 entrou em vigor o novo regime jurídico sobre a parentalidade, que&lt;br /&gt;alargou o período de concessão do subsídio parental (até 150 dias), incentivando, deste modo,&lt;br /&gt;uma maior partilha da licença entre os progenitores.&lt;br /&gt;O alargamento da rede pública de equipamento para as crianças e idosos, por nós exigido, levou&lt;br /&gt;o Programa Pares a aumentar a oferta, mas continuam a existir enormes défices, o mais grave, e&lt;br /&gt;cada vez mais os equipamentos sociais dependem da iniciativa das instituições de solidariedade&lt;br /&gt;social porque o Estado deixou em grande parte de ter iniciativa. A CGTP-IN reuniu com a CNIS&lt;br /&gt;e outras instituições para chamar a atenção dos riscos futuros da demissão do Estado nesta&lt;br /&gt;matéria e os apertos financeiros a que as organizações vão estar sujeitas e as responsabilidades&lt;br /&gt;cada vez maiores que vão assumir perante os utentes e as famílias.&lt;br /&gt;A protecção social do desemprego teve sempre presente nas reivindicações da CGTP-IN, ao&lt;br /&gt;longo deste mandato, designadamente a redução do período de garantia do subsídio de&lt;br /&gt;desemprego e do subsídio social de desemprego e a alteração do valor do rendimento per/capita&lt;br /&gt;para acesso ao subsídio social de desemprego. Com a nossa insistência e persistência obtivemos,&lt;br /&gt;em parte, resposta do Governo, em 2009, relativamente ao prolongamento do subsídio social de&lt;br /&gt;desemprego, já sobre o número de desempregados sem protecção social, nunca se obteve&lt;br /&gt;resposta.&lt;br /&gt;O ano 2009 foi marcado pela discussão do Código Contributivo apresentado pelo Governo. A&lt;br /&gt;CGTP-IN, há alguns anos que tem posições muito consolidadas sobre esta matéria. A&lt;br /&gt;modelação da taxa social patronal, ao tipo de contrato de trabalho (de agravamento no caso do&lt;br /&gt;trabalho precário e de diminuição referente aos trabalhadores efectivos), teve um combate firme&lt;br /&gt;e persistente da CGTP-IN.&lt;br /&gt;A CGTP-IN reclamou ao Presidente da República que não promulgasse o diploma, por os&lt;br /&gt;motivos atrás referidos, pois punha em causa a sustentabilidade da Segurança Social, mas este&lt;br /&gt;acabou por promulgar em 16 de Setembro de 2009. O diploma em Dezembro acabou por ser&lt;br /&gt;suspenso pelos partidos da oposição na Assembleia da República num processo contraditório.&lt;br /&gt;29&lt;br /&gt;A Lei 55-A/2010 vem ao encontro da posição da CGTP-IN que suspendeu a modelação da taxa&lt;br /&gt;contributiva à modalidade do contrato de trabalho, pelo menos até 2014. Mais uma vez a acção&lt;br /&gt;da CGTP-IN foi essencial em todo este processo.&lt;br /&gt;Foram promovidas reuniões distritais nas Uniões a fim de discutir todo o processo do Código&lt;br /&gt;Contributivo e as propostas da CGTP-IN, em que participaram centenas de quadros.&lt;br /&gt;Dada a situação social estar a agravar-se, cabia à Segurança Social desempenhar ainda mais um&lt;br /&gt;papel de estabilizador social e com esse objectivo apresentámos as nossas reivindicações. No&lt;br /&gt;ano 2010, a viabilização dos PEC’s pelo Governo PS, e com o apoio do PSD, levou à contenção&lt;br /&gt;das despesas sociais.&lt;br /&gt;As medidas excepcionais anteriormente conseguidas para os trabalhadores desempregados&lt;br /&gt;foram todas elas revogadas, aumentando o número de desempregados sem protecção social. O&lt;br /&gt;Governo PS também criou novas regras para o acesso às prestações sociais do regime de&lt;br /&gt;solidariedade e de protecção da família, que assentam em dois vectores: a capitação e o conceito&lt;br /&gt;de agregado familiar, o que foi devastador, dado os beneficiários de prestações e apoios sociais&lt;br /&gt;excluídos (abono de família, RSI, subsídio social de desemprego, acção social escolar, etc.), e&lt;br /&gt;acabou com o 4º e 5º escalão do abono de família.&lt;br /&gt;A CGTP-IN opôs-se contra estas medidas e reuniu com todos os grupos parlamentares, solicitou&lt;br /&gt;a análise do Provedor de Justiça sem sucesso, dirigiu-se à Comissão Nacional de Dados.&lt;br /&gt;O Governo do PSD-CDS pretende limitar ainda mais estas prestações em nome dos que&lt;br /&gt;necessitam. Está claramente em marcha uma política com uma visão assistencial/caritativa, em&lt;br /&gt;vez de direitos, que tem de ser denunciada e combatida.&lt;br /&gt;No plano financeiro é preocupante a situação do Fundo de Estabilização Financeira da&lt;br /&gt;Segurança Social, dado os reflexos da situação financeira internacional, em 2008 houve&lt;br /&gt;impactos negativos motivados pela aplicação dos activos em dívida pública nacional e de países&lt;br /&gt;da OCDE e acções e, em 2011 a redução nos activos teve significado. A CGTP-IN reuniu&lt;br /&gt;recentemente com os Grupos Parlamentares para discutir este assunto e intervir para contrariar a&lt;br /&gt;intenção do Governo de usar o Fundo para outros fins.&lt;br /&gt;Reparação dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais&lt;br /&gt;Em 2009 foi publicado o novo Regime Reparatório dos Acidentes de Trabalho e Doenças&lt;br /&gt;Profissionais (lei n.º 98/2009). A CGTPIN tem travado uma forte batalha junto do poder político&lt;br /&gt;em relação ao regime de reparação, dado que a sua filosofia, até hoje, não repara integralmente&lt;br /&gt;o trabalhador por os danos causados.&lt;br /&gt;Pela luta travada, o regime tem sofrido alguma evolução, mas não conseguimos atingir esses&lt;br /&gt;objectivos.&lt;br /&gt;Pela primeira vez, após décadas de absoluto esquecimento, foi regulamentada a matéria de&lt;br /&gt;reabilitação e reintegração profissional dos trabalhadores. A CGTP-IN enviou, na altura, ao&lt;br /&gt;Governo e à Assembleia da República, uma exposição sobre as dúvidas que se colocam na&lt;br /&gt;aplicação da mesma, sem resposta.&lt;br /&gt;Quanto ao Centro de Riscos Profissionais, fazendo a avaliação da reforma feita, consideramos&lt;br /&gt;que foi muito negativa em todos os aspectos. Várias iniciativas foram realizadas, públicas e&lt;br /&gt;institucionais, durante o mandato, sem êxito, pelo contrário, a situação tem-se vindo a agravar.&lt;br /&gt;As Comissões Permanentes da Tabela de Incapacidades e Doenças Profissionais não têm&lt;br /&gt;funcionado desde 2008.&lt;br /&gt;Só a intervenção, todos os anos, da CGTP-IN, tem levado a que as pensões por acidente de&lt;br /&gt;trabalho e doença profissional tenham sido aumentadas, porque o Ministério das Finanças se&lt;br /&gt;esquece. Em 2011, as pensões por doença profissional também foram congeladas, dadas estarem&lt;br /&gt;integradas no regime de Segurança Social.&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;A CGTP-IN, no âmbito do POPH, lançou um programa sobre a protecção dos trabalhadores&lt;br /&gt;vítimas de acidentes de trabalho, realizando em 2010 e 2011 várias iniciativas, como debates em&lt;br /&gt;Lisboa, Coimbra, Aveiro, Porto e Setúbal, onde participaram centenas de quadros sindicais, e&lt;br /&gt;publicou um guia de direitos “Reparação dos Acidentes de Trabalho” e está a ultimar a&lt;br /&gt;publicação e o lançamento de um estudo sobre a temática, realizado por investigadores do&lt;br /&gt;Centro de Estudos Sociais de Coimbra.&lt;br /&gt;Política Inclusiva/Combate à Pobreza&lt;br /&gt;Para o XI Congresso realizou-se um trabalho sobre as desigualdades que abrangeu vários&lt;br /&gt;âmbitos de análise, que foi de extraordinária importância em termos sociais e políticos, e mais,&lt;br /&gt;pôs em evidência a pobreza nos meios laborais.&lt;br /&gt;Até a esse momento relacionava-se a pobreza quase exclusivamente com as pessoas idosas ou&lt;br /&gt;com os beneficiários do rendimento social de inserção. Dado os baixos salários, a precariedade&lt;br /&gt;existente e o desemprego, o trabalho realizado demonstrou o que a CGTP-IN há já algum tempo&lt;br /&gt;alertava da existência de famílias trabalhadoras que viviam abaixo do limiar da pobreza ou&lt;br /&gt;próximo.&lt;br /&gt;Com o objectivo de combater a pobreza, dado que no espaço da U.E. existem muitos milhões de&lt;br /&gt;pobres, muitos deles trabalhadores, a U.E. propôs aos diversos Estados a existência de Planos&lt;br /&gt;Nacionais para a Inclusão, no nosso país, foram apresentados vários planos, sendo o último para&lt;br /&gt;o período de 2008-2010, a CGTP-IN foi muito critica sobre os diversos planos elaborados, pela&lt;br /&gt;falta de objectivos concretos e planos de concretização e de avaliação, e produziu vários&lt;br /&gt;documentos sobre os mesmos e realizou várias reuniões com os coordenadores nacionais.&lt;br /&gt;Apesar das críticas e das várias iniciativas que a CGTP-IN tomou para alterar o quadro&lt;br /&gt;legislativo, o complemento social das pessoas idosas foi das medidas com mais impacto depois&lt;br /&gt;do Rendimento Social de Inserção, porque foi colocado um limiar mínimo de rendimentos,&lt;br /&gt;tendo abrangido até 2010, 206.700 mil idosos.&lt;br /&gt;O ano de 2010 foi consagrado como o Ano de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, o&lt;br /&gt;balanço feito pela CGTP-IN é que resultou num falhanço e, mais grave, foi neste ano que o&lt;br /&gt;Governo PS concretizou políticas que empobreceram os trabalhadores e largas camadas da&lt;br /&gt;população, promovendo um aumento das desigualdades.&lt;br /&gt;A CGTP-IN apresentou no órgão nacional, que acompanhou o Ano Europeu, um projecto para a&lt;br /&gt;realização de estudos focalizados no emprego jovem, que se veio a concretizar, tendo sido&lt;br /&gt;realizado por uma equipa do Observatório das Desigualdades/Centro de Investigação e Estudos&lt;br /&gt;de Sociologia do ISCTE-IUL, em articulação com a CGTP-IN e o Instituto de Segurança Social.&lt;br /&gt;Este estudo foi apresentado nos dias 14 e 20 de Dezembro de 2011 em Lisboa e Porto,&lt;br /&gt;respectivamente, onde participaram dezenas de quadros, nomeadamente jovens.&lt;br /&gt;Como a CGTP-IN tem referido, há um empobrecimento acelerado dos trabalhadores e da&lt;br /&gt;população, aliás foi o tema central das últimas acções de massas e da greve geral de 24 de&lt;br /&gt;Novembro de 2011. O empobrecimento é o resultado das políticas neo-liberais seguidas e da&lt;br /&gt;ofensiva do capital que promovem o desemprego, a precariedade, os baixos rendimentos e a&lt;br /&gt;redução das prestações sociais e o ataque às funções sociais e que se têm vindo a acentuar&lt;br /&gt;perigosamente, observando-se famílias com escassez de alimentos, senão mesmo fome, que não&lt;br /&gt;se observava há muito no nosso país. Um estudo, recentemente publicado pela Comissão&lt;br /&gt;Europeia, refere que Portugal, em comparação com 5 países da União Europeia, é o País que&lt;br /&gt;regista um dos maiores aumentos de risco de pobreza devido às medidas de consolidação&lt;br /&gt;orçamental adoptadas essencialmente nas famílias com filhos, e que o nosso País, em&lt;br /&gt;comparação com outros cinco países da U.E., é o único onde as medidas de austeridade&lt;br /&gt;exigiram um esforço financeiro aos pobres, superior ao que foi pedido aos ricos.&lt;br /&gt;O Governo PSD-CDS perante o aumento da pobreza e de graves carências respondeu com um&lt;br /&gt;Plano de Emergência Social, sem calendário de concretização e com financiamento limitado,&lt;br /&gt;31&lt;br /&gt;marcadamente assistencialista/caritativo. A CGTP-IN, referiu a propósito, que estas políticas&lt;br /&gt;não conduzem à inclusão. Era fundamental a existência de um plano de inclusão que&lt;br /&gt;promovesse o emprego, melhorasse os rendimentos e uma política alternativa ao modelo&lt;br /&gt;económico e financeiro instituído.&lt;br /&gt;Saúde&lt;br /&gt;Revitalizar e investir no SNS para todos os cidadãos foi uma orientação saída do XI Congresso&lt;br /&gt;que continua actual.&lt;br /&gt;Os cuidados de saúde primários constituem uma questão estratégica para a CGTP-IN para a&lt;br /&gt;promoção da saúde e prevenção da doença e para uma boa organização de serviços.&lt;br /&gt;A reivindicação saída do Congresso de que a cada família fosse garantido médico e enfermeiro&lt;br /&gt;de família enquadradas em equipas multi-profissionais, foi um objectivo central. A CGTP-IN,&lt;br /&gt;após o Congresso, publicou um cartaz sobre este tema, e em Novembro de 2008, no Porto,&lt;br /&gt;realizou um Encontro Regional sobre Cuidados de Saúde Primários e as Unidades de Saúde&lt;br /&gt;Familiares, e em Abril de 2009, em Setúbal, que avaliaram os aspectos positivos e negativos&lt;br /&gt;para os utentes e profissionais.&lt;br /&gt;A reforma dos cuidados primários de saúde iniciada ainda não se concretizou totalmente até a&lt;br /&gt;aposta governativa nas Unidades de Saúde Familiar, está longe ainda de atingir os seus&lt;br /&gt;objectivos. Actualmente, segundo dados oficiais, há 316 unidades de saúde familiar em&lt;br /&gt;actividade, abrangendo cerca de 4 milhões de pessoas; os profissionais envolvidos ascende a&lt;br /&gt;6.168. A região Norte é a que tem mais unidades (168), seguida por Lisboa e Vale do Tejo com&lt;br /&gt;(96).&lt;br /&gt;Continua a haver um défice enorme; o número de cidadãos sem médico de família continua a&lt;br /&gt;ser mais de um milhão e meio, o que é totalmente inaceitável, tanto mais que se trata dos&lt;br /&gt;cuidados de saúde de proximidade e é a porta de entrada do SNS.&lt;br /&gt;O Governo PS, pela mão do Ministro Correia Campos, encerrou centros de saúde, urgências e&lt;br /&gt;maternidades e vários pontos do país, o que levou a uma forte contestação popular, acabando&lt;br /&gt;com a substituição do Ministro, mas a sua sucessora manteve na essência a estratégia&lt;br /&gt;governativa.&lt;br /&gt;Uma das marcas das políticas de direita é a desresponsabilidade do Estado pela prestação dos&lt;br /&gt;cuidados de saúde e o favorecimento do sector privado através das parcerias público-privadas&lt;br /&gt;que constituem um sorvedor dos dinheiros públicos. O relatório do OE para 2009 referia que&lt;br /&gt;entre 2008-2032 este custo é de 32 mil milhões de euros. Um bom exemplo disso continua a ser&lt;br /&gt;o Hospital Amadora-Sintra, que desde 2008, a quando da decisão do Governo de retirar ao&lt;br /&gt;Grupo Mello a sua gestão reivindicado desde a sua construção pela CGTP-IN, no final de 2011&lt;br /&gt;ainda não está resolvido o conflito que opõe o Estado e este grupo económico e que envolve&lt;br /&gt;milhões de euros reclamados pelo Estado.&lt;br /&gt;Novos hospitais durante este nosso mandado foram entregues a grupos privados: Cascais, Braga&lt;br /&gt;e Loures, tendo já, por diversas vezes sido denunciada pelas nossas estruturas, e pelos sindicatos&lt;br /&gt;dos profissionais de saúde e comissões de utentes, vários défices tanto no funcionamento como&lt;br /&gt;na qualidade de prestação de cuidados de saúde.&lt;br /&gt;A CGTP-IN tem-se oposto e denunciado ao longo dos tempos a promiscuidade e a parasitagem&lt;br /&gt;existente entre o Estado e o privado que lesa profundamente o Estado e tem contribuído para o&lt;br /&gt;aumento das despesas públicas, luta que tem de não só continuar, como intensificar.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, durante este mandato, denunciou o forte crescimento do sector privado hospitalar&lt;br /&gt;ligado aos grupos financeiros, muito há custa de convenções feitas pelo Estado, nomeadamente&lt;br /&gt;à ADSE e de outros subsistemas. E tomou posição ainda perante a saída dos profissionais de&lt;br /&gt;saúde, nomeadamente médicos para o sector privado, a redução dos salários e o congelamento&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;das carreiras na Administração Pública e a aposentação, podem contribuir para este&lt;br /&gt;esvaziamento.&lt;br /&gt;A CGTP-IN comemorou condignamente os 30 anos da constituição do SNS, promovendo dois&lt;br /&gt;debates: “Impõe-se revitalizar e investir no SNS para todos os cidadãos”, em Lisboa e no Porto,&lt;br /&gt;onde participaram dezenas de quadros e diversas personalidades e instituições, e lançou um&lt;br /&gt;Manifesto.&lt;br /&gt;A CGTP-IN lutou pelo acesso universal dos cidadãos à saúde oral em 2008, o Governo avançou&lt;br /&gt;com um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, que considerámos minimalista, dado&lt;br /&gt;que a maioria da população tem de recorrer ao sector privado, despendendo avultados recursos,&lt;br /&gt;assim como nos cuidados continuados há avanços a considerar, mas está longe de responder às&lt;br /&gt;necessidades, assim como as respostas no domicílio. Os cortes previstos no PEC e no&lt;br /&gt;Memorando da Troika nos apoios sociais comprometem seriamente o desenvolvimento destes&lt;br /&gt;cuidados, tão necessários para uma população cada vez mais envelhecida.&lt;br /&gt;Os utentes da saúde, como já foi referido, são obrigados a despender dos seus orçamentos cada&lt;br /&gt;vez mais dinheiro para os medicamentos, dado que houve por parte dos governos do PS,&lt;br /&gt;PSD/CDS medidas que diminuíram as comparticipações do Estado, mesmo no caso de doenças&lt;br /&gt;crónicas. O Governo PSD/CDS aumentou as taxas moderadoras para o dobro e as isenções&lt;br /&gt;diminuíram para muitos desempregados e reformados e milhares de utentes que estavam isentos&lt;br /&gt;pela sua condição de saúde que pode por em causa a acessibilidade dos utentes ao SNS e&lt;br /&gt;promover a doença e ser abandonada a promoção da saúde.&lt;br /&gt;O Governo PSD/CDS está a desencadear uma poderosa ofensiva, aumentando os custos para os&lt;br /&gt;utentes, a CGTP-IN opor-se-á a qualquer política que vise duplamente o financiamento do SNS,&lt;br /&gt;a estratégia política está a ser nesse sentido, que é necessário combater.&lt;br /&gt;A CGTP-IN realizou no dia 3 de Novembro de 2011 um Encontro sobre o Estado,&lt;br /&gt;Administração Pública e Direitos Sociais, em que abordou a Saúde, Segurança Social, Educação&lt;br /&gt;e Poder Local, onde participaram centenas de quadros e diversos convidados, onde foi avaliada&lt;br /&gt;a brutal ofensiva contra as funções sociais, contra o Estado e Administração Pública e a&lt;br /&gt;mobilização sindical necessária para lhe dar resposta.&lt;br /&gt;Para este Encontro foi realizado um Estudo pela CGTP-IN sobre a política do medicamento,&lt;br /&gt;dada a importância do seu acesso como elemento fundamental do direito à saúde, por outro&lt;br /&gt;lado, o peso que estes têm na despesa pública em saúde deve-se ao facto de em Portugal&lt;br /&gt;produzir apenas 30% das suas necessidades e de termos de importar 70% dos medicamentos,&lt;br /&gt;dado de se ter destruído unidades produtivas que forneciam o mercado nacional, por outro lado&lt;br /&gt;não há uma unidade de produção pública relevante.&lt;br /&gt;A política do medicamento seguida pelo PS e PSD/CDS tem um traço geral, como já tinha sido&lt;br /&gt;referido, que se caracteriza por uma crescente transferência para os utentes da despesa com&lt;br /&gt;medicamento, mantendo intocáveis os privilégios da indústria farmacêutica e muitas vezes das&lt;br /&gt;farmácias, o que coloca a exigência da luta para o acesso universal ao medicamento.&lt;br /&gt;A CGTP-IN durante este mandato manteve uma intervenção activa no âmbito da Plataforma&lt;br /&gt;Laboral contra a Sida. Depois de um trabalho moroso a Plataforma promoveu o Código de&lt;br /&gt;Conduta que foi subscrito por muitas empresas e vários materiais de sensibilização.&lt;br /&gt;Assim como desenvolvemos o projecto Euridice “Prevenção das Toxicodependências em Meio&lt;br /&gt;Laboral”.&lt;br /&gt;Este projecto tem sido, em parceria com o Instituto de Drogas e Toxicodependências e com&lt;br /&gt;várias empresas e organizações, o que consideramos muito positivo para a promoção da saúde.&lt;br /&gt;Educação&lt;br /&gt;No período 2007/2011, o sector da Educação foi dos mais fortemente atacados, com políticas&lt;br /&gt;que fragilizaram a Escola Pública e Democrática em alguns dos seus pilares fundamentais.&lt;br /&gt;33&lt;br /&gt;Assim debilitada, a Escola Pública terá maiores dificuldades para resistir à violenta ofensiva&lt;br /&gt;neoliberal em curso que, com a justificação da crise, se orienta explicitamente para a&lt;br /&gt;substituição do paradigma constitucional da Escola Pública pelo da designada liberdade de&lt;br /&gt;escolha.&lt;br /&gt;Nestes quatro anos, o movimento sindical respondeu aos ataques com grandes acções e lutas&lt;br /&gt;que marcaram indelevelmente este tempo. Os professores promoveram duas grandes&lt;br /&gt;manifestações, juntando mais de 100.000 docentes em cada uma, bem como greves com adesão&lt;br /&gt;elevada; também os demais profissionais e trabalhadores das escolas se mobilizaram e levaram&lt;br /&gt;por diante as mais diversas lutas em defesa da Escola Pública e das condições indispensáveis ao&lt;br /&gt;seu normal funcionamento, nomeadamente no que concerne aos seus recursos humanos. Várias&lt;br /&gt;foram as acções e lutas que, pela adesão que mereceram, provocaram o encerramento dos&lt;br /&gt;próprios estabelecimentos de educação e ensino.&lt;br /&gt;Alguns dos aspectos em que se tornaram mais visíveis os efeitos negativos das políticas&lt;br /&gt;educativas desenvolvidas foram, entre outros, as sucessivas quebras de financiamento das&lt;br /&gt;escolas e das instituições de ensino superior, a perda de democraticidade da gestão escolar, o&lt;br /&gt;retirar de apoios devidos a milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais,&lt;br /&gt;a crescente precariedade e instabilidade do corpo docente das escolas, o agravamento das&lt;br /&gt;condições e dos horários de trabalho nas escolas… prepara-se, agora, uma forte intervenção ao&lt;br /&gt;nível dos currículos, visando o seu esvaziamento, centrando as aprendizagens num designado&lt;br /&gt;núcleo essencial de conhecimentos e aligeirando-os no que respeita à construção de&lt;br /&gt;competências e ao desenvolvimento de valores democráticos orientados para o exercício pleno&lt;br /&gt;da cidadania.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, como organização mais representativa dos trabalhadores portugueses, não pode&lt;br /&gt;ficar alheia à progressiva desvalorização dos níveis de apoio social que são prestados aos alunos&lt;br /&gt;e às famílias. O seu empobrecimento, a par do encerramento de escolas e consequente&lt;br /&gt;deslocação das crianças, bem como dos sucessivos cortes orçamentais impostos às autarquias&lt;br /&gt;(que assumem competências importantíssimas no domínio do apoio social), resultaram na perda&lt;br /&gt;de apoios fundamentais ou, no mínimo, na sua desvalorização, não permitindo que fosse dado o&lt;br /&gt;combate necessário a chagas educativas que residem, em boa parte, em fragilizações sociais que&lt;br /&gt;têm vindo a crescer – o insucesso e o abandono escolares – e tornam muito difícil fazer face a&lt;br /&gt;desafios imediatos como sejam o do alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos.&lt;br /&gt;Também a inexistência de uma política que garanta a gratuitidade dos manuais escolares, assim&lt;br /&gt;como a não valorização da acção social escolar no ensino superior que, no mínimo,&lt;br /&gt;acompanhasse o aumento dos custos de frequência confirmam essa ausência de preocupação e&lt;br /&gt;de uma política social que transforme a escola num espaço a que todos, em condições de&lt;br /&gt;igualdade de oportunidades e independentemente da sua origem ou das dificuldades que&lt;br /&gt;apresentam, têm acesso e poderão ter sucesso.&lt;br /&gt;No que respeita à Ciência e Investigação, nestes quatro anos assistiu-se a algum&lt;br /&gt;desenvolvimento mas nunca de forma sustentada, de forma a que fosse possível a sua&lt;br /&gt;consolidação. Foi criado um sistema assente na precariedade – em particular, dos seus recursos&lt;br /&gt;financeiros e humanos – que, por esse facto, conhecerá agora uma brusca contracção e um&lt;br /&gt;relevante retrocesso.&lt;br /&gt;Nestes quatro anos foram ainda evidentes diversos atropelos cometidos contra os direitos&lt;br /&gt;sindicais e o seu exercício no sector da Educação, reflexo de medidas que foram tomadas contra&lt;br /&gt;a generalidade dos trabalhadores da Administração Pública. A imposição de limites aos créditos&lt;br /&gt;sindicais, a proibição de realização de reuniões sindicais fora das escolas com recurso aos&lt;br /&gt;créditos horários dos docentes, a intromissão na autonomia da organização sindical, os&lt;br /&gt;constrangimentos colocados ao exercício dos direitos, nomeadamente por força dos regimes de&lt;br /&gt;avaliação de desempenho, mas também a desvalorização da negociação foram medidas e&lt;br /&gt;posturas que tiveram por objectivo enfraquecer a actividade e a vida sindical nas escolas.&lt;br /&gt;Ao longo do mandato que agora termina, as organizações sindicais com intervenção específica&lt;br /&gt;na Educação, se forma autónoma ou em articulação no quadro de estruturas de coordenação&lt;br /&gt;34&lt;br /&gt;superior, responderam com determinação e veemência aos ataques a que estiveram sujeitos. A&lt;br /&gt;violência desses ataques, contudo, e a forma autocrática e prepotente como, por regra, agiram os&lt;br /&gt;governantes, tornaram este tempo muito difícil, mas nunca retiraram esperança e confiança à&lt;br /&gt;acção sindical.&lt;br /&gt;5.2. Política Fiscal&lt;br /&gt;A luta por uma maior justiça fiscal para assegurar uma mais justa distribuição de rendimentos e&lt;br /&gt;o financiamento de serviços públicos de qualidade foram os objectivos do XI Congresso.&lt;br /&gt;Uma das reivindicações saídas do Congresso foi a redução gradual do IVA da taxa máxima,&lt;br /&gt;tendo sido reduzido de 21% para 20%, mas não houve as compensações da quebra de receitas&lt;br /&gt;por outros impostos, conforme a CGTP-IN proponha, nem houve reflexos nos preços dos bens e&lt;br /&gt;serviços, tendo sido absorvida pelas empresas.&lt;br /&gt;Os governos do PS e do PSD/CDS perfilharam sempre do princípio de que a obtenção de&lt;br /&gt;receitas de forma mais rápida era por via dos impostos indirectos por um lado, e por outro para&lt;br /&gt;defender os rendimentos singulares e patrimoniais de determinadas elites sociais e das&lt;br /&gt;empresas. Como é sabido, os impostos indirectos têm um carácter regressivo provocando&lt;br /&gt;desigualdades porque penaliza os rendimentos mais baixos.&lt;br /&gt;Durante o Governo de Sócrates as taxas do IVA voltaram a ser aumentadas situando-se a taxa&lt;br /&gt;mais elevada em 23%, ao mesmo tempo houve alterações da taxa em bens essenciais. Na&lt;br /&gt;vigência já do Governo PSD-CDS em 2011, a electricidade, o gás natural passaram da taxa&lt;br /&gt;mínima de IVA (6%) para a taxa máxima (23%), assim como de alguns bens alimentares e a&lt;br /&gt;restauração passou da taxa intermédia (13%) para 23% no OE para 2012.&lt;br /&gt;O agravamento dos impostos indirectos reduz o poder de compra de grande parte da população&lt;br /&gt;e pode contribuir ainda para o aumento de desemprego e diminui a competitividade externa.&lt;br /&gt;A CGTP-IN condenou sempre esta via de obtenção de receitas imediatas à custa do aumento&lt;br /&gt;dos impostos indirectos, nomeadamente do IVA.&lt;br /&gt;Dado o carácter progressivo dos impostos directos, sempre considerámos que a via mais justa de&lt;br /&gt;obtenção de receitas é sobre o IRS, IRC e impostos sobre o património imobiliário e mobiliário.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, aquando da discussão do OE 2009, propôs a criação de dois novos escalões do IRS&lt;br /&gt;(43% e 45%), o que vieram a ser concretizados de forma a aumentar a tributação dos&lt;br /&gt;rendimentos mais elevados, assim como o aumento da tributação do património mobiliário cujo&lt;br /&gt;valor estivesse acima de 500 mil euros, a tributação e das mais-valias.&lt;br /&gt;As taxas do IRS dos rendimentos 2011 para concretizar os Planos de Estabilidade e&lt;br /&gt;Crescimento sofrem um agravamento de 1,5%, ou seja, todos os oito escalões agravaram,&lt;br /&gt;situando-se actualmente o mais baixo em 11,5% e o mais elevado em 46,5%. Os dois últimos&lt;br /&gt;escalões mais elevados foram afectados ainda pela limitação das deduções por despesas&lt;br /&gt;efectuadas com saúde, educação, encargos com lares e habitação.&lt;br /&gt;Os rendimentos das pensões gradualmente, tendo visto a sua base tributária a igualizar-se aos&lt;br /&gt;trabalhadores no activo, o que tem levantado descontentamento, dado os benefícios fiscais&lt;br /&gt;existentes até então.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, ao longo da sua história, sempre deu especial atenção ao combate à fraude e&lt;br /&gt;evasão fiscal, à economia paralela, à corrupção e ao branqueamento de capitais e sempre&lt;br /&gt;saudámos as medidas que foram preconizadas nesse sentido. No relatório de actividades de&lt;br /&gt;2008, dávamos conta de que as receitas do IRC tinham vindo a crescer, mas começava a dar&lt;br /&gt;sinais de quebra, e no relatório de actividades de 2009 registávamos que o ano ficou marcado&lt;br /&gt;por uma quebra de receitas fiscais na ordem dos 15% e o IRC teve uma redução de 23,8%.&lt;br /&gt;Aliás, o valor do défice foi muito influenciado pela quebra de receitas, que se justificou numa&lt;br /&gt;parte pela recessão económica, mas também pela enorme fraude e evasão fiscal.&lt;br /&gt;35&lt;br /&gt;A CGTP-IN sempre exigiu meios e modernização dos serviços fiscais da Administração&lt;br /&gt;Pública, para haver recursos e eficiência, nomeadamente na acção inspectiva.&lt;br /&gt;No Relatório de 2011, dávamos conta de que os avanços anteriormente realizados neste combate&lt;br /&gt;estavam a regredir, dado que muitos trabalhadores destes serviços com experiência foram para a&lt;br /&gt;aposentação e não foram substituídos.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, em 2009, lançou uma petição “Pelo fim dos paraísos fiscais”, que recolheu uns&lt;br /&gt;milhares de assinaturas, tendo sido entregue ao Presidente da Assembleia da República em&lt;br /&gt;Janeiro de 2010. A mesma, por incrível que pareça, passados dois anos não foi ainda discutida&lt;br /&gt;em plenário.&lt;br /&gt;Os paraísos fiscais continuam a ser um tema actual, dado que são fortes impulsionadores da&lt;br /&gt;fraude e evasão fiscal, o que exige um combate da CGTP-IN. Aliás, 20 empresas cotadas em&lt;br /&gt;Bolsa em Portugal criaram empresas em paraísos fiscais para não serem tributadas, entre elas&lt;br /&gt;estão empresas públicas.&lt;br /&gt;Outra luta ao longo dos anos que a CGTP-IN sempre travou foi contra o sigilo bancário. A Lei&lt;br /&gt;94/2009 e a Lei 37/2010 vieram introduzir alterações com algum significado, assim como a Lei&lt;br /&gt;36/2010, onde é criado no Banco de Portugal uma base de contas bancárias existentes no&lt;br /&gt;sistema bancário e com os procedimentos a realizar por essas entidades há muito reclamadas.&lt;br /&gt;O Governo do PSD-CDS criou um imposto extraordinário sobre o Subsídio de Natal de 2011,&lt;br /&gt;de 3,5% acima do SMN, tendo sido arrecado próximo de mil milhões de euros, o que foi um&lt;br /&gt;autêntico roubo a quem trabalha. Mas em relação às mais-valias, a atitude política já é bem&lt;br /&gt;diferente, tirando as pessoas individuais, a quem foi aumentada a tributação para 25%, a maioria&lt;br /&gt;esmagadora (+60%) continuam totalmente isentos, como as sociedades gestoras de&lt;br /&gt;participações sociais e os não residentes.&lt;br /&gt;5.3. O Sistema de Justiça&lt;br /&gt;A justiça do trabalho continua a ser tratada como o “parente pobre” do sistema de justiça no&lt;br /&gt;nosso país. Não porque o sistema em geral tenha tido uma evolução no sentido de proporcionar&lt;br /&gt;aos cidadãos uma resposta em tempo e disponibilizado um acesso nos termos previstos pela&lt;br /&gt;Constituição, mas porque continua a ser vista e tratada como um obstáculo á “flexibilidade” tão&lt;br /&gt;desejada pelo patronato e pelos governos de direita.&lt;br /&gt;Esta desvalorização da aplicação do direito do trabalho e da contratação colectiva, em favor de&lt;br /&gt;uma “flexibilidade” desregulamentadora das relações laborais, justifica que os tribunais de&lt;br /&gt;trabalho sejam os que ocupam as instalações menos adequadas, algumas mesmo decrépitas,&lt;br /&gt;onde as condições para o exercício da justiça ou não existem ou estão reduzidas ao mínimo.&lt;br /&gt;Instalações onde as barreiras arquitectónicas impedem as vítimas de acidentes de trabalho de a&lt;br /&gt;elas acederem e com reduzidas condições de trabalho para os magistrados e funcionários&lt;br /&gt;judiciais.&lt;br /&gt;Por outro lado, o acesso à justiça não é igual para todos e é extremamente lenta; os processos&lt;br /&gt;urgentes (que aumentaram em número com a última alteração do Código de Processo do&lt;br /&gt;Trabalho) correm a um ritmo inaceitável quando se quer fazer justiça e ela se torna, muitas&lt;br /&gt;vezes condição de sobrevivência, como quando está em causa um acidente de trabalho greve ou&lt;br /&gt;um despedimento arbitrário. Estes processos continuam a demorar anos para serem resolvidos&lt;br /&gt;deixando, quase sempre, as vítimas sem condições de sobrevivência. A morosidade continua a&lt;br /&gt;ser um problema grave que teima em não ser resolvido.&lt;br /&gt;Por outro lado, o acesso à justiça, em condições de igualdade, não está minimamente&lt;br /&gt;assegurado, verificando-se situações em que os trabalhadores não recorrem aos tribunais por&lt;br /&gt;falta de meios económicos. Urge resolver este problema.&lt;br /&gt;Por outro lado, também o sistema de fiscalização e sancionamento das infracções laborais não&lt;br /&gt;funciona ou, quando funciona, revela muitas fragilidades. O deficiente funcionamento da ACT e&lt;br /&gt;36&lt;br /&gt;a orientação não sancionatória predominantemente seguida, conduz a que muitos problemas não&lt;br /&gt;sejam resolvidos com prejuízo para os trabalhadores, e outros vão sobrecarregar o sistema de&lt;br /&gt;justiça, com prejuízo da morosidade. Um bom funcionamento da ACT/IGT, poderá contribuir&lt;br /&gt;para uma melhoria do sistema de justiça, o que não se verificou nos últimos anos,&lt;br /&gt;essencialmente por falta de vontade politica.&lt;br /&gt;6. SEGURANÇA, HIGIENE, E SAÚDE NO TRABALHO, IGUALDADE, CULTURA E&lt;br /&gt;TEMPOS LIVRES&lt;br /&gt;6.1. Segurança, Higiene e Saúde no Local de Trabalho&lt;br /&gt;Ao longo do último mandato, o Departamento de Segurança, Higiene e Saúde no Local de&lt;br /&gt;Trabalho da CGTP-IN procedeu a uma reformulação da sua actividade. Essa reformulação&lt;br /&gt;concretizou-se ao nível do carácter, âmbito e número das actividades desenvolvidas, com a&lt;br /&gt;definição de objectivos que melhoraram a actividade da CGTP-IN nesta área de intervenção,&lt;br /&gt;desenvolveu um conjunto de actividades concretas que permitiram a criação de importantes&lt;br /&gt;instrumentos para a actividade dos representantes dos trabalhadores para a SST. Uma dessas&lt;br /&gt;actividades foi a Campanha Nacional de Promoção da Segurança e Saúde nos Locais de&lt;br /&gt;Trabalho, desenvolvida através de um projecto executado no âmbito do POPH.&lt;br /&gt;Actividades e projectos&lt;br /&gt;Durante a Campanha Nacional de Promoção da Saúde e Segurança nos Locais de trabalho de&lt;br /&gt;2008-2010 foram realizados 5 Workshops temáticos de sensibilização, em colaboração com&lt;br /&gt;diversas estruturas sindicais, reunindo várias centenas de sindicalistas, sobre temas como a&lt;br /&gt;Eleição de Representantes dos Trabalhadores (RT’s), Equipamentos de Trabalho, Actividades&lt;br /&gt;Técnicas de SST, SST no Comércio e Serviços, entre outros. Organizámos um Encontro&lt;br /&gt;Nacional de RT’s para a SST e um seminário de lançamento da campanha. Estas iniciativas,&lt;br /&gt;com as centenas de quadros mobilizados, saldaram-se em importantes momentos de reflexão e&lt;br /&gt;mobilização em matéria de SST.&lt;br /&gt;A dinamização da campanha e das actividades do Departamento foi sustentada pelo sítio Web&lt;br /&gt;da Campanha, que serviu (e servirá, após a remodelação de que está a ser alvo) de Portal da&lt;br /&gt;Segurança e Saúde no trabalho no site da CGTP-IN (&lt;a href=&quot;http://shst.cgpt.pt&quot;&gt;http://shst.cgpt.pt&lt;/a&gt;). Com o mesmo intuito&lt;br /&gt;foi criada uma E-newsletter, a E-segurança, para a divulgação de informação de interesse geral&lt;br /&gt;em matéria de SST, enviada a milhares de quadros, trabalhadores e trabalhadoras.&lt;br /&gt;A produção e divulgação de instrumentos informativos práticos foram, também, uma&lt;br /&gt;preocupação constante do Departamento. No quadro da Campanha, foram editados 2&lt;br /&gt;importantes guias: o Guia para a Participação consciente na área da SST e o Guia de&lt;br /&gt;Acompanhamento do Processo Eleitoral dos RT’s. Além disso, foi traduzido e adaptado à&lt;br /&gt;realidade portuguesa um guia da CES/ETUI, o Guia para a Avaliação dos Riscos nos Locais de&lt;br /&gt;Trabalho. De referir que os guias em causa permitiram uma visibilidade sem precedente da&lt;br /&gt;actividade da CGTP-IN sendo, um deles, inclusive, constante de bibliografias recomendadas em&lt;br /&gt;algumas universidades em Portugal.&lt;br /&gt;Para finalizar, foi realizado um estudo sobre o stress no local de trabalho, que envolveu os&lt;br /&gt;sectores dos transportes e do comércio e serviços, com a realização de acções de sensibilização&lt;br /&gt;nos dois sectores.&lt;br /&gt;Foi elaborado com o Instituto Bento de Jesus Caraça (IBJC), um KIT de Formação para cursos,&lt;br /&gt;de 25h, dirigidos a RT’S e delegados sindicais. Estes cursos serão experimentados a partir de&lt;br /&gt;2012.&lt;br /&gt;37&lt;br /&gt;Formação&lt;br /&gt;Aqui importa referir o importante contributo do IBJC, entidade com a qual o Departamento&lt;br /&gt;desenvolveu uma colaboração frutífera, que permitiu o desenvolvimento de importantes&lt;br /&gt;sinergias. Essa cooperação manifestou-se, nomeadamente, na oferta de cursos de formação de&lt;br /&gt;diversos tipos: Cursos de Formação para os RT’s e Candidatos a RT’s; Seminários de&lt;br /&gt;Sensibilização para quadros Sindicais; Cursos de Formação de Formadores de RT’s,&lt;br /&gt;O mesmo sucedeu com a Fiequimetal e o acompanhamento da sua actividade formativa de&lt;br /&gt;RT’s, incluindo, até, a dispensa de técnicos do Departamento para o efeito.&lt;br /&gt;Por outro lado, o STAL realizou uma campanha de SST, sectorial, inspirada na da CGTP-IN, ao&lt;br /&gt;abrigo da qual efectuou uma diversidade de acções formativas e de sensibilização.&lt;br /&gt;Outros sectores, pontualmente, contaram também com a participação de técnicos do&lt;br /&gt;Departamento, como a FEVICCOM, Corticeiros e outros, em encontros sobre SST.&lt;br /&gt;Actividade política e representativa&lt;br /&gt;Este reforço de recursos e competências permitiu garantir à CGTP-IN um importante&lt;br /&gt;protagonismo, em linha com a nossa história, ao nível da representação da CGTP-IN nas&lt;br /&gt;estruturas em que participa como parceiro social. Ao nível nacional, assegurámos a participação&lt;br /&gt;e intervenção da CGTP-IN no Conselho Consultivo para a Promoção da SST e em diversos&lt;br /&gt;seminários temáticos organizados pela ACT, pela revista Segurança e por outras entidades.&lt;br /&gt;Nessas situações, os nossos representantes foram sempre o reflexo da actividade sindical em&lt;br /&gt;matéria de SST, fazendo sentir as preocupações, quer gerais, quer sectoriais, nesta área.&lt;br /&gt;Ao nível europeu, a CGTP-IN iniciou uma fase de maior participação e contribuição nas&lt;br /&gt;estruturas tripartidas (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho e no Comité&lt;br /&gt;Europeu, bem como na CES, através de um maior envolvimento nos Grupos de Trabalho ad&lt;br /&gt;hoc, criados para o estudo de diversas matérias.&lt;br /&gt;Apoio à actividade sindical&lt;br /&gt;O Departamento desenvolveu, igualmente, um esforço crescente no apoio que presta e deve&lt;br /&gt;prestar ao MSU, designadamente, participando em iniciativas, divulgando informação,&lt;br /&gt;promovendo a participação de quadros sectoriais em eventos nacionais e internacionais, fazendo&lt;br /&gt;o levantamento dos responsáveis sectoriais em matéria de SST e respondendo, sempre que&lt;br /&gt;solicitado, às necessidades de emissão de pareceres, pequenas análises, informação estatística e&lt;br /&gt;legal e dispensa de técnicos para o desenvolvimento de actividades de interesse sindical.&lt;br /&gt;6.2. Igualdade entre mulheres e homens&lt;br /&gt;Ao longo do mandato e dos relatórios anuais, a actividade desenvolvida no âmbito deste&lt;br /&gt;departamento sempre constou na área de organização e no espaço dedicado à Comissão de&lt;br /&gt;Igualdade entre mulheres e homens.&lt;br /&gt;A decisão tomada pelos órgãos da CGTP-IN após o último Congresso levou a esta situação,&lt;br /&gt;tendo a CGTP-IN, em termos políticos perdido espaço de intervenção que resulta desta&lt;br /&gt;separação, entre a actividade concreta da CIMH e a discussão política mais geral.&lt;br /&gt;6.3. Igualdade e combate às discriminações&lt;br /&gt;A actividade desenvolvida nesta área, teve, nos últimos quatro anos, como fulcro central a&lt;br /&gt;afirmação de combate – que continua a ser necessário desenvolver – às discriminações no&lt;br /&gt;trabalho e na sociedade, das pessoas com deficiência, portadores de HIV e toxicodependentes, e&lt;br /&gt;ainda com base na orientação sexual e na religião ou credo, tendo como preocupação o&lt;br /&gt;38&lt;br /&gt;desempenho de um papel essencial na difusão de informação, sensibilização, formação e&lt;br /&gt;educação para a cidadania neste âmbito.&lt;br /&gt;Participámos em diversas iniciativas que tiveram como objectivo a discussão dos problemas que&lt;br /&gt;afectam os trabalhadores e trabalhadoras vítimas de discriminação ou a dar visibilidade a estas&lt;br /&gt;discriminações, nomeadamente, nas marchas LGBT, na Conferência Internacional sobre&lt;br /&gt;“Políticas Integradas contra as Discriminações das Pessoas LGBT”, e ao longo do mandato&lt;br /&gt;foram tomadas várias posições, entre as quais, sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo&lt;br /&gt;e sobre o dia mundial de luta contra a homofobia e transfobia,&lt;br /&gt;Podemos afirmar que muito trabalho ficou por fazer, nomeadamente, na sensibilização das&lt;br /&gt;estruturas sindicais sobre estas temáticas, mas como em todas as áreas de trabalho da CGTP-IN&lt;br /&gt;há um caminho a percorrer e uma certeza, a CGTP-IN está sempre na luta contra todo o tipo de&lt;br /&gt;discriminações, quer seja nos locais de trabalho, quer seja na sociedade.&lt;br /&gt;6.4. Cultura e Tempos Livres&lt;br /&gt;No período compreendido entre Fevereiro de 2008 e Janeiro de 2012, o Departamento de&lt;br /&gt;Cultura e Tempos Livres deu continuidade à promoção da criação e divulgação cultural entre os&lt;br /&gt;trabalhadores, através da organização de concursos literários, de exposições, da edição de livros&lt;br /&gt;e boletins. O enfoque recaiu, contudo, na recuperação e tratamento do seu acervo documental,&lt;br /&gt;privilegiando a documentação cujo estado de conservação inspirava maiores cuidados e a&lt;br /&gt;criação de ferramentas de trabalho que permitam dar continuidade ao trabalho de descrição e&lt;br /&gt;divulgação do património documental desta central sindical. Neste sentido, realizaram-se as&lt;br /&gt;seguintes actividades:&lt;br /&gt;Edições publicadas&lt;br /&gt;• Rocha Chenaider, de João Silva, ex-repórter fotográfico da CGTP-IN (apresentação a 2&lt;br /&gt;de Outubro de 2008, no Centro Cultural de Belém);&lt;br /&gt;• Conto e poesia: concurso CGTP-IN: publicação dos trabalhos premiados no âmbito do&lt;br /&gt;concurso Conto e Poesia (apresentação a 18 de Setembro de 2009, na Casa do Alentejo,&lt;br /&gt;Lisboa);&lt;br /&gt;• Contributos para a história do movimento operário e sindical: das raízes até 1977&lt;br /&gt;(apresentação a 27 de Janeiro de 2011, no Museu da Electricidade, Lisboa, no Porto a&lt;br /&gt;03 de Março, na Casa Sindical/União dos Sindicatos do Porto);&lt;br /&gt;• CGTP-IN: 40 anos de luta com os trabalhadores (1970-2010) (apresentação a 11 de&lt;br /&gt;Maio de 2011, na Casa Sindical/União dos Sindicatos do Porto, e a 14 do mesmo mês&lt;br /&gt;na Feira do Livro de Lisboa);&lt;br /&gt;• CGTP Cultura (boletim): publicação de 6 números (Fevereiro e Novembro de 2008;&lt;br /&gt;Março e Dezembro de 2009; Outubro de 2010; e Janeiro de 2011).&lt;br /&gt;Concursos&lt;br /&gt; Conto e poesia: concorreram 330 obras, de 240 participantes (163 em conto e 167 em&lt;br /&gt;poesia), provenientes de todos os distritos de Portugal, do Brasil, de França, do Reino&lt;br /&gt;Unido e da Suíça. A entrega de prémios decorreu a 11 de Abril de 2008, no auditório da&lt;br /&gt;CGTP-IN.&lt;br /&gt;Projecto “Tardes de cinema CGTP-IN”&lt;br /&gt; Organização e projecção de um ciclo de cinema intitulado “Controversos e Polémicos”,&lt;br /&gt;realizado entre Junho e Setembro de 2008, no auditório da CGTP-IN, tendo em vista a&lt;br /&gt;promoção do debate e convívio entre funcionários, dirigentes e outros camaradas do&lt;br /&gt;MSU;&lt;br /&gt; No âmbito deste ciclo, foram exibidos os seguintes filmes: “Irreversível”, de Gaspar&lt;br /&gt;Noé; “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick; e “O Ódio”, de Mathieu Kassovitz.&lt;br /&gt;39&lt;br /&gt;Colaboração com o MSU&lt;br /&gt; Apoio técnico e logístico à organização da exposição 100 Anos com os Trabalhadores,&lt;br /&gt;inaugurada a 26 de Junho de 2008, por ocasião da celebração dos 100 anos do Sindicato&lt;br /&gt;dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.&lt;br /&gt;Colaboração/apoio a instituições externas&lt;br /&gt; Participação no colóquio “Trabalho, Memória e Oportunidades”, organizado pelo&lt;br /&gt;Museu Michel Giacometti, a 26 de Abril de 2008, tendo participado como conferencista&lt;br /&gt;Maria José Maurício, com a comunicação intitulada “A Geração de Abril e as&lt;br /&gt;Perspectivas de Trabalho e Oportunidades para Mulheres e Jovens no Contexto Actual”;&lt;br /&gt; Colaboração na edição de um catálogo de cartazes alusivo aos 35 anos do 25 de Abril,&lt;br /&gt;editado por José Gualberto A. Freitas, em 2009, tendo-se autorizado, em Fevereiro, a&lt;br /&gt;publicação de alguns cartazes produzidos pela CGTP-IN;&lt;br /&gt; Empréstimo de cartazes, alusivos ao 25 de Abril e 1.º de Maio, para a exposição “Dias&lt;br /&gt;da História e da Cidadania”, patente na Escola Básica e Secundária de Santo António,&lt;br /&gt;Cidade Sol, Barreiro, entre Abril e Maio de 2009;&lt;br /&gt; Sessões de apresentação do CAD e noções básicas de arquivística nas turmas da&lt;br /&gt;disciplina de Técnicas de Arquivo, leccionada pela professora Fernanda Botelho, na&lt;br /&gt;Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Lisboa, realizadas em Julho de 2009 e em&lt;br /&gt;Maio de 2010;&lt;br /&gt; Apoio técnico à exposição comemorativa dos 130 anos do jornal A Voz do Operário,&lt;br /&gt;em Novembro de 2009;&lt;br /&gt; Participação no colóquio “Crise cultural: um olhar sindicalista sobre o futuro”, realizado&lt;br /&gt;a 14 de Dezembro de 2011, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo&lt;br /&gt;como oradores Américo Nunes, Carlos Galiza e Fernando Gomes.&lt;br /&gt;Fundação INATEL&lt;br /&gt; Acompanhamento da actividade da Fundação, nomeadamente através da participação&lt;br /&gt;nas reuniões do seu Conselho Consultivo e do Conselho Geral.&lt;br /&gt;6.4.1. Centro de Arquivo e Documentação&lt;br /&gt; Assinalou-se o Dia Mundial do Livro, a 23 de Abril de 2008, com a publicação e oferta&lt;br /&gt;aos funcionários e dirigentes da CGTP-IN de cerca de 200 separadores/marcadores de&lt;br /&gt;livros alusivos ao mundo do livro e da escrita.&lt;br /&gt; Participação no I Seminário Internacional O Mundo dos Trabalhadores e Seus Arquivos,&lt;br /&gt;realizado em São Paulo, entre 9 e 11 de Setembro de 2008, e organizado pelo Centro de&lt;br /&gt;Documentação e Memória da Central Única de Trabalhadores (CUT), pelo Arquivo&lt;br /&gt;Nacional do Brasil e pela Associação Latino-Americana de Arquivos. O CAD interveio&lt;br /&gt;com a comunicação intitulada: O Centro de Arquivo e documentação da CGTP-IN&lt;br /&gt;(Portugal).&lt;br /&gt; Participação na jornada internacional “Arxius sindicals europeus: un model plural”,&lt;br /&gt;realizada em Barcelona, a 24 de Novembro de 2011, numa organização do Arquivo&lt;br /&gt;Histórico das Comisiones Obreras da Catalunha. O CAD interveio com a comunicação&lt;br /&gt;intitulada: O Centro de Arquivo e Documentação da CGTP-IN e o Projecto de&lt;br /&gt;Preservação, Organização e Valorização do Acervo Documental da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Projecto de Preservação, Organização e Valorização do Acervo Documental da CGTP-IN&lt;br /&gt;(Setembro 2009 – Agosto 2011)&lt;br /&gt; Arquivo fotográfico: inventariação de 88 000 negativos; selecção, conservação e&lt;br /&gt;acondicionamento de 12 000; selecção, descrição, digitalização e disponibilização no&lt;br /&gt;portal Web do CAD online de 1200;&lt;br /&gt;40&lt;br /&gt; Colecção de cartazes: selecção, catalogação, digitalização, acondicionamento e&lt;br /&gt;disponibilização no portal Web do CAD de 1194 exemplares;&lt;br /&gt; Colecção de jornais/revistas Alavanca (1974-1996): digitalização e disponibilização no&lt;br /&gt;portal Web do CAD da totalidade da colecção, cerca de 5 000 páginas;&lt;br /&gt; Testemunhos orais: recolha de 30 depoimentos de antigos e actuais dirigentes sindicais,&lt;br /&gt;com enfoque na década de 1970. Os depoimentos foram gravados, editados e descritos&lt;br /&gt;na base de dados ICA-AtoM, sendo possível efectuar a sua pesquisa online, bem como&lt;br /&gt;consultar excertos das respectivas gravações audiovisuais;&lt;br /&gt; Exposição comemorativa do 40.º aniversário da CGTP-IN: patente ao público na Praça&lt;br /&gt;Luís de Camões, Lisboa, entre 3 e 11 de Dezembro de 2010;&lt;br /&gt; Criação do portal Web do CAD, um espaço de divulgação da actividade cultural da&lt;br /&gt;CGTP-IN, bem como de pesquisa do seu acervo bibliográfico e arquivístico.&lt;br /&gt;Doações documentais à CGTP-IN&lt;br /&gt; João Silva, ex-repórter fotográfico da CGTP-IN, doou, em Maio de 2008, parte do seu&lt;br /&gt;espólio fotográfico, composto por cerca de 140 envelopes, com negativos em formato&lt;br /&gt;35mm, retratando diversas actividades de sindicatos, federações e uniões do movimento&lt;br /&gt;sindical unitário;&lt;br /&gt; O Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro,&lt;br /&gt;Sul e Ilhas doou, em Outubro de 2008, para efeitos de inventariação e preservação, uma&lt;br /&gt;colecção de bobines fílmicas que data de entre 1978 e 1982, em película de 16 e 35 mm,&lt;br /&gt;e regista acontecimentos como o Congresso dos Sindicatos (1975), o 1.º de Maio de&lt;br /&gt;1978 e 1981 e a greve geral de 1982;&lt;br /&gt; A esposa de Júlio Ribeiro, antigo dirigente sindical, doou, em Maio de 2010, uma&lt;br /&gt;colecção de documentos (circulares, comunicados, informações, recortes de jornais,&lt;br /&gt;etc.) de várias estruturas sindicais com sede em Aveiro, Guarda, Lisboa, Porto e Viseu.&lt;br /&gt;A colecção contém, também, vários documentos aprovados nas reuniões intersindicais&lt;br /&gt;realizadas antes do 25 de Abril de 1974;&lt;br /&gt; Américo Nunes doou, em 2011, uma colecção de documentos, entre originais e cópias,&lt;br /&gt;que usou para a elaboração do texto que escreveu para o livro Contributos para a&lt;br /&gt;história do movimento operário e sindical: das raízes até 1977.&lt;br /&gt;Aquisições documentais&lt;br /&gt; Aquisição de parte do espólio fotográfico de Armindo Cardoso, repórter fotográfico da&lt;br /&gt;CGTP-IN entre 1975 e 1979. Foram adquiridos 5 663 negativos, a preto e branco, no&lt;br /&gt;formato 35mm, cujas datas medeiam, precisamente, entre 1975 e 1979, e que&lt;br /&gt;documentam, directa ou indirectamente, a actividade da CGTP-IN e do movimento&lt;br /&gt;sindical.&lt;br /&gt;7. A ACTIVIDADE INTERNACIONAL&lt;br /&gt;A actividade internacional desenvolvida no último quadriénio deu concretização às orientações&lt;br /&gt;e prioridades traçadas pelo 11º Congresso da CGTP-IN, tendo sido assegurada a intervenção e a&lt;br /&gt;participação da Central em inúmeros espaços sindicais ou de representação institucional. Apesar&lt;br /&gt;da multiplicidade e elevado custo de algumas deslocações e actividades, foi possível responder à&lt;br /&gt;grande maioria dos convites recebidos, promover iniciativas e realizar um vasto número de&lt;br /&gt;contactos, traduzidos num incremento significativo da acção da Área.&lt;br /&gt;A melhor utilização de meios informáticos e, designadamente, da página Web da Central,&lt;br /&gt;permitiu a divulgação sistemática de actividades internacionais relevantes. De realçar, o grande&lt;br /&gt;número de tomadas de posição, mensagens de solidariedade e notícias sobre relações&lt;br /&gt;internacionais nela publicadas, em diversas línguas, o que também contribuiu para o reforço do&lt;br /&gt;relacionamento de cooperação e solidariedade com o movimento sindical internacional.&lt;br /&gt;41&lt;br /&gt;7.1. Confederação Europeia de Sindicatos (CES)&lt;br /&gt;Reforçou-se a participação da CGTP-IN num período em que se colocaram desafios de enorme&lt;br /&gt;envergadura ao conjunto do movimento sindical europeu, em resultado da crise capitalista e das&lt;br /&gt;suas consequências para os trabalhadores e os povos. Uma ofensiva sem precedentes – que se&lt;br /&gt;tornou particularmente grave em países alvo de intervenções externas, como a Irlanda, a Grécia&lt;br /&gt;ou Portugal – e que alastra rapidamente a outros países da UE.&lt;br /&gt;Neste contexto, no quadro da CES e do movimento sindical europeu, a CGTP-IN procurou dar&lt;br /&gt;um contributo específico à luz da análise e reflexão próprias, dos seus princípios e do seu&lt;br /&gt;projecto sindical, para o desenvolvimento de uma perspectiva consequente de intervenção e luta.&lt;br /&gt;A Central tem participado em reuniões informais do chamado “Grupo Latino” dos membros da&lt;br /&gt;CES e na Conferência Social Conjunta, que agrupa organizações filiadas ou não na CES e&lt;br /&gt;movimentos sociais europeus.&lt;br /&gt;Em termos orgânicos, a Central reforçou a sua participação e intervenção nos órgãos estatutários&lt;br /&gt;da CES – Congresso, Comité de Direcção e Comité Executivo – tal como nos vários Comités e&lt;br /&gt;Grupos de Trabalho permanentes e temáticos e no Instituto Sindical Europeu (ETUI).&lt;br /&gt;De realçar, a participação no 12º Congresso da CES, realizado em Atenas, em Maio de 2011. A&lt;br /&gt;CGTP-IN participou activamente na fase preparatória e no Congresso, tendo sido uma das&lt;br /&gt;organizações que mais propostas de alteração apresentou aos documentos principais.&lt;br /&gt;Participámos, ainda, em 6 manifestações europeias: em 2008, na Eslovénia e em França; em&lt;br /&gt;2009, em Espanha; em 2010 na Bélgica; e em 2011 na Hungria e no Luxemburgo. Em Maio de&lt;br /&gt;2009, interviemos na Conferência de Meio Mandato da CES, em Paris, que, agendada para&lt;br /&gt;debater questões organizativas e estatutárias, foi reorientada para o posicionamento face à crise.&lt;br /&gt;Intervindo nas várias áreas e frentes de trabalho, é de realçar, nomeadamente, a iniciativa da&lt;br /&gt;CGTP-IN no âmbito do processo de revisão da directiva sobre a organização do tempo de&lt;br /&gt;trabalho. Neste domínio, realizámos, em Lisboa, em Novembro de 2008, um importante&lt;br /&gt;Seminário Internacional sobre o Tempo de Trabalho, com a presença de 20 centrais sindicais&lt;br /&gt;europeias e internacionais.&lt;br /&gt;A Central participou ainda em inúmeras reuniões temáticas, nomeadamente, sobre: a crise;&lt;br /&gt;economia e emprego; negociação colectiva e salários; desenvolvimento durável, energia e&lt;br /&gt;mudança climática; higiene, segurança e saúde no trabalho; protecção social; política de&lt;br /&gt;reestruturações e deslocalizações; formação ao longo da vida; formação sindical; migrações,&lt;br /&gt;inclusão e luta anti-racista; participação dos trabalhadores; comércio e globalização; coesão&lt;br /&gt;económica e social; fundos estruturais; diálogo social a nível europeu; assédio e violência no&lt;br /&gt;trabalho; Directiva Bolkestein; Serviços Públicos; Trabalho Digno; Litigação; Flexigurança.&lt;br /&gt;Manteve a sua participação em estruturas específicas, designadamente, na CES/Jovem&lt;br /&gt;(integrando o Comité Executivo em 2010 e 2011), no Comité de Mulheres, na FERPA&lt;br /&gt;(reformados) e EUROCADRES (organização de quadros) e, ainda, no Comité de Coordenação&lt;br /&gt;do Fórum Sindical Euromediterrânico.&lt;br /&gt;Manteve-se a actividade nos Comités Sindicais Inter-Regionais, de âmbito transfronteiriço,&lt;br /&gt;garantida essencialmente pelas Uniões, e nos Comités de Empresa Europeus, actividade&lt;br /&gt;acompanhada, no fundamental, pelas Federações e/ou Sindicatos.&lt;br /&gt;Reforçaram-se, encetaram-se (caso da DGB/Alemanha) ou retomaram-se relações bilaterais de&lt;br /&gt;cooperação com centrais sindicais filiadas na CES, a partir da presença da CGTP-IN nos&lt;br /&gt;respectivos Congressos ou outras iniciativas e em contactos multilaterais por ocasião de&lt;br /&gt;reuniões estatutárias ou temáticas da CES.&lt;br /&gt;Em Novembro de 2008, realizou-se, em Guimarães, a Cimeira Sindical Ibérica, que aprovou&lt;br /&gt;uma declaração comum das maiores Centrais da Península. Em Novembro de 2010, teve lugar,&lt;br /&gt;em Portugal, uma importante iniciativa de solidariedade de organizações espanholas, francesas e&lt;br /&gt;italianas, em torno da Greve Geral de 24/11.&lt;br /&gt;42&lt;br /&gt;7.2. Restante Movimento Sindical Europeu&lt;br /&gt;Reactivaram-se relações com o STUC da Escócia, intensificaram-se com Centrais Sindicais não&lt;br /&gt;filiadas na CES, com destaque para a PEO de Chipre (que visitou Portugal a convite da CGTPIN&lt;br /&gt;em 2010) e a CIG da Galiza e mantiveram-se contactos com as Confederações Sindicais da&lt;br /&gt;Rússia (FNPR), da Ucrânia (FSU) e SSS (Sérvia, que a CGTP-IN visitou em 2010).&lt;br /&gt;Registaram-se, ainda, intercâmbios com organizações ou agrupamentos sindicais como a PAME&lt;br /&gt;da Grécia, a CUT da Galiza e a LAB do País Basco.&lt;br /&gt;7.3. Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP)&lt;br /&gt;Durante o quadriénio, realizaram-se: o Congresso (Luanda, 2010), quatro reuniões da Comissão&lt;br /&gt;Executiva e uma da Direcção Executiva desta Comunidade Sindical. Na sequência do&lt;br /&gt;Congresso, a CGTP-IN assumiu, até Julho de 2012, a Secretaria Executiva da CSPLP. Em&lt;br /&gt;Dezembro de 2011, a CGTP-IN foi anfitriã de reuniões da Direcção e Comissão Executiva desta&lt;br /&gt;estrutura. Participámos em reuniões preparatórias e no 1º Fórum da Sociedade Civil da CPLP,&lt;br /&gt;em Brasília. A CGTP-IN participou em diversos Congressos e iniciativas promovidas pelas&lt;br /&gt;Centrais dos PALOP, do Brasil e de Timor-leste. O reforço de relações com centrais deste&lt;br /&gt;espaço traduziu-se, designadamente, na renovação do protocolo de cooperação com a UNTACS&lt;br /&gt;de Angola e na continuação do Projecto “Cooperar é construir”, desenvolvido no âmbito de&lt;br /&gt;protocolo tripartido, entre a CGTP-IN, a UNTA-CS e o INOVINTER, bem como no&lt;br /&gt;desenvolvimento de um Projecto de cooperação e formação, em conjunto com o IBJC, em apoio&lt;br /&gt;à UNTC-CS de Cabo Verde. A CGTP-IN, em colaboração com a OIT, recebeu e participou em&lt;br /&gt;diversas iniciativas de formação para os PALOP/CPLP.&lt;br /&gt;7.4. África&lt;br /&gt;Para além da cooperação com os movimentos sindicais dos PALOP, a CGTP-IN manteve&lt;br /&gt;contactos e participou no Congresso da Organização de Unidade Sindical Africana (OUSA), a&lt;br /&gt;Confederação Regional do Continente, e no Congresso da central sindical da África do Sul, a&lt;br /&gt;COSATU.&lt;br /&gt;7.5. Espaço Euro-Mediterrânico (EUROMED)&lt;br /&gt;O Norte de África e o Médio Oriente têm sido palco de preocupantes conflitos, mas também de&lt;br /&gt;alterações políticas que colocaram novos desafios neste espaço sindical. A CGTP-IN deu,&lt;br /&gt;assim, atenção acrescida ao trabalho nesta região (Europa, Norte de África e Médio Oriente) e&lt;br /&gt;participou nas reuniões do Comité Sindical de Coordenação.&lt;br /&gt;A Central manteve o seu relacionamento com a Confederação Internacional dos Sindicatos&lt;br /&gt;Árabes (CISA) – procurando contrariar a discriminação de que esta tem vindo, recentemente, a&lt;br /&gt;ser alvo no âmbito do EUROMED –, participou no seu Congresso; com a USTMA (União dos&lt;br /&gt;Sindicatos dos Trabalhadores do Magrebe Árabe); com os movimentos sindicais da Palestina,&lt;br /&gt;Síria, Líbano, Iraque, Egipto, Líbia, Tunísia, Jordânia, Argélia, Marrocos, Turquia; e com a&lt;br /&gt;central sindical saraui, UGTSARIO.&lt;br /&gt;7.6.Espaço Latino-Americano&lt;br /&gt;A CGTP-IN esteve presente em diversos Congressos e actividades das Centrais Sindicais do&lt;br /&gt;Brasil, designadamente da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CGTB e NCST, tendo recebido em&lt;br /&gt;Portugal algumas destas organizações.&lt;br /&gt;Participámos também em Congressos Sindicais da CTA da Argentina, do PIT/CNT do Uruguai,&lt;br /&gt;da CUT do Chile, da CROC e do SME do México, tendo recebido visitas do PIT/CNT do&lt;br /&gt;43&lt;br /&gt;Uruguai e da CTA da Argentina. Efectuámos uma visita e participámos em 1os. de Maio da&lt;br /&gt;CTC de Cuba.&lt;br /&gt;De relevo ainda a participação da Central em 3 Encontros Sindicais “Nossa América” e em&lt;br /&gt;actividades regionais da CSI e da FSM no espaço latino-americano.&lt;br /&gt;Estivemos ainda presentes em diversas Cimeiras Ibero-Americanas (Portugal, Espanha e&lt;br /&gt;Brasil), sempre antecedidas de “Cimeiras Sindicais/Interlocutores Sociais” deste espaço.&lt;br /&gt;7.7. Outros Espaços Sindicais&lt;br /&gt;A CGTP-IN manteve relações com a Federação Geral dos Sindicatos da China (ACFTU),&lt;br /&gt;organização sem filiação internacional, tendo recebido uma delegação sindical chinesa e&lt;br /&gt;participado, ao longo do mandato, nas reuniões anuais do Fórum Sindical Internacional em&lt;br /&gt;Pequim, cada vez mais participado por movimentos sindicais de todos os continentes.&lt;br /&gt;Participámos no Congresso do CITU e efectuámos contactos com o AITUC, ambos da Índia;&lt;br /&gt;estabelecemos relações, em duas visitas bilaterais, com a PLF do Paquistão.&lt;br /&gt;Participámos no Congresso da CSN do Quebeque (Canadá).&lt;br /&gt;Em deslocação aos EUA, foram estabelecidos contactos com as organizações sindicais AFLCIO&lt;br /&gt;e CTW.&lt;br /&gt;7.8. Movimento Sindical Mundial&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou, como observadora, em Junho de 2010, no 2.º Congresso da&lt;br /&gt;Confederação Sindical Internacional (CSI), em Vancouver e, em Maio de 2011, no 16º&lt;br /&gt;Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM), em Atenas.&lt;br /&gt;Num quadro de aprofundamento da crise, a CGTP-IN procurou incrementar a unidade na acção&lt;br /&gt;com o movimento sindical internacional com e sem filiação internacional. Associou-se, assim,&lt;br /&gt;às Jornadas Mundiais da CSI sobre o Trabalho Digno e aos Dias Internacionais de Luta&lt;br /&gt;promovidos pela FSM, participou em várias iniciativas regionais, sectoriais ou temáticas,&lt;br /&gt;promovidas por ambas as centrais mundiais e recebeu, em Lisboa, os respectivos Secretários-&lt;br /&gt;Gerais.&lt;br /&gt;Ainda no plano global é de realçar, entre outras, a presença de uma delegação da&lt;br /&gt;Interjovem/CGTP-IN no 17º Festival Mundial da Juventude e Estudantes, realizado em 2010, na&lt;br /&gt;África do Sul.&lt;br /&gt;7.9. Paz, Cooperação e Solidariedade Internacional&lt;br /&gt;A luta pela Paz ganhou importância acrescida no mandato, perante o agravamento do belicismo,&lt;br /&gt;das tensões, ocupações e conflitos, do reforço da NATO e da crescente militarização da UE.&lt;br /&gt;Em acções próprias ou em convergência com outras organizações – em particular, o Conselho&lt;br /&gt;Português para a Paz e Cooperação (CPPC), o Movimento pela Paz na Palestina e no Médio&lt;br /&gt;Oriente (MPPM) e o Tribunal do Iraque – priorizou-se a solidariedade com os trabalhadores e o&lt;br /&gt;povo da Palestina, tendo a CGTP-IN integrado uma Missão à Palestina e assinalado as invasões&lt;br /&gt;de Gaza e outras agressões ao povo Palestiniano. Realce também para os trabalhadores e povo&lt;br /&gt;do Sahara Ocidental, com a realização da Conferência Sindical Internacional em Outubro de&lt;br /&gt;2011, em Lisboa, a visita a Portugal da UGTSARIO, as participações nas Conferências&lt;br /&gt;Europeias de Solidariedade (EUCOCO), iniciativas em Lisboa com a presença de Aminetou&lt;br /&gt;Haidar, várias missões aos territórios ocupados e acampamentos de refugiados Saharauis.&lt;br /&gt;Destaque para a presença da CGTP-IN, em Dezembro de 2011, no Congresso da Frente&lt;br /&gt;POLISARIO.&lt;br /&gt;A CGTP-IN promoveu, em 2009, em Lisboa, um encontro de solidariedade com a CTC, os&lt;br /&gt;trabalhadores e o povo cubano, vítimas de um criminoso bloqueio e integrou o vasto movimento&lt;br /&gt;público que exige a libertação dos 5 patriotas cubanos presos nos EUA. Participámos ainda em&lt;br /&gt;44&lt;br /&gt;várias acções e iniciativas de protesto e denúncia das acções imperialistas contra a Líbia, Síria,&lt;br /&gt;Iraque, Irão, Afeganistão/Paquistão, Honduras (protestos pelo golpe de estado) e Turquia&lt;br /&gt;(participação no 1º de Maio e julgamento na Turquia e acção pública em Lisboa, pela libertação&lt;br /&gt;dos sindicalistas da central sindical KESK), entre outros.&lt;br /&gt;Em 2010, teve uma particular importância o envolvimento da CGTP-IN no lançamento,&lt;br /&gt;mobilização e realização da campanha PAZ SIM! NATO NÃO! que culminou com a maior&lt;br /&gt;manifestação até então realizada pela PAZ, em 20 de Novembro, em Lisboa.&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou, ainda, em diversas manifestações anuais, junto da Base dos EUA, em&lt;br /&gt;Rota, Espanha.&lt;br /&gt;7.10. Globalização e Movimentos Sociais&lt;br /&gt;A CGTP-IN interveio em diversas iniciativas sobre temáticas relacionadas com o processo de&lt;br /&gt;globalização. Destacam-se nesta área a participação da CGTP-IN nos Fóruns Sociais Europeus&lt;br /&gt;de Estocolmo, em 2008 e de Istambul, em 2010, bem como nos Fóruns Sociais Mundiais de&lt;br /&gt;Belém, em 2009 e de Porto Alegre, em 2010, e também no Fórum Social da Finlândia, em 2009.&lt;br /&gt;A CGTP-IN integra, ainda, o Comité de iniciativa da Conferência Social Conjunta europeia.&lt;br /&gt;7.11. Actividades Comunitárias&lt;br /&gt;No âmbito da aprovação do Tratado de Lisboa, a CGTP-IN realizou uma Sessão Pública, frente&lt;br /&gt;à Assembleia da República, sob a consigna “Tratado tem de ser referendado” e dirigiu uma carta&lt;br /&gt;aberta a todos os deputados, reclamando a realização de um referendo sobre a matéria.&lt;br /&gt;No plano institucional, a Central participou nas auscultações a cada parceiro social, prévias à&lt;br /&gt;realização da generalidade dos Conselhos Europeus, promovidas pelo governo e mantém dois&lt;br /&gt;representantes no Comité Económico e Social Europeu (CESE).&lt;br /&gt;A Central participou ainda em várias reuniões regulares de Comités Consultivos e Paritários, de&lt;br /&gt;diversos sectores de actividade profissional ou temáticos, promovidas pela Comissão ou pelo&lt;br /&gt;Parlamento Europeu.&lt;br /&gt;Por nomeação da CES, a CGTP-IN participou, durante este período, em várias reuniões do&lt;br /&gt;Comité Político do Diálogo Social, no Comité do Mercado de Trabalho do diálogo Social e no&lt;br /&gt;Grupo de Trabalho Educação/Formação e noutras reuniões de grupos Ad-hoc, no quadro do&lt;br /&gt;diálogo social europeu.&lt;br /&gt;7.12.Organização Internacional do Trabalho (OIT)&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou nas sessões anuais da Conferência Internacional do Trabalho,&lt;br /&gt;assegurando (ora com delegado efectivo, ora com suplente) a representação formal dos&lt;br /&gt;trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;Para além das participações nas sessões plenárias e comissões específicas das Conferências&lt;br /&gt;anuais, a CGTP-IN interveio activamente na discussão das grandes temáticas dos últimos anos&lt;br /&gt;que, face à crise do sistema, se centraram no Pacto Mundial para o Emprego, aprovado na OIT,&lt;br /&gt;e na defesa e promoção do trabalho digno.&lt;br /&gt;Realizaram-se encontros de trabalho com o Gabinete da OIT para as relações com os&lt;br /&gt;trabalhadores (ACTRAV), recebemos em Portugal, em cooperação com a Organização, alguns&lt;br /&gt;grupos de formandos sindicais de países da CSPLP e participámos, em Lisboa, na 8ª reunião&lt;br /&gt;regional europeia da OIT, tendo mantido uma ligação regular ao seu Gabinete em Portugal.&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;A CGTP-IN elaborou, com regularidade, pareceres e respostas a inquéritos e solicitações da&lt;br /&gt;OIT e do Governo Português, em preparação das Conferências e para reuniões técnicas ou&lt;br /&gt;temáticas.&lt;br /&gt;8. As Migrações&lt;br /&gt;8.1. Imigração&lt;br /&gt;No mandato, aprofundaram-se, na UE, orientações anti-sociais que põem em causa direitos dos&lt;br /&gt;trabalhadores migrantes, sejam eles originários dos estados-membros ou de países terceiros. Sob&lt;br /&gt;o espectro da “crise”, tenta-se encontrar nos migrantes as primeiras e mais “fáceis” vítimas. A&lt;br /&gt;CGTP-IN prosseguiu, em Portugal e na Europa, o seu combate a estas políticas.&lt;br /&gt;Num quadro de aprofundamento da crise, particularmente grave em Portugal, aumentou o&lt;br /&gt;número de portugueses que emigrou e reduziu-se a dimensão da comunidade imigrante no nosso&lt;br /&gt;País.&lt;br /&gt;Em Portugal, interviemos sobre a situação e legislação relativa aos imigrantes e na Europa&lt;br /&gt;dando combate a estes desenvolvimentos negativos.&lt;br /&gt;De assinalar, o Seminário conjunto CGTP-IN/CUT do Brasil, “Migrações e Mundo do&lt;br /&gt;Trabalho”, em Lisboa, em 2008.&lt;br /&gt;Prosseguiram as participações da CGTP-IN nos organismos de migrações da UE (reuniões do&lt;br /&gt;Comité Consultivo de Livre Circulação e do Comité Consultivo da Segurança Social dos&lt;br /&gt;Trabalhadores) e da CES (Migrações e Luta Anti-Racista).&lt;br /&gt;A nível nacional, a Central manteve a sua intervenção nos organismos oficiais que integra:&lt;br /&gt;CICDR (Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial) e COCAI (Conselho&lt;br /&gt;Consultivo para os Assuntos da Imigração).&lt;br /&gt;Para além de iniciativas sindicais de mobilização, sindicalização e organização dos&lt;br /&gt;trabalhadores imigrantes, realizaram-se reuniões com dirigentes, delegados e activistas sindicais&lt;br /&gt;ligados à imigração, especialmente, no quadro do Projecto “Imigração – Informar e Formar para&lt;br /&gt;Melhor Integrar”, desenvolvido em 2010 e 2011, que culminou com uma Conferência Sindical&lt;br /&gt;Internacional, em Dezembro de 2011. A Central participou também em acções de solidariedade&lt;br /&gt;com as comunidades estrangeiras e minorias étnicas no nosso país e contra o racismo e&lt;br /&gt;xenofobia, muitas vezes em articulação com outros movimentos, ONG, igrejas e associações de&lt;br /&gt;imigrantes.&lt;br /&gt;8.2. Emigração&lt;br /&gt;A CGTP-IN manteve contacto com Conselheiros das Comunidades Portuguesas, com o&lt;br /&gt;movimento associativo na emigração e com sindicatos dos países de acolhimento.&lt;br /&gt;No plano das instituições comunitárias, prosseguiu a sua participação nos Comités Consultivos&lt;br /&gt;da UE sobre Segurança Social dos Trabalhadores Migrantes e sobre Livre Circulação de&lt;br /&gt;Trabalhadores no espaço europeu.&lt;br /&gt;Realizaram-se iniciativas conjuntas sobre trabalho e migrações no Reino Unido, na Tunísia, em&lt;br /&gt;Chipre, na Grécia e na Ucrânia.&lt;br /&gt;Em 2008 foi renovado o acordo de cooperação entre a CGTP-IN e a OGB-L do Luxemburgo.&lt;br /&gt;Destaque para o II Encontro de Sindicalistas, Conselheiros e Associações na Europa, promovido&lt;br /&gt;conjuntamente com a OGB-L do Luxemburgo, em Outubro de 2009.&lt;br /&gt;A nível internacional, participámos, em 2010, numa Conferência Mundial da OIM (Agência da&lt;br /&gt;ONU para as Migrações)&lt;br /&gt;46&lt;br /&gt;9. A ORGANIZAÇÃO SINDICAL E OS QUADROS&lt;br /&gt;9.1. A Organização de Base&lt;br /&gt;9.1.1. Sindicalização&lt;br /&gt;Quanto à sindicalização, as metas definidas no 11.º Congresso não foram atingidas porque a&lt;br /&gt;crescente precariedade e desregulamentação laboral, a destruição do aparelho produtivo com&lt;br /&gt;encerramento e deslocalização de muitas e significativas empresas, por um lado, e, por outro, o&lt;br /&gt;encerramento e desmantelamento de serviços públicos, condicionou o trabalho de base e não&lt;br /&gt;propiciou as melhores condições para se concretizarem os objectivos definidos.&lt;br /&gt;No entanto, apesar das condições difíceis e mesmo violentas para os trabalhadores e a&lt;br /&gt;organização sindical nos locais de trabalho, foi possível desenvolver uma forte mobilização e&lt;br /&gt;luta intensa com grandes acções de massas e simultaneamente dinamizar a sindicalização que&lt;br /&gt;atingiu um resultado significativo neste mandato com mais 120.220 novas sindicalizações.&lt;br /&gt;É de salientar o facto de as novas sindicalizações se reportarem a 63.322 mulheres (59,2 %) e&lt;br /&gt;25.795 (24,1. %) a jovens do escalão etário até 30 anos, conforme consta no Quadro – I, sendo&lt;br /&gt;que do total existem 13.347 novas sindicalizações que os sindicatos não desagregaram.&lt;br /&gt;9.1.2. Delegados Sindicais&lt;br /&gt;Registou-se uma evolução muito positiva na eleição e reeleição de Delegados Sindicais, tendo&lt;br /&gt;sido ultrapassados os objectivos definidos para o mandato ao atingir-se o número de 12.528 de&lt;br /&gt;novos mandatos de Delegados Sindicais, o que evidencia uma significa renovação da&lt;br /&gt;organização de base dos sindicatos.&lt;br /&gt;Dos 12.528 novos mandatos de Delegados Sindicais, pode constatar-se no Quadro – I, que&lt;br /&gt;7.845 são mulheres (62,6%) e 916 são jovens até 30 anos (7,3%). É de salientar o crescimento&lt;br /&gt;do número de mulheres com responsabilidades sindicais ao nível da base, assim como o&lt;br /&gt;rejuvenescimento da rede de Delegados Sindicais com a entrada de mais de 916 jovens do&lt;br /&gt;escalão etário até aos 30 anos.&lt;br /&gt;Há que intensificar a renovação, o rejuvenescimento e o alargamento da rede de Delegados&lt;br /&gt;Sindicais para que os sindicatos estejam representados e possam intervir quotidianamente em&lt;br /&gt;maior numero de empresas e serviços, porque é nos locais de trabalho que se desenvolve a&lt;br /&gt;intervenção sindical que tem de corresponder às aspirações dos/as trabalhadores/as e são&lt;br /&gt;também os locais de trabalho a fonte que alimenta e dá vitalidade a toda a estrutura sindical.&lt;br /&gt;9.1.3. Representantes para a SHST&lt;br /&gt;Mesmo tendo presente que o Código do Trabalho criou algumas dificuldades à eleição de&lt;br /&gt;representantes para a SHST, pela carga burocrática que impõe aos processos eleitorais, não é&lt;br /&gt;menos verdade que alguns sindicatos não deram suficiente atenção a este trabalho, o que se&lt;br /&gt;reflectiu no desaproveitamento das potencialidades de eleger mais representantes, na qualidade&lt;br /&gt;da informação produzida e num insuficiente acompanhamento e organização estruturada dos&lt;br /&gt;eleitos.&lt;br /&gt;O número de processos eleitorais concluídos e a quantidade de trabalhadores eleitos, efectuado a&lt;br /&gt;partir dos dados fornecidos pelos sindicatos, não traduz com rigor a realidade, uma vez que&lt;br /&gt;foram efectuadas eleições e eleitos representantes que não foram registados centralmente devido&lt;br /&gt;a não ter sido prestada a necessária informação. Em todo o caso, embora se considere que os&lt;br /&gt;dados constantes do Quadro I – 1013 mandatos, estejam subestimados, é um facto que ainda&lt;br /&gt;assim os resultados obtidos nesta importante tarefa de trabalho estão aquém do que é desejável e&lt;br /&gt;mesmo necessário.&lt;br /&gt;47&lt;br /&gt;Por outro lado, o insuficiente apoio, ou até a ausência de acompanhamento aos representantes&lt;br /&gt;eleitos, impede que eles possam desempenhar com eficácia o seu papel e que alguns sejam&lt;br /&gt;mesmo tentados a desistir devido à falta de orientação, de condições e, consequentemente, de&lt;br /&gt;motivação para o exercício das respectivas funções.&lt;br /&gt;É preciso inverter esta situação, através de uma efectiva melhoria do trabalho de direcção,&lt;br /&gt;impulsionando a intervenção sindical planificada e direccionada para empresas e serviços&lt;br /&gt;prioritários, tendo como objectivo a eleição de mais representantes para a SHST e,&lt;br /&gt;simultaneamente, intensificar a execução de acções de sensibilização dos dirigentes e delegados&lt;br /&gt;sindicais, bem como a formação específica dos representantes eleitos.&lt;br /&gt;No Quadro I estão registados os resultados entre Janeiro de 2008 e Junho de 2011&lt;br /&gt;QUADRO-I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINDICALIZAÇ&lt;br /&gt;ÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELEGADOS&lt;br /&gt;SINDICAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.H.S.T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOTAL&lt;br /&gt;MANDATO&lt;br /&gt;SECTORES DE&lt;br /&gt;ACTIVIDADE&lt;br /&gt;HOM&lt;br /&gt;MU&lt;br /&gt;LH&lt;br /&gt;Até&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;ano&lt;br /&gt;s&lt;br /&gt;HO&lt;br /&gt;M&lt;br /&gt;MU&lt;br /&gt;LH&lt;br /&gt;Até&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;ano&lt;br /&gt;s&lt;br /&gt;HO&lt;br /&gt;M&lt;br /&gt;MU&lt;br /&gt;LH&lt;br /&gt;Até&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;ano&lt;br /&gt;s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIND&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.H.&lt;br /&gt;S.T.&lt;br /&gt;ADMINISTRAÇÃO&lt;br /&gt;PÚBLICA 7675&lt;br /&gt;157&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;335&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;112&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;242&lt;br /&gt;8 145 90 83 3 23394&lt;br /&gt;354&lt;br /&gt;8 173&lt;br /&gt;AGRICULTURA,&lt;br /&gt;ALIMENTAÇÃO,&lt;br /&gt;HOTELARIA,&lt;br /&gt;BEBIDAS E&lt;br /&gt;TURISMO 4605&lt;br /&gt;107&lt;br /&gt;43&lt;br /&gt;273&lt;br /&gt;7 311 359 130 60 27 10 15676 670 87&lt;br /&gt;BANCA 526 764 343 227 112 17 0 1 0 1290 348 1&lt;br /&gt;COMÉRCIO,&lt;br /&gt;ESCRITÓRIOS E&lt;br /&gt;SERVIÇOS 5765&lt;br /&gt;124&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;594&lt;br /&gt;0 200 420 148 0 0 0 21710 649 0&lt;br /&gt;COMUNICAÇÕES E&lt;br /&gt;TELECOMUNICAÇ&lt;br /&gt;ÕES 1317&lt;br /&gt;102&lt;br /&gt;2 800 159 25 17 4 0 0 3007 184 4&lt;br /&gt;CONSTRUÇÃO,&lt;br /&gt;CERÂMICA E&lt;br /&gt;VIDRO 4107 551 426 155 12 16 66 5 9 9289 187 71&lt;br /&gt;MAR E PESCA 281 136 96 4 3 1 0 0 0 417 7 0&lt;br /&gt;METALURGIA,&lt;br /&gt;QUIMICA, FARM.,&lt;br /&gt;ELÉCTRICA,&lt;br /&gt;ENERGIA E MINAS 11212&lt;br /&gt;364&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;400&lt;br /&gt;2 839 152 121 528 75 64 16071&lt;br /&gt;100&lt;br /&gt;4 630&lt;br /&gt;PROFESSORES 1844&lt;br /&gt;655&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;260&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;126&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;399&lt;br /&gt;4 194 0 0 0 8399&lt;br /&gt;526&lt;br /&gt;1 0&lt;br /&gt;SAÚDE 507&lt;br /&gt;273&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;217&lt;br /&gt;5 102 193 87 0 1 0 3277 295 1&lt;br /&gt;TÊXTIL,&lt;br /&gt;LANIFÍCIOS,&lt;br /&gt;VESTUÁRIO,&lt;br /&gt;CALÇADO E PELES 2236&lt;br /&gt;832&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;246&lt;br /&gt;3 50 110 18 11 19 0 10607 160 32&lt;br /&gt;48&lt;br /&gt;TRANSPORTES 3416 629 842 167 37 22 10 4 3 6977 214 14&lt;br /&gt;OUTROS 60 46 17 1 0 0 0 0 0 106 1 0&lt;br /&gt;TOTAL 43551&lt;br /&gt;633&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;257&lt;br /&gt;95&lt;br /&gt;460&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;784&lt;br /&gt;5 916 769 215 89&lt;br /&gt;12022&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;125&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;101&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Nota: Os números referentes a Homens, Mulheres e Jovens apresentam algumas discrepâncias&lt;br /&gt;relativamente ao Total do Mandato porque alguns Sindicatos não indicam os números desagregados,&lt;br /&gt;somando estes casos 13347 novas sindicalizações.&lt;br /&gt;9.1.4. Comissões de Trabalhadores&lt;br /&gt;As Comissões de Trabalhadores não são estruturas sindicais, mas são estruturas de base e a&lt;br /&gt;maioria das CTs cooperam com as estruturas do Movimento Sindical Unitário, num quadro de&lt;br /&gt;respeito pela autonomia própria de cada uma das estruturas.&lt;br /&gt;Actualmente, a CGTP-IN tem o registo de 1.432 Comissões de Trabalhadores com estatutos&lt;br /&gt;publicados. No decorrer do mandato, foram publicados 49 novos estatutos e 124 alterações a&lt;br /&gt;estatutos de CTs. Foi também publicada neste período de quatro anos a identificação dos&lt;br /&gt;membros que compõem 309 Comissões de Trabalhadores, representando 2378 membros, dos&lt;br /&gt;quais 374 são mulheres (15,7 %).&lt;br /&gt;Num levantamento relativo à eleição das CT’s no final de 2010, em 90 empresas representando&lt;br /&gt;91.029 trabalhadores, 45.822 (50,3%) votaram para as comissões de trabalhadores, dos quais&lt;br /&gt;34.306 (74,9%) votaram em listas unitárias identificadas com a CGTP-IN e 11.026 (24,6%)&lt;br /&gt;votaram noutras listas.&lt;br /&gt;A cooperação do Movimento Sindical com as CTs deve prosseguir, porque é útil para os&lt;br /&gt;trabalhadores a convergência e complementaridade de acção de ambas as estruturas de base.&lt;br /&gt;9.2. Eleições Sindicais&lt;br /&gt;As eleições sindicais que ocorreram entre Janeiro de 2008 e o final do ano de 2011, foram 132&lt;br /&gt;actos eleitorais em Sindicatos do MSU, tendo sido eleitos 4.388 dirigentes, dos quais 1.593 são&lt;br /&gt;mulheres (36,3%) e 165 Jovens (3,8%).&lt;br /&gt;Foram recolhidos e tratados dados relativos às eleições em 75 Sindicatos nos quais votaram&lt;br /&gt;145.331 trabalhadores do total de 437.721 inscritos nos cadernos eleitorais e destes votaram nas&lt;br /&gt;listas identificadas com a CGTP-IN 131.134 trabalhadores o que corresponde a 90,2% dos&lt;br /&gt;eleitores que exerceram o seu direito de voto.&lt;br /&gt;No estudo efectuado verificou-se que em 71 Sindicatos existem 2458 dirigentes, 817 são&lt;br /&gt;mulheres e 151 jovens. A média etária geral é de 46 anos, sendo a dos homens de 47,6 e a das&lt;br /&gt;mulheres de 42,2 anos e a dos jovens com menos de 30 anos, cuja média etária é de 25,6 anos.&lt;br /&gt;Assim, no universo de Sindicatos do MSU regista-se um total de 5.007 dirigentes, sendo 1.729 –&lt;br /&gt;36,6% mulheres e 164 – 6,3% jovens do escalão etário até 30 anos.&lt;br /&gt;9.3. A Estrutura e a Reestruturação Sindical&lt;br /&gt;9.3.1. Sindicatos&lt;br /&gt;No período decorrido entre o último Congresso e o final Novembro de 2011, verificaram-se alterações&lt;br /&gt;estruturais em diversos sindicatos. A reestruturação sindical teve continuidade através de fusões de&lt;br /&gt;sindicatos e de Federações e consolidaram-se processos de reestruturação iniciados em mandatos&lt;br /&gt;anteriores.&lt;br /&gt;49&lt;br /&gt;No 11.º Congresso da CGTP-IN registamos 141 sindicatos activos, dos quais 88 eram sindicatos&lt;br /&gt;filiados, 21 a cooperarem com regularidade com a Central e 32 a cooperarem de forma pontual. Com&lt;br /&gt;as medidas de reestruturação executadas ao longo do mandato passámos para 131 sindicatos activos,&lt;br /&gt;destes 83 são filiados, 19 não são filiados mas cooperam de forma activa e regular com a CGTP-IN e&lt;br /&gt;os restantes 29 sindicatos não filiados cooperam de forma pontual.&lt;br /&gt;Extinguiram-se 15 Sindicatos, dos quais 12 eram filiados na CGTP-IN e 3 não filiados. Estas&lt;br /&gt;extinções tiveram lugar na sequência da adopção de processos de integração e fusão dos seguintes&lt;br /&gt;sindicatos:&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares do Distrito de&lt;br /&gt;Viana do Castelo;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Metalúrgicos e Ofícios Correlativos da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte;&lt;br /&gt;• STIENC – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro;&lt;br /&gt;• SINORQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás&lt;br /&gt;do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de&lt;br /&gt;Braga;&lt;br /&gt;• SINQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do&lt;br /&gt;Centro, sul e Ilhas;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas dos Distritos&lt;br /&gt;de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica dos Distritos de&lt;br /&gt;Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Técnicos de Prótese Dentária;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Pescadores da Póvoa do Varzim.&lt;br /&gt;Constituíram-se, ao longo deste mandato, 5 sindicatos:&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da&lt;br /&gt;Madeira&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Energia e Actividades do Ambiente do Sul – SITE&lt;br /&gt;Sul;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Norte – SITE NORTE;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Norte – SITE CN;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas – CSRA.&lt;br /&gt;Relativamente ao âmbito geográfico os Sindicatos do MSU, repartem-se da seguinte forma:&lt;br /&gt;− 51 Sindicatos têm âmbito Nacional;&lt;br /&gt;− 45 Sindicatos têm âmbito Pluridistrital;&lt;br /&gt;− 17 Sindicatos têm âmbito distrital;&lt;br /&gt;− 13 Sindicatos têm âmbito regional;&lt;br /&gt;− 1 Sindicatos têm âmbito ao (s) Concelho (s);&lt;br /&gt;− 2 Sindicatos têm âmbito ao estrangeiro;&lt;br /&gt;− 2 Sindicatos têm âmbito às ilhas de São Miguel e Santa Maria.&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;Quanto ao âmbito pessoal:&lt;br /&gt;− 43 Sindicatos têm âmbito profissional;&lt;br /&gt;− 82 têm âmbito sectorial vertical;&lt;br /&gt;− 3 têm simultaneamente âmbitos de actividade vertical e profissional;&lt;br /&gt;− 3 têm âmbito profissional, numa parte, e vertical, na outra.&lt;br /&gt;Também durante o mandato, alteraram os seus estatutos 80 Sindicatos, 9 Uniões Distritais e 6&lt;br /&gt;Federações do MSU e constituíram-se 14 Sindicatos de identidade indefinida.&lt;br /&gt;Alteraram estatutos, entre outros os seguintes Sindicatos:&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Funcionários Judiciais – SFJ;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Consulares e Missões Diplomáticas no Estrangeiro –&lt;br /&gt;STCDE;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Magistrados do Ministério Público;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos – STI;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local — STAL;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Bragança;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura do Distrito de Portalegre;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Faro;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica&lt;br /&gt;e Materiais de Construção de Portugal;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras,&lt;br /&gt;• Cerâmica e Afins da Região a Norte do Rio Douro;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Doméstica&lt;br /&gt;e Actividades Diversas;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual —&lt;br /&gt;SINTTAV;&lt;br /&gt;• Associação Sindical dos Profissionais de Policia – ASPP/PSP;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Jornalistas;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social&lt;br /&gt;• Associação Sindical dos Trabalhadores dos Serviços Prisionais;&lt;br /&gt;• SPEUE — Sindicato Português dos Engenheiros Graduados na União Europeia;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Professores da Região Centro – SPRC&lt;br /&gt;• Sindicato dos Professores do Norte – SPN&lt;br /&gt;• Sindicato dos Fogueiros, Energia e Indústrias Transformadoras – SIFOMATE&lt;br /&gt;• Sindicato dos Metalúrgicos e Ofícios Correlativos da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Sul, SITE – SUL;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Sul, SITE – NORTE;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Norte, SITE – CN;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas, SITE – CSRA;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte;&lt;br /&gt;• STIENC — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro;&lt;br /&gt;• SINORQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e&lt;br /&gt;Gás do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito&lt;br /&gt;de Braga;&lt;br /&gt;51&lt;br /&gt;• SINQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás&lt;br /&gt;do Centro, Sul e Ilhas;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas dos&lt;br /&gt;Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica dos Distritos&lt;br /&gt;de Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Centro;&lt;br /&gt;• SQTD — Sindicato dos Quadros e Técnicos de Desenho:&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Médicos do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social — STSSSS;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do&lt;br /&gt;Distrito do Porto;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil de Aveiro;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região&lt;br /&gt;Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Associação Nacional de Dentistas;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Enfermeiros Portugueses;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Professores da Região Açores;&lt;br /&gt;• Sindicato do Corpo da Guarda Prisional;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.&lt;br /&gt;• Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual – CENA&lt;br /&gt;Relativamente a filiações de sindicatos na CGTP-IN, é de salientar que, durante o mandato, não&lt;br /&gt;se verificou qualquer desfiliação de sindicatos, embora se registe que dos 88 sindicatos filiados&lt;br /&gt;na altura do 11º.º Congresso, passamos para 83 filiados, sendo esta redução do número de&lt;br /&gt;sindicatos filiados resultante dos processos de fusão e integração dos sindicatos.&lt;br /&gt;Registaram-se neste período novas filiações de Sindicatos que cooperavam com a CGTP-IN e&lt;br /&gt;que passaram a ser Sindicatos filiados:&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira – SINTAF&lt;br /&gt;- Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante –&lt;br /&gt;OFICIAISMAR&lt;br /&gt;Registou-se, também, a filiação dos seguintes Sindicatos, que se constituíram na sequência de&lt;br /&gt;processos de reestruturação:&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da&lt;br /&gt;Madeira;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Energia e Actividades do Ambiente do Sul – SITE&lt;br /&gt;Sul;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Norte – SITE NORTE;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Norte – SITE CN;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas – CSRA.&lt;br /&gt;Estas cinco filiações constituem um importante reforço orgânico da CGTP-IN, fortalecendo-se, assim,&lt;br /&gt;a solidariedade entre todos os trabalhadores. Há que prosseguir e aprofundar a cooperação aos&lt;br /&gt;diversos níveis da estrutura sindical com os sindicatos não filiados, tendo em vista alargar o&lt;br /&gt;52&lt;br /&gt;envolvimento e a participação dos trabalhadores na acção sindical e nas iniciativas definidas pela&lt;br /&gt;Central e as suas estruturas regionais e sectoriais.&lt;br /&gt;9.3.2. Uniões de Sindicatos&lt;br /&gt;As Uniões Distritais e Regionais são vinte e duas (22), que estatutariamente são estruturas&lt;br /&gt;intermédias da CGTP-IN. Durante o mandato, registaram-se 20 Congressos / Plenários eleitorais&lt;br /&gt;em 18 Uniões distritais.&lt;br /&gt;Nos Órgãos estatutários máximos destas estruturas intermédias foram eleitos 446 dirigentes, dos&lt;br /&gt;quais 151 (33,8%) são mulheres e 32 (7,1%) são Jovens. A média etária geral apurada é de 45,8&lt;br /&gt;anos, sendo a dos homens de 46,4 anos, a das mulheres de 44 e a dos jovens de 27,2 anos.&lt;br /&gt;Das 7 Uniões Locais existentes, reuniram, durante o mandato, 1 em Plenários eleitorais, tendo&lt;br /&gt;sido eleitos 15 dirigentes, dos quais 12 (80%) são mulheres e 3 (20%) são Jovens.&lt;br /&gt;9.3.3. Federações de Sindicatos&lt;br /&gt;As Federações que se assumem como estruturas intermédias da CGTP-IN são 10. Durante o&lt;br /&gt;mandato, registaram-se 5 Congressos / Plenários eleitorais em 5 Federações tendo sido eleitos&lt;br /&gt;133 dirigentes, dos quais 45 (33,8%) são mulheres e 7 (5,26%) são Jovens. A média etária&lt;br /&gt;geral apurada nas 5 federações é de 46,1 anos, sendo a dos homens de 49,3 anos, a das mulheres&lt;br /&gt;de 43,3 e a dos jovens de 27,8 anos.&lt;br /&gt;9.4. As Organizações Especificas&lt;br /&gt;9.4.1. Interjovem/CGTP-IN&lt;br /&gt;A acção da Interjovem/CGTP-IN teve, nos últimos anos, como eixo central, a Luta pelo&lt;br /&gt;Trabalho com Direitos, num forte combate à precariedade e a todas as discriminações em que os&lt;br /&gt;jovens são vítimas, cumprindo, assim, as orientações traçadas no último Congresso da CGTP-IN&lt;br /&gt;e as conclusões da 6ª Conferência Nacional da Interjovem/CGTP-IN.&lt;br /&gt;Ao longo do mandato, foram feitos esforços para uma maior participação dos jovens&lt;br /&gt;trabalhadores nas acções do momento sindical que se fizeram, em larga medida, através da&lt;br /&gt;articulação entre a Interjovem/CGTP-IN e as estruturas sindicais.&lt;br /&gt;Realizámos a 6ª Conferência Nacional da Interjovem/CGTP-IN no dia 30 de Janeiro de 2009,&lt;br /&gt;numa fase de graves ataques aos direitos dos jovens trabalhadores mas também de forte&lt;br /&gt;resistência e exigência daquilo que nos propusemos a ter como plano de acção – Lutar contra a&lt;br /&gt;Precariedade, pelo trabalho estável e com direitos.&lt;br /&gt;A preparação e realização da Conferência permitiram que a Interjovem consolidasse a sua linha&lt;br /&gt;de acção, centrada nos locais de trabalho, espaço estratégico de contacto, conhecimento e&lt;br /&gt;resolução dos problemas que mais afectam os jovens trabalhadores, sempre em articulação e&lt;br /&gt;com trabalho planificado conjuntamente com os Sindicatos e Uniões, promovendo sempre a&lt;br /&gt;participação activa dos jovens trabalhadores na acção dos seus sindicatos.&lt;br /&gt;É de valorizar a participação dos activistas sindicais na Interjovem/CGTP-IN nas várias&lt;br /&gt;iniciativas e acções dos seus sindicatos, assim como nas iniciativas de carácter mais geral&lt;br /&gt;promovidas pelas Uniões de sindicatos de cada distrito e pela CGTP-IN.&lt;br /&gt;Ao longo do mandato, foram editados vários comunicados, cartazes e outros materiais próprios&lt;br /&gt;da Interjovem/CGTP-IN, dirigidos aos trabalhadores mais jovens que serviram para importantes&lt;br /&gt;acções de contacto, esclarecimento e mobilização nas empresas e locais de trabalho. A&lt;br /&gt;participação da Interjovem/CGTP-IN foi visível, em diversas acções de luta e de protesto,&lt;br /&gt;conseguindo-se que a sua presença fosse sentida no início das acções de rua, de forma visível,&lt;br /&gt;53&lt;br /&gt;dando sinais da combatividade e participação dos jovens trabalhadores, principalmente nas&lt;br /&gt;grandes manifestações nacionais que se realizaram ao longo deste mandato.&lt;br /&gt;A realização de diversas iniciativas a nível distrital, em empresas e locais de trabalho,&lt;br /&gt;nomeadamente, através de tomadas de posição da Interjovem/CGTP-IN, conferências de&lt;br /&gt;imprensa sobre os problemas sentidos nas empresas ou a realização de diversas tribunas&lt;br /&gt;públicas, tornaram-se importantes para chamar a atenção dos ataques aos direitos dos jovens&lt;br /&gt;trabalhadores que, cada vez mais se fazem sentir. São de realçar as dezenas de acções de&lt;br /&gt;contacto e mobilização nas empresas, as tribunas públicas e conferências de imprensa que temos&lt;br /&gt;promovido todos os anos para divulgar o dia nacional da Juventude, a 28 de Março.&lt;br /&gt;Anualmente, assinalámos este dia como Dia Nacional da Juventude e como um dia de Luta que&lt;br /&gt;a Interjovem/CGTP-IN desde 2006 tem marcado pela positiva, com a realização de uma&lt;br /&gt;Manifestação Nacional em Lisboa em torno dos problemas que afectam os jovens trabalhadores&lt;br /&gt;e que têm contado com a participação de milhares de jovens trabalhadores.&lt;br /&gt;A participação dos jovens trabalhadores nas acções de luta desenvolvidas, nomeadamente, a&lt;br /&gt;importante participação na construção das duas greves gerais, em Novembro de 2010 e 2011,&lt;br /&gt;demonstrou que é possível a participação dos jovens trabalhadores, de forma organizada na&lt;br /&gt;acção sindical, juntando ao protesto de todos os trabalhadores, as suas reivindicações&lt;br /&gt;específicas.&lt;br /&gt;A realização de acções da Interjovem/CGTP-IN, de denúncia dos problemas específicos que&lt;br /&gt;afectam os jovens trabalhadores foi uma constante ao longo de todo o mandato, ainda que,&lt;br /&gt;muitas vezes, houvesse dificuldades para a sua realização em todo o país.&lt;br /&gt;A “Estafeta contra a Precariedade”, realizada em Fevereiro de 2009, campanha dirigida para os&lt;br /&gt;locais de trabalho com grande concentração de trabalhadores com vínculo precário foi disso um&lt;br /&gt;exemplo importante. Durante esta campanha, estivemos em contacto com centenas de jovens&lt;br /&gt;trabalhadores, incentivando-os à denúncia dos seus contratos, muitas vezes ilegais, à&lt;br /&gt;sindicalização e ao seu envolvimento na resolução do problema da precariedade.&lt;br /&gt;Realizámos o “PIC-NIC contra a Precariedade”, em Julho de 2010 envolvendo associações e&lt;br /&gt;movimentos como a JOC (Juventude Operária Católica), a ABIC (Associação de Bolseiros de&lt;br /&gt;Investigação) e o M12M (Movimento 12 de Março), momento importante de convívio e de&lt;br /&gt;afirmação dos valores do trabalho estável e com direitos, onde foi possível a realização de&lt;br /&gt;debates sobre temas relacionados com as reivindicações dos jovens trabalhadores acerca do&lt;br /&gt;trabalho com direitos, bem com a aprovação de um documento subscrito pelos participantes&lt;br /&gt;com o lema “Tomemos nas nossas mãos os destinos das nossas vidas”.&lt;br /&gt;Realizamos ainda, 16 de Setembro de 2010, uma acção de luta da juventude trabalhadora,&lt;br /&gt;descentralizada, pelo trabalho com direitos, contra a Precariedade e o desemprego.&lt;br /&gt;Esta foi uma acção que assumiu contornos diferentes em cada um dos distritos, realizando-se,&lt;br /&gt;nesse dia, acções de rua e tribunas públicas em várias praças centrais das cidades, acções de&lt;br /&gt;contactos em empresas e centros de emprego, concertos, recolha e entrega de assinaturas em&lt;br /&gt;defesa do Trabalho com Direitos, entre outras acções.&lt;br /&gt;No dia 1º de Maio do ano de 2010 lançámos uma petição para a qual foram recolhidas nas&lt;br /&gt;empresas e locais de trabalho, em locais de concentração de jovens e durante as iniciativas de&lt;br /&gt;protesto realizadas, mais de 20 mil assinaturas exigindo “Que a um posto de trabalho&lt;br /&gt;permanente, corresponda um vínculo de trabalho efectivo”.&lt;br /&gt;Esta petição, promovida pela Interjovem/CGTP-IN foi entregue na Assembleia da República em&lt;br /&gt;Outubro do mesmo ano com um Cordão Humano constituído por mais de 100 dirigente e&lt;br /&gt;delegados sindicais jovens que voltaram à Assembleia da República no dia da discussão dos&lt;br /&gt;grupos parlamentares sobre este documento, em Setembro de 2011.&lt;br /&gt;Destacamos as recentes iniciativas lançadas durante o mês de Dezembro para realizar em alguns&lt;br /&gt;distritos no mês de Janeiro de 2012, onde a INTERJOVEM adoptou como lema “Contra o&lt;br /&gt;desemprego! Não fiques parado! Marcha pelo Trabalho com Direitos! iniciativas estas que têm&lt;br /&gt;54&lt;br /&gt;presente o protesto e luta contra o desemprego e a precariedade, rejeitar o programa de agressão,&lt;br /&gt;afirmando as nossas propostas e o XII congresso da nossa CGTP-IN.&lt;br /&gt;É de realçar que, apesar de todas as dificuldades sentidas pelos jovens trabalhadores,&lt;br /&gt;nomeadamente o aumento da ofensiva nas empresas para que não participem no protesto, as&lt;br /&gt;manifestações deste dia, tem sido, grandes acções de afirmação dos direitos da juventude&lt;br /&gt;trabalhadora, da sua capacidade de resistência e de rejeição dos retrocessos sociais que querem&lt;br /&gt;impor à juventude.&lt;br /&gt;Ao longo destes 4 anos, realçamos como positivo o reforço do trabalho conjunto e articulado&lt;br /&gt;entre os Sindicatos, as Uniões e a Interjovem, sempre centrado no local de trabalho e no&lt;br /&gt;contacto com os jovens trabalhadores. Realçamos ainda a importância de se darem passos para a&lt;br /&gt;criação de Comissões de jovens nas estruturas sindicais.&lt;br /&gt;Persistem ainda dificuldades de criação de estruturas de jovens em Sindicatos, Uniões e&lt;br /&gt;Federações e a fraca participação de alguns dirigentes nacionais nas iniciativas e na actividade&lt;br /&gt;regular da Interjovem/CGTP-IN, muitas vezes motivada pela procura de novos empregos (até&lt;br /&gt;no estrangeiro), melhor remunerados e com mais direitos, outras vezes motivada pelo&lt;br /&gt;desemprego crescente (encerramento e deslocalização de empresas, fim dos contratos, etc.) que&lt;br /&gt;afecta largamente os jovens trabalhadores.&lt;br /&gt;Entendemos que progressivamente devem ser dados passos no sentido do reforço da&lt;br /&gt;participação de jovens nas direcções sindicais e na sua responsabilização, direccionando-se&lt;br /&gt;esses jovens e dando-lhe condições para que participem no trabalho da Interjovem/CGTP-IN.&lt;br /&gt;9.4.2. Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens/CGTP-IN&lt;br /&gt;Desde o 10.º Congresso da CGTP-IN, as questões de género têm constituído matéria de&lt;br /&gt;discussão e deliberação institucional, tanto ao nível nacional como europeu e internacional,&lt;br /&gt;mantendo-se como uma questão política na ordem do dia.&lt;br /&gt;A título de exemplo, referem-se alguns factos e acontecimentos ocorridos ao longo do mandato:&lt;br /&gt;(1) No plano nacional Governamental, a continuação dos Planos que vigoraram entre 2007 e&lt;br /&gt;2010, sobre Igualdade-Cidadania e Género (III Plano), Contra a Violência Doméstica (III&lt;br /&gt;Plano) e Contra o Tráfico de Seres Humanos (I Plano) e a aprovação de novos Planos, que&lt;br /&gt;iniciaram em 2010 e vigorarão até 2013 – Igualdade-Cidadania e Género (IV Plano), Contra a&lt;br /&gt;Violência Doméstica (IV Plano) e Contra o Tráfico de Seres Humanos (II Plano); (2) No plano&lt;br /&gt;europeu, a reformulação da directiva sobre igualdade de tratamento em domínios ligados ao&lt;br /&gt;emprego e à actividade profissional, em 2006; o Roteiro para a Igualdade entre Homens e&lt;br /&gt;Mulheres (2006-2010); a aprovação, pelo Conselho Europeu, do Pacto para a Igualdade entre&lt;br /&gt;Homens e Mulheres, em 2006; a criação do Instituto Europeu para a Igualdade de Género, em&lt;br /&gt;2007; o Relatório da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e&lt;br /&gt;Social Europeu e ao Comité das Regiões sobre a Igualdade entre Homens e Mulheres, em 2007;&lt;br /&gt;a instituição do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos (2007) – Para uma&lt;br /&gt;Sociedade Justa, por decisão do Parlamento Europeu e do Conselho; Participação na discussão&lt;br /&gt;sobre a revisão da Directiva 92/85/EEC sobre o alargamento da licença de maternidade e a&lt;br /&gt;protecção da saúde; Resposta a Questionário da CES sobre a transversalidade das politicas de&lt;br /&gt;Género; Participação no Relatório conjunto sobre a implementação ao nível da contratação&lt;br /&gt;colectiva da matéria relativa ao assédio e à violência no trabalho (2010); participação na&lt;br /&gt;discussão sobre a aplicação da Directiva 2010/18/EU do Conselho de 8 de Março que aplica o&lt;br /&gt;Acordo Quadro revisto sobre licença parental que revoga a Directiva 96/34/CE e que terá efeitos&lt;br /&gt;na ordem interna em Março de 2012 (3) No plano internacional, o Relatório da OIT, “Igualdade&lt;br /&gt;no Trabalho – Um desafio contínuo”, em 2011, sobre as políticas de trabalho, no âmbito da&lt;br /&gt;igualdade de oportunidades.&lt;br /&gt;As mudanças e a evolução normativa no domínio da igualdade de género têm sido&lt;br /&gt;acompanhadas pela CGTP-IN, essencialmente por via da sua organização específica – a&lt;br /&gt;55&lt;br /&gt;Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH/CGTP-IN) –, que tem procurado,&lt;br /&gt;numa perspectiva integrada, dar contributos coerentes e eficazes para a desconstrução dos&lt;br /&gt;estereótipos de género e para a efectivação da igualdade entre mulheres e homens em todas as&lt;br /&gt;esferas da sociedade, com destaque para o mundo do trabalho.&lt;br /&gt;Neste contexto, foram desenvolvidas as seguintes actividades:&lt;br /&gt;No plano da acção sindical e das iniciativas&lt;br /&gt;No decurso do mandato, dinamizou o esclarecimento e a participação das mulheres&lt;br /&gt;trabalhadoras, quer nas 2 Greves Gerais, de 24 de Novembro de 2010 e de 2011, quer em todas&lt;br /&gt;as Jornadas de Luta promovidas pela CGTP-IN, procurando dar visibilidade aos seus problemas&lt;br /&gt;e reivindicações específicas, no quadro da acção e das reivindicações mais gerais e&lt;br /&gt;mobilizando-as para o combate às discriminações, à destruição dos postos de trabalho e ao&lt;br /&gt;aumento do desemprego e da precariedade, ao aumento dos horários de trabalho e ao ataque à&lt;br /&gt;Leia da Parentalidade, nomeadamente, à conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal,&lt;br /&gt;ao despedimento e à não renovação ilegal dos contratos de trabalho de grávidas, puérperas ou&lt;br /&gt;lactantes, ao retrocesso nos direitos determinados pelo Código do Trabalho e pela sua&lt;br /&gt;Regulamentação, aos baixos salários e o aumento das doenças profissionais e à degradação do&lt;br /&gt;poder de compra; às insuficiências em matéria de infra-estruturas de apoio à família, ao ataque&lt;br /&gt;às funções sociais do Estado, à destruição do Serviço Nacional de Saúde, ao alargamento da&lt;br /&gt;idade de reforma e à redução das pensões.&lt;br /&gt;A 22 de Maio de 2009 realizou-se a V Conferência de Igualdade entre Mulheres e Homens, sob&lt;br /&gt;o lema “Agir em Igualdade, Lutar para Mudar”, onde foram aprovados o Relatório do mandato&lt;br /&gt;anterior (2005-2009), o Programa de Acção da Conferência e a Carta Reivindicativa (com as&lt;br /&gt;resoluções e moção) e foi eleita a nova Comissão de Igualdade entre Mulheres e Homens.&lt;br /&gt;No decorrer do mandato, têm sido adoptadas tomadas de posição públicas, através de&lt;br /&gt;comunicados de imprensa e junto dos órgãos do poder e deu-se continuidade à publicação do&lt;br /&gt;Boletim Igualdade e Parentalidade.&lt;br /&gt;A organização específica da CGTP-IN para a igualdade entre mulheres e homens promoveu,&lt;br /&gt;participou e fez-se representar em numerosas iniciativas sindicais e em eventos públicos:&lt;br /&gt;debates, seminários, lançamento de obras de investigação sobre a problemática de género,&lt;br /&gt;audições públicas, entre outras iniciativas.&lt;br /&gt;Globalmente, registou-se uma tendência para o reforço da representação das mulheres na&lt;br /&gt;sindicalização, na organização de base e nos órgãos de direcção dos sindicatos, verificando-se,&lt;br /&gt;em média, maiores dificuldades no nível intermédio e de topo da estrutura sindical, no que&lt;br /&gt;respeita à participação das mulheres.&lt;br /&gt;Nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março – 2008 / 2011&lt;br /&gt;Para a CGTP-IN, as comemorações do Dia Internacional da Mulher não se limitam a evocar&lt;br /&gt;uma data histórica e a assinalar um evento, antes constituindo, desde sempre, motivo de&lt;br /&gt;afirmação da luta, em torno da defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras, pelo direito ao&lt;br /&gt;trabalho com direitos e pelo aprofundamento da democracia.&lt;br /&gt;Entre 2008 e 2009, o 8 de Março foi assinalado por diversas iniciativas, tais como, um&lt;br /&gt;“Tribunal de opinião pública”, uma “Marcha pela Igualdade”, uma “Manifestação Nacional” e&lt;br /&gt;distribuições de propaganda nos locais de trabalho das diversas regiões e empresas.&lt;br /&gt;No âmbito das comemorações do centenário do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, a&lt;br /&gt;CIMH/CGTP-IN desenvolveu diversas actividades, entre Março de 2010 e Março de 2011,&lt;br /&gt;prosseguindo as orientações para a acção sindical, aprovadas na V Conferência para a Igualdade&lt;br /&gt;entre Mulheres e Homens, que se realizou no dia 22 de Maio de 2009.&lt;br /&gt;Foram realizados debates, sessões públicas, exposições, plenários, iniciativas de rua,&lt;br /&gt;distribuição de documentos e flores à população, conferências de imprensa, exposições, sessões&lt;br /&gt;de poemas e canções, alusivos ao tema, jantares comemorativos, espectáculos de música, dança&lt;br /&gt;56&lt;br /&gt;e teatro, de onde se destaca a organização de uma sessão de teatro, com a apresentação da Peça&lt;br /&gt;“ Não se ganha, não se paga”, no Teatro da Trindade (Lisboa) e de um espectáculo no Cinema&lt;br /&gt;Batalha (Porto), em 2009.&lt;br /&gt;Foi também pintado um quadro e feitas 200 serigrafias do mesmo, alusivas à mulher&lt;br /&gt;trabalhadora, assim como criada uma sala na CGTP-IN, com exposições das várias iniciativas&lt;br /&gt;realizadas ao longo dos anos, sobre a luta e participação das mulheres trabalhadoras.&lt;br /&gt;Algumas destas iniciativas foram desenvolvidas em parceria com o Movimento Democrático de&lt;br /&gt;Mulheres.&lt;br /&gt;Nos Projectos co-financiados&lt;br /&gt;No âmbito dos projectos, continuando a decorrer alguns deles, a actividade, desde o último&lt;br /&gt;Congresso, incidiu sobre:&lt;br /&gt;a) Projecto Equal – Agir para a Igualdade, que teve o seu início em 2001 e se desenvolveu em&lt;br /&gt;3 fases, tendo terminado em Junho de 2009.&lt;br /&gt;A partir de Fevereiro de 2007, deu-se um novo impulso à Acção 3, no sentido de se disseminar&lt;br /&gt;os materiais pedagógicos construídos para as escolas do âmbito da FENPROF. Estabeleceramse&lt;br /&gt;parcerias com a Secretaria Regional da Educação e Ciência dos Açores e com a Secretaria&lt;br /&gt;Regional da Educação e Cultura da Madeira e, entre 2007 e 2009, foram envolvidas 14 escolas&lt;br /&gt;(continente e regiões autónomas), realizadas 15 acções de formação para professores e&lt;br /&gt;professoras (creditadas pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, do&lt;br /&gt;Ministério da Educação), formados cerca de 270 professores e professoras e abrangidos cerca de&lt;br /&gt;3830 alunos e alunas.&lt;br /&gt;b) Projecto Equal – Revalorizar o trabalho para promover a Igualdade, que teve início em 2005&lt;br /&gt;e terminou em Junho de 2009. Tendo como entidade coordenadora a CGTP-IN, integrou, na&lt;br /&gt;parceria de desenvolvimento, a FESAHT, a ARESP, a CITE, o CESIS, a IGT e a OIT. Teve&lt;br /&gt;como objectivos desenvolver e testar uma metodologia de avaliação dos postos de trabalho sem&lt;br /&gt;enviesamento de género, centrada no valor do trabalho que, no futuro, permita uma verdadeira&lt;br /&gt;aplicação do princípio “salário igual ou de igual valor” e seja passível de aplicação a outros&lt;br /&gt;sectores de actividade, com as devidas adaptações, assim como conceber módulos de formação&lt;br /&gt;da metodologia criada, destinados a formar dirigentes, delegados/as sindicais e profissionais&lt;br /&gt;afectos/as aos Recursos Humanos na análise objectiva e sem enviesamentos de género nos&lt;br /&gt;postos de trabalho. Esta metodologia foi validada, tendo sido criada uma unidade de formação&lt;br /&gt;de curta duração – UFCD – de 25 horas, certificada e integrada pela Agência Nacional para a&lt;br /&gt;Qualificação – ANQ no Catálogo Nacional de Qualificações, mais concretamente nos&lt;br /&gt;referenciais de Técnico/a de Relações Laborais e Técnico/a de Apoio à Gestão&lt;br /&gt;Na fase final deste projecto foram realizados 3 workshops de 7 horas, no Funchal, Lisboa e&lt;br /&gt;Coimbra, com 75 participantes para a experimentação da metodologia e referencial de&lt;br /&gt;formação. Esta actividade pretendeu sensibilizar as ORT’s para as vantagens de, em sede de&lt;br /&gt;negociação colectiva, introduzir a medida do valor do trabalho. Foi também realizada uma&lt;br /&gt;acção de 30h. em Turim/ACTRAV (21 participantes nacionais da parceria de desenvolvimento,&lt;br /&gt;mais a Agência Nacional para as Qualificações, Centro Nacional para a Qualificação na&lt;br /&gt;Formação, Sindicato do sector dos escritórios e serviços e Direcção Geral do Emprego e das&lt;br /&gt;Relações de Trabalho). Pretendeu-se gerar um efeito multiplicador junto de actores-chave de&lt;br /&gt;cada entidade parceira, com vista à implementação do princípio de “salário igual para trabalho&lt;br /&gt;igual ou de igual valor”. Actualmente, este referencial integra a oferta formativa do Centro&lt;br /&gt;Internacional de Formação da OIT em Turim.&lt;br /&gt;O projecto foi distinguido com o Prémio Manuel Lopes 2008.&lt;br /&gt;c) Projecto Diálogo Social, que teve o seu início em 2005 e foi finalizado em Setembro de 2008.&lt;br /&gt;d) Foi desenvolvido um Projecto, Co-financiado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de&lt;br /&gt;Género, no âmbito do apoio às ONG’s.&lt;br /&gt;57&lt;br /&gt;O projecto teve início em Novembro de 2009 e terminou em Abril de 2010. No seu âmbito, foi&lt;br /&gt;construído um boletim sobre os Direitos de Parentalidade, tendo sido editados 50.000&lt;br /&gt;exemplares do mesmo. Foram também realizadas 3 acções de sensibilização, para divulgação do&lt;br /&gt;mesmo, abrangendo um total de 54 Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais&lt;br /&gt;e) Em Outubro de 2010 teve início um projecto, no âmbito do POPH, que decorrerá até Julho de&lt;br /&gt;2012, com o tema “Organizar e Efectivar os Direitos para uma Vida Melhor” – Organização dos&lt;br /&gt;Tempos de Trabalho e Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal e os efeitos na&lt;br /&gt;saúde dos/as trabalhadores/as. Este Projecto, envolve 6 sectores de actividade, ao nível nacional,&lt;br /&gt;abrangendo 66 empresas, correspondendo a cerca de 50.000 trabalhadores/as na totalidade, onde&lt;br /&gt;25.000 são homens e 25.000 são mulheres.&lt;br /&gt;No plano institucional&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou nas reuniões dos organismos nacionais em que está representada – CITE&lt;br /&gt;e CIG –, mantendo uma presença mais regular no organismo vocacionado para a igualdade no&lt;br /&gt;trabalho e no emprego, a CITE.&lt;br /&gt;Em 2010, houve uma alteração da Orgânica da CITE (conferida pelo Decreto Lei 124/201, de&lt;br /&gt;17 de Novembro), atribuindo-lhe novas funções, que resultaram em alterações&lt;br /&gt;significativamente positivas, permitindo ainda, mais activamente, a participação da CGTP-IN&lt;br /&gt;nas tomadas de decisão e emissão de pareceres, em defesa de trabalhadores e trabalhadoras,&lt;br /&gt;nomeadamente ao nível dos direitos de parentalidade. Quanto à CIG, o facto de ter alargado a&lt;br /&gt;sua intervenção, passando de uma organização, cujo seu âmbito era apenas a Igualdade de&lt;br /&gt;Género (CIDM), para uma, cujo o âmbito são todas as Igualdades e formas de discriminação,&lt;br /&gt;não gerou uma alteração muito positiva, muito pelo contrário, resultou que a abordagem à&lt;br /&gt;Igualdade e Discriminação baseadas no género começasse a ser feita de uma forma muito&lt;br /&gt;generalizada e pouco profunda,&lt;br /&gt;Ao nível da CES, a CGTP-IN participou nas reuniões do Comité de Mulheres, em Seminários,&lt;br /&gt;no Grupo do Diálogo Social para a Igualdade de Género e na Conferência (em Março de 2007)&lt;br /&gt;que antecedeu o último Congresso da Confederação Europeia dos Sindicatos, tendo colaborado,&lt;br /&gt;designadamente: na elaboração do 1º Relatório conjunto dos parceiros sociais portugueses sobre&lt;br /&gt;o Quadro de Acções para a Igualdade (celebrado em Março de 2005 entre a CES e a Associação&lt;br /&gt;patronal Europeia); na resposta a um questionário sobre Balanço intercalar do Plano de&lt;br /&gt;Igualdade da CES 2003-2007; na resposta a um questionário sobre “Mulheres nas Organizações&lt;br /&gt;sindicais Europeias”tendo-se procedido já no decurso deste ano 2011 à actualização de dados&lt;br /&gt;relativos a esta matéria; participação em Bruxelas em Fevereiro de 2011 numa Conferência&lt;br /&gt;relativa aos impactos nos países da transposição da Directiva relativa à Licença parental já&lt;br /&gt;revista e constante da Directiva 2010/18/EU do Conselho; Intervenção na discussão sobre o&lt;br /&gt;Trabalho Decente dos Trabalhadores Domésticos; participação na discussão sobre o princípio da&lt;br /&gt;Igualdade de Tratamento, assente na conjugação dos artigos 141 e 13 do Tratado, como forma&lt;br /&gt;de combate à discriminação relacionada com a orientação sexual e os trabalhadores migrantes.&lt;br /&gt;9.4.3. Inter-Reformados&lt;br /&gt;A carta reivindicativa da Inter-Reformados, aprovada na sua 6ª Conferência, mantém-se válida e&lt;br /&gt;incumprida em aspectos essenciais. Como a actualização de todas as pensões de Reforma,&lt;br /&gt;defesa do S. N. Saúde, contra a sua privatização, definição de política de saúde e do&lt;br /&gt;medicamento, protecção social na dependência, criação de lares e centro de dia públicos,&lt;br /&gt;cobertura do território por serviços de apoio domiciliário, combate ao isolamento dos idosos,&lt;br /&gt;entre outros.&lt;br /&gt;Em Portugal 1 897 321 de reformados vivem com uma Pensão média de 369,29 € e mais de&lt;br /&gt;22% estão em risco de pobreza. O impacto das medidas do programa de austeridade dos&lt;br /&gt;Governos do PS/PSD/CDS que atingem os reformados é brutal. Os reformados estão&lt;br /&gt;confrontados com aumentos de preços de bens essenciais como alimentação, electricidade, gás&lt;br /&gt;natural, transportes medicamentos, corte de 50% do subsídio de Natal nas pensões acima de&lt;br /&gt;58&lt;br /&gt;485,00 €. Os programas de austeridade conduz ao empobrecimento e para 2012 estão&lt;br /&gt;anunciadas mais medidas que põem em risco até a nossa sobrevivência.&lt;br /&gt;Em 2011, os Reformados viram ainda mais agravadas as suas condições de vida pelas políticas&lt;br /&gt;de direita que impõem a esta camada social, medidas inaceitáveis como o congelamento de&lt;br /&gt;todas as pensões de Reforma, inclusive todas as mínimas, assim como o congelamento do&lt;br /&gt;complemento social para idosos e o I.A.S. (Indexante de Apoios Sociais) o que não permite&lt;br /&gt;nenhuma alteração em todas as prestações e apoios sociais.&lt;br /&gt;O Orçamento de Estado de 2012, mantêm o congelamento das pensões e complementos, foi a&lt;br /&gt;acção da CGTP-IN e da Inter-Reformados que levou o Governo a anunciar um aumento de&lt;br /&gt;3,1% para a Pensão Social agrícolas e 1º escalão do Regime Geral, para além de ser insuficiente&lt;br /&gt;face à perda de poder de compra, é inaceitável não aumentar todas as pensões mínimas.&lt;br /&gt;Na politica de saúde, foram tomadas medidas pelos Governos que afectam em primeira linha os&lt;br /&gt;pensionistas e idosos, dado que são eles que têm mais problemas de saúde e tanto mais com o&lt;br /&gt;seu envelhecimento, como o encerramento das urgências dos Centros de Saúde – e no período&lt;br /&gt;nocturno – novas regras nos transportes de doentes; diminuição das comparticipações com&lt;br /&gt;medicamentos por parte do Estado atingindo até os doentes crónicos e os com menos recursos.&lt;br /&gt;O Governo do PSD/CDS, para além do brutal aumento dos transportes, no último semestre de&lt;br /&gt;2011, já prepara para em Janeiro um novo aumento, e ameaça acabar com a redução universal&lt;br /&gt;de 50% nos passes sociais para os cidadãos com mais de 65 anos.&lt;br /&gt;A Inter-Reformados, em 2011, procurou reforçar a sua capacidade de intervenção junto dos&lt;br /&gt;reformados e aposentados, promovendo plenários de Reformados, reuniões de Comissões&lt;br /&gt;Sectoriais e de Empresas a discussão dos problemas dos Reformados mas também das políticas&lt;br /&gt;que afectam todos os trabalhadores e população em geral, levando à luta um maior número de&lt;br /&gt;Reformados nos Distritos em que mantemos ou reforçamos a intervenção.&lt;br /&gt;A Inter-Reformados pediu audiências parlamentares para apresentação das suas reivindicações.&lt;br /&gt;Realizou Tribunas Públicas para discussão dos temas específicos como Pensões, Saúde,&lt;br /&gt;Serviços Públicos entre outros.&lt;br /&gt;Em 25 de Agosto promoveu uma Acção de protesto junto à Residência Oficial do 1º Ministro&lt;br /&gt;contra as medidas gravosas do Governo que “retiravam aos reformados direito a ter Férias”.&lt;br /&gt;Aprovada Resolução e entregue ao 1º Ministro.&lt;br /&gt;Em 10 de Dezembro, em convergência com o MURPI, promovemos a manifestação Nacional&lt;br /&gt;de Reformados “CONTRA O PACTO DE AGRESSÃO E DE RAPINA DA TROIKA” que envolveu mais&lt;br /&gt;de 2 mil reformados mobilizados pela IR’s Distritais com grande empenhamento das Uniões&lt;br /&gt;Sindicais Distritais. Feitos pedidos de audiência parlamentares para entrega da Moção aprovada&lt;br /&gt;e discussão das Reivindicações.&lt;br /&gt;A IR tem procurado sensibilizar as estruturas do MSU para a utilidade desta organização dos&lt;br /&gt;trabalhadores Reformados que voluntariamente contribuem para o trabalho sindical.&lt;br /&gt;A IR continua a reforçar a sua organização no Centro e Norte do País através das Uniões&lt;br /&gt;Distritais mas a Sul só em Setúbal a IR tem organização. Em Beja, Évora, Portalegre e Algarve&lt;br /&gt;as tentativas para desenvolver trabalho têm sido infrutíferas. É um défice a corrigir se houver&lt;br /&gt;compreensão dos responsáveis distritais e sectoriais do MSU.&lt;br /&gt;Os reformados têm dado grande contributo para todas as lutas da CGTP-IN com a sua presença&lt;br /&gt;mas também na preparação e mobilização das acções de luta.&lt;br /&gt;A IR reúne todos os seus órgãos regularmente e com grande participação. Tem mantido&lt;br /&gt;participação regular nos órgãos da FERPA – Federação Europeia de Reformados e Pessoas&lt;br /&gt;Idosas. Em 2011 houve eleição de 2 representantes da IR no 6º Congresso da FERPA.&lt;br /&gt;59&lt;br /&gt;9.5. A Gestão Financeira e os Contratos Programa&lt;br /&gt;A situação financeira ao nível central pautou-se pela contenção dos custos sem afectar a actividade&lt;br /&gt;sindical e em conformidade com o volume de receitas, nomeadamente da quotização. Há a realçar que&lt;br /&gt;as quotizações recebidas em 2007 atingiram 2.492.304 euros, quando em se prevê que em 2011 se&lt;br /&gt;venham a cifrar em 2.246.356 euros, o que representa um decréscimo nominal médio neste período de&lt;br /&gt;cerca de 9,86 %.&lt;br /&gt;Por outro lado, enquanto em 2007 as receitas de quotização representavam cerca de 81,9 % das&lt;br /&gt;receitas totais, em 2011 (até ao final do 3.º trimestre) representavam cerca de 79 %.&lt;br /&gt;No que se refere às despesas, elas têm acompanhado a evolução das receitas, evidenciando no entanto&lt;br /&gt;uma significativa melhoria estrutural. De facto, no ano de 2007 as despesas de funcionamento da&lt;br /&gt;Central (fornecimentos e serviços externos + remunerações de pessoal e dirigentes) representavam&lt;br /&gt;cerca de 85,11% do total da quotização recebida. Em 2011 (até ao final do 3.º trimestre), os mesmos&lt;br /&gt;custos representavam cerca de 92,62% das receitas de quotização, o que reflecte um agravamento&lt;br /&gt;acentuado.&lt;br /&gt;É ainda de salientar que os custos com actividade sindical têm registado um decréscimo crescente ao&lt;br /&gt;longo dos últimos anos, com especial destaque para as transferências para as Uniões Distritais que em&lt;br /&gt;2007 eram de 650.000 euros e em 2011 de 588.000 euros, o que equivale a um decréscimo nominal&lt;br /&gt;médio, nesta tipologia de despesas, de cerca de 2,39 % ao ano.&lt;br /&gt;Quanto ao Património da Central, da análise comparada das principais rubricas dos balanços de 2007,&lt;br /&gt;a 2010 são de realçar os seguintes aspectos:&lt;br /&gt;- O Activo Líquido era de 5.340. 962 euros em 2007, sendo de 5.180.137 no final de 2010;&lt;br /&gt;- Os Capitais Próprios diminuíram no mesmo período cerca de 219.285 euros;&lt;br /&gt;- O Passivo por seu lado registou também no mesmo período, um aumento de 58.459 euros e&lt;br /&gt;representava em 2007 cerca de 19,88 % do Activo Líquido, enquanto no final de 2010 esta&lt;br /&gt;relação passou para 21,63%.&lt;br /&gt;O Fundo Central de Solidariedade e Reestruturação constituído em Julho de 2000 no âmbito da&lt;br /&gt;CGTP-IN e que nos regulamentares, podem recorrer os filiados nos casos de insuficiência económica,&lt;br /&gt;para adoptarem processos de reestruturação sindical, administrativa e financeira, desde a sua criação&lt;br /&gt;foram recebidos no Fundo (até final de Novembro de 2011) cerca de 955.989 euros provenientes de&lt;br /&gt;dotações da CGTP-IN, bem como de solidariedade proveniente das entregas dos representantes da&lt;br /&gt;Central em diversos organismos.&lt;br /&gt;No âmbito do respectivo regulamento foram assinados vários protocolos que se traduziram em&lt;br /&gt;transferências a fundo perdido (até final de Novembro de 2011) no montante de 700.998 euros. Foram&lt;br /&gt;ainda transferidos no âmbito dos respectivos protocolos e no mesmo período, 64.392 euros&lt;br /&gt;reembolsáveis nos prazos definidos.&lt;br /&gt;Foram também efectuadas comparticipações da CGTP-IN na aquisição de instalações sindicais em&lt;br /&gt;Bragança, Horta, Santarém e Vila Real de Trás-os-Montes no montante de 136.064 euros.&lt;br /&gt;Finalmente note-se que o saldo do Fundo em 30 de Novembro de 2011 é de 190.599 euros.&lt;br /&gt;Relativamente aos Contratos-Programa, importa salientar que estão consagrados nos Estatutos desde o&lt;br /&gt;8º Congresso da CGTP-IN, continuam a revelar-se uma medida transparente e responsabilizadora dos&lt;br /&gt;sindicatos, relativamente à definição e concretização de objectivos de reforço de organização e&lt;br /&gt;reestruturação bem como ao dever de quotização.&lt;br /&gt;São de realçar os seguintes aspectos: A discussão dos contratos-programa e dos compromissos neles&lt;br /&gt;assumidos, aumentou o número de sindicatos a estabelecer metas concretas quanto à sindicalização,&lt;br /&gt;eleição de Delegados Sindicais e de representantes para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho,&lt;br /&gt;bem como medidas de contenção de despesas e de reestruturação sindical, administrativa e financeira&lt;br /&gt;e ainda o numero de sindicatos com a situação regularizada perante a CGTP-IN e as estruturas&lt;br /&gt;intermédias.&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;10. A FORMAÇÃO SINDICAL&lt;br /&gt;10.1. Apoio à Estrutura&lt;br /&gt;A formação sindical desenvolveu a sua actividade num contexto de combate à forte pressão&lt;br /&gt;ideológica neoliberal que procura impor a difusão de ideias e valores contrários aos princípios e&lt;br /&gt;valores fundamentais da CGTP-IN visando enfraquecer a consciência de classe, individual e&lt;br /&gt;colectiva dos trabalhadores. Daí que a formação pedagógica (inicial e contínua) de formadores&lt;br /&gt;tenha tido uma importância de destaque, quer tendo em atenção a necessidade de&lt;br /&gt;descentralização da equipa de formação quer a nível sectorial, nomeadamente com a acção&lt;br /&gt;dirigida à FIEQUIMETAL. É ainda de referir a construção de novos e inovadores materiais&lt;br /&gt;pedagógicos para o desenvolvimento do sistema de formação&lt;br /&gt;A Comissão Específica de Formação Sindical (CEFS) não foi constituída.&lt;br /&gt;As acções de formação sindical desenvolvidas no âmbito do Departamento de FS envolveram&lt;br /&gt;cerca de 2184 quadros sindicais, quer estas tenham sido promovidas directamente pelo&lt;br /&gt;Departamento em ligação com as estruturas do MSU, ao nível sectorial ou distrital/regional,&lt;br /&gt;quer em colaboração com outras entidades ou através de projectos, como a seguir se apresenta&lt;br /&gt;de forma mais pormenorizada no quadro infra.&lt;br /&gt;Como foi referido, reportamo-nos apenas à actividade em que a Central participou directamente,&lt;br /&gt;tendo sido também realizadas dezenas de acções de formação organizadas e ministradas pelas&lt;br /&gt;diversas estruturas, nomeadamente por Federações/Sindicatos Nacionais. No quadro é possível&lt;br /&gt;ver o papel importante desempenhado, nos anos 2010 e 2011, pela Campanha Nacional de&lt;br /&gt;Informação e Actualização de Quadros e Activistas Sindicais em complemento às acções de&lt;br /&gt;formação e sensibilização realizadas.&lt;br /&gt;A actividade de apoio às estruturas do MSU decorreu com maior incidência na planificação de&lt;br /&gt;acções de formação e na disponibilização de formadores para a sua realização, assim como o&lt;br /&gt;acompanhamento pedagógico, quer ao nível da identificação de necessidades de formação e sua&lt;br /&gt;planificação, quer organizando acções de formação e disponibilizando formadores e materiais&lt;br /&gt;pedagógicos.&lt;br /&gt;Acções de formação promovidas pelo DFS ou em que participou a pedido das estruturas&lt;br /&gt;sindicais, envolveram cerca de 282 quadros sindicais (18 acções), tendo as restantes sido&lt;br /&gt;realizadas maioritariamente em parceria com o Inovinter. Este tipo de colaboração desenvolveuse&lt;br /&gt;nomeadamente com as seguintes estruturas: US de Aveiro, Braga, Porto, Portalegre, Castelo&lt;br /&gt;Branco, Santarém e Faro, Fiequimetal, STML, SNTCT, STEC, Sector da Celulose, Gráfica e&lt;br /&gt;Imprensa, Sindicatos da Função Pública, Sector Ferroviário, FEVICCOM.&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;120&lt;br /&gt;99&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;53&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;120&lt;br /&gt;200&lt;br /&gt;86&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;96&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;51&lt;br /&gt;195&lt;br /&gt;212&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;32 19&lt;br /&gt;156&lt;br /&gt;226&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;123&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;282&lt;br /&gt;397&lt;br /&gt;255&lt;br /&gt;421&lt;br /&gt;141&lt;br /&gt;438&lt;br /&gt;20 208&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;0%&lt;br /&gt;10%&lt;br /&gt;20%&lt;br /&gt;30%&lt;br /&gt;40%&lt;br /&gt;50%&lt;br /&gt;60%&lt;br /&gt;70%&lt;br /&gt;80%&lt;br /&gt;90%&lt;br /&gt;100%&lt;br /&gt;2008 2009 2010 2011 Total&lt;br /&gt;Nº Participantes por ano e Projecto Formativo&lt;br /&gt;Etui-Rehs&lt;br /&gt;Euridice&lt;br /&gt;CEEs - 2 projectos&lt;br /&gt;CNIAQAS (POPH)&lt;br /&gt;Igualdade - 2 projectos&lt;br /&gt;Sensibilização-IO&lt;br /&gt;Professores&lt;br /&gt;Inovinter&lt;br /&gt;DFS&lt;br /&gt;61&lt;br /&gt;10.2. Desenvolvimento do Sistema de Formação&lt;br /&gt;A formação realizada, embora tenha assumido diversas estruturações temáticas face às&lt;br /&gt;necessidades e disponibilidade de tempo de cada sector, desenvolveu-se de forma integrada no&lt;br /&gt;âmbito do Sistema de Formação Sindical, através do Departamento da Formação Sindical e dos&lt;br /&gt;Institutos ligados à CGTP-IN:&lt;br /&gt;- Actividade em cooperação com o INOVINTER&lt;br /&gt;Em colaboração com o Inovinter, realizaram-se 27 acções de formação sindical certificada, no&lt;br /&gt;âmbito do Referencial do Técnico de Relações Laborais com duração de 25 horas cada,&lt;br /&gt;envolvendo cerca de 397 quadros sindicais, distribuídos pelos distritos de Aveiro, Beja, Braga,&lt;br /&gt;Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Lisboa, Porto e Viana do Castelo. As áreas temáticas&lt;br /&gt;abrangidas foram:&lt;br /&gt;- Organização e Intervenção Sindical no Local de Trabalho&lt;br /&gt;- Direitos Individuais e Colectivos dos Trabalhadores&lt;br /&gt;- Organização do Trabalho e Direcção Sindical.&lt;br /&gt;- Animadores de Formação Associativa (Formação de Formadores Sindicais)&lt;br /&gt;- Técnicas de Comunicação&lt;br /&gt;- Economia e Organização Empresarial.&lt;br /&gt;- Técnicas de Negociação&lt;br /&gt;- Direito ao Trabalho e Sustentação do Emprego&lt;br /&gt;- Toxicodependência em Meio Laboral&lt;br /&gt;- Globalização e Direitos dos Trabalhadores&lt;br /&gt;- Direito do Trabalho – Evolução histórica e situação actual&lt;br /&gt;- História do Movimento Sindical&lt;br /&gt;A redução de acções, algumas aprovadas em candidatura, é consequência das dificuldades&lt;br /&gt;financeiras com que o Inovinter se tem confrontado, em resultado das medidas tomadas pelo&lt;br /&gt;IEFP e ainda da imposição de normas que inviabilizam a participação dos quadros sindicais, em&lt;br /&gt;especial nos distritos do interior.&lt;br /&gt;- Actividade em articulação com o IBJC&lt;br /&gt;Continuaram a realizar-se acções de formação em SST para Representantes dos Trabalhadores e&lt;br /&gt;Seminários para dirigentes sindicais.&lt;br /&gt;Foram ainda concretizadas acções noutras áreas temáticas, cujo público-alvo preferencial eram&lt;br /&gt;quadros sindicais e foi definido que a formação sindical será desenvolvida também em&lt;br /&gt;articulação com o Instituto Bento Jesus Caraça (IBJC).&lt;br /&gt;Campanha Nacional de Informação e Actualização de Quadros e Activistas Sindicais&lt;br /&gt;Grande parte da actividade desenvolvida foi dirigida especialmente para a área dos Direitos,&lt;br /&gt;através de 18 oficinas, com a duração de 2 dias, de actualização dos quadros sindicais em&lt;br /&gt;colaboração com o GES e a OS, inseridas no Plano Nacional “Direitos para Todos”, da&lt;br /&gt;Campanha Nacional de Informação e Actualização dos Quadros e Activistas Sindicais (POPH) e&lt;br /&gt;ainda a realização de uma Conferência /Debate sobre temas laborais actuais em que&lt;br /&gt;participaram 129 dirigentes sindicais e juristas. Nas oficinas foi dada especial atenção ao&lt;br /&gt;Estatuto dos Quadros Sindicais, Contratação e Negociação Colectiva, Contrato de Trabalho,&lt;br /&gt;Precariedade, Tempo de Trabalho e Igualdade.&lt;br /&gt;Este projecto integrou também a Campanha de Sensibilização e Informação “Aprender é um&lt;br /&gt;Direito”, onde se efectuaram 12 oficinas de 2 dias sobre “Trabalho de Direcção e Planificação&lt;br /&gt;Individual e Colectiva”, “Local de Trabalho, Local Privilegiado da Acção Sindical” e “Ensinar e&lt;br /&gt;aprender os saberes sindicais”. Foi elaborado o Guia “Acção Sindical e Sindicalização”, tendo&lt;br /&gt;sido testado em oficina realizada para o efeito. Efectuou-se ainda o curso “Curso de formação&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;para Correspondentes sindicais”, dirigido a activistas dos diversos distritos, que contou com 15&lt;br /&gt;participantes. No âmbito desta campanha participaram 438 quadros e activistas sindicais.&lt;br /&gt;10.3. Formação Pedagógica de Formadores&lt;br /&gt;O acompanhamento e reforço da rede de formadores sindicais constitui uma das prioridades&lt;br /&gt;nesta área, nesse sentido realizaram-se oficinas com actividades pedagógicas, em Lisboa e no&lt;br /&gt;Porto, com o objectivo de actualizar os/as formadores/as ao nível das metodologias e conteúdos&lt;br /&gt;e motivar novos quadros para esta frente de trabalho. Realizou-se também uma acção de&lt;br /&gt;formação pedagógica de formadores específica para dirigentes sindicais da Fiequimetal, na linha&lt;br /&gt;de consolidação da estratégia de formação sindical desenvolvida no sector.&lt;br /&gt;10.4. Instrumentos Pedagógicos Inovadores&lt;br /&gt;A participação em diversos projectos tem permitido o desenvolvimento de estudos e criação de&lt;br /&gt;materiais técnico-pedagógicos que têm contribuído para o enriquecimento dos meios ao nosso&lt;br /&gt;dispor. Têm constituído ainda, em alguns casos, desafios à abordagem de novos temas e/ou à&lt;br /&gt;criação de instrumentos de análise e intervenção inovadores, dos quais o principal exemplo é o&lt;br /&gt;projecto “Revalorizar o Trabalho para promover a Igualdade” com o referencial de formação,&lt;br /&gt;considerado como instrumento inovador pela avaliação dos parceiros e pelo CIF da OIT, assim&lt;br /&gt;como a formação de professores, no âmbito da Igualdade de Oportunidades contribuindo para&lt;br /&gt;um salto qualitativo na formação sindical e na intervenção na sociedade.&lt;br /&gt;Projecto EURIDICE – Prevenção das Toxicodependências em Meio Laboral&lt;br /&gt;Continuámos a dinamizar e desenvolver este Projecto, em parceria com o Instituto da Droga e&lt;br /&gt;Toxicodependência, em várias empresas/organizações.&lt;br /&gt;Para além das parcerias integradas no projecto, já existentes (Câmara Municipal e Serviços&lt;br /&gt;Municipalizados de Loures e Câmara Municipal do Seixal), foram integradas no mesmo, a&lt;br /&gt;empresa LOGICA (2009), a empresa SAICA PACK (2010), as Autarquias de Águeda (2010) e&lt;br /&gt;Vendas Novas (2011) e a Empresa Águas Públicas do Alentejo, SA (2011).&lt;br /&gt;No âmbito do projecto foram elaborados diversos materiais de sensibilização sobre a&lt;br /&gt;problemática (Toalhetes de tabuleiro, folhetos de divulgação do projecto, folhetos de divulgação&lt;br /&gt;de resultados dos questionários, postais e guias orientadores para chefias), tendo sido&lt;br /&gt;disseminados por todos/as os/as trabalhadores/as das diversas empresas/organizações. Foram&lt;br /&gt;aplicados, em 5 organizações onde estamos a intervir, questionários aos/às trabalhadores/as para&lt;br /&gt;identificar as suas representações sociais face à dependência de substâncias, tendo-se obtido um&lt;br /&gt;total de 2320 respostas.&lt;br /&gt;Realizaram-se 8 acções de sensibilização em Educação Parental, envolvendo 91&lt;br /&gt;trabalhadores/as; 2 acções de formação sobre “Promoção da Saúde”, envolvendo 24&lt;br /&gt;formandos/as (técnicos/as e comissões sindicais); 2 sessões para Dirigentes sobre Guias&lt;br /&gt;orientadores, envolvendo 20 formandos/as; 3 acções de sensibilização sobre a dependência do&lt;br /&gt;álcool, abrangendo 15 trabalhadores/as e 7 acções de sensibilização sobre dependências em&lt;br /&gt;meio laboral, abrangendo 93 encarregados/as, chefias intermédias, assistentes operacionais e&lt;br /&gt;assistentes técnicos.&lt;br /&gt;Curso de Especialização Tecnológica em Relações Laborais – na sequência de um protocolo&lt;br /&gt;assinado entre a OIT, o ISCTE, o IEFP, a CGTP-IN e a UGT, através do qual se criou este&lt;br /&gt;curso, onde participaram 15 quadros sindicais, com reconhecimento de competências adquiridas&lt;br /&gt;pelo exercício da actividade sindical, dirigentes e colaboradores sindicais, mediante bolsas de&lt;br /&gt;formação suportadas pelo IEFP, tendo sido realizadas 3 edições.&lt;br /&gt;Projecto Agir para a Igualdade (Programa EQUAL) – projecto que decorreu de 2001 a 2009 e se&lt;br /&gt;dividiu em 3 fases ou Acções. Na fase final da Acção 3 entre outras actividades foram&lt;br /&gt;realizadas acções de Sensibilização, de 12 horas, em Igualdade entre Mulheres e Homens,&lt;br /&gt;63&lt;br /&gt;abrangendo 70 Dirigentes, Delegados/as e Activistas Sindicais de diversos sectores de&lt;br /&gt;actividade. O objectivo é integrar a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, na&lt;br /&gt;negociação colectiva e permitir a aquisição de novas competências em análise de quadros de&lt;br /&gt;pessoal e balanços sociais.&lt;br /&gt;Ainda, no âmbito deste projecto, foram realizadas acções de formação de professores/as, em&lt;br /&gt;igualdade entre Mulheres e Homens, com a duração de 30 horas, creditadas pelo Conselho&lt;br /&gt;Científico Pedagógico da Formação Contínua, do Ministério da Educação, abrangendo cerca de&lt;br /&gt;180 Professores/as. Esta experiência permitiu abrir uma nova área de formação na CGTP-IN e&lt;br /&gt;com isso dar resposta a uma necessidade identificada no sector da educação:&lt;br /&gt;Formação de Professores em Igualdade entre Mulheres e Homens&lt;br /&gt;Assim, após o projecto, continuámos a realizar em parceria com a FENPROF acções de&lt;br /&gt;formação para professores/as, nesta área temática, tendo sido efectuadas acções onde&lt;br /&gt;participaram 67 professores/as, na área do SPRC e do SPGL. Em 2011 conseguimos que fosse&lt;br /&gt;creditada pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, do Ministério da&lt;br /&gt;Educação, mais uma acção com a duração de 58 horas, “Formação de Públicos estratégicos para&lt;br /&gt;obtenção da especialização em Igualdade de Género”, integrada na oferta formativa do IBJC.&lt;br /&gt;Projecto Revalorizar o Trabalho para Promover a Igualdade” (EQUAL), projecto de que a&lt;br /&gt;CGTP-IN foi a entidade interlocutora e parceria com ACT; ARESP; CESIS; CITE; FESAHT;&lt;br /&gt;OIT. No seu desenvolvimento foi concebido e testado o referencial de formação “Igualdade&lt;br /&gt;Salarial entre Homens e Mulheres”, Esta actividade pretendeu sensibilizar as ORT’s para as&lt;br /&gt;vantagens de em sede de negociação colectiva, introduzir a medida do valor do trabalho.&lt;br /&gt;Foi, ainda, realizada uma acção de 30h em Turim/ACTRAV (21 participantes nacionais da&lt;br /&gt;parceria de desenvolvimento, mais a Agência Nacional para as Qualificações, Centro Nacional&lt;br /&gt;para a Qualificação na Formação, Sindicato do sector dos escritórios e serviços e Direcção&lt;br /&gt;Geral do Emprego e das Relações de Trabalho). Pretendia-se gerar um efeito multiplicador junto&lt;br /&gt;de actores-chave de cada entidade parceira, com vista à implementação do princípio de “salário&lt;br /&gt;igual para trabalho igual ou de igual valor”. Este referencial integra já a oferta formativa do&lt;br /&gt;Centro Internacional de Formação da OIT em Turim e após contactos com a Agência Nacional&lt;br /&gt;para a Qualificação, em Portugal, integra o referencial do Catálogo Nacional de Qualificações.&lt;br /&gt;O projecto foi distinguido com o Prémio Manuel Lopes 2008.&lt;br /&gt;Projecto Diálogo Social e Igualdade nas Empresas (EQUAL), projecto de que a CITE é entidade&lt;br /&gt;interlocutora, a CGTP-IN é a entidade parceira mais a APEE; CCP; CESIS; IAPMEI; ISCTE;&lt;br /&gt;RTP; UGT, concluiu-se a acção II, tendo sido concebido, entre outros recursos técnicopedagógicos,&lt;br /&gt;um Referencial de Formação em Igualdade de Género para consultores/as e&lt;br /&gt;auditores/as, por forma a que, no exercício da sua actividade junto das empresas, sejam&lt;br /&gt;facilitadores/as de uma cultura empresarial que incorpore a igualdade de género nas suas&lt;br /&gt;políticas, procedimentos e práticas. Também se desenvolveu a acção III para disseminação dos&lt;br /&gt;produtos do projecto, tendo-se alargado a Parceria de Desenvolvimento à ADC; ANE; e CIG e&lt;br /&gt;organizado um workshop de disseminação.&lt;br /&gt;Organizar e Efectivar os Direitos para uma Vida Melhor – Organização dos Tempos de&lt;br /&gt;Trabalho e Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal e os efeitos na saúde dos/as&lt;br /&gt;trabalhadores/as, é um projecto candidatado ao POPH, que decorrerá até Julho de 2012.&lt;br /&gt;No âmbito deste projecto, foram editados materiais de divulgação e sensibilização (apresentação&lt;br /&gt;do projecto e boletins de igualdade) e realizadas 7 oficinas sobre Igualdade e Parentalidade,&lt;br /&gt;abrangendo um total de 156 Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais. Será também editado&lt;br /&gt;um Guia Orientador sobre a organização do tempo de trabalho.&lt;br /&gt;Foram também realizadas 3 acções de sensibilização, para divulgação do boletim sobre os&lt;br /&gt;Direitos de Parentalidade, abrangendo um total de 54 Dirigentes, Delegados e Activistas&lt;br /&gt;Sindicais. Estas acções decorreram no âmbito de um Projecto, Co-financiado pela Comissão&lt;br /&gt;para a Cidadania e Igualdade de Género, no âmbito do apoio às ONG’s.&lt;br /&gt;64&lt;br /&gt;Projecto MATCH – Análise de Necessidades de Formação de Formadores/as Sindicais&lt;br /&gt;Este Projecto tem como Parceria a LO (Suécia) – entidade coordenadora, CITUB (Bulgária),&lt;br /&gt;LBAS (Letónia), ABF (Suécia), RUNO (Suécia), a CGTP-IN e uma técnica da Universidade de&lt;br /&gt;Lancaster, como avaliadora externa.&lt;br /&gt;Foi construído um Questionário, comum aos 4 países, a ser aplicado às estruturas sindicais, de&lt;br /&gt;cada um deles, sobre a análise de necessidades de formação. No que respeita à CGTP-IN, este&lt;br /&gt;questionário foi aplicado às Federações, resultando um perfil de competências, que poderá&lt;br /&gt;servir de base para a actualização e ajustamento da formação de formadores.&lt;br /&gt;Projecto INCONPARable – Informação, Consulta e Participação nos Conselhos de Empresa&lt;br /&gt;Europeus&lt;br /&gt;O Projecto teve como parceria a Escola Confederal das CCC.OO. (Espanha - entidade&lt;br /&gt;coordenadora), KNSB (Bulgária), CGIL Lombardia (Itália) e DGB (Alemanha).&lt;br /&gt;Elaborámos um estudo nacional sobre os CEE integrado no produto final do projecto, assim&lt;br /&gt;como outros contributos (entrevistas, etc.). Participámos num curso transnacional com 4&lt;br /&gt;quadros sindicais, realizámos em Lisboa um curso nacional com 16 representantes sindicais&lt;br /&gt;ligados a esta frente de trabalho e um Seminário de Disseminação. No âmbito do projecto foi&lt;br /&gt;produzido um CD-ROM e um Manual de apoio à formação sindical dos representantes dos&lt;br /&gt;trabalhadores nos CEEs.&lt;br /&gt;Projecto CO.MIN.TRA – projecto sobre formação em Técnicas de Comunicação e Gestão da&lt;br /&gt;Informação para os Representantes dos CEEs, coordenado pelas CC.OO. (Espanha), em&lt;br /&gt;parceria com as confederações CITUB (Bulgária) e OPZZ (Polónia). Tendo como produto um&lt;br /&gt;guia prático de “Comunicação” para organizações sindicais e CEEs.&lt;br /&gt;Projecto EPMEC – Educação Popular como Método para uma Europa Cidadã.&lt;br /&gt;O Departamento de Formação Sindical colaborou com o Departamento de Desenvolvimento&lt;br /&gt;Sustentável neste projecto, mais concretamente, na elaboração de um módulo de formação sobre&lt;br /&gt;desenvolvimento durável. Este módulo é parte integrante do kit formativo (kit do cidadão&lt;br /&gt;europeu), produto final do projecto.&lt;br /&gt;Neste módulo são abordados temas, como:&lt;br /&gt;- Desenvolvimento Durável: definição, origens e evolução&lt;br /&gt;- Instrumentos de medida aplicadas ao desenvolvimento durável&lt;br /&gt;- Greenwashing e crimes ecológicos&lt;br /&gt;- Papel dos Trabalhadores e dos Sindicatos no Desenvolvimento Durável&lt;br /&gt;- Os desafios do Desenvolvimento Durável&lt;br /&gt;10.5. Cooperação Internacional&lt;br /&gt;ETUI – A CGTP participou em diversas acções de formação do Instituto, tendo 22 camaradas&lt;br /&gt;integrado quer na qualidade de formandos quer de formadores, Estágios de Formação de&lt;br /&gt;Euroformadores, “Gestão de Projecto para Sindicalistas, “Imigração”, “Formação para futuros&lt;br /&gt;Dirigentes Sindicais Europeus”, “Estratégias de Recrutamento”, “Curso para Jovens&lt;br /&gt;sindicalistas europeus – uma nova abordagem”, acção no âmbito do Projecto Grundvig –&lt;br /&gt;Cidadania Participativa, entre outros.&lt;br /&gt;Continuou a nossa participação no Conselho Consultivo e na rede de euro-formadores, nas&lt;br /&gt;equipas de desenvolvimento de novos programas formativos, na equipa de formadores conjunta&lt;br /&gt;com ACTRAV/OIT, no grupo de trabalho para a qualificação, certificação e validação da&lt;br /&gt;formação sindical e no grupo de euroformadores para a inovação pedagógica.&lt;br /&gt;65&lt;br /&gt;Organizámos a Conferência de Educação Europeia em Lisboa.&lt;br /&gt;ACTRAV/OIT/CIF – Acolhimento de 2 grupos em formação (2009/2011) de 27 sindicalistas da&lt;br /&gt;CPLP Sindical (12+15), num programa de uma semana, integrando estágios sobre “Organização&lt;br /&gt;e Acção Sindical” e “Formação Sindical sobre as Normas Internacionais de Trabalho da OIT”,&lt;br /&gt;cujas primeiras 3 semanas decorreram em Turim, no Centro de Formação da OIT.&lt;br /&gt;Este programa contou com 2 formadores da CGTP-IN e a colaboração do Inovinter.&lt;br /&gt;11. A INFORMAÇÃO E PROPAGANDA SINDICAIS&lt;br /&gt;A comunicação sindical incrementou e continua a desenvolver um importante papel ao serviço&lt;br /&gt;da acção sindical no que concerne ao combate que tem de travar contra a gigantesca ofensiva&lt;br /&gt;com que se defronta permanentemente no plano ideológico e que visa atingir os mesmos de&lt;br /&gt;sempre, as/os trabalhadores.&lt;br /&gt;Reforçar a unidade, a solidariedade, construir sentido crítico e desenvolver consciência de&lt;br /&gt;classe, foi e é um dos principais objectivos da organização sindical.&lt;br /&gt;O apoio ao esclarecimento de dirigentes, delegados e activistas sindicais, para os desafios que se&lt;br /&gt;colocam aos trabalhadores e à opinião pública, desenvolveu-se sobretudo através&lt;br /&gt;• da edição e distribuição do “CGTPAcção” e de acordo com as seguintes características:&lt;br /&gt;- Produção temática de documentos relativos ao 11.º Congresso;&lt;br /&gt;- Edição de um conjunto de DVD’s com as principais intervenções e outra&lt;br /&gt;documentação relativa ao 11.º Congresso&lt;br /&gt;- A Carta Reivindicativa;&lt;br /&gt;- Código do Trabalho, distribuídos por 4 edições e para uma tiragem de 436.000&lt;br /&gt;exemplares;&lt;br /&gt;- Cadernos de Organização e Quadros e CGTP Cultura&lt;br /&gt;- CGTP Cultura e Reformados Uma Força que Conta&lt;br /&gt;- CGTPAcção, Organização e Quadros Organizar e Sindicalizar – Mais, Reformados&lt;br /&gt;Uma Força que Conta&lt;br /&gt;- Documentos a apresentar ao 12.º Congresso&lt;br /&gt;• Tempos de Antena: produziram-se 23 tempos de antena para televisão e 24 para rádio&lt;br /&gt;de 2008 a 2011;&lt;br /&gt;• Concepção, execução, reprodução e distribuição de materiais de propaganda,&lt;br /&gt;nomeadamente folhetos, cartazes, cartazetes, tarjas, tempos de antena, cassetes de rua e&lt;br /&gt;muppies;&lt;br /&gt;• Colaboração pontual com Uniões ou outras organizações do movimento sindical, bem&lt;br /&gt;como movimentos cívicos;&lt;br /&gt;• Concepção e realização do filme e de toda a animação, multidisciplinar e interactiva,&lt;br /&gt;que abriu o 12.º Congresso da CGTP-IN;&lt;br /&gt;• A emissão de uma News Letter com periodicidade regular e para mais de 15.000&lt;br /&gt;endereços;&lt;br /&gt;• Greves Gerais – a preparação e o acompanhamento das greves gerais de 2010 e 2011&lt;br /&gt;mobilizaram uma atenção particular do departamento nos domínios da propaganda;&lt;br /&gt;• A preparação das comemorações do 40.º aniversário da Central, associada a outros&lt;br /&gt;departamentos, registou uma atenção particular nos modos de promoção e de&lt;br /&gt;divulgação da mensagem sindical;&lt;br /&gt;• Criação das bases técnicas para a transição da página web para um novo formato;&lt;br /&gt;• A presença da CGTP-IN na Internet reflectiu a actividade da Central, particularmente,&lt;br /&gt;dando visibilidade na Web às iniciativas mais destacadas nos planos laboral, social e&lt;br /&gt;político. Ao mesmo tempo evoluiu no aspecto tecnológico e procurou acompanhar o&lt;br /&gt;aumento das potencialidades do uso da Internet.&lt;br /&gt;66&lt;br /&gt;• A título indicativo registaram-se mais de 255.00 visitas ao site no decurso do ano de&lt;br /&gt;2011;&lt;br /&gt;• A Central participou com iniciativas específicas na Web (sites) para dinamizar as suas&lt;br /&gt;posições designadamente na promoção das greves gerais de 2010 e 2011 com site&lt;br /&gt;próprio, assim como para o XII Congresso da CGTP-IN.&lt;br /&gt;De assinalar, de modo crítico, nesta área de trabalho, apesar do aumento significativo de&lt;br /&gt;produção de materiais audiovisuais, a ainda exígua produção multimédia que se impõe nos&lt;br /&gt;tempos de hoje, a necessidade de encurtar prazos de produção gráfica, não obstante a falta de&lt;br /&gt;controlo dos serviços sobre a rede de distribuição e sobre a impressão gerada a partir da&lt;br /&gt;estrutura distrital e local, assim como, as tarefas concebidas a montante da execução.&lt;br /&gt;12. A COMUNICAÇÃO SOCIAL E AS RELAÇÕES PÚBLICAS&lt;br /&gt;O Departamento de Comunicação Social em articulação com os demais Departamentos&lt;br /&gt;procedeu à redacção e emissão de comunicados e notas, num total respectivo de 283 e 449,&lt;br /&gt;exprimindo as posições da CGTP-IN acerca de diferentes matérias como:&lt;br /&gt;• Igualdade entre Mulheres e Homens, Sinistralidade Laboral, Exclusão Social,&lt;br /&gt;Produtividade, Privatizações, Salários, Emprego, Precariedade, Questões da Guerra e da&lt;br /&gt;Paz, Custo de Vida, Organização do Tempo de Trabalho, Fiscalidade, Segurança Social,&lt;br /&gt;Políticas de Saúde e do Medicamento, Maternidade/Paternidade, Contratação Colectiva,&lt;br /&gt;Desemprego, Políticas para a Educação, Legislação Laboral, Justiça, Políticas Salariais,&lt;br /&gt;Migrações, Cooperação, Solidariedade Internacional, de entre outras.&lt;br /&gt;Informou e apresentou propostas acerca das grandes questões sindicais aos responsáveis dos&lt;br /&gt;órgãos de comunicação social, em tempo adequado e oportuno.&lt;br /&gt;Promoveu reuniões com directores de vários órgãos de comunicação social realçando as&lt;br /&gt;propostas da Central que visavam o desenvolvimento económico e social das/dos trabalhadores&lt;br /&gt;e do país.&lt;br /&gt;Concluiu um Estudo sobre Comunicação Sindical, em 2011.&lt;br /&gt;Interveio com particular relevo na promoção das Greves Gerais de 2010 e 2011,&lt;br /&gt;designadamente na sua promoção junto dos órgãos de comunicação social, na recepção a&lt;br /&gt;jornalistas nacionais e estrangeiros no próprio dia da GG, no tratamento jornalístico posterior,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;As comemorações do 40.º aniversário da Central corresponderam, igualmente, a um foco de&lt;br /&gt;destaque junto da comunicação social.&lt;br /&gt;Realizou encontros com jornalistas especializados nas temáticas sindicais, sociais e económicas,&lt;br /&gt;em especial os motivados pela realização do 11º Congresso e da Conferência Internacional que&lt;br /&gt;o precedeu.&lt;br /&gt;Assegurou e defendeu as posições assumidas pela CGTP-IN na representação que faz no&lt;br /&gt;Conselho de Opinião da RTP, SA.&lt;br /&gt;Forneceu aos jornalistas estudos e pareceres de especialistas da CGTP-IN sobre questões de&lt;br /&gt;relevância social e económica.&lt;br /&gt;Ao longo dos anos deste mandato, registou-se um número crescente de pedidos de&lt;br /&gt;esclarecimento e informação por parte de trabalhadores, sem contar com os estudantes ou&lt;br /&gt;investigadores que solicitaram documentação e outro tipo de apoio para estudos e ensaios que&lt;br /&gt;estão a elaborar. Mais foram também os trabalhadores não sindicalizados encaminhados por este&lt;br /&gt;departamento para os sindicatos competentes. As Relações Públicas têm vindo,&lt;br /&gt;progressivamente, a fazer a triagem das chamadas e pedidos de audiência endereçados a&lt;br /&gt;dirigentes da confederação.&lt;br /&gt;67&lt;br /&gt;Neste domínio, pode considerar-se operativa e adequada a resposta dos serviços, embora&lt;br /&gt;insuficiente ainda o acompanhamento que se julga devido a cada “dossier” aberto.&lt;br /&gt;13. OS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E O CUMPRIMENTO DO MANDATO&lt;br /&gt;13.1. Plenário de Sindicatos&lt;br /&gt;O Plenário de Sindicatos reuniu regularmente, quer em sessões ordinárias para aprovação dos&lt;br /&gt;orçamentos e planos gerais de actividade, quer em sessões extraordinárias, nestes casos sempre&lt;br /&gt;por iniciativa do Conselho Nacional, perfazendo um total de 08 sessões.&lt;br /&gt;Nas reuniões realizadas, registou-se, em média, a presença de 62 associações sindicais,&lt;br /&gt;contando-se, entre estes, os sindicatos não filiados que, nos termos estatutários, apenas não&lt;br /&gt;participam nas deliberações sobre as contas e relatórios, bem como os orçamentos e planos&lt;br /&gt;gerais de actividade e, ainda, as federações, uniões e as organizações específicas (Interjovem,&lt;br /&gt;Inter-Reformados e Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens).&lt;br /&gt;As reuniões do Plenário de Sindicatos tiveram, em média, a presença de 356 delegados.&lt;br /&gt;O Plenário de Sindicatos aprovou o seu Regulamento de Funcionamento, na sessão de 02.04.08&lt;br /&gt;e elegeu o Conselho Fiscalizador, na sessão de 14.01.09.&lt;br /&gt;No âmbito do cumprimento das suas obrigações estatutárias, o Plenário de Sindicatos analisou&lt;br /&gt;com regularidade a situação político-sindical e aprovou um importante conjunto de resoluções e&lt;br /&gt;moções com vista a definir, em cada momento, os objectivos reivindicativos da Central e as&lt;br /&gt;acções de luta a desenvolver.&lt;br /&gt;O Plenário de Sindicatos continuou a desempenhar um importante papel para o conhecimento&lt;br /&gt;da realidade sócio-laboral do país, constituiu-se como um espaço privilegiado de debate sindical&lt;br /&gt;e um elemento aglutinador da análise e das respostas a dar aos problemas específicos dos&lt;br /&gt;diferentes ramos e sectores económicos, contribuindo, dessa forma, para o reforço da&lt;br /&gt;capacidade de acção e coesão de todo o movimento sindical.&lt;br /&gt;Pese embora alguns aspectos menos positivos que se registaram no funcionamento das reuniões,&lt;br /&gt;designadamente em termos da participação plena e activa dos delegados, o Plenário de&lt;br /&gt;Sindicatos cumpriu com eficácia o seu papel de órgão máximo entre congressos.&lt;br /&gt;13.2. Conselho Fiscalizador&lt;br /&gt;O Conselho Fiscalizador, eleito pelo Plenário de Sindicatos, na reunião de 14.01.09, ficou&lt;br /&gt;constituído pelas seguintes associações sindicais: Sindicato dos Trabalhadores da Administração&lt;br /&gt;Local; Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores; Sindicato dos&lt;br /&gt;Professores da Grande Lisboa; Sindicato dos Enfermeiros Portugueses; Sindicato Nacional dos&lt;br /&gt;Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações; Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias&lt;br /&gt;Metalúrgicas e Metalomecânicas dos Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra e o&lt;br /&gt;Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte.&lt;br /&gt;O Conselho Fiscalizador exerceu com regularidade e eficácia as suas competências estatutárias,&lt;br /&gt;mas reconhece-se a possibilidade e interesse em dinamizar mais a sua intervenção, com&lt;br /&gt;vantagem para as funções dos órgãos de direcção da Central.&lt;br /&gt;13.3. Conselho Nacional&lt;br /&gt;O Conselho Nacional, eleito pelo 11º Congresso, tomou posse em 21.02.08 e na sua primeira&lt;br /&gt;reunião, realizada nesse mesmo dia, aprovou por maioria o seu Regulamento de Funcionamento&lt;br /&gt;e elegeu a sua Comissão Executiva e o seu Secretariado e o Secretário-Geral.&lt;br /&gt;68&lt;br /&gt;No decorrer do mandato, o Conselho Nacional aprovou a constituição das seguintes comissões&lt;br /&gt;específicas permanentes, definindo a sua composição e atribuições: Administração Pública;&lt;br /&gt;Contratação Colectiva; Formação Profissional e qualificação em 08.06.10.&lt;br /&gt;Ao longo do exercício, o Conselho Nacional reuniu regularmente, perfazendo um total de 30&lt;br /&gt;reuniões, registando-se uma participação média de 92 conselheiros.&lt;br /&gt;Perdeu o mandato, por motivo de falecimento, o conselheiro António José dos Santos Cardoso&lt;br /&gt;Macedo e por terem pedido a demissão ou terem deixado de participar Armando Ferreira Dias e&lt;br /&gt;Valdemar Rodrigues Henriques.&lt;br /&gt;O Conselho Nacional desempenhou com empenho as suas competências estatutárias,&lt;br /&gt;assegurando uma eficaz acção de direcção da actividade sindical. Procedeu com regularidade à&lt;br /&gt;análise da situação político-sindical, definindo as acções a desenvolver, deliberou sobre as&lt;br /&gt;posições a assumir pela CGTP-IN, face às principais questões sindicais, aprovou as propostas a&lt;br /&gt;apresentar ao Plenário de Sindicatos e deu andamento às decisões por este tomadas. Organizou&lt;br /&gt;as comemorações do 1º de Maio, definiu a programação dos aniversários da CGTP-IN e&lt;br /&gt;convocou a Greve Geral de 24 de Novembro de 2010 e a Greve Geral de 24 de Novembro de&lt;br /&gt;2011 bem como as diversas manifestações e outras acções de massas que ocorreram durante o&lt;br /&gt;mandato. O Conselho Nacional promoveu, também, um importante conjunto de iniciativas para&lt;br /&gt;debate de questões temáticas com interesse para a acção sindical, algumas das quais contaram&lt;br /&gt;com a participação de especialistas de reconhecida competência nas matérias tratadas. O&lt;br /&gt;Conselho Nacional aprovou e impulsionou um grande conjunto de iniciativas que decorreram&lt;br /&gt;no plano nacional, a nível regional e sectorial, evocativos da comemoração do 40º aniversário&lt;br /&gt;da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Regista-se, assim, um balanço positivo, em termos gerais, do exercício do mandato. Não pode&lt;br /&gt;deixar de se apontar alguns défices no funcionamento das reuniões, designadamente algumas&lt;br /&gt;ausências, participações menos empenhadas e preparação menos cuidada dos assuntos a tratar&lt;br /&gt;em cada reunião, daí decorrendo, pontualmente, insuficiências de análise para as quais, sem&lt;br /&gt;dúvida, também concorreram as limitações dos tempos de debate.&lt;br /&gt;13.4. Secretariado do Conselho Nacional&lt;br /&gt;O Secretariado do Conselho Nacional, eleito em 21.02.2008, ficou constituído pelo Secretário-&lt;br /&gt;Geral Manuel Carvalho da Silva, pelos membros da Comissão Executiva Deolinda Carvalho&lt;br /&gt;Machado, Fernando José Machado Gomes, João António Torrinhas Paulo, Joaquim Filipe&lt;br /&gt;Coelhas Dionísio e Maria Graciete Martins da Cruz.&lt;br /&gt;O Secretariado aprovou as normas do seu funcionamento em 01.04.08. Nessa mesma reunião,&lt;br /&gt;além de definir os objectivos de trabalho, fixou a atribuição de responsabilidades e as tarefas&lt;br /&gt;específicas de cada um dos seus membros.&lt;br /&gt;O Secretariado respondeu às diversas tarefas que lhe estão atribuídas e revelou-se um&lt;br /&gt;importante instrumento de execução da gestão corrente da CGTP-IN e da situação financeira da&lt;br /&gt;Central.&lt;br /&gt;Com regularidade o Secretariado deu andamento às diversas solicitações provenientes de&lt;br /&gt;organismos públicos e privados, no sentido de assegurar a representação e participação da&lt;br /&gt;CGTP-IN em diversos eventos de natureza diversa.&lt;br /&gt;O Secretariado reuniu, em regra, semanalmente e extraordinariamente sempre que as&lt;br /&gt;circunstâncias o exigiram, cumprindo cabalmente as funções cometidas pelo Conselho&lt;br /&gt;Nacional.&lt;br /&gt;13.5. Comissão Executiva do Conselho Nacional&lt;br /&gt;A Comissão Executiva do Conselho Nacional, eleita em 21.02.2008, ficou constituída pelos&lt;br /&gt;seguintes dirigentes: Adão Ribeiro Mendes; Amável José Alves; Ana Joaquina Gomes Avoila;&lt;br /&gt;69&lt;br /&gt;Arménio Horácio Alves Carlos; Armindo Amaro de Carvalho; Carlos Manuel Alves Trindade;&lt;br /&gt;Deolinda Carvalho Machado; Fernando José Machado Gomes; Francisco José Santos Braz;&lt;br /&gt;João António Torrinhas Paulo; João da Silva; João Fernando Fernandes Lourenço; João&lt;br /&gt;Fernando Freitas Torres; Joaquim Almeida da Silva; José Carlos Correia Martins; Libério&lt;br /&gt;Violante Domingues; Manuel António Teixeira de Freitas; Manuel Carvalho da Silva; Manuel&lt;br /&gt;Francisco Guerreiro; Maria da Conceição R. dos Santos de Sousa; Maria de Fátima Marques&lt;br /&gt;Messias; Maria do Carmo de C. Tavares Ramos; Maria Graciete Martins da Cruz; Maria Luísa&lt;br /&gt;Marques Pinto Batista; Mário Oliveira Nogueira; Rui Manuel Neto Paixão; Ulisses Maria de&lt;br /&gt;Matos S. Garrido.&lt;br /&gt;A Comissão Executiva propôs, por unanimidade, ao Conselho Nacional, a eleição de Manuel&lt;br /&gt;Carvalho da Silva para o cargo de Secretário-Geral.&lt;br /&gt;Nas suas reuniões de 03.03.2008 e 17.03.2008, a Comissão Executiva aprovou, em definitivo, o&lt;br /&gt;seu Regulamento de Funcionamento, definindo as funções de cada um dos seus membros, as&lt;br /&gt;áreas e departamentos de acção sindical e a estrutura de acompanhamento da actividade ao nível&lt;br /&gt;das regiões e sectores.&lt;br /&gt;Ao longo do seu mandato, a Comissão Executiva reuniu com regularidade quinzenal, em&lt;br /&gt;sessões ordinárias, e extraordinariamente, por 8 vezes, perfazendo um total de 104 reuniões (até&lt;br /&gt;16 Jan.).&lt;br /&gt;A Comissão Executiva garantiu o cumprimento e execução das tarefas que lhe estavam ou&lt;br /&gt;foram cometidas, em cada momento, pelo Conselho Nacional e pelo Plenário de Sindicatos,&lt;br /&gt;assegurou a direcção político-sindical permanente da Confederação, a direcção das áreas e&lt;br /&gt;frentes de trabalho constituídas e a coordenação da acção sindical nas diversas regiões e&lt;br /&gt;sectores.&lt;br /&gt;No quadro das suas funções, assegurou a representação da CGTP-IN nos múltiplos contactos&lt;br /&gt;institucionais e outros decorrentes da actividade sindical. Do mesmo modo, garantiu a&lt;br /&gt;intervenção da Central no Conselho Económico e Social e na Comissão Permanente de&lt;br /&gt;Concertação Social, actividade que exigiu uma participação constante, qualificada e&lt;br /&gt;determinada na defesa das posições sindicais, face aos significados das questões em debate e&lt;br /&gt;aos contextos políticos vividos. Assegurou, igualmente, a intervenção da CGTP-IN nos diversos&lt;br /&gt;órgãos e organismos de participação sindical, quer nacionais, quer comunitários, directamente&lt;br /&gt;ou por via dos representantes para eles designados, acompanhando a sua actividade.&lt;br /&gt;Por intermédio dos seus membros e, por vezes também, de membros do Conselho Nacional,&lt;br /&gt;participou em inúmeras iniciativas (conferências, seminários, colóquios, debates), promovidas,&lt;br /&gt;quer por entidades oficiais, quer privadas, para que a Confederação foi convidada, bem como&lt;br /&gt;uma ampla intervenção e presença na actividade e realizações sindicais no plano internacional,&lt;br /&gt;dando concretização à postura de solidariedade internacionalista que a Central assume.&lt;br /&gt;A actividade da Comissão Executiva processou-se com normalidade e eficácia no tratamento e&lt;br /&gt;resolução dos problemas inerentes às suas funções, malgrado insuficiências reconhecidas,&lt;br /&gt;designadamente no défice de análise de algumas questões temáticas, na articulação do debate ao&lt;br /&gt;nível das áreas de acção sindical e no próprio seio destas, no acompanhamento e controle de&lt;br /&gt;execução das decisões tomadas, no acompanhamento dos sectores e regiões não representados&lt;br /&gt;na CECO, bem como no acompanhamento algo deficiente das actividades dos representantes&lt;br /&gt;sindicais, nos órgãos e organismos de participação sindical.&lt;br /&gt;O exercício da direcção político-sindical e de coordenação da actividade da estrutura sindical,&lt;br /&gt;atribuído estatutariamente à Comissão Executiva, revelou-se eficaz e satisfatório, em termos&lt;br /&gt;gerais.&lt;br /&gt;13.5.1. Secretário-Geral&lt;br /&gt;O Secretário-Geral, eleito pelo Conselho Nacional em 21.02.2008, exerceu as competências&lt;br /&gt;regulamentares que lhe foram atribuídas, assegurando a coordenação e articulação da actividade&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;dos órgãos da Central, promovendo a representação da CGTP-IN, no plano nacional, a nível&lt;br /&gt;europeu e internacional garantindo a execução das orientações e decisões tomadas e o&lt;br /&gt;andamento dos assuntos carecidos de resolução imediata.&lt;br /&gt;No quadro das suas funções e em representação da Direcção da Central, integrou inúmeras&lt;br /&gt;acções de protesto e luta dos trabalhadores, ao nível de empresas, sectores de actividade e a&lt;br /&gt;nível nacional, promovidas pelas respectivas organizações sindicais.&lt;br /&gt;A Comissão Executiva, no seu balanço de mandato, considera ser importante reforçar o trabalho&lt;br /&gt;de coordenação desenvolvido pelo Secretário-Geral junto das áreas e na exigência de articulação&lt;br /&gt;do trabalho entre elas, podendo esta acção constituir-se como um elemento importante para&lt;br /&gt;colmatar os défices atrás enunciados e para assegurar que a Central tenha uma direcção efectiva&lt;br /&gt;que a dirige como um todo integrado.&lt;br /&gt;A sua participação em múltiplas e variadas iniciativas promovidas por entidades oficiais,&lt;br /&gt;organizações cívicas, sociais e profissionais, movimentos sociais e políticos diversos,&lt;br /&gt;universidades e associações de estudantes, bem como os convites da comunicação social para&lt;br /&gt;intervir em debates ou produzir artigos de opinião comprovam o prestígio da CGTP-IN e o&lt;br /&gt;reconhecimento da importância da sua actividade na sociedade.&lt;br /&gt;13.6. Apreciação geral&lt;br /&gt;Em termos globais, os órgãos da Central cumpriram com empenho e eficácia as funções que&lt;br /&gt;lhes foram atribuídas. Para tal, muito contribuiu o apoio inestimável de todos aqueles que&lt;br /&gt;participaram nas actividades da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Às personalidades e organizações não sindicais que se disponibilizaram a partilhar com a&lt;br /&gt;CGTP-IN as suas estimulantes reflexões, é devido um agradecimento muito especial, pelo&lt;br /&gt;valioso contributo daí decorrente para a actividade sindical.&lt;br /&gt;Aos representantes sindicais nos órgãos e organismos de participação sindical, nacionais e&lt;br /&gt;comunitários, aos técnicos do Gabinete de Estudos e aos que, habitualmente, colaboram com a&lt;br /&gt;CGTP-IN, bem como aos funcionários da Central, os órgãos de direcção da CGTP-IN&lt;br /&gt;agradecem, muito reconhecidos, o empenho e a disponibilidade da sua participação, e a elevada&lt;br /&gt;qualidade dos seus contributos, para o desenvolvimento da acção sindical.&lt;br /&gt;A acção desenvolvida pela CGTP-IN comprovou a validade e perenidade do sindicalismo,&lt;br /&gt;reforçou a sua implantação no seio dos trabalhadores e consolidou o seu prestígio na sociedade.&lt;br /&gt;No termo do seu mandato, a Direcção da CGTP-IN está convicta de que a acção global de toda&lt;br /&gt;a sua estrutura foi um factor determinante na defesa dos direitos dos trabalhadores portugueses,&lt;br /&gt;na promoção dos seus interesses sócio-profissionais e um contributo muito valioso e&lt;br /&gt;progressista para o processo de desenvolvimento da sociedade portuguesa.&lt;br /&gt;16 de Janeiro de 2012&lt;/p&gt;</summary>
		<content type="html">&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;images/00/relatorio-xii-congresso.pdf&quot;&gt;ver Documento PDF&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;RELATÓRIO DE ACTIVIDADES&lt;br /&gt;Mandato 2008 / 2011&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;ÍNDICE&lt;br /&gt;1. O CONTEXTO POLÍTICO, ECONÓMICO E SOCIAL 3&lt;br /&gt;1.1. A evolução da situação ao nível internacional 3&lt;br /&gt;1.2. Os caminhos da UE da reacção tardia à crise global, à ameaça de implosão do euro 4&lt;br /&gt;1.3. A situação nacional: da recessão em 2009 ao programa da Troika e ao Governo da direita 6&lt;br /&gt;1.4. A intervenção Sindical e a Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras 9&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;2. BLOQUEIOS AO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL 12&lt;br /&gt;2.1. No Desenvolvimento Económico 12&lt;br /&gt;2.2. A Estrutura do Estado, os Serviços Públicos e a Administração Pública 13&lt;br /&gt;2.3. O Regional 15&lt;br /&gt;2.4. O Desenvolvimento Sustentável 16&lt;br /&gt;2.4.1. O Meio-Ambiente 16&lt;br /&gt;2.4.2. A Economia Social e o “Consumidor” 16&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;3. O TRABALHO E OS DIREITOS DOS/AS TRABALHADORES/AS 17&lt;br /&gt;3.1. O Direito do Trabalho, o Quadro Jurídico-laboral e a Efectividade dos Direitos 17&lt;br /&gt;3.2. O Emprego 18&lt;br /&gt;3.3. Os Salários 19&lt;br /&gt;3.4. A Formação e a Qualificação Profissional 20&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;4. A NEGOCIAÇÃO COLECTIVA E O SISTEMA DE RELAÇÕES DE TRABALHO 22&lt;br /&gt;4.1. A Contratação Colectiva 22&lt;br /&gt;4.2. A Actividade do CES e a Participação Institucional 25&lt;br /&gt;4.2.1. A Actividade do CES e a Concertação Social 25&lt;br /&gt;4.2.2. A Participação Institucional 25&lt;br /&gt;4.3. A Negociação Colectiva Europeia 26&lt;br /&gt;4.4. Os Conselhos de Empresa Europeus 26&lt;br /&gt;4.5. A Acção Sindical Transfronteiriça 27&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;5. AS POLÍTICAS SOCIAIS E A POLÍTICA FISCAL 27&lt;br /&gt;5.1. Políticas Sociais 27&lt;br /&gt;5.2. Política Fiscal 34&lt;br /&gt;5.3. O Sistema de Justiça 35&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;6. SEGURANÇA, HIGIENE, E SAÚDE NO TRABALHO, IGUALDADE, CULTURA E TEMPOS LIVRES36&lt;br /&gt;6.1. Segurança, Higiene e Saúde no Local de Trabalho 36&lt;br /&gt;6.2. Igualdade entre mulheres e homens 37&lt;br /&gt;6.3. Igualdade e combate às discriminações 37&lt;br /&gt;6.4. Cultura e Tempos Livres 38&lt;br /&gt;6.4.1. Centro de Arquivo e Documentação 39&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;7. A ACTIVIDADE INTERNACIONAL 40&lt;br /&gt;7.1. Confederação Europeia de Sindicatos (CES) 41&lt;br /&gt;7.2. Restante Movimento Sindical Europeu 42&lt;br /&gt;7.3. Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP) 42&lt;br /&gt;7.4. África 42&lt;br /&gt;7.5. Espaço Euro-Mediterrânico (EUROMED) 42&lt;br /&gt;7.6. Espaço Latino-Americano 42&lt;br /&gt;7.7. Outros Espaços Sindicais 43&lt;br /&gt;7.8. Movimento Sindical Mundial 43&lt;br /&gt;7.9. Paz, Cooperação e Solidariedade Internacional 43&lt;br /&gt;7.10. Globalização e Movimentos Sociais 44&lt;br /&gt;7.11. Actividades Comunitárias 44&lt;br /&gt;7.12. Organização Internacional do Trabalho (OIT) 44&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;8. AS MIGRAÇÕES 45&lt;br /&gt;8.1. Imigração 45&lt;br /&gt;8.2. Emigração 45&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;9. A ORGANIZAÇÃO SINDICAL E OS QUADROS 46&lt;br /&gt;9.1. A Organização de Base 46&lt;br /&gt;9.1.1. Sindicalização 46&lt;br /&gt;9.1.2. Delegados Sindicais 46&lt;br /&gt;9.1.3. Representantes para a SHST 46&lt;br /&gt;9.1.4. Comissões de Trabalhadores 48&lt;br /&gt;9.2. Eleições Sindicais 48&lt;br /&gt;9.3. A Estrutura e a Reestruturação Sindical 48&lt;br /&gt;9.3.1. Sindicatos 48&lt;br /&gt;9.3.2. Uniões de Sindicatos 52&lt;br /&gt;9.3.3. Federações de Sindicatos 52&lt;br /&gt;9.4. As Organizações Especificas 52&lt;br /&gt;9.4.1. Interjovem/CGTP-IN 52&lt;br /&gt;9.4.2. Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens/CGTP-IN 54&lt;br /&gt;9.4.3. Inter-Reformados 57&lt;br /&gt;9.5. A Gestão Financeira e os Contratos Programa 59&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;10. A FORMAÇÃO SINDICAL 60&lt;br /&gt;10.1. Apoio à Estrutura 60&lt;br /&gt;10.2. Desenvolvimento do Sistema de Formação 61&lt;br /&gt;10.3. Formação Pedagógica de Formadores 62&lt;br /&gt;10.4. Instrumentos Pedagógicos Inovadores 62&lt;br /&gt;10.5. Cooperação Internacional 64&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;11. A INFORMAÇÃO E PROPAGANDA SINDICAIS 65&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;12. A COMUNICAÇÃO SOCIAL E AS RELAÇÕES PÚBLICAS 66&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;13. OS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E O CUMPRIMENTO DO MANDATO 67&lt;br /&gt;13.1. Plenário de Sindicatos 67&lt;br /&gt;13.2. Conselho Fiscalizador 67&lt;br /&gt;13.3. Conselho Nacional 67&lt;br /&gt;13.4. Secretariado do Conselho Nacional 68&lt;br /&gt;13.5. Comissão Executiva do Conselho Nacional 68&lt;br /&gt;13.5.1. Secretário-Geral 69&lt;br /&gt;13.6. Apreciação geral 70&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;1. O CONTEXTO POLÍTICO, ECONÓMICO E SOCIAL&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;1.1. A evolução da situação ao nível internacional&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panorama internacional foi dominado neste período (Janeiro de 2008 a Janeiro de 2012) pela&lt;br /&gt;“crise económica de 2008-2009”, que na União Europeia se projectou para a situação de&lt;br /&gt;descalabro em que hoje se vive e pelos riscos de uma nova recessão; pelo aprofundamento de&lt;br /&gt;diversas dimensões da crise e das contradições do sistema capitalista; pelos conflitos e&lt;br /&gt;instabilidade na zona do Médio Oriente com dimensões significativas de ingerências&lt;br /&gt;estrangeira; pelo surgimento, em 2010/2011, de fortes convulsões sociais e políticas em países&lt;br /&gt;do norte de África (alguns casos com características de revolução e outros processos também&lt;br /&gt;com forte intervenção estrangeira); pelo agravamento do desemprego, o abaixamento da&lt;br /&gt;retribuição do trabalho e a apropriação dos lucros dos grandes grupos económicos e financeiros&lt;br /&gt;por parte dos seus accionistas, diminuindo o investimento; pelo falhanço das políticas no&lt;br /&gt;domínio ambiental; pelo acentuar das desigualdades.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário internacional ressalta, igualmente, o protesto e a luta crescente dos trabalhadores&lt;br /&gt;e dos povos contra a exploração, as políticas anti-sociais, o desemprego, a fome, a pobreza e por&lt;br /&gt;reais alternativas às condições em que vivem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A mais grave crise económica desde os anos 30 do século XX, ainda que originada nos EUA e&lt;br /&gt;tendo uma relação próxima com empréstimos imobiliários de alto risco, teve causas mais&lt;br /&gt;profundas: concentração de capital e sobreproduções localizadas reforço do domínio do&lt;br /&gt;capitalismo financeiro face à economia real; especulação e desregulação dos mercados&lt;br /&gt;financeiros. Num contexto de aumento das desigualdades na distribuição da riqueza e de&lt;br /&gt;perigosos desequilíbrios globais, regista-se a perda de preponderância de antigos centros e&lt;br /&gt;espaços de produção e a afirmação crescente da importância e do papel dos grandes países ou&lt;br /&gt;blocos emergentes, como a China, a Índia e o Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Em 2008/2009 só a intervenção dos Estados com sucessivas injecções de dinheiro (dos&lt;br /&gt;orçamentos dos estados, do povo) ao sector financeiro evitou o colapso. Em 2010 e 2011 houve&lt;br /&gt;retoma económica à escala global, mas manteve-se o desemprego elevado (que aliás cresceu em&lt;br /&gt;muitos países), emergiu a crise da “dívida soberana” na Europa, a instabilidade financeira e o&lt;br /&gt;agravamento dos desequilíbrios globais. As perspectivas para 2012 são de grande incerteza e&lt;br /&gt;preocupação com a desaceleração global do crescimento e riscos fortes de recessão na zona&lt;br /&gt;euro.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;Os países em desenvolvimento saíram reforçados da recessão, enquanto muitos países&lt;br /&gt;desenvolvidos acumularam pesadas dívidas. Ainda que afectados pela crise, muitos deles, em&lt;br /&gt;diferentes regiões do globo, souberam implementar políticas e medidas que impediram que os&lt;br /&gt;povos e a economia sofressem os seus efeitos mais devastadores. Acentuou-se a contradição&lt;br /&gt;entre este poder económico e um sistema de regulação que reflecte, no fundamental, no plano&lt;br /&gt;político formal, a distribuição do poder existente no fim da 2ª Guerra Mundial, completamente&lt;br /&gt;desfasado do panorama actual. A regulação global não correspondeu a promessas expressas no&lt;br /&gt;início da grande recessão. O mundo continua à mercê de crises provocadas pela especulação&lt;br /&gt;financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;No plano político, a vitória de Obama (Nov. 2008) não só não correspondeu às expectativas dos&lt;br /&gt;optimistas que esperavam mudanças positivas, como originou um sentimento de frustração face&lt;br /&gt;a naturais expectativas de sectores sociais decisivos para a sua eleição que viam no processo a&lt;br /&gt;possibilidade de se abrir um novo ciclo. Se houve passos pontuais positivos (como a não&lt;br /&gt;instalação de um escudo antimíssil no Leste europeu) também houve continuidades nas políticas&lt;br /&gt;belicistas recuos e cedências aos republicanos e ao grande poder económico e financeiro, e o&lt;br /&gt;não cumprimento de promessas como o encerramento da prisão de Guantánamo ou contradições&lt;br /&gt;4 (como no processo relativo à independência da Palestina), ou atitudes de afrontamento à&lt;br /&gt;comunidade mundial como a retirada da UNESCO. A retirada de tropas americanas do Iraque&lt;br /&gt;(final de 2011) evidencia que não é possível replicar hoje os modelos coloniais do passado. O&lt;br /&gt;“imperialismo Norte-americano” mantém-se ofensivo, mas são evidentes fragilidades e perdas&lt;br /&gt;do seu poder.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;A insegurança e o terrorismo continuaram a ser usados como pretextos para promover agressões&lt;br /&gt;e ingerências fazer regredir os direitos humanos e o Estado de direito. A Cimeira da NATO (em&lt;br /&gt;Lisboa, Nov. 2010) adoptou o chamado novo “conceito estratégico” o qual representa um&lt;br /&gt;perigoso passo da ofensiva militarista. Mantiveram-se ameaças globais como o terrorismo, com&lt;br /&gt;perigosos desenvolvimentos. Aumentaram as tensões e conflitos em várias regiões do globo,&lt;br /&gt;com destaque para o Médio-Oriente, o Afeganistão, o Iraque e a Líbia, com uma intervenção&lt;br /&gt;militar (2011), que a CGTP-IN condenou, manteve-se o bloqueio a Cuba, a ocupação da&lt;br /&gt;Palestina por Israel e do Sara Ocidental por Marrocos e prosseguem ingerências em países&lt;br /&gt;soberanos. No Norte de África e no Médio Oriente eclodiram fortes movimentos de protesto,&lt;br /&gt;que conduziram a alterações no poder, se bem que desenvolvimentos ulteriores, complexos e&lt;br /&gt;contraditórios, não permitam, ainda, concluir do real alcance e sentido de vários desses&lt;br /&gt;processos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;br /&gt;O desemprego é hoje uma das maiores ameaças à escala mundial. Apesar da recessão ter&lt;br /&gt;provocado mais 30 milhões de desempregados, a sua redução continua a não ser considerada&lt;br /&gt;como a maior das prioridades. Apesar da generalidade dos trabalhadores serem afectados, a&lt;br /&gt;crise de emprego tem maiores impactos nalgumas regiões incluindo os países desenvolvidos e o&lt;br /&gt;Norte de África e afecta, de forma desproporcionada e grave, os jovens.&lt;br /&gt;A promessa feita em 2000 de alcançar avanços substanciais em oito domínios essenciais (os&lt;br /&gt;Objectivos de Desenvolvimento do Milénio), incluindo a redução para metade da pobreza, a&lt;br /&gt;educação primária universal, a saúde materna e a redução da mortalidade infantil, teve mais&lt;br /&gt;recuos que avanços, existindo uma elevada probabilidade de não serem conseguidos até 2015.&lt;br /&gt;Uma das maiores ameaças globais respeita à mudança climática. Este período foi marcado quer&lt;br /&gt;por desastres ecológicos (como a explosão em 2010 da plataforma petrolífera da BP no Golfe do&lt;br /&gt;México), quer por desastres naturais (Fukushima em 2011, cheias, ciclones, etc.). As Cimeiras&lt;br /&gt;realizadas (Copenhaga em 2009, Cancún em 2010, Durban em 2011), com vista a alcançar um&lt;br /&gt;novo acordo que substitua o Protocolo de Quioto, falharam no essencial.&lt;br /&gt;Uma parte muito significativa da humanidade continua a viver com recursos muito limitados ou&lt;br /&gt;é vítima da fome. A crise que emergiu em 2008 e a subida dos preços dos produtos agrícolas,&lt;br /&gt;com picos em 2008 e no início de 2011, tiveram forte impacto negativo. Em 2015 haverá ainda&lt;br /&gt;cerca de 920 milhões de pessoas que viverão em pobreza (menos de 1,25 dólares por dia),&lt;br /&gt;segundo a ONU. As desigualdades tendem a acentuar-se, assim como a injustiça na distribuição&lt;br /&gt;da riqueza e a dificuldade de acesso a bens essenciais apesar de haver hoje uma maior&lt;br /&gt;consciência global das suas causas e dos seus responsáveis.&lt;br /&gt;Esta situação global tem merecido uma resposta de resistência e luta por parte dos trabalhadores&lt;br /&gt;e dos povos. Resistência a invasões, a ocupações, a chantagens e bloqueios que se traduziram&lt;br /&gt;em inúmeras acções sindicais e populares com manifestações, lutas e greves, um pouco por todo&lt;br /&gt;o mundo, incluindo nos EUA (registe-se os extraordinários protestos em Wisconsin, que&lt;br /&gt;constituíram uma das maiores mobilizações das últimas décadas; e o movimento “ocupar Wall&lt;br /&gt;Street”).&lt;br /&gt;1.2 Os caminhos da EU: da reacção tardia à crise global à ameaça de implosão do euro&lt;br /&gt;A União Europeia confirmou-se como pólo avançado da ofensiva neoliberal e teve o período&lt;br /&gt;mais agitado da sua história – repleto de expressão de contradições, de erradas decisões&lt;br /&gt;políticas, de perigosas afirmações de populismo e domínio da direita e da extrema-direita: viu-se&lt;br /&gt;mergulhada na crise global após a ter ignorado no seu início; passou duma recessão para uma&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;crise da dívida havendo a ilusão de que seria limitada a alguns países (pequenos e da periferia)&lt;br /&gt;quando hoje paira a ameaça de desintegração da zona euro, que a acontecer terá forte impacto a&lt;br /&gt;nível global; aprovou um novo Tratado, à margem dos povos europeus e da sua vontade, num&lt;br /&gt;processo que se arrastou por vários anos e mostrou um crescente distanciamento dos cidadãos&lt;br /&gt;face ao modo como se tem construído a União Europeia; lançou uma “nova governação&lt;br /&gt;económica” em que se aprofunda a perda de soberania dos países e os dos povos; revelou a falta&lt;br /&gt;de cooperação e solidariedade entre os países com o domínio de estereótipos e posições por&lt;br /&gt;vezes até de carácter xenófobo que rotulam povos do centro-norte da Europa como “virtuosos”&lt;br /&gt;face a países do Sul “gastadores”; fez progredir as forças políticas mais conservadoras na&lt;br /&gt;generalidade das eleições realizadas; atacou pilares fundamentais do Estado-social, em que os&lt;br /&gt;salários e os direitos no trabalho são cada vez mais atacados considerados como meros factores&lt;br /&gt;de ajustamento.&lt;br /&gt;Na União Europeia, a crise veio revelar quão frágil e contraditório é o modelo e as opções&lt;br /&gt;assumidas na construção europeia e quão hipócritas são as considerações e objectivos que,&lt;br /&gt;frequentemente, constam dos preâmbulos e articulado dos tratados e de declarações solenes.&lt;br /&gt;Coesão económica e social, evolução social no progresso, dimensão social do mercado interno&lt;br /&gt;tornaram-se expressões carentes de sentido, nomeadamente, quando países como Portugal,&lt;br /&gt;Grécia, Irlanda e outros são submetidos a pressões, ingerências e chantagens inaceitáveis.&lt;br /&gt;Mas este processo não é linear nem isento de contradições. Neste mesmo período houve&lt;br /&gt;também uma luta social intensa, os sindicatos tiveram uma intervenção activa com a realização&lt;br /&gt;de greves gerais e outras lutas de grande dimensão e emergiram novos movimentos de protesto,&lt;br /&gt;essencialmente no plano social.&lt;br /&gt;No plano político, a Europa é hoje dominada pelas forças políticas de direita e da extremadireita&lt;br /&gt;e por forte influência conservadora e neoliberal no plano económico, social e cultural,&lt;br /&gt;quer nas instituições europeias, quer ao nível dos países: novo Parlamento Europeu com maior&lt;br /&gt;peso dos partidos de direita (Junho 2009); reeleição de Durão Barroso à frente da Comissão&lt;br /&gt;Europeia (Set. 2009); forte progressão dos partidos de direita e em alguns casos da extremadireita&lt;br /&gt;nas eleições em vários países (como: Reino Unido, Portugal, Espanha, Finlândia,&lt;br /&gt;Suécia), enquanto noutros foram formados abertamente governos de tecnocratas (Itália e&lt;br /&gt;Grécia); os partidos sociais democratas e socialistas, em geral, estão fora dos governos.&lt;br /&gt;A entrada em vigor do Tratado da UE (Dez. 2009), após um período de mais de 8 anos de&lt;br /&gt;impasse e de negociações, conduziu a alterações na arquitectura institucional, mas os grandes&lt;br /&gt;problemas institucionais e o necessário reequilíbrio de relações de forças continuam por&lt;br /&gt;resolver, tendo-se acentuado o centralismo, com transferência de competências para as&lt;br /&gt;instituições da UE em vários domínios e perda de soberania dos Estados a favor das grandes&lt;br /&gt;potências. O Conselho Europeu que passou, em consequência da aprovação do Tratado, a ser&lt;br /&gt;presidido por Van Rompuy, nomeou um alto representante para os negócios estrangeiros e a&lt;br /&gt;política de segurança (Catherine Ashton).&lt;br /&gt;Foram, porém, os temas económicos (em si mesmos condicionados pelo financeirismo) que&lt;br /&gt;dominaram todo este período. A UE reagiu muito tarde à recessão e só em Dezembro de 2008&lt;br /&gt;aprovou um insuficiente plano de relançamento económico. Tal posição teve consequências&lt;br /&gt;negativas e contribuiu para que a generalidade dos países também respondesse tardiamente. Esta&lt;br /&gt;intervenção determinou um agravamento dos défices e da dívida pública nos países da UE. Mas&lt;br /&gt;não foi este agravamento em si que originou a crise da dívida, iniciada na Grécia (Nov. 2009),&lt;br /&gt;mas antes o modo como as autoridades europeias a enfrentaram permitindo e alimentando a&lt;br /&gt;especulação, em benefício do grande capital financeiro, de grandes interesses económicos e das&lt;br /&gt;grandes potências, com destaque para a Alemanha – e os condicionalismos colocados aos países&lt;br /&gt;– a que se juntou a chantagem dos mercados financeiros.&lt;br /&gt;Os programas de “financiamento” da Grécia (2010), Irlanda (2010) e Portugal (2011), com a&lt;br /&gt;subserviência dos governos destes países impostos pelas autoridades europeias e pelo FMI,&lt;br /&gt;traduziram-se em medidas de austeridade brutais, designadamente, cortes nas despesas públicas&lt;br /&gt;e nas prestações sociais, reduções salariais, aumento de impostos, ataque aos direitos laborais, à&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;contratação colectiva e aos sindicatos ou seja, recessão económica, empobrecimento, mais&lt;br /&gt;desemprego e pobreza, acompanhadas de uma intensa campanha ideológica, assente na tese das&lt;br /&gt;inevitabilidades, procurando instalar medos e resignação.&lt;br /&gt;Avançaram, ao mesmo tempo, com medidas dirigidas a apertar o controlo orçamental da UE no&lt;br /&gt;contexto da chamada governação económica, cujo pacote global foi aprovado em Setembro de&lt;br /&gt;2011, incluindo o reforço das regras do Pacto de Estabilidade e de Crescimento, a aplicação&lt;br /&gt;quase automática de sanções, e um maior controlo da UE em relação às políticas económicas&lt;br /&gt;nacionais. Este pacote tem profundas implicações políticas (perdas de soberania), económicas&lt;br /&gt;(torna mais difícil o recurso a políticas nacionais para impulsionar o desenvolvimento), sociais&lt;br /&gt;(maior pressão sobre a despesa social) e laborais (pressão sobre os custos laborais e sobre a&lt;br /&gt;legislação de trabalho a pretexto do reforço da competitividade).&lt;br /&gt;As medidas tomadas no sentido de prevenir crises da dívida mostraram-se ineficazes, como a&lt;br /&gt;criação em 2010 do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. A sua inadequação, aliada à&lt;br /&gt;lógica da austeridade, conduziu a recessões nos países mais afectados pela crise e à deterioração&lt;br /&gt;do crescimento a nível global na UE, com perspectivas de nova recessão em 2012. Estes&lt;br /&gt;factores foram agravados pela pressão dos mercados financeiros e, em particular, pela acção das&lt;br /&gt;agências de notação financeira. A crise acentuou-se em meados de 2011 e, nas várias Cimeiras&lt;br /&gt;Europeias, não houve capacidade e muito menos vontade política para a resolver.&lt;br /&gt;No final deste ano (2011) a zona euro encontra-se em sério risco de colapso e quer a situação de&lt;br /&gt;incerteza gerada, quer o possível colapso contribuem para colocam colocar o nosso país numa&lt;br /&gt;situação muito delicada.&lt;br /&gt;A Europa Social foi posta em causa, sobretudo pela aplicação de programas de austeridade que&lt;br /&gt;visaram a redução da despesa social. Não foi, porém, este, o único factor. A Europa tornou-se&lt;br /&gt;menos social em resultado: do aumento da concorrência social, em consequência de decisões do&lt;br /&gt;Tribunal Europeu de Justiça, que fazem prevalecer as liberdades económicas em relação a&lt;br /&gt;direitos dos trabalhadores; da pressão, impulsionada pela Comissão, de aumentar a idade legal&lt;br /&gt;de reforma; da diminuição da protecção no emprego (flexigurança) e da maior precariedade.&lt;br /&gt;Os trabalhadores reagiram com protestos e greves, incluindo greves gerais, com destaque quer&lt;br /&gt;para as lutas desenvolvidas ao nível de países (como a Grécia, Espanha, França, Portugal,&lt;br /&gt;Bélgica e Itália) quer para manifestações europeias promovidas pela CES e nas quais a CGTPIN&lt;br /&gt;participou.&lt;br /&gt;1.3. A situação nacional: da recessão em 2009 ao programa da troika e ao Governo da&lt;br /&gt;direita&lt;br /&gt;No decurso deste período (Fev. 2008 a Jan. 2012) a situação nacional foi progressivamente&lt;br /&gt;dominada pela crise económica profunda e integrada numa crise política e social – que afectou&lt;br /&gt;todos os domínios.&lt;br /&gt;No plano político, sucederam-se três governos. O primeiro Governo do Partido Socialista&lt;br /&gt;(2005-2009) foi seguido por um executivo socialista minoritário (eleições legislativas de Set.&lt;br /&gt;2009), o que reflectiu o seu desgaste face a medidas antipopulares. Veio a demitir-se (Março de&lt;br /&gt;2011) com a rejeição pelo PSD de um novo pacote de austeridade, já no contexto da presente&lt;br /&gt;crise da dívida soberana. Após a realização de eleições legislativas (Junho) e a formação de um&lt;br /&gt;governo PSD/CDS-PP, criou-se uma situação nova no país. A direita passou a controlar o poder&lt;br /&gt;legislativo e executivo. Cavaco Silva foi reeleito como Presidente da República (Jan. 2011). O&lt;br /&gt;PSD foi dominado pela sua corrente mais liberal, na sequência da colocação de Passos Coelho&lt;br /&gt;na sua liderança (Março de 2010).&lt;br /&gt;A crise económica (com aquelas características) dominou todo o período decorrido desde o XI&lt;br /&gt;Congresso. Numa fase inicial (2008-2009), somaram-se aos problemas internos (crescimento&lt;br /&gt;económico débil desde o início da década) as consequências da grande recessão global. As&lt;br /&gt;medidas de resposta à crise, no contexto do plano aprovado na UE no final de 2008, tendo&lt;br /&gt;embora, no imediato, aliviado alguns dos seus efeitos, não impediram uma forte recessão, o&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;agravamento do desemprego e, nalgumas actividades, com destaque para o sector automóvel, o&lt;br /&gt;forte aumento dos trabalhadores com contratos de trabalho suspensos (&quot;lay-offs&quot;).&lt;br /&gt;As medidas de apoio foram dirigidas sobretudo às empresas (apoios ao automóvel, aos têxteis, a&lt;br /&gt;alguns grandes grupos económicos e pontualmente a PMEs), o que, em conjugação com uma&lt;br /&gt;forte evasão fiscal, contribuiu para a deterioração das contas públicas.&lt;br /&gt;Realce-se que as chamadas medidas de combate à crise se centraram, desde o inicio, no apoio ao&lt;br /&gt;sector financeiro e à transferência de buracos resultantes de situações de gestão fraudulenta e&lt;br /&gt;roubo (privados) para dívida do Estado, com situações escandalosas como os custos da&lt;br /&gt;privatização do BPN e outras. Também foram favorecidos os accionistas de grandes grupos&lt;br /&gt;económicos, nomeadamente, de monopólios de prestação de serviços aos portugueses.&lt;br /&gt;Entretanto, os accionistas e os “grandes” gestores do sector financeiro e destes grupos&lt;br /&gt;continuaram a usufruir de grandes lucros e remunerações e, muitos deles, a usar os paraísos&lt;br /&gt;fiscais para não pagar impostos em Portugal.&lt;br /&gt;Criando “cortinas de fumo” e usando desinformação, os poderes político e económico criaram&lt;br /&gt;nos portugueses e portuguesas a ideia (mentirosa) que só o Estado se endividou (para pagar&lt;br /&gt;pensões ou subsídios de desemprego, ou para garantir direitos sociais e pagar salários aos&lt;br /&gt;trabalhadores da Administração Pública) e a maldosa noção de que todos os portugueses&lt;br /&gt;viveram acima das suas possibilidades e daquilo a que tinham direito.&lt;br /&gt;A segunda fase (do início de 2010 até hoje) corresponde ao início e aprofundamento da crise da&lt;br /&gt;dívida na Europa, desencadeada no Outono de 2009 na Grécia (ver 1.2). Durante 2010 foram&lt;br /&gt;aprovados sucessivos programas de austeridade (o primeiro em Março), que agravaram as&lt;br /&gt;condições de vida da maioria da população e que, no plano político, vieram a culminar na&lt;br /&gt;rejeição do PEC III (programa de estabilidade e crescimento) na Assembleia da República,&lt;br /&gt;conduzindo à queda do Governo de José Sócrates e à marcação de eleições antecipadas (5 de&lt;br /&gt;Junho de 2011), donde resultou o Governo da direita PSD/CDS.&lt;br /&gt;Foi neste contexto que Portugal pediu ajuda externa (Abril) e foi estabelecido um “empréstimo”&lt;br /&gt;ao país (Maio). Na sua origem estão, entre outros, programas de austeridade que não resolveram&lt;br /&gt;antes pioraram os problemas; as exigências das autoridades europeias de sempre mais cortes nas&lt;br /&gt;despesas; a chantagem dos mercados financeiros, em particular das agências de notação&lt;br /&gt;financeira; um processo especulativo que se deslocou para os títulos da dívida pública; a&lt;br /&gt;chantagem dos bancos nacionais que declararam não financiar mais o Estado.&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma intervenção activa que se não limitou a denunciar os responsáveis pelo&lt;br /&gt;desastre, tendo apresentado medidas alternativas destinadas a conciliar a redução do défice&lt;br /&gt;público com o crescimento económico e com maior justiça social e fiscal.&lt;br /&gt;O Memorando de Entendimento é um programa de violentos cortes nos direitos e condições de&lt;br /&gt;vida dos trabalhadores, ao povo e ao país. É socialmente injusto, nomeadamente, porque&lt;br /&gt;penaliza classes e grupos sociais sem responsabilidade na crise, e economicamente&lt;br /&gt;contraproducente, pois a recessão agrava a dívida. Esse Memorando, subscrito em Maio, foi&lt;br /&gt;actualizado no final do ano com mais medidas gravosas, sobretudo das que se inscrevem no&lt;br /&gt;Orçamento de Estado para 2012.&lt;br /&gt;Os trabalhadores foram particularmente atingidos: desemprego, corte de salários, redução das&lt;br /&gt;prestações, etc. A Iniciativa para a Competitividade e o Emprego (dez. 2010), ao inserir a&lt;br /&gt;facilitação dos despedimentos por via da redução das indemnizações e um novo ataque ao&lt;br /&gt;direito de contratação colectiva, abriu o caminho para novas e mais graves derivas, como as que&lt;br /&gt;constam do Memorando de Entendimento. Pretendem, objectivamente, facilitar mais os&lt;br /&gt;despedimentos (novos cortes nas indemnizações e mais motivos de despedimento); aumentar a&lt;br /&gt;duração do tempo de trabalho (em mais meia hora por dia) a título gratuito e reduzir dias de&lt;br /&gt;férias e feriados; acentuar a ofensiva contra o direito de contratação colectiva e os salários e&lt;br /&gt;dificultar a emissão da extensão dos contratos colectivos.&lt;br /&gt;Se os direitos dos trabalhadores foram mais atacados na fase final deste período na vigência da&lt;br /&gt;governação de direita, não deixa de ser verdade que, no tempo decorrido entre os Congressos,&lt;br /&gt;8&lt;br /&gt;prevaleceu, com poucas excepções, da parte dos governos e patronato, políticas anti-laborais. A&lt;br /&gt;revisão do Código de Trabalho assinalou negativamente todo o ano de 2008, sobretudo pelo&lt;br /&gt;aprofundamento do ataque à contratação colectiva, com relevo para a caducidade das&lt;br /&gt;convenções colectivas e o princípio da adesão individual dos trabalhadores não sindicalizados a&lt;br /&gt;convenções colectivas.&lt;br /&gt;Os direitos dos trabalhadores não foram postos em causa apenas no sector privado, o mesmo&lt;br /&gt;acontecendo na Administração Pública com as mudanças legislativas, quer no que respeita aos&lt;br /&gt;direitos individuais quer aos direitos colectivos (legislação sobre vínculos, carreiras, contrato de&lt;br /&gt;trabalho em funções públicas, etc.). A diminuição do poder de compra foi mais violenta e&lt;br /&gt;directa na Administração Pública, devido a medidas de congelamentos ou cortes salariais em&lt;br /&gt;2010 e 2011.&lt;br /&gt;A segurança social foi enfraquecida ao longo do período. O regime do subsídio de desemprego&lt;br /&gt;foi revisto para pior (Junho de 2010) e alteraram-se as condições de acesso às prestações sociais&lt;br /&gt;não contributivas (idem), o que causou uma forte quebra no número de beneficiários. Com o&lt;br /&gt;Memorando de Entendimento e com o programa do Governo da direita do PSD-CDS abriu-se&lt;br /&gt;uma fase nova no ataque ao direito de segurança social a favor de concepções assistencialistas,&lt;br /&gt;de esmola pública.&lt;br /&gt;Por outro lado decorrem desses compromissos/interpretações submissas ao Memorando, as&lt;br /&gt;políticas em curso que põem em causa direitos à saúde, ao ensino, bem como outros direitos&lt;br /&gt;sociais fundamentais.&lt;br /&gt;E de forma criminosa, tentam que a juventude se renda à inevitabilidade de viver pior que os&lt;br /&gt;seus pais ou avós e, em nome da interpretação do Memorando, erigido em “interesse do&lt;br /&gt;Estado”, chegam ao descaramento de os incentivar à emigração.&lt;br /&gt;No final deste período, temos assim uma situação muito complexa com riscos de rupturas&lt;br /&gt;diversas na sociedade.&lt;br /&gt;Não foram vencidos problemas estruturais da nossa economia, como a ultrapassagem dum&lt;br /&gt;modelo baseado em baixos salários e em produções de baixo conteúdo tecnológico. A&lt;br /&gt;desindustrialização acentuou-se, houve perdas de competitividade e o défice da balança corrente&lt;br /&gt;manteve-se em níveis insustentáveis. O resultado foi um baixo crescimento económico, mais&lt;br /&gt;desemprego e menor nível de vida.&lt;br /&gt;No plano laboral, os recuos consumados com o Código de Trabalho, o enfraquecimento da&lt;br /&gt;contratação colectiva, o aumento da precariedade e imposição de normas de trabalho mais&lt;br /&gt;flexíveis tornam os trabalhadores mais desprotegidos face ao empregador.&lt;br /&gt;Nas políticas sociais, o enfraquecimento de direitos de Segurança Social, particularmente dos&lt;br /&gt;desempregados e dos beneficiários de prestações sociais não contributivas e a imposição de uma&lt;br /&gt;política populista “de protecção aos pobrezinhos”, em substituição da garantia, com carácter&lt;br /&gt;universalista, dos direitos sociais fundamentais, empobrece aceleradamente a sociedade e tolhe&lt;br /&gt;as possibilidades do seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;Os efeitos convergentes destas políticas económicas, laborais e sociais agravam a informalidade&lt;br /&gt;na economia e no trabalho, num contexto em que a economia clandestina tinha já uma dimensão&lt;br /&gt;perigosa.&lt;br /&gt;Neste contexto, a aplicação de programas de austeridade, agravadas pela acção do Governo da&lt;br /&gt;direita (e com um PSD com uma orientação liberal) gera uma situação perigosa porque, a&lt;br /&gt;austeridade, ao gerar recessão, conduz a mais austeridade num ciclo destrutivo para o tecido&lt;br /&gt;económico e social. O XII Congresso vai pois realizar-se numa situação qualitativamente nova,&lt;br /&gt;pelo que é necessário prosseguir e intensificar a luta contra a política de direita e a enorme&lt;br /&gt;ofensiva patronal, por uma mudança de rumo política, económica e social, que corresponda às&lt;br /&gt;necessidades e anseios dos trabalhadores, do povo e do país.&lt;br /&gt;9&lt;br /&gt;1.4. A intervenção Sindical e a Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras&lt;br /&gt;Face à evolução da situação política, económica e social, os trabalhadores responderam, de&lt;br /&gt;forma determinada, com um significativo aumento de contestação social a aspectos&lt;br /&gt;fundamentais das políticas dos governos, de combate à actuação antidemocrática e oportunista&lt;br /&gt;de grande parte do patronato, agindo em defesa de legítimos e fundamentais direitos laborais e&lt;br /&gt;sociais que são estruturantes da democracia.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, com os seus sindicatos, os seus milhares de activistas e dirigentes sindicais,&lt;br /&gt;assumiu um papel determinante ao conduzir um conjunto de poderosas lutas sindicais a nível&lt;br /&gt;das empresas, dos sectores, das regiões e no plano nacional, em que participaram, de forma&lt;br /&gt;determinada, centenas e centenas de milhar de trabalhadores. A par desta acção, estabeleceu&lt;br /&gt;contactos e reflexões frequentes com os diversos órgãos do poder, com forças políticas, com&lt;br /&gt;inúmeras instituições, designadamente, com organizações e movimentos sociais, donde resultou,&lt;br /&gt;não apenas a sensibilização e apoio às suas propostas, mas também o surgimento de&lt;br /&gt;posicionamentos potenciadores de importantes e indispensáveis alianças sociais. São de destacar&lt;br /&gt;as duas greves gerais (Nov. de 2010 e Nov. de 2011) pelo seu significado, enquanto acções&lt;br /&gt;maiores de uma luta contra a política de austeridade e da afirmação pela construção de&lt;br /&gt;caminhos alternativos para o país, pela adesão verificada nos locais de trabalho dos sectores&lt;br /&gt;público e privado, pela imensa participação nas manifestações e concentrações (34 por todo o&lt;br /&gt;país) realizadas no mesmo dia, no caso da greve geral do passado dia 24 de Novembro 2011, e&lt;br /&gt;pelo apoio expresso pela opinião pública e por sectores políticos e académicos quer a objectivos&lt;br /&gt;centrais da greve geral, quer à determinação e formas de luta dos trabalhadores. Das inúmeras&lt;br /&gt;acções de massa que a CGTP-IN desenvolveu, a todos os níveis da estrutura, e num&lt;br /&gt;extraordinário trabalho de organização, esclarecimento, mobilização e realização de lutas&lt;br /&gt;diversificadas – greves, concentrações, manifestações, etc., ao nível dos locais de trabalho,&lt;br /&gt;sectores, regiões e nacionais, importa salientar: em 2011, realização de lutas diversificadas e&lt;br /&gt;concentrações distritais, na semana de 24 a 29 de Janeiro, “Contra a precariedade e o&lt;br /&gt;desemprego – é hora de mudar! + emprego, salários, direitos” para dar continuidade ao protesto&lt;br /&gt;dos trabalhadores contra as políticas anti-sociais do Governo e exigir melhores condições de&lt;br /&gt;vida e de trabalho; Grande Manifestação Nacional dos trabalhadores dos sectores público e&lt;br /&gt;privado, dos jovens e reformados, no dia 19 de Março, em Lisboa, “Dia Nacional de indignação&lt;br /&gt;e protesto” contra as injustiças e as desigualdades, pela mudança de políticas; a Grande&lt;br /&gt;Manifestação Nacional da Juventude Trabalhadora, no dia 1 de Abril, em Lisboa, assinalando o&lt;br /&gt;Dia Nacional da Juventude, sob o lema “Em Luta! Queremos Trabalho! Exigimos Direitos”; a&lt;br /&gt;Manifestação de 19 de Maio, “Contra a ingerência da U.E. e do FMI”; Jornada Nacional de&lt;br /&gt;Esclarecimento e Mobilização, de 11 a 16 de Julho, designada “Semana de acção, de protesto e&lt;br /&gt;de proposta” com acções diversificadas em todo o país, para denunciar os objectivos do&lt;br /&gt;Governo, divulgar as propostas da CGTP-IN para o país e reclamar novas políticas e um novo&lt;br /&gt;rumo para Portugal; Acção Pública na A.R. no dia 31 de Agosto, para entrega dos pareceres&lt;br /&gt;relativos à proposta de lei nº 2/XII (redução das indemnizações por despedimento); iniciativa&lt;br /&gt;contra as privatizações, no dia 22 de Setembro, em Lisboa, que envolveu trabalhadores,&lt;br /&gt;activistas sindicais e membros de comissões de trabalhadores e camadas da população; no dia 1&lt;br /&gt;de Outubro, data do 41º aniversário da CGTP-IN, foi comemorado com um grande Dia de Luta,&lt;br /&gt;através de duas Concentrações/Manifestações em Lisboa e Porto, “Contra o empobrecimento e&lt;br /&gt;as injustiças – Emprego, Salários, Pensões e Direitos Sociais”; Semana de Luta Nacional, de 20&lt;br /&gt;a 27 de Outubro, com greves, paralisações e acções de rua, contra o desemprego, a destruição&lt;br /&gt;dos direitos laborais e o roubo dos salários, pela defesa dos postos de trabalho e aumento dos&lt;br /&gt;salários; Concentração na A.R. no dia 30 de Novembro, para protestar contra o Orçamento de&lt;br /&gt;Estado aprovado nesse dia pelos partidos que suportam o Governo (PSD e CDS) e o apoio do&lt;br /&gt;PS; Semana de Protesto e Acção contra o aumento do horário de trabalho e o trabalho forçado;&lt;br /&gt;pelo emprego, salários e direitos, que envolveu trabalhadores de todo o país, dos sectores&lt;br /&gt;público e privado, de 12 a 17 de Dezembro.&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;Em 2010, Acção Nacional Descentralizada, que decorreu de Janeiro a Março, sob o lema&lt;br /&gt;“Contra a precariedade e o desemprego – É Hora de Mudar! + Emprego, Salários, Direitos”,&lt;br /&gt;consubstanciada na realização de um conjunto de lutas sectoriais, distritais e de empresa, tendo&lt;br /&gt;como objectivo a resposta aos problemas e reivindicações mais sentidas pelos trabalhadores;&lt;br /&gt;dezenas de outras manifestações tiveram lugar no Continente e nas Regiões Autónomas,&lt;br /&gt;destacando-se no dia 26 de Março a Manifestação da Juventude Trabalhadora, para a A.R, sob o&lt;br /&gt;lema “Geração com Direitos – Garantia de Futuro – Lutamos pela Estabilidade do Emprego –&lt;br /&gt;Salários e Horários Dignos”; Grande Manifestação Nacional dos Trabalhadores da&lt;br /&gt;Administração Pública, do Sector Privado e das camadas da população vítimas de políticas&lt;br /&gt;injustas, realizada em 29 de Maio, para exigir “Um Novo Rumo, com a Luta de quem&lt;br /&gt;Trabalha”; Dia Nacional de Protesto e Luta, a 8 de Julho, “Contra o desemprego e a&lt;br /&gt;precariedade” com greves, paralisações de trabalho e manifestações na rua, teve também uma&lt;br /&gt;grande expressão de massas em todos os distritos do país; Grande Jornada de Luta – pelo&lt;br /&gt;Emprego, Salários, Serviços Públicos; contra o desemprego e as injustiças – efectuada em 29 de&lt;br /&gt;Setembro, integrada na luta europeia convocada pela Confederação Europeia de Sindicatos (Dia&lt;br /&gt;Europeu de Acção), mas com os objectivos próprios da luta nacional, com realização de greves&lt;br /&gt;e paralisações dos sectores privado e público e duas grandes concentrações de trabalhadores em&lt;br /&gt;Lisboa e Porto.&lt;br /&gt;Em 2009, Grande Manifestação Nacional de 13 de Março de 2009, em Lisboa, que sob o lema&lt;br /&gt;“Mudar de Rumo, Mais Emprego, Salários e Direitos”, fez convergir os trabalhadores do sector&lt;br /&gt;privado e da Administração Pública, numa extraordinária demonstração de força do movimento&lt;br /&gt;sindical para continuar a luta em defesa dos direitos sociais dos trabalhadores; Tribunas&lt;br /&gt;Públicas realizadas em vários Distritos, sob o lema “Mudar de Rumo: Emprego com Direitos”,&lt;br /&gt;de 2 a 8 de Abril; iniciativas realizadas em empresas (plenários de trabalhadores) e diversas&lt;br /&gt;localidades, na semana de 3 a 8 de Outubro, inseridas no âmbito da Jornada Mundial pelo&lt;br /&gt;Trabalho Digno convocada pela CSI.&lt;br /&gt;Em 2008, a Jornada de Aviso Geral, com Manifestações no Porto e em Lisboa, em 16 e 17 de&lt;br /&gt;Abril, respectivamente, contra a revisão do código do trabalho e das leis laborais na&lt;br /&gt;administração pública, por mais salários e contra a precariedade; Manifestação Nacional em&lt;br /&gt;Lisboa, no dia 5 de Junho, “Não a esta revisão das leis laborais! Vida e trabalho digno para&lt;br /&gt;todos”; Acção Geral de Protesto e Luta, no dia 28 de Junho, com concentrações em diversas&lt;br /&gt;localidades do país, pelo aumento dos salários e das pensões, contra a revisão das leis laborais e&lt;br /&gt;a carestia de vida; Cordão Humano, efectuado no dia 10 de Setembro, entre a sede da CGTP-IN&lt;br /&gt;e a A.R., para entrega dos pareceres sobre a revisão das leis laborais (proposta de lei nº 216/X&lt;br /&gt;que revê o código do trabalho); o dia nacional de luta de 1 de Outubro, por “Melhores salários,&lt;br /&gt;emprego sem precariedade, contra a alteração das leis laborais”; realização de Tribunas Públicas&lt;br /&gt;na semana de 6 a 10 de Outubro, em vários Distritos do país, inseridas no âmbito da Jornada&lt;br /&gt;Mundial pelo Trabalho Digno, convocada pela Confederação Sindical Internacional (CSI); o&lt;br /&gt;desfile nacional de dirigentes e activistas sindicais, junto da Assembleia da República, a 6 de&lt;br /&gt;Novembro, (aquando da votação do Código de Trabalho).&lt;br /&gt;As comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio, foram realizadas sempre numa perspectiva de&lt;br /&gt;luta, pela defesa dos ideais e direitos que aquelas datas simbolizam e, por isso, constituíram&lt;br /&gt;momentos altos da mobilização dos trabalhadores dos sectores privado e público, para&lt;br /&gt;afirmarem o seu descontentamento, indignação e protesto face à injustiça das políticas seguidas&lt;br /&gt;e num apoio inequívoco às reivindicações e propostas da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Particular destaque é justificado relativamente às duas extraordinárias Greves Gerais, realizadas&lt;br /&gt;em 24 de Novembro de 2010 e, na mesma data, em 2011. A greve geral de 2010 culminou um&lt;br /&gt;ano de intensas lutas, constituindo um grande êxito, não apenas porque nela estiveram&lt;br /&gt;envolvidos mais de 3 milhões de trabalhadores, mas sobretudo porque a partir desta grandiosa&lt;br /&gt;acção de massas foram potenciadas futuras movimentações políticas e sociais, que haveriam de&lt;br /&gt;conduzir à demissão do Governo do PS/Sócrates. Quanto à greve geral de 2011, convocada&lt;br /&gt;contra o pacto de agressão do Governo PSD/CDS, em defesa do sector produtivo, da&lt;br /&gt;valorização do trabalho, pela construção do futuro com direitos, pela defesa da Democracia e&lt;br /&gt;11&lt;br /&gt;salvaguarda da Soberania Nacional, a extraordinária adesão dos trabalhadores superou a greve&lt;br /&gt;geral do ano passado em número de trabalhadores e de empresas totalmente paralisadas. Obteve&lt;br /&gt;adesões excepcionais em todo o país, seja no Continente seja nas Regiões Autónomas; abrangeu&lt;br /&gt;todos os sectores da administração pública central, regional e local e a generalidade das&lt;br /&gt;actividades do sector privado; foi transversal a homens e mulheres, aos jovens, aos&lt;br /&gt;trabalhadores com vínculo efectivo e com vínculo precário, ficando para sempre assinalada&lt;br /&gt;como um marco notável dos trabalhadores portugueses em defesa dos direitos e condições de&lt;br /&gt;vida dignas para o presente, mas também para o futuro das novas gerações.&lt;br /&gt;Apesar das chantagens e arbitrariedades de algumas entidades patronais e o Governo ter&lt;br /&gt;recorrido a meios ilegais para tentar impedir os trabalhadores de exercerem o direito de greve,&lt;br /&gt;nomeadamente através dos denominados “serviços mínimos” nas empresas de transportes, esta&lt;br /&gt;alcançou pleno êxito em todas as suas dimensões. Nem a utilização das forças de segurança,&lt;br /&gt;visando criar um clima de intimidação e impedir a presença e acção dos piquetes de greve em&lt;br /&gt;algumas empresas, o que revela a natureza autoritária e repressiva do actual Governo do PSDCDS,&lt;br /&gt;fez recuar os trabalhadores perante tais práticas antidemocráticas. Regista-se, por outro&lt;br /&gt;lado, a forma como os trabalhadores e outras camadas da população responderam com&lt;br /&gt;entusiasmo à decisão da CGTP-IN de convocar concentrações e manifestações, em 35 distritos e&lt;br /&gt;localidades de todo o País, do Continente e das Regiões Autónomas. Sendo o objectivo destas&lt;br /&gt;iniciativas dar visibilidade à greve geral, mostrando nas ruas a força organizada dos&lt;br /&gt;trabalhadores em luta, muitas dezenas de milhares de trabalhadores compareceram nestas acções&lt;br /&gt;espalhadas por todo o País, a que se juntaram desempregados, reformados e estudantes,&lt;br /&gt;mostrando a todo o país a grandiosidade da luta que neste dia foi realizada, ao mesmo tempo&lt;br /&gt;que possibilitou redobrar a denúncia e o protesto, reafirmar as propostas da CGTP-IN e alargar a&lt;br /&gt;compreensão e disponibilidade para as lutas futuras&lt;br /&gt;O balanço efectuado da magnífica participação dos trabalhadores nas greves gerais mostra que&lt;br /&gt;o movimento sindical realizou importantes avanços qualitativos no plano da organização, da&lt;br /&gt;unidade e da solidariedade entre os trabalhadores. Estas lutas, no seguimento das anteriores,&lt;br /&gt;deram importantes indicações de que com coragem, firmeza e determinação é possível&lt;br /&gt;prosseguir a luta de massas, alcançar os nossos objectivos e abrir um novo caminho de Futuro&lt;br /&gt;para Portugal.&lt;br /&gt;No quadro da revisão do Código de Trabalho, a CGTP-IN desenvolveu um trabalho intenso,&lt;br /&gt;cujo processo dominou todo o ano de 2008. A CGTP-IN visou não apenas impedir a redução&lt;br /&gt;dos direitos, mas também corrigir os aspectos mais gravosos do Código de Trabalho de 2003,&lt;br /&gt;sobretudo no que respeita à contratação colectiva, bem como consagrar a melhoria dos direitos&lt;br /&gt;dos trabalhadores na lei. Embora os objectivos propostos não tenham sido atingidos, a CGTP-IN&lt;br /&gt;viu a sua argumentação reforçar-se na sociedade, engrossando a resistência necessária para o&lt;br /&gt;futuro. E, apesar de não impedir uma revisão gravosa do Código: foi pedida a fiscalização da&lt;br /&gt;constitucionalidade de algumas dessas normas por partidos políticos e por alguns deputados;&lt;br /&gt;sendo declarada inconstitucional a norma do período experimental de 180 dias para os&lt;br /&gt;trabalhadores indiferenciados.&lt;br /&gt;Perante este cenário, em 2008, a intervenção sindical foi abrangente envolvendo: para além da&lt;br /&gt;participação na concertação social; a realização de acções de protesto supra mencionadas (5 de&lt;br /&gt;Junho, 1 de Outubro, 6 de Novembro); a acção legal, tendo sido apresentadas duas queixas na&lt;br /&gt;OIT por violação da convenção nº 87 sobre a liberdade sindical e a protecção do direito sindical;&lt;br /&gt;a pressão para que normas gravosas fossem sujeitas à apreciação da sua constitucionalidade.&lt;br /&gt;Toda esta ampla e rica intervenção sindical, desenvolvida num contexto político, económico e&lt;br /&gt;social muito difícil, colocou e coloca ao movimento sindical a necessidade de constante e&lt;br /&gt;aprofundada análise sobre a definição das suas propostas, reivindicações e objectivos imediatos&lt;br /&gt;e estratégicos, bem como a condução eficaz de cada luta.&lt;br /&gt;No plano sectorial são de salientar a acção na contratação colectiva, abrangendo igualmente&lt;br /&gt;empresas, e a Administração Pública. Apesar de mais difícil, os sindicatos não deixaram de&lt;br /&gt;exercer o direito de contratação colectiva e de obter pela negociação, pela mobilização e pela&lt;br /&gt;12&lt;br /&gt;luta aumentos de salários e melhorias nas convenções. No plano salarial há igualmente a&lt;br /&gt;sublinhar a luta pelo aumento do salário mínimo, exigindo a aplicação integral do Acordo&lt;br /&gt;estabelecido em 2006, o que apenas não foi conseguido em 2011.&lt;br /&gt;Na Administração Pública houve uma intervenção intensa tendo em conta a resposta às medidas&lt;br /&gt;restritivas impostas no domínio salarial, nas carreiras profissionais, no emprego, na Segurança&lt;br /&gt;Social e na negociação colectiva. Esta intervenção, por vezes difícil e com novos e complexos&lt;br /&gt;desafios à capacidade de contacto com os trabalhadores e acção e aos objectivos estratégicos&lt;br /&gt;dos sindicatos do sector, foi articulada com a defesa de serviços públicos de qualidade, sendo de&lt;br /&gt;referir o importante Encontro sobre Estado, Administração Pública e Direitos Sociais, realizada&lt;br /&gt;em Lisboa, em 3 de Nov. de 2011. Em toda esta acção estiveram envolvidos trabalhadores no&lt;br /&gt;âmbito da administração central, regional e local e em grupos profissionais, com destaque nestes&lt;br /&gt;para as grandes manifestações realizadas pelos professores (Março e Novembro de 2008). O&lt;br /&gt;acordo alcançado neste sector (Jan. 2010) sobre a avaliação traduz um resultado positivo das&lt;br /&gt;lutas efectuadas, embora transitório e com contradições face à actual situação política.&lt;br /&gt;No plano das empresas, onde não param de aumentar as dificuldades de desenvolvimento da&lt;br /&gt;actividade sindical, o trabalho sindical teve uma forte incidência na melhoria dos salários e das&lt;br /&gt;condições de trabalho, na salvaguarda do emprego e na passagem a efectivos de trabalhadores&lt;br /&gt;com vínculos precários, bem como nas tarefas de organização.&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma intervenção muito activa na apresentação de propostas, de reivindicações,&lt;br /&gt;na realização de iniciativas de carácter muito diverso (incluindo uma petição sobre o fim dos&lt;br /&gt;paraísos fiscais) direccionadas para novas políticas, debates especializados com a participação&lt;br /&gt;de destacados juristas, economistas, personalidades da vida social e política de várias áreas, e&lt;br /&gt;encabeçou fortes protestos sociais. São ainda de destacar nas iniciativas levadas a cabo, a V&lt;br /&gt;Conferência sobre a Igualdade entre Mulheres e Homens (Maio de 2009) e a Conferência sobre&lt;br /&gt;Diálogo Social e a Negociação Colectiva (Setembro 2009).&lt;br /&gt;Ficou reconfirmado que os sindicatos e o sindicalismo, com as suas propostas e a sua acção,&lt;br /&gt;continuarão a ser uma fonte de esperança e de confiança, obreiros indispensáveis da resistência&lt;br /&gt;ao neoliberalismo e às violências da crise e das contradições insanáveis do capitalismo, de&lt;br /&gt;defesa da democracia, de construção de políticas e caminhos alternativos.&lt;br /&gt;Os sindicatos são um importante instrumento de todos os trabalhadores e trabalhadoras e, em&lt;br /&gt;particular, dos mais jovens, para a transformação social, para a construção de um futuro melhor&lt;br /&gt;com mais progresso e justiça social.&lt;br /&gt;2. BLOQUEIOS AO DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL&lt;br /&gt;2.1. No Desenvolvimento Económico&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma preocupação constante de articulação das reivindicações laborais e sociais&lt;br /&gt;com a defesa do desenvolvimento económico, social e ambientalmente sustentável. Podem&lt;br /&gt;distinguir-se três fases na evolução económica, as quais balizaram a intervenção sindical.&lt;br /&gt;A primeira corresponde ao período entre 2008 e o fim de 2009. O país acumulou nesta fase as&lt;br /&gt;consequências de políticas que prolongaram a tendência de baixo crescimento ou estagnação&lt;br /&gt;económica, que remonta ao início da década e se traduziu num elevado desemprego, com o&lt;br /&gt;impacto da crise global de 2008-2009. O Governo começou por negar a crise económica, a&lt;br /&gt;exemplo do que sucedeu ao nível da UE, e só interveio no final de 2009 com medidas que se&lt;br /&gt;dirigiram sobretudo às empresas (como foi o caso do plano de apoio ao sector automóvel em&lt;br /&gt;Dezembro de 2008). Destacam-se as irregularidades no sistema bancário (casos do BPP,&lt;br /&gt;nacionalização do BPN, fraudes no BCP) que acabaram por ser suportadas com o dinheiro dos&lt;br /&gt;contribuintes.&lt;br /&gt;Em 2009, a situação económica degradou-se, o desemprego agravou-se e dispararam os&lt;br /&gt;processos de suspensão de contratos de trabalho, sobretudo em empresas da indústria&lt;br /&gt;automóvel. A CGTP-IN entreviu com acções de massas e com propostas para responder aos&lt;br /&gt;13&lt;br /&gt;problemas económicos e sociais sendo de realçar: a apresentação de uma proposta para minorar&lt;br /&gt;os custos dos encargos com os empréstimos á habitação para as famílias de menores&lt;br /&gt;rendimentos (Julho de 2008); a apresentação de propostas na concertação social no âmbito das&lt;br /&gt;medidas de combate à crise; o lançamento de uma petição sobre o fim dos paraísos fiscais&lt;br /&gt;(Junho de 2009); a intervenção a nível dos sectores e de empresas, em particular das empresas&lt;br /&gt;com processos de suspensão de contratos de trabalho; a exigência do alargamento das medidas&lt;br /&gt;de apoio aos desempregados.&lt;br /&gt;A segunda fase corresponde ao início da crise da dívida soberana, no período decorrido até ao&lt;br /&gt;pedido de intervenção externa (início de 2010 a Abril de 2011). Este período foi marcado pelos&lt;br /&gt;Programas de Estabilidade e de Crescimento com pacotes de austeridade sucessivos entre Março&lt;br /&gt;de 2010 e Março de 2011. A CGTP-IN denunciou estes programas por serem profundamente&lt;br /&gt;injustos, fazendo recair o grosso dos sacrifícios sobre os trabalhadores, os pensionistas e os&lt;br /&gt;grupos sociais mais desfavorecidos, como os beneficiários de prestações sociais não&lt;br /&gt;contributivas. Aliou essa denúncia com a apresentação de propostas para superar a crise. Desde&lt;br /&gt;o início (PEC de Março de 2010) definiu três eixos principais: a conciliação entre uma redução&lt;br /&gt;realista do défice público com o desenvolvimento e o crescimento sustentável, fixando prazos&lt;br /&gt;suficientemente amplos; o corte de despesas desnecessárias, a eliminação de desperdícios e a&lt;br /&gt;adequada utilização de recursos públicos; o aumento das receitas do Estado através da redução&lt;br /&gt;do nível da fraude e de evasão fiscal e contributiva e de mais justiça fiscal, através de uma&lt;br /&gt;tributação mais progressiva.&lt;br /&gt;A CGTP-IN defendeu que os apoios aos desempregados e às famílias no contexto das medidas&lt;br /&gt;de combate à recessão de 2008-2009 deviam ser mantidos pois a crise não tinha terminado no&lt;br /&gt;país; contestou a política de mais privatizações alertando para a perda de instrumentos&lt;br /&gt;necessários a uma política de desenvolvimento económico; defendeu a melhoria do poder de&lt;br /&gt;compra dos salários e das pensões para dinamizar a procura interna, criar empregos e&lt;br /&gt;desenvolver o país.&lt;br /&gt;Esta fase culminou na demissão do Governo socialista, no pedido de ajuda externa e na&lt;br /&gt;convocação de eleições antecipadas. A CGTP-IN apresentou uma proposta alternativa, em que&lt;br /&gt;defendeu nomeadamente a redução da dívida num prazo longo, denunciou uma “ajuda” que&lt;br /&gt;beneficia os credores (que se financiam a juros irrisórios e emprestam a juros altos) e alertou&lt;br /&gt;contra o risco de rupturas sociais.&lt;br /&gt;O período que se iniciou com o Governo de direita prolongou e agravou a política de&lt;br /&gt;austeridade, a qual está a mergulhar o país na pior crise vivida desde o 25 de Abril. O Programa&lt;br /&gt;e a acção governativa do Governo PSD-CDS/PP integrou, completou e aprofundou o Acordo&lt;br /&gt;com a troika: reforço da austeridade, forte ataque aos direitos dos trabalhadores, subversão da&lt;br /&gt;segurança social, profunda transformação do Estado e das suas funções nas esferas social e&lt;br /&gt;económica. O país denunciou o sério risco da entrada do pai num ciclo destrutivo de&lt;br /&gt;austeridade, recessão, deterioração orçamental e maior austeridade e exigiu uma renegociação&lt;br /&gt;do acordo com a troika, insistindo no alargamento do prazo para a redução do défice público, na&lt;br /&gt;redução da taxa de juro cobrada e em medidas de estímulo à economia.&lt;br /&gt;2.2. A Estrutura do Estado, os Serviços Públicos e a Administração Pública&lt;br /&gt;Num a altura em que os serviços públicos e a administração pública estão a ser alvo de uma&lt;br /&gt;ofensiva sem precedentes, a CGTP-IN juntamente com as estruturas sindicais da Administração&lt;br /&gt;Pública desenvolveu uma acção de mobilização de massas e denúncia junto da opinião pública&lt;br /&gt;das opções dos governos PS e, na fase actual, do governo PSD\CDS-PP. Foi neste quadro que se&lt;br /&gt;realizou em 3 de Novembro de 2011, a Conferência sobre Serviços Públicos, na qual se apontou&lt;br /&gt;para a necessidade de salvaguarda das Funções Sociais e dos Serviços Públicos. A importância&lt;br /&gt;de Funções Sociais e Serviços Públicos de acesso universal, gratuitos e de qualidade, prestados&lt;br /&gt;pelo Estado e por trabalhadores ao seu serviço, com vínculos estáveis que garantam a&lt;br /&gt;independência e o cumprimento dos objectivos para os quais foram criados, de servir e garantir&lt;br /&gt;14&lt;br /&gt;aos trabalhadores e a toda a população o acesso à Saúde, à Educação, à Protecção Social, à&lt;br /&gt;Justiça e, entre outros, de um Poder Local de proximidade com, são princípios para os quais a&lt;br /&gt;acção da CGTP-IN se direcciona.&lt;br /&gt;O processo de degradação e ataque aos Serviços Públicos e à Administração Pública&lt;br /&gt;intensificado ao longo dos últimos anos, assume uma nova dimensão com a assinatura do&lt;br /&gt;chamado “Memorando de Entendimento” que assenta numa redução brutal das despesas do&lt;br /&gt;Estado com implicações directas para os trabalhadores do Estado, para os utentes e para o país,&lt;br /&gt;e visa transformar direitos sociais em negócio dos detentores dos grandes grupos económicos e&lt;br /&gt;financeiros. A concretizarem-se tais medidas, conjuntamente com as restantes opções políticas&lt;br /&gt;do actual governo, estaríamos perante uma reconfiguração do Estado que o colocaria em&lt;br /&gt;definitivo como instrumento vocacionado em exclusivo para garantir o poder dos grandes&lt;br /&gt;grupos económicos e financeiros, afastando da esfera publica a provisão de quaisquer bens e&lt;br /&gt;serviços, pondo em causa as principais conquistas de Abril. Seria um Estado mínimo para os&lt;br /&gt;trabalhadores e generalidade da população e um Estado máximo para a protecção do capital e de&lt;br /&gt;quem o detém, ou seja, a população mais rica.&lt;br /&gt;Para além da extinção de serviços, do encerramento de escolas, da retirada, redução e/ou&lt;br /&gt;encerramento de unidades de saúde, os últimos quatro anos foram marcados pela aplicação do&lt;br /&gt;PRACE (agora denominado PREMAC), da Lei de Vínculos Carreiras e Remunerações e do&lt;br /&gt;Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas, que vieram degradar ainda mais as&lt;br /&gt;condições de trabalho, introduziram a instabilidade e desregulamentação de horários e&lt;br /&gt;aceleraram as condições para os despedimentos e redução de efectivos no Estado. Os&lt;br /&gt;trabalhadores da Administração Pública foram alvo de uma acentuada redução do poder de&lt;br /&gt;compra, quer pelo corte dos salários, quer pelo seu congelamento (conforme o vencimento&lt;br /&gt;auferido) que, se situou entre 8% e 15% ao longo dos últimos dez anos.&lt;br /&gt;Ao nível da Administração Local, está em curso um programa que visa reconfigurar toda a&lt;br /&gt;estrutura do poder local, com a intenção de reduzir Freguesias e Autarquias, a par do seu&lt;br /&gt;estrangulamento financeiro, ao mesmo tempo que são transferidas mais responsabilidades para a&lt;br /&gt;esfera local.&lt;br /&gt;Entre as inúmeras acções desenvolvidas pela CGTP-IN e pelas Federações e Sindicatos que&lt;br /&gt;representam os trabalhadores da Administração Pública, destacam-se a participação nas Greves&lt;br /&gt;Gerais de 24 de Novembro de 2010 e 2011, bem como nas acções de Greve de toda a&lt;br /&gt;Administração Pública e nas paralisações sectoriais; a mobilização para as Manifestações&lt;br /&gt;nacionais, bem como para as desenvolvidas pela Administração Pública e suas estruturas&lt;br /&gt;sindicais ao nível geral e sectorial, onde se destaca: em 2008 – Março – Manifestação Nacional&lt;br /&gt;de Professores, do STAL e a Greve na Administração Pública; Agosto – Manifestação Nacional&lt;br /&gt;de Professores; em 2009 – Janeiro – Greve dos Professores; Maio – manifestação Nacional de&lt;br /&gt;Enfermeiros; em 2010 – Fevereiro – Manifestação da Administração Pública; Março e Junho –&lt;br /&gt;Greve da Administração Pública; em 2011 – Dezembro – Manifestação da Administração&lt;br /&gt;Pública.&lt;br /&gt;A intenção de continuar o processo de privatização das mais importantes e rentáveis empresas&lt;br /&gt;do Estado, que se destacam pela prestação de Serviços Públicos fundamentais, desde os&lt;br /&gt;transportes, à informação e, entre outros, na área da energia, para além de se revelar desastrosa&lt;br /&gt;no plano financeiro, perigosa no plano político pelo crescente domínio dos grandes grupos&lt;br /&gt;económicos e financeiros, tem repercussões sociais graves para os trabalhadores e generalidade&lt;br /&gt;da população. A luta pela manutenção das principais empresas na esfera do Estado realizou-se&lt;br /&gt;com os sindicatos dos diferentes sectores abrangidos na intenção de privatização, bem como das&lt;br /&gt;comissões de trabalhadores, quer ao nível das empresas, quer juntando comissões e movimentos&lt;br /&gt;de utentes na defesa dos Serviços Públicos. As acções de protesto passaram pela mobilização&lt;br /&gt;para as Greves Gerias e paralisações sectoriais, onde se destaca as semanas de Luta no sector&lt;br /&gt;dos transportes e a Manifestação, em Novembro de 2011 dos trabalhadores deste sector;&lt;br /&gt;realização de tribunas públicas de denuncia e proposta para o conjunto do SEE e cada uma das&lt;br /&gt;15&lt;br /&gt;empresas que nele se incorporam; pela realização de uma petição que juntou mais de 12 mil&lt;br /&gt;assinaturas contra as privatizações, pelo reforço da intervenção do Estado nos sectores&lt;br /&gt;estratégicos da economia nacional, entregue na AR em Dezembro de 2011.&lt;br /&gt;2.3. O Regional&lt;br /&gt;Neste período 2008-2011 acentuou-se a tendência, que já se vinha sentindo anteriormente, de&lt;br /&gt;perda de população nas regiões mais deprimidas, evolução que não se pode dissociar do&lt;br /&gt;aprofundamento das assimetrias regionais, do encerramento de empresas e até do fecho de&lt;br /&gt;serviços públicos levado a cabo pelo governo PS/Sócrates.&lt;br /&gt;No sentido de dar melhor resposta aos problemas regionais, a CGTP-IN aprofundou o apoio às&lt;br /&gt;Uniões Distritais, prosseguindo com o envio de dados e análise relativa ao desemprego&lt;br /&gt;registado por concelho, mas também prestando apoio técnico na elaboração de documentos de&lt;br /&gt;caracterização sócio-económica regional, usados quer nos congressos das uniões, quer em&lt;br /&gt;iniciativas descentralizadas de enfoque regional como foram a Tribuna sobre o Trabalho Digno&lt;br /&gt;em 2008 e a Tribuna “Mudar de rumo. Emprego com direitos” em 2009.&lt;br /&gt;Prosseguiu-se a participação nos Conselhos Consultivos Regionais do IEFP e nos Conselhos&lt;br /&gt;Regionais das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e ainda nos órgãos de&lt;br /&gt;acompanhamento do QREN, designadamente nas comissões de aconselhamento estratégico e&lt;br /&gt;nas comissões de acompanhamento dos programas operacionais temáticos e nos programas&lt;br /&gt;operacionais regionais.&lt;br /&gt;Constatou-se que a maioria dos fundos comunitários de que o país dispõe até 2013 não está a ser&lt;br /&gt;usada pelas regiões que mais deles necessitam. O peso das verbas atribuídas ao interior do país&lt;br /&gt;no total dos projectos aprovados por programa operacional é baixo, o mesmo acontecendo com&lt;br /&gt;o PIDDAC, programa que tem como objectivo combater as assimetrias regionais, mas que tem&lt;br /&gt;vindo a sofrer cortes significativos por parte dos últimos governos.&lt;br /&gt;Nesses organismos chamámos a atenção para várias questões relacionadas com a execução do&lt;br /&gt;QREN. Até 31 de Março de 2011, não tinham sido utilizados 7.071 milhões € dos fundos&lt;br /&gt;comunitários disponíveis até essa data (utilização de apenas 44,8% do programado). Isto&lt;br /&gt;verifica-se em todos os programas, incluindo o Programa Operacional Valorização do Território&lt;br /&gt;(38%) e nos regionais (entre 17% e 65%). A causa mais importante é a falta de meios&lt;br /&gt;financeiros dos beneficiários públicos e privados para suportar a sua parte na despesa total. Só o&lt;br /&gt;POPH onde o financiamento é a 100% a execução é mais elevada (62%).&lt;br /&gt;Temos referido a falta de dados para avaliar os resultados dos diferentes programas: impacto da&lt;br /&gt;formação; repercussões no emprego, nas carreiras profissionais, no aumento da produtividade&lt;br /&gt;ou competitividade das empresas; número de postos de trabalho em projectos de investimento;&lt;br /&gt;alterações no perfil produtivo para bens de intensidade tecnológica alta ou média-alta;&lt;br /&gt;contribuição para a substituição das importações e redução do défice externo.&lt;br /&gt;Denunciámos que os apoios têm sido canalizados fundamentalmente para as empresas&lt;br /&gt;exportadoras, mas que a eficácia tem sido reduzida, não conseguindo alterar o perfil de&lt;br /&gt;intensidade tecnológica das exportações.&lt;br /&gt;Para melhor articular a nossa acção em torno do QREN, realizaram-se várias reuniões com os&lt;br /&gt;representantes da CGTP-IN nos órgãos de acompanhamento, e ainda encontros com as&lt;br /&gt;Federações, Sindicatos de âmbito nacional e Uniões, com vista à dinamização de uma estratégia&lt;br /&gt;reivindicativa junto do Ministério da Economia para dar resposta a problemas do sector&lt;br /&gt;produtivo e do emprego, em diversas regiões do país, e exigir uma reorientação das verbas do&lt;br /&gt;QREN, priorizando a reindustrialização e a dinamização da economia.&lt;br /&gt;Ainda no âmbito da defesa do emprego e em articulação com algumas uniões distritais, foram&lt;br /&gt;apresentados planos especiais (Operações Integradas de Desenvolvimento) para dar resposta a&lt;br /&gt;problemas sociais, particularmente, nas zonas mais marcadas pela degradação económica e&lt;br /&gt;social.&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;2.4. O Desenvolvimento Sustentável&lt;br /&gt;Na área do meio ambiente, a CGTP-IN esteve representada em vários eventos e actividades em&lt;br /&gt;participação e cooperação ao plano nacional e internacional ou tomando iniciativas próprias no&lt;br /&gt;sentido da formação de activistas e quadros sindicais para um maior aprofundamento temático e&lt;br /&gt;activo.&lt;br /&gt;2.4.1. O Meio-Ambiente&lt;br /&gt;A CGTP-IN esteve representada em órgãos de participação institucional, nomeadamente no&lt;br /&gt;CNADS – Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, onde interveio&lt;br /&gt;activamente com pareceres e tomadas de posição.&lt;br /&gt;Foi realizado um inquérito sindical (2008) para aferir e sensibilizar as estruturas sindicais para a&lt;br /&gt;utilização de boas práticas ambientais especialmente dentro das delegações e sedes. Os&lt;br /&gt;resultados ficaram aquém do desejável, mas demonstraram já haver boas práticas sendo preciso&lt;br /&gt;alargá-las, por isso concluímos que este trabalho ainda tem muito que fazer e deve continuar.&lt;br /&gt;Realizaram-se várias acções de formação, destinada aos membros do Grupo para o&lt;br /&gt;Desenvolvimento Sustentável. Destaca-se uma acção, em Janeiro de 2011, sobre o meio&lt;br /&gt;ambiente e a biodiversidade, com o apoio QUERCUS. Foram também realizadas acções de&lt;br /&gt;formação e esclarecimento no âmbito da defesa do consumidor e da Economia Social.&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou em diversos debates promovidos por organizações ambientais ou por&lt;br /&gt;entidades oficiais.&lt;br /&gt;2.4.2. A Economia Social e o “Consumidor”&lt;br /&gt;Para a sensibilização e formação foi mantida uma intervenção escrita no site da CGTP-IN na&lt;br /&gt;janela “Sociedade” sobre as questões do meio ambiente e sustentabilidade. E na esfera do&lt;br /&gt;direito do consumidor através do Link, no site INTERCONSUMIDORES. Foi mantida a&lt;br /&gt;representação no Conselho Nacional do Consumo.&lt;br /&gt;Foi realizado um Encontro Nacional sobre “O Trabalho Digno – Emprego Verde” (Junho de&lt;br /&gt;2011), com a participação da CES em que defendemos um conceito novo para Emprego verde&lt;br /&gt;no âmbito dos princípios do trabalho digno. Defende-se também que os Representantes dos&lt;br /&gt;Trabalhadores para a Segurança e Saúde no Trabalho tenham competências sobre o meio&lt;br /&gt;ambiente e desenvolvimento sustentável.&lt;br /&gt;Teve-se uma participação empenhada na Campanha a “ Água é de todos – Não o negócio de&lt;br /&gt;Alguns” e na sua continuidade com a presente campanha “ Água de Todos “ Iniciativa&lt;br /&gt;Legislativa de Cidadãos “, visando impedir a privatização da água.&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou as actividades na área do ambiente a nível europeu e internacional,&lt;br /&gt;particularmente as que se referem aos problemas do aquecimento global, da biodiversidade, da&lt;br /&gt;transição energética e dos impactos no emprego (o chamado “emprego verde”), nomeadamente&lt;br /&gt;no quadro da preparação das cimeiras internacionais sobre o clima (como as de Copenhaga,&lt;br /&gt;Cancún e Durban). É de destacar a nossa participação activa no Grupo de Trabalho&lt;br /&gt;Desenvolvimento Sustentável da CES.&lt;br /&gt;O nosso Grupo para o Desenvolvimento Sustentável participou activamente em dois projectos&lt;br /&gt;internacionais. O Projecto “EPMEC – Educação Permanente como Método para uma Europa da&lt;br /&gt;Cidadania”, no quadro do programa europeu GRUNDTVIG, está totalmente concluído, tendo&lt;br /&gt;sido atingido o resultado visado. Realizámos, numa parceria com parceiros Belgas, Franceses e&lt;br /&gt;Romenos, uma Mala Pedagógica com Módulos de formação sobre a Cidadania participativa e&lt;br /&gt;activa e o Desenvolvimento Sustentável, além das temáticas de educação intercultural e direitos&lt;br /&gt;sociais. Neste quadro, realizámos em 2011 dois Cursos de formação experimental sobre o&lt;br /&gt;Módulo de Desenvolvimento Sustentável, em Portalegre e Lisboa, e uma Vídeo-conferência&lt;br /&gt;17&lt;br /&gt;europeia de avaliação. Perspectiva-se um novo projecto europeu na área da cidadania e direitos&lt;br /&gt;políticos dos imigrantes.&lt;br /&gt;No projecto “APENACH – Agir Preventivamente, Antecipando a Mudança”, foi realizado um&lt;br /&gt;estudo, com organizações sindicais e universidades em cinco Países parceiros (Portugal,&lt;br /&gt;Bélgica, França, Itália e Malta) sobre as reestruturações de empresas em dificuldades e a&lt;br /&gt;intervenção e papel dos sindicatos. Em Portugal, o estudo foi realizado no têxtil e vestuário em&lt;br /&gt;colaboração com a FESETE/Federação dos Sindicatos do Trabalhadores do Têxtil e Vestuário.&lt;br /&gt;Os intercâmbios permitiram reflectir sobre as questões relacionadas com as práticas e&lt;br /&gt;experiências dos sindicatos em cada país sendo que para Portugal propusemos novas medidas&lt;br /&gt;incluindo questões ambientais e a redução de desperdícios, bem como a produção de micro&lt;br /&gt;energias substituindo custos por produção e organização próprias. Foram aprovadas novas&lt;br /&gt;linhas de orientações gerais, com exemplos de boas práticas, que deverá servir para uma acção&lt;br /&gt;futura de formação sindical nesta área no quadro de uma nova parceria europeia.&lt;br /&gt;3. O TRABALHO E OS DIREITOS DOS/AS TRABALHADORES/AS&lt;br /&gt;3.1. O Direito do Trabalho, o Quadro Jurídico-laboral e a Efectividade dos Direitos&lt;br /&gt;Ao longo destes quatro anos, a actividade sindical foi desenvolvida num quadro profundamente&lt;br /&gt;marcado pela fragilização ou eliminação dos direitos no trabalho num ataque sem precedentes&lt;br /&gt;ao valor do trabalho e à dignidade dos trabalhadores, que obrigou à intensificação da luta de&lt;br /&gt;todos os trabalhadores com vista a evitar a perda de direitos.&lt;br /&gt;A revisão do Código de Trabalho operada em 2008/2009 veio acentuar e agravar os aspectos&lt;br /&gt;negativos da legislação laboral, especialmente no que respeita à contratação colectiva e à&lt;br /&gt;organização do tempo de trabalho, entre outras matérias.&lt;br /&gt;Assim:&lt;br /&gt;- Foi agravado o regime da sobrevigência e caducidade das convenções colectivas,&lt;br /&gt;prevendo-se novas formas de caducidade das convenções que incluem cláusulas que&lt;br /&gt;fazem depender a cessação da sua vigência da sua substituição por outro&lt;br /&gt;instrumento de regulamentação colectiva, com o objectivo de não deixar nenhuma&lt;br /&gt;hipótese de sobrevigência;&lt;br /&gt;- Foi criado o regime da arbitragem necessária;&lt;br /&gt;- Previu-se a possibilidade de adesão individual às convenções colectivas de trabalho;&lt;br /&gt;- Foram admitidas a adaptabilidade grupal, os bancos de horas e os horários&lt;br /&gt;concentrados;&lt;br /&gt;- Facilitaram-se e tornaram-se mais baratos os despedimentos, nomeadamente através&lt;br /&gt;da simplificação do processo disciplinar e do pagamento dos salários intercalares&lt;br /&gt;pelo Governo sempre que o processo dure mais de 1 ano.&lt;br /&gt;Os trabalhadores da Administração Pública foram igualmente atingidos por uma ofensiva&lt;br /&gt;legislativa que pôs termo ao vínculo tradicional de emprego público, substituindo o regime de&lt;br /&gt;nomeação pelo regime de contrato de trabalho em funções públicas enquanto modalidade&lt;br /&gt;principal de constituição da relação jurídica de emprego público. Esta alteração consubstancia&lt;br /&gt;uma fragilização do vínculo de emprego público, a que acrescem outras medidas como sejam o&lt;br /&gt;enfraquecimento do sistema de protecção na doença, a alteração do regime de pensões e a&lt;br /&gt;imposição de um sistema de avaliação pouco objectivo e bastante penalizador, além de&lt;br /&gt;sucessivos anos de congelamento de salários e progressões na carreira.&lt;br /&gt;Durante o último ano, o ataque aos direitos dos trabalhadores quer do sector privado, quer do&lt;br /&gt;sector público intensificou-se fortemente a pretexto da crise económico-financeira e estamos a&lt;br /&gt;viver uma violenta ofensiva contra o direito do trabalho, sem precedentes no pós-25 de Abril,&lt;br /&gt;que visa liberalizar os despedimentos, aumentar o tempo de trabalho sem compensação&lt;br /&gt;retributiva por várias vias, que vão desde o aumento do horário de trabalho em 1/2 hora por dia&lt;br /&gt;e 2h 30 por semana com possibilidade de acumulação de modo a obrigar os trabalhadores a&lt;br /&gt;trabalhar um sábado por mês, à supressão de feriados e de dias de férias, reduzir a remuneração&lt;br /&gt;18&lt;br /&gt;do trabalho, não só através do referido aumento do tempo de trabalho, mas também pela&lt;br /&gt;redução do pagamento das horas de trabalho suplementar, e enfraquecer a contratação colectiva&lt;br /&gt;por várias formas, nomeadamente prevendo a possibilidade de as comissões de trabalhadores&lt;br /&gt;negociarem instrumentos de regulamentação colectiva, enfim, arrasar por completo os direitos&lt;br /&gt;fundamentais dos trabalhadores, duramente conquistados ao longo de décadas de luta.&lt;br /&gt;Por seu lado, os trabalhadores da Administração Pública, além de serem igualmente atingidos&lt;br /&gt;por algumas das medidas acima referidas, sofreram cortes salariais directos, que se irão agravar&lt;br /&gt;no próximo ano com o corte total ou parcial dos subsídios de férias e de Natal.&lt;br /&gt;A precariedade das relações laborais, por outro lado, cresceu como nunca, tendo surgido a par&lt;br /&gt;dos contratos a termo, dos contratos temporários e dos falsos recibos verdes, outras formas&lt;br /&gt;contratuais precárias, quer institucionalizadas como os contratos de muito curta duração e os&lt;br /&gt;contratos de muito curta duração, quer completamente à margem da lei.&lt;br /&gt;O número e tipo de vínculos laborais precários aumentou exponencialmente nestes anos e a sua&lt;br /&gt;vulgarização tem sido favorecida pela crise, sobretudo entre os jovens que dificilmente&lt;br /&gt;conseguem um vínculo laboral estável.&lt;br /&gt;O incumprimento da legislação laboral é prática generalizada e os patrões praticamente fazem o&lt;br /&gt;que querem, usando o medo do desemprego e o fantasma da crise como formas de pressão sobre&lt;br /&gt;os trabalhadores para os obrigar a aceitar condições de trabalho cada vez mais duras e injustas.&lt;br /&gt;3.2. O Emprego&lt;br /&gt;Em consequência das políticas seguidas pelo Governo PS e depois pelo Governo do PSD-CDS,&lt;br /&gt;o mercado de trabalho deteriorou-se profundamente entre 2008 e 2012: Ao invés dos 150 mil&lt;br /&gt;empregos prometidos, o nível de emprego baixou fortemente, o desemprego disparou, a&lt;br /&gt;precariedade acentuou-se, e a emigração ressurgiu em força com a saída do país de muitos&lt;br /&gt;trabalhadores, nomeadamente, de jovens com qualificações superiores.&lt;br /&gt;Em todo este período, o crescimento ou foi débil (2008 e 2010) ou houve recessão (2009 e&lt;br /&gt;2011).&lt;br /&gt;Uma das características da primeira fase foi o forte aumento dos trabalhadores abrangidos pela&lt;br /&gt;redução ou suspensão dos contratos de trabalho (&quot;lay-off&quot;), cujo regime foi facilitado. Este&lt;br /&gt;regime foi em muitos casos aproveitado pelo patronato para promover despedimentos, perante a&lt;br /&gt;conivência dos Governos e a cumplicidade das entidades inspectivas. A intervenção sindical&lt;br /&gt;tendo como objectivos a garantia do emprego, foi determinante para impedir situações de abuso,&lt;br /&gt;reforçar a intervenção sindical na decisão e acompanhamento dos processos e no aumentar da&lt;br /&gt;percentagem da retribuição a receber pelos trabalhadores. Num plano regional, as Uniões&lt;br /&gt;Distritais em articulação com a CGTP-IN, exigiram a implementação de Operações Integradas&lt;br /&gt;de Desenvolvimento, no âmbito do QREN, para dar resposta a problemas sociais,&lt;br /&gt;particularmente, nas zonas mais marcadas pela degradação económica e social. A CGTP-IN&lt;br /&gt;teve, ainda, uma intervenção activa aos vários níveis – nas regiões, sectores e empresas, no&lt;br /&gt;Plano Nacional de Emprego (2008-2010), na concertação social e nos diversos órgãos de&lt;br /&gt;participação institucional – na defesa e promoção do emprego. A segunda fase (2010-2011) foi&lt;br /&gt;dominada pela crise da dívida e pelo agravamento das condições económicas com reflexos na&lt;br /&gt;destruição de empregos. A taxa de desemprego atingiu os níveis mais elevados depois do 25 de&lt;br /&gt;Abril de 1974, aumentou o desemprego de longa duração e o número de desempregados sem&lt;br /&gt;subsídio de desemprego e, foi, também, acelerada a diminuição de emprego na Administração&lt;br /&gt;Central, Regional e Local. Apesar disso, o Governo decidiu terminar com as medidas de apoio&lt;br /&gt;aos desempregados para atenuar os efeitos da crise económica; reviu o regime do subsídio de&lt;br /&gt;desemprego (Junho 2010), tendo como finalidade a redução do seu valor e forçar os&lt;br /&gt;desempregados a aceitarem empregos pior remunerados; alterou as regras de acesso a prestações&lt;br /&gt;sociais não contributivas, tendo como resultado a diminuição rápida do número de beneficiários,&lt;br /&gt;incluindo do subsídio social de desemprego.&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;A intervenção sindical esteve, neste período, mais centrada na exigência da articulação da&lt;br /&gt;renegociação da dívida e do prolongamento no tempo para a redução do défice público, de&lt;br /&gt;forma a assegurar o crescimento da economia visando a garantir o emprego. A CGTP-IN reuniu&lt;br /&gt;inclusivamente com a troika (Abril 2011) apresentando, entre outras, estas propostas e alertando&lt;br /&gt;ainda para o risco de rupturas sociais caso as mesmas não fossem consideradas. No plano&lt;br /&gt;sectorial, foi dada prioridade à defesa e desenvolvimento do sector produtivo como instrumento&lt;br /&gt;de manutenção e criação de emprego com direitos, a criação de riqueza e de redução do défice&lt;br /&gt;da balança comercial. Com estas propostas e objectivos, ao nível interno, foram realizadas&lt;br /&gt;várias reuniões e Encontros para disseminação das nossas propostas com as Federações e&lt;br /&gt;Sindicatos de âmbito nacional, bem como com as Uniões Sindicais Distritais, ao nível externo,&lt;br /&gt;com estes objectivos e exigiu-se, também, a intervenção activa do Ministério da Economia e do&lt;br /&gt;Emprego na reorientação das verbas do QREN, de modo a priorizar a reindustrialização e a&lt;br /&gt;dinamização da economia, simultaneamente, com o combate às assimetrias e à desertificação do&lt;br /&gt;país.&lt;br /&gt;Na concertação social, a CGTP-IN apresentou propostas no quadro da discussão dos vários&lt;br /&gt;processos como o Pacto para o Emprego (2009), a Competitividade e Emprego (2010-2011) e o&lt;br /&gt;Compromisso para o Crescimento, a Competitividade e o Emprego (2011). A CGTP-IN&lt;br /&gt;interveio ainda activamente contra a facilitação dos despedimentos, a redução das&lt;br /&gt;indemnizações e a redução do período de atribuição do subsídio de desemprego. A problemática&lt;br /&gt;dos créditos dos trabalhadores que perderam os postos de trabalho em consequência do&lt;br /&gt;encerramento das empresas e cujo montante ultrapassa os 300 milhões de euros, mereceu uma&lt;br /&gt;particular atenção do Movimento Sindical com iniciativas diversas junto dos trabalhadores, da&lt;br /&gt;Assembleia da República, do Governo e do Supremo Tribunal de Justiça.&lt;br /&gt;No que respeita ao financiamento do IEFP – Instituto de Emprego e Formação Profissional e&lt;br /&gt;dos Centros de Emprego denunciámos a promiscuidade existente com as empresas de trabalho&lt;br /&gt;temporário e exigimos um acompanhamento e apoio adequados aos desempregados.&lt;br /&gt;A CGTP-IN exigiu também dos sucessivos governos que, todos os desempregados colocados&lt;br /&gt;em empresas e serviços ao abrigo da iniciativa “emprego-inserção” passassem ao quadro de&lt;br /&gt;efectivos dessas instituições, desde que se provasse que estavam a ocupar postos de trabalho&lt;br /&gt;permanentes.&lt;br /&gt;No âmbito do combate à precariedade, e no quadro do acompanhamento dos locais de trabalho&lt;br /&gt;referenciados como prioritários, foram obtidos resultados positivos em algumas empresas e&lt;br /&gt;serviços. Neste sentido, foi decidido imprimir uma nova dinâmica a esta frente, integrando a&lt;br /&gt;precariedade como prioridade a ter presente no Plano Integrado da Acção Reivindicativa, com o&lt;br /&gt;reforço da Organização.&lt;br /&gt;Foi dado relevo à difícil situação dos jovens no mercado de trabalho, através de várias acções&lt;br /&gt;promovidas pela Interjovem (incluindo manifestações, tribunas públicas contra a precariedade e&lt;br /&gt;outras iniciativas) e foi realizado um Seminário sobre o emprego e o estatuto social dos jovens&lt;br /&gt;(dez. 2011)&lt;br /&gt;3.3. Os Salários&lt;br /&gt;A CGTP-IN definiu em Setembro de cada ano a Política Reivindicativa para o ano seguinte com&lt;br /&gt;a indicação de critérios ou de referenciais para os aumentos salariais na contratação colectiva. O&lt;br /&gt;objectivo central foi a melhoria do poder de compra e uma distribuição mais justa na repartição&lt;br /&gt;do rendimento entre o capital e o trabalho.&lt;br /&gt;A evolução dos salários contratuais (tabelas salariais) mostra que no sector privado houve&lt;br /&gt;melhoria do poder de compra entre 2008 e 2010 nas convenções acordadas. Essa melhoria foi&lt;br /&gt;significativa em 2009, em resultado da resistência sindical a uma redução do ritmo de aumento&lt;br /&gt;salarial que foi conjugada com a diminuição da inflação. No entanto, o número de convenções&lt;br /&gt;acordadas diminuiu existindo um elevado número de contratos com processos bloqueados.&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;O panorama foi diferente na Administração Pública pois só em 2009 houve aumento do poder&lt;br /&gt;de compra. Em 2010, o Governo não actualizou os salários, no quadro da política de&lt;br /&gt;austeridade, e em 2011 determinou uma redução salarial, a qual abrangeu também os&lt;br /&gt;trabalhadores do Sector Empresarial do Estado. A redução incidiu sobre os salários acima de&lt;br /&gt;1500 euros e situou-se entre 3,5% e 10%.&lt;br /&gt;Aumentos salariais na contratação colectiva&lt;br /&gt;2008 2009 2010 2011&lt;br /&gt;Contratação colectiva 3,0 3,0 2,4 1,5&lt;br /&gt;Administração Pública 2,1 2,9 0 -5,0&lt;br /&gt;Inflação 2,6 -0,8 1,4 3,5&lt;br /&gt;Poder de compra (geral) 0,4 3,8 1,0 -1,9&lt;br /&gt;Poder de compra (Admin. Pública) -0,5 3,7 -1,4 -8,2&lt;br /&gt;Fonte: CGTP-IN, a partir de dados oficiais&lt;br /&gt;O aumento da carga fiscal, com agravamentos no IRS, incluindo cortes em deduções e a criação&lt;br /&gt;de uma sobretaxa extraordinária em 2010, teve efeitos directos na redução do poder de compra&lt;br /&gt;dos salários. Esta é uma situação que se agravou em 2011 com a retirada de 50% do subsídio de&lt;br /&gt;Natal a todos os trabalhadores.&lt;br /&gt;A CGTP-IN bateu-se pelo cumprimento do Acordo sobre a Fixação e Evolução da Retribuição&lt;br /&gt;Mínima Mensal Garantida (RMMG), firmado pelo Governo e confederações sindicais e&lt;br /&gt;patronais, em Dezembro de 2006. O patronato procurou romper o acordo, firmado na&lt;br /&gt;concertação social, ao usá-lo como moeda de troca para obter apoios do Estado. Esta pressão&lt;br /&gt;aumentou em 2010 e em 2011. Em 2011, o Salário Mino Nacional (SMN) que deveria atingir os&lt;br /&gt;500 euros foi fixado em 485 euros, não tendo sido igualmente cumprido o compromisso de, a&lt;br /&gt;meio do ano, ser feita nova avaliação, com vista a que a que se atingisse o valor de 500 euros&lt;br /&gt;em 2011. Deste modo, o salário mínimo voltou a perder poder de compra.&lt;br /&gt;Salário Mínimo Nacional (SMN)&lt;br /&gt;2008 2009 2010 2011&lt;br /&gt;Aumento do salário mínimo (%) 5,7 5,6 5,6 2,1&lt;br /&gt;Valor (euros) 426 450 475 485&lt;br /&gt;Salário médio – sector privado (euros) 892,9 916,0 926,0*&lt;br /&gt;SMN/salário médio do sector privado (%) 47,7 49,1 51,3&lt;br /&gt;Inflação (%) 2,6 -0,8 1,4 3,5&lt;br /&gt;Variação real (%) 3,0 6,4 4,1 -1,4&lt;br /&gt;Fontes : INE, MTSS e CGTP-IN; * Abril; inflação prevista em 2011&lt;br /&gt;A CGTP-IN considera que a revisão do Salário Mínimo Nacional constituiu não só uma medida&lt;br /&gt;justa mas também um elemento indispensável para, em conjugação com o aumento dos salários&lt;br /&gt;e das prestações sociais, dinamizar o mercado interno, combatendo deste modo a crise&lt;br /&gt;económica.&lt;br /&gt;3.4. A Formação e a Qualificação Profissional&lt;br /&gt;No ano de 2009 o governo PS/Sócrates introduziu alterações, ainda que pontuais, nas normas&lt;br /&gt;relativas ao direito à formação contínua, que vieram a diminuir as garantias de formação anual.&lt;br /&gt;As alterações que se introduziram foram no sentido de fazer prescrever o direito à formação de&lt;br /&gt;35 horas anuais a todos trabalhadores se a entidade patronal não realizar aquela no período de 3&lt;br /&gt;anos, o que significa um retrocesso no direito consagrado no Código de Trabalho de 2003, que&lt;br /&gt;resulta do acordo tripartido de 2001 sobre a formação profissional.&lt;br /&gt;No mandato foi também revogado, pelo Governo do PS/Sócrates, já depois de ter perdido as&lt;br /&gt;eleições em Maio de 2011, através do DL 92/2011, de 27 de Junho, todo o sistema de&lt;br /&gt;certificação profissional que tinha sido construído entre a década de noventa e a primeira década&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;do século XXI, apenas ficando para avaliação as profissões e actividades regulamentadas. A&lt;br /&gt;destruição desse sistema foi feita sem que a CGTP-IN tenha sido consultada, apesar de ser&lt;br /&gt;invocado o Acordo Tripartido para a Competitividade e Emprego, acordo que a CGTP-IN não&lt;br /&gt;subscreveu.&lt;br /&gt;Já no final do ano de 2011 entrou em funcionamento a Comissão de Regulação do Sistema da&lt;br /&gt;Acesso às Profissões (CRAP) para analisar em cada sector de actividade quais as profissões que&lt;br /&gt;deviam ser regulamentadas, tendo em conta os critérios de protecção da vida, da saúde e da&lt;br /&gt;segurança de pessoas e bens.&lt;br /&gt;A partir do ano de 2008 a formação profissional dos trabalhadores no activo deixou de ser uma&lt;br /&gt;prioridade das políticas do governo, pois o orçamento do Instituto de Emprego e Formação&lt;br /&gt;Profissional nas receitas próprias, garantidas através do orçamento da Segurança Social, foi&lt;br /&gt;amputado em cerca de 140 milhões de euros.&lt;br /&gt;O Orçamento de Estado dos anos de 2010 e 2011 desviou receitas das políticas de emprego e&lt;br /&gt;formação profissional para outros fins, não se cumprindo deste modo o consagrado em lei,&lt;br /&gt;designadamente no Código Contributivo, quanto à transferência de 5% das receitas da&lt;br /&gt;Segurança Social para políticas activas de emprego e valorização profissional. Em consequência&lt;br /&gt;houve uma quebra na execução da formação profissional por parte deste organismo em 2010 e&lt;br /&gt;2011 (o número de abrangidos diminuiu 12% face a 2009).&lt;br /&gt;Na contratação colectiva também se fizeram sentir os problemas da crise no que respeita a&lt;br /&gt;concretização do direito à formação profissional dos trabalhadores. O patronato ao bloquear a&lt;br /&gt;contratação colectiva também impediu que a este nível se discutisse e regulamentasse o direito à&lt;br /&gt;formação profissional e o seu conteúdo.&lt;br /&gt;Face, por um lado, à pressão do patronato que recusou o exercício do direito à contratação&lt;br /&gt;colectiva e a negociar aumentos salariais, e por outro, à ameaça que pairava sobre a caducidade&lt;br /&gt;das convenções colectivas de trabalho, os sindicatos tiveram enormes dificuldades para que o&lt;br /&gt;direito à formação profissional se efectivasse.&lt;br /&gt;Os ataques aos direitos dos trabalhadores que se verificaram no mandato de 2008 a 2011&lt;br /&gt;também tiveram efeitos negativos no direito à formação profissional dos trabalhadores e na&lt;br /&gt;aprendizagem ao longo da vida. Se numa primeira fase houve alguma melhoria em alguns&lt;br /&gt;indicadores, a partir de 2010 houve retrocesso: (i) 61% da população empregada tinha apenas o&lt;br /&gt;3º ciclo do ensino básico no 3º trimestre de 2011 (ii) a população dos 25 aos 64 anos a participar&lt;br /&gt;em actividades de aprendizagem ao longo da vida aumentou até 2009, mas diminuiu em 2010&lt;br /&gt;(apenas 5,8% face a 9,1% na UE27), havendo indicações de agravamento em 2011; (iii) persiste&lt;br /&gt;um elevado nível de abandono escolar precoce (28,7% em 2010, o dobro da UE 27).&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou na discussão das políticas sobre Competitividade e Emprego no âmbito&lt;br /&gt;da Comissão Permanente da Concertação social e que levou à celebração de um Acordo que não&lt;br /&gt;subscrevemos por não responder às propostas que apresentámos e por ser negativo para os&lt;br /&gt;direitos dos trabalhadores no que respeita, nomeadamente, à concretização direito à formação&lt;br /&gt;profissional.&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou aos diversos níveis nos órgãos relativos à educação e formação&lt;br /&gt;profissional, designadamente participou na Comissão de Acompanhamento da Agência&lt;br /&gt;Nacional para as Qualificações (ANQ), nas comissões sectoriais da ANQ, no Conselho de&lt;br /&gt;Administração do IEFP e na Comissão de Acompanhamento da Edução e Formação da União&lt;br /&gt;Europeia (ACVT).&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou o processo de desenvolvimento dos CNO´s e acompanhou o sistema&lt;br /&gt;de Reconhecimento Validação e Certificação de Competências, que até ao ano de 2007 teve um&lt;br /&gt;grande crescimento, no sentido de dar resposta às necessidades de elevar os níveis de educação&lt;br /&gt;e qualificação da população portuguesa.&lt;br /&gt;Com tomada de posse do governo PSD/CDS saído das eleições de Maio de 2011, conjugado&lt;br /&gt;com os acordos de agressão (iniciados pelo PS) com o FMI/BCE/Comissão Europeia, todo o&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;sistema de educação e formação, está posto em causa e mais uma vez a formação profissional&lt;br /&gt;como elemento da melhoria dos conhecimentos dos trabalhadores e do povo está votada ao&lt;br /&gt;insucesso.&lt;br /&gt;4. A NEGOCIAÇÃO COLECTIVA E O SISTEMA DE RELAÇÕES DE TRABALHO&lt;br /&gt;4.1. A Contratação Colectiva&lt;br /&gt;Os últimos quatro anos ficam marcados, no campo da contratação colectiva e da luta&lt;br /&gt;reivindicativa, por uma forte agudização sem precedentes após a Revolução de Abril de 1974,&lt;br /&gt;do confronto entre os trabalhadores e o movimento sindical, de um lado, e o patronato e os&lt;br /&gt;Governos do PS e do PSD/CDS, de outro. A evolução da situação do país, neste período,&lt;br /&gt;reflecte o acentuar do confronto de classes, nos domínios económico, social e político, com as&lt;br /&gt;forças do capital a procurarem encaminhar a sociedade portuguesa para um acelerado processo&lt;br /&gt;de deterioração e empobrecimento, atingindo principalmente e, mais uma vez, os direitos&lt;br /&gt;laborais e as condições de vida dos trabalhadores e suas famílias.&lt;br /&gt;Com o primeiro Governo do PS/Sócrates, foram introduzidas alterações ao código do trabalho&lt;br /&gt;no sentido de mutilar o pleno exercício do direito de contratação colectiva. Mas, foi sobretudo&lt;br /&gt;com o segundo Governo de José Sócrates (de Setembro de 2009 a Maio de 2011), que foram&lt;br /&gt;definidas as principais linhas da ofensiva contra os salários, com particular violência sobre os&lt;br /&gt;trabalhadores da Administração Pública e das empresas do Sector Empresarial do Estado, a par&lt;br /&gt;do aprofundamento das normas do Código de Trabalho, destinadas a tornar mais eficaz o&lt;br /&gt;mecanismo da caducidade, a facilitar a precariedade dos vínculos laborais, e a flexibilizar os&lt;br /&gt;horários através dos diversos regimes de adaptabilidade (individual, grupal, banco de horas,&lt;br /&gt;intermitências, etc.).&lt;br /&gt;Confirmando tudo o que a CGTP-IN afirmou e denunciou quanto às consequências nefastas das&lt;br /&gt;normas gravosas do Código do Trabalho na contratação colectiva, a revisão operada em 2009,&lt;br /&gt;não só não dinamizou a negociação colectiva desmentindo em toda a linha as declarações&lt;br /&gt;propagandísticas do Governo, como conduziu à redução do número de convenções acordadas,&lt;br /&gt;para além de se ter tornado num instrumento privilegiado do Patronato para aumentar os&lt;br /&gt;bloqueios à negociação e contratação colectiva, tornando inviável a realização de acordos em&lt;br /&gt;muitos processos negociais e, também, como forma a prosseguir e aprofundar as políticas que&lt;br /&gt;visam manter os baixos salários, precarizar o emprego e desregulamentar os horários de&lt;br /&gt;trabalho. A estratégia patronal contou, ainda, com a ineficiência dos serviços inspectivos do&lt;br /&gt;trabalho, complacentes com as arbitrariedades, violações e incumprimentos da lei, por parte das&lt;br /&gt;entidades patronais,&lt;br /&gt;No último trimestre de 2010, o Governo do PS apresentou na Concertação Social um projecto&lt;br /&gt;para um acordo tripartido, denominado “iniciativa para a competitividade e o emprego”. Tal&lt;br /&gt;“iniciativa” contou, logo à partida, com o apoio do patronato e da UGT, mas teve a firme&lt;br /&gt;oposição da CGTP-IN que combateu e denunciou os seus principais objectivos: preparar&lt;br /&gt;alterações profundamente negativas no Código do Trabalho, tendo em vista a facilitação dos&lt;br /&gt;despedimentos; a diminuição das indemnizações aos trabalhadores; o aprofundamento de novas&lt;br /&gt;vias de fragilização da contratação colectiva; a obstaculização da implementação e acção da&lt;br /&gt;organização sindical no local de trabalho; o aprofundamento da desregulamentação dos horários&lt;br /&gt;e outros aspectos importantes da protecção dos direitos dos trabalhadores, procurando perpetuar&lt;br /&gt;a precariedade laboral, nomeadamente, dos jovens trabalhadores. A acção e luta sindicais foram&lt;br /&gt;determinantes para agravar as contradições no campo do Governo, tendo levado à sua demissão,&lt;br /&gt;em Março de 2011.&lt;br /&gt;Porém, o Governo do PSD/CDS que o substituiu, não só retomou as mesmas intenções dos&lt;br /&gt;Governos anteriores, como aprofundou todos os problemas que são a causa da crise,&lt;br /&gt;reproduzindo com maior violência, as principais linhas da ofensiva antilaboral. Os acordos&lt;br /&gt;efectuados entre a troika portuguesa (PS, PSD e CDS) e a troika estrangeira (UE, BCE e FMI),&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;consubstanciados no famigerado “Memorando de Entendimento”, representam tudo o que de&lt;br /&gt;mais grave e subversivo tem sido concebido pelas políticas de desastre nacional prosseguidas&lt;br /&gt;por aqueles partidos do “arco da governação”.&lt;br /&gt;As medidas de austeridade, implementadas vezes sem conta por aqueles Governos, tiveram&lt;br /&gt;sempre um único e mesmo objectivo: aumentar a exploração dos trabalhadores, através do&lt;br /&gt;roubo ignóbil dos salários, do agravamento dos impostos e brutais aumentos dos preços de bens&lt;br /&gt;essenciais; reduzir drasticamente o subsídio de desemprego e diminuir ou até mesmo eliminar&lt;br /&gt;outras prestações sociais; atacar os direitos contratuais e sociais, com particular relevância para&lt;br /&gt;a tentativa de destruição da Segurança Social solidária e universal e para os cortes brutais na&lt;br /&gt;educação e na saúde.&lt;br /&gt;Entretanto, a “austeridade” não chegou às classes dominantes, pois as desigualdades&lt;br /&gt;continuaram a crescer, através de uma ainda maior concentração da riqueza nos grandes grupos&lt;br /&gt;económicos e financeiros, os quais acumularam, nestes quatro anos, milhares de milhões de&lt;br /&gt;lucros.&lt;br /&gt;Por outro lado, o actual Governo, na linha dos que o antecederam, também apresentou na&lt;br /&gt;concertação social um “novo” documento, intitulado “compromisso para o crescimento,&lt;br /&gt;competitividade e emprego”, por meio do qual manteve todas as malfeitorias contra os&lt;br /&gt;trabalhadores. Representando uma farsa de negociação, o Governo tem procurado concretizar de&lt;br /&gt;forma unilateral os seus objectivos, através da imposição de medidas legislativas, muitas delas&lt;br /&gt;inconstitucionais, inseridas numa nova fase da ofensiva para aumentar a exploração,&lt;br /&gt;nomeadamente com as alterações introduzidas no Código de Trabalho, em Outubro de 2011,&lt;br /&gt;relativas a um novo sistema de “compensações” por despedimento a aplicar aos novos contratos&lt;br /&gt;de trabalho (mas sob a ameaça de vir a ser extensivo a todos os contratos) que mais não&lt;br /&gt;significam que diminuir o valor das indemnizações para tornar mais fácil e barato os&lt;br /&gt;despedimentos, outros projectos estão também na forja, com intenção de aumentar o horário de&lt;br /&gt;trabalho sem qualquer retribuição, eliminar dias feriados e de férias, liberalizar os&lt;br /&gt;despedimentos individuais e criar mais obstáculos ao exercício da negociação colectiva. A&lt;br /&gt;opção política de prosseguir no caminho do retrocesso social, consagrando mecanismos que&lt;br /&gt;possibilitem o aumento da exploração e o trabalho forçado, revela que este Governo não põe&lt;br /&gt;limites à sua acção criminosa.&lt;br /&gt;O balanço da contratação colectiva nestes últimos quatro anos, tanto no sector privado como no&lt;br /&gt;da Administração Pública, mostra claramente que o patronado, com a conivência e acção&lt;br /&gt;concertada dos Governos do PS e do PSD/CSD, apostaram no bloqueamento dos processos&lt;br /&gt;negociais, usando essa estratégia como chantagem para introduzir alterações inaceitáveis nas&lt;br /&gt;convenções colectivas mas, também, impor medidas arbitrárias e ilegais nas empresas,&lt;br /&gt;particularmente quanto aos horários de trabalho, polivalência de funções e vínculos contratuais.&lt;br /&gt;Ou seja, o patronato procurou subverter o próprio Código do Trabalho para, dessa forma, fazer&lt;br /&gt;letra morta do exercício do direito fundamental de contratação colectiva. Em consequência desta&lt;br /&gt;situação, verificou-se, neste período, um menor crescimento salarial, enquanto foi retomado o&lt;br /&gt;agravamento dos preços, o que provocou uma diminuição do poder e compra dos salários.&lt;br /&gt;A percentagem de trabalhadores, por conta de outrem, que são abrangidos pelo SMN passou de&lt;br /&gt;cerca de 6%, em Janeiro de 2008, para mais de 11% em 2011. Tal facto, mostra que as&lt;br /&gt;melhorias alcançadas pela actualização do SMN não se reflectiram num correspondente impulso&lt;br /&gt;salarial nos salários imediatamente acima do mínimo legal pelo contrário, é por via da&lt;br /&gt;contenção salarial que uma parte do pouco emprego criado tem, como referência salarial, o&lt;br /&gt;valor do SMN. Ao mesmo tempo, manteve-se o bloqueio patronal sobre uma parte importante&lt;br /&gt;da contratação colectiva que se reflectiu, novamente, num baixo número de convenções&lt;br /&gt;publicadas. De facto, das 296 convenções publicadas em 2008, estas passaram para 251 em&lt;br /&gt;2009, para 230 em 2010 e para apenas 170 em 2011.&lt;br /&gt;Assim, a ofensiva dos Governos, quer do PS, quer do PSD/CDS, articula-se, por um lado, com&lt;br /&gt;os posicionamentos de boicote e recusa de negociação assumidos pelo patronato na mesa de&lt;br /&gt;negociações, particularmente com a utilização do mecanismo da caducidade como instrumento&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;de chantagem para alcançar os seus objectivos: de aprofundamento da política de baixos&lt;br /&gt;salários, alargamento os períodos de horários de trabalho, generalização do emprego precário e&lt;br /&gt;imposição da desregulamentação das condições de trabalho contratualmente estabelecidas.&lt;br /&gt;Por outro lado, a complacência dos Governos com as posições anti-negociais do patronato&lt;br /&gt;manifestou-se, ainda, na indisponibilidade para reunir com os sindicatos, assim como no&lt;br /&gt;propositado mau funcionamento dos serviços da DGERT/MTSS, nomeadamente, numa&lt;br /&gt;primeira fase, no atraso da publicação das convenções e na morosidade dada à publicação das&lt;br /&gt;portarias de extensão, a que se seguiu o total congelamento das publicações das PE´s, com o&lt;br /&gt;consequente aumento da vigência média das tabelas salariais, bem como numa acção passiva&lt;br /&gt;perante processos de conciliação, arbitragem ou outros em situação de conflito.&lt;br /&gt;Apesar dos graves retrocessos no plano social, podemos afirmar que a situação seria hoje muito&lt;br /&gt;pior, se não fosse a luta de resistência dos trabalhadores para defender os seus direitos e&lt;br /&gt;interesses, particularmente quanto à contratação colectiva que decorre da ofensiva, em toda a&lt;br /&gt;linha, desencadeada pelo patronato e caucionada pelas medidas do Governo.&lt;br /&gt;A acção da CGTP-IN foi, assim, dirigida a todas as frentes possíveis de intervenção sindical,&lt;br /&gt;mas assumindo como prioridades o esclarecimento, o reforço da unidade e a mobilização&lt;br /&gt;convergente de todos os trabalhadores para a luta em defesa dos salários, do combate à&lt;br /&gt;precariedade, da contratação colectiva e contra a aplicação nas empresas das matérias gravosas&lt;br /&gt;contidas no Código do Trabalho.&lt;br /&gt;A associação entre a luta reivindicativa com a obtenção de acordos negociados, assente em&lt;br /&gt;fortíssimas acções de massa, teve reflexos positivos, por exemplo, no ano de 2008, (número de&lt;br /&gt;acordos, convenções publicadas e número de trabalhadores abrangidos) e em 2009, ano em que&lt;br /&gt;os salários contratuais evoluíram favoravelmente, quer no sector privado quer, principalmente,&lt;br /&gt;na Administração Pública, onde os trabalhadores obtiveram um aumento real, depois de vários e&lt;br /&gt;sucessivos anos de contenção salarial imposta pelos governos de direita e do Partido Socialista.&lt;br /&gt;A Conferência Sindical sobre o Diálogo Social e a Contratação Colectiva, realizada em&lt;br /&gt;Setembro de 2009, assim como os dois Encontros sobre a Contratação Colectiva, realizados&lt;br /&gt;respectivamente em Setembro de 2010 e 2011, com a presença de muitas centenas de quadros&lt;br /&gt;sindicais, confirmou a vitalidade do movimento sindical, tendo constituído momentos&lt;br /&gt;privilegiados de debate sobre a evolução da contratação colectiva nos últimos anos, no contexto&lt;br /&gt;da grande conflitualidade que se está a viver na sociedade portuguesa; reafirmar as prioridades&lt;br /&gt;de acção e dos objectivos reivindicativos; perspectivar a melhoria do trabalho dos quadros&lt;br /&gt;sindicais, integrando a acção na contratação colectiva com o reforço da organização sindical;&lt;br /&gt;relançar a luta pela contratação colectiva e intensificar a luta reivindicativa como a trave mestra&lt;br /&gt;de toda a acção sindical imediata para a mudança de políticas.&lt;br /&gt;No âmbito da coordenação cometida para a implementação das linhas orientadoras referentes à&lt;br /&gt;definição da política reivindicativa, a ligação do Departamento aos sectores, a CGTP-IN&lt;br /&gt;envolveu toda a estrutura na participação, discussão, decisão e implementação das orientações,&lt;br /&gt;constituindo uma preocupação permanente e de importância fundamental para o reforço da&lt;br /&gt;coesão e para o aumento das nossas potencialidades de acção e de luta. No decurso do mandato,&lt;br /&gt;efectuaram-se vinte reuniões com as Federações, Uniões e Sindicatos Nacionais para análise e&lt;br /&gt;debate sobre a situação económica e social, balanço da contratação colectiva e acção&lt;br /&gt;reivindicativa, perspectivas de desenvolvimento da luta reivindicativa e articulação da acção&lt;br /&gt;reivindicativa com o reforço da organização sindical de base. Efectuaram-se diversas reuniões&lt;br /&gt;sectoriais especializadas e reuniões de apoio a processos de contratação colectiva. Também se&lt;br /&gt;realizaram reuniões entre os Departamentos de Contratação Colectiva e Acção Reivindicativa e&lt;br /&gt;de Organização, com vista a concretizar as conclusões da Conferência Sindical, designadamente&lt;br /&gt;a elaboração do Plano Integrado de Acção Sindical e debater a sua implementação nas empresas&lt;br /&gt;e serviços dos sectores privado e público. Com o mesmo objectivo, foram ainda realizadas&lt;br /&gt;reuniões com a Interjovem.&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;4.2. A Actividade do CES e a Participação Institucional&lt;br /&gt;4.2.1. A Actividade do CES e a Concertação Social&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou as várias actividades do CES, nas quais se destacou a elaboração de&lt;br /&gt;pareceres sobre temas económicos e sociais.&lt;br /&gt;O CES pronunciou-se sobre as propostas de Orçamento de Estado para os vários anos neste&lt;br /&gt;período, sobre as Grandes Opções do Plano (anuais e de médio-prazo) e sobre a Conta Geral do&lt;br /&gt;Estado. Emitiu ainda outros pareceres: o futuro da zona euro (parecer de iniciativa); o Plano&lt;br /&gt;Nacional de Acção para a Inclusão 2008-2010; Iniciativa para o Investimento e o Emprego; e&lt;br /&gt;Pessoas com deficiência (pessoas com iniciativa).&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve uma intervenção activa e qualificada defendendo as suas posições em diálogo&lt;br /&gt;com as várias entidades representadas no CES. Esta postura teve resultados positivos nos&lt;br /&gt;conteúdos dos Pareceres aprovados, ainda que nalguns casos se tenha abstido devido a&lt;br /&gt;desacordos sobre matérias específicas. Foi o que aconteceu sobre a Proposta de OE para 2012 e&lt;br /&gt;sobre as Grandes Opções do Plano 2012-2015 (pareceres de Nov. 2011) porque entendemos que&lt;br /&gt;a aplicação do Memorando de Entendimento conduz ao empobrecimento e apenas agrava o&lt;br /&gt;problema da dívida. No parecer sobre o futuro da zona euro (Jul. 2011) a CGTP-IN absteve-se&lt;br /&gt;devido, entre outras razões, à insuficiência da análise sobre os efeitos do euro e à perspectiva de&lt;br /&gt;alienação de funções de soberania. No Parecer sobre o Orçamento de Estado para 2011 (Out.&lt;br /&gt;2010) a CGTP-IN discordou da proposta de redução da Taxa Social Única para as empresas&lt;br /&gt;exportadoras de trabalho intensivo e no parecer sobre as Grandes Opções do Plano para 2011&lt;br /&gt;exprimiu reservas sobre o conteúdo relativo à transposição da directiva dos serviços.&lt;br /&gt;Na generalidade e para além dos aspectos específicos referidos, os pareceres aprovados tiveram&lt;br /&gt;conteúdos positivos, mas constatou-se terem sido, em regra, ignorados pelos Governos, pelo que&lt;br /&gt;a sua influência na determinação das políticas públicas foi muito reduzida.&lt;br /&gt;No que respeita à Concertação Social esta continuou a ser usada para tentar credibilizar e&lt;br /&gt;legitimar medidas governamentais e patronais de índole regressiva dos direitos laborais e&lt;br /&gt;sociais.&lt;br /&gt;A CGTP-IN teve um papel extremamente activo na denúncia desta política, bem como das&lt;br /&gt;propostas retrógradas a que consubstanciaram. Para o efeito apresentou propostas alternativas&lt;br /&gt;em simultâneo com o apelo à resistência e luta contra o programa de agressão do Governo do&lt;br /&gt;PSD-CDS aos trabalhadores, ao povo e ao país.&lt;br /&gt;Neste contexto opusemo-nos aos dois acordos celebrados entre o Governo, patrões e UGT.&lt;br /&gt;O primeiro sobre a revisão do Código de Trabalho (Jun. 2008), no qual se destacou o&lt;br /&gt;aprofundamento da caducidade das convenções colectivas, a flexibilização dos horários de&lt;br /&gt;trabalho, a simplificação dos processos de despedimento e a não reposição do princípio do&lt;br /&gt;tratamento mais favorável ao trabalhador. O segundo sobre a competitividade e o emprego&lt;br /&gt;(Março 2011) o qual prevê, designadamente, a redução das indemnizações de despedimento e a&lt;br /&gt;descentralização da contratação colectiva.&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou e participou em todos os processos com propostas alternativas, apenas&lt;br /&gt;tendo decidido abandonar processos específicos quando entendeu ser essa a melhor solução pata&lt;br /&gt;defender os interesses dos trabalhadores.&lt;br /&gt;4.2.2. A Participação Institucional&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou em órgãos de participação institucional em domínios muito&lt;br /&gt;diversificados, como a economia, emprego e formação, educação, ambiente, desenvolvimento&lt;br /&gt;regional, fundos comunitários, estatísticas, etc.&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt;Defendemos que esta actividade fosse efectiva já que em muitos casos a participação funcionou&lt;br /&gt;mal: actividade irregular, ou mesmo não funcionamento, governamentalização, não&lt;br /&gt;cumprimento das missões instituídas, etc. Um caso específico respeitou ao não funcionamento&lt;br /&gt;dos órgãos de participação relativos à segurança social. Nalguns casos, os órgãos de&lt;br /&gt;participação tiveram uma actividade regular e cumpriram os objectivos para os quais foram&lt;br /&gt;criados.&lt;br /&gt;A necessidade de melhorar o diálogo social e a participação institucional foi uma das conclusões&lt;br /&gt;da Conferência Sindical sobre o Diálogo social e a Contratação Colectiva realizada em&lt;br /&gt;Setembro de 2009.&lt;br /&gt;4.3. A Negociação Colectiva Europeia&lt;br /&gt;A CGTP-IN acompanhou a actividade na CES na área da negociação colectiva europeia por via&lt;br /&gt;quer da participação nos seus órgãos de decisão quer da participação no Comité do diálogo&lt;br /&gt;social e no acompanhamento directo de negociações específicas. Por outro lado, algumas das&lt;br /&gt;Federações tiveram intervenção na negociação colectiva europeia de âmbito sectorial no âmbito&lt;br /&gt;da Federações Europeias em que estão filiadas.&lt;br /&gt;Destacaram-se, no período decorrido, três processos: a revisão da directiva sobre a licença&lt;br /&gt;parental (2009); o acordo sobre os mercados de trabalho inclusivos (2010); a negociação sobre o&lt;br /&gt;tempo de trabalho (iniciada em 2011). Merece também ser salientado, pela negativa, o processo&lt;br /&gt;relativo aos casos Laval, Viking e outros.&lt;br /&gt;A negociação sobre a revisão da licença parental foi acompanhada directamente pela CGTP-IN.&lt;br /&gt;Procedeu-se a alterações a um acordo de negociação colectiva europeia de 1996, o qual foi&lt;br /&gt;aplicado por directiva. Estas alterações permitiram algumas melhorias, ainda que pouco&lt;br /&gt;substanciais, da directiva em vigor.&lt;br /&gt;O acordo sobre os mercados de trabalho inclusivos, ainda que contenha intenções louváveis e&lt;br /&gt;princípios válidos, tem conteúdos fracos, excessivamente genéricos, existindo um baixo grau de&lt;br /&gt;compromisso concreto das organizações patronais. A sua aplicação é feita em cada país pelos&lt;br /&gt;próprios subscritores e não por directiva.&lt;br /&gt;O processo relativo à revisão da directiva do tempo de trabalho decorreu ao longo de todo o&lt;br /&gt;período. A tentativa da Comissão e do Parlamento Europeu para flexibilizar mais os horários de&lt;br /&gt;trabalho fracassou em 2009. A mobilização dos trabalhadores no âmbito nacional e europeu,&lt;br /&gt;nomeadamente com a realização de diversas manifestações convocadas pela CES teve eco no&lt;br /&gt;Parlamento Europeu, que se pronunciou pela eliminação da actual derrogação à semana de 48&lt;br /&gt;horas de trabalho (incluindo as horas suplementares) e rejeitou a proposta do Conselho. Esta foi&lt;br /&gt;uma decisão importante que contudo está a ser questionada de novo pela Comissão Europeia&lt;br /&gt;com a apresentação de uma nova comunicação com vista à sua revisão.&lt;br /&gt;O terceiro processo respeitou a uma discussão com o patronato, com vista à adopção de uma&lt;br /&gt;posição conjunta, sobre decisões do Tribunal Europeu de Justiça (TEJ) que puseram&lt;br /&gt;directamente em causa aspectos basilares da Europa Social. O TEJ pronunciou-se pela primazia&lt;br /&gt;dos direitos das empresas sobre os dos trabalhadores em casos que envolvem a prestação de&lt;br /&gt;serviços e a chamada liberdade de estabelecimento. Deste processo não resultou acordo sobre as&lt;br /&gt;questões de fundo (Março 2010).&lt;br /&gt;A CGTP-IN esteve igualmente envolvida na aplicação de outros acordos europeus cuja&lt;br /&gt;vigência decorreu neste período: stress no trabalho e assédio e a violência no trabalho.&lt;br /&gt;4.4. Os Conselhos de Empresa Europeus&lt;br /&gt;Durante o mandato, os representantes dos trabalhadores portugueses nos Conselhos de Empresa&lt;br /&gt;Europeus (CEE) viram-se confrontados com inúmeros processos de encerramentos,&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt;deslocalizações e despedimentos colectivos, em unidades de empresas multinacionais instaladas&lt;br /&gt;em Portugal. Em regra, a sua intervenção foi coordenada com os sindicatos da CGTP-IN que&lt;br /&gt;representam os trabalhadores afectados.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, as Federações e os Sindicatos representativos de trabalhadores em empresas com&lt;br /&gt;CEE instituídos deram o acompanhamento possível aos membros dos CEE, à dinamização da&lt;br /&gt;eleição de novos representantes e desenvolveram acções de formação.&lt;br /&gt;Em 2009, foi publicada uma nova Directiva Europeia sobre os CEE, que foi já transposta para o&lt;br /&gt;direito interno português através da Lei 96/2009. A nova Directiva comporta algumas melhorias&lt;br /&gt;pontuais, mas não resolve os problemas essenciais que se colocam aos representantes dos&lt;br /&gt;trabalhadores destas empresas.&lt;br /&gt;4.5. A Acção Sindical Transfronteiriça&lt;br /&gt;A acção sindical transfronteiriça encontra expressão na actividade dos Conselhos Sindicais&lt;br /&gt;Inter-regionais (CSIR), estruturas regionais da Confederação Europeia de Sindicatos, em que&lt;br /&gt;participam representantes locais das Centrais nela filiadas.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, através dos seus dirigentes regionais, participa activamente nas actividades dos&lt;br /&gt;CSIR e, ao longo deste mandato, assumiu a Presidência de três, dos quatro, Conselhos&lt;br /&gt;existentes nas regiões fronteiriças de Portugal e Espanha.&lt;br /&gt;Diversas iniciativas – seminários, conferências, acções de sensibilização – foram desenvolvidas,&lt;br /&gt;nas quais participaram representantes da estrutura central da CGTP-IN.&lt;br /&gt;A criação de macro-regiões, que abrangem uma parte importante do território de Portugal&lt;br /&gt;Continental, com funções até agora da responsabilidade dos Estados-membros da União&lt;br /&gt;Europeia, nomeadamente na gestão de recursos, planificação, meio ambiente, fluxos&lt;br /&gt;migratórios, colocaram aos nossos representantes problemas novos.&lt;br /&gt;A CGTP-IN exigiu o funcionamento de todos os órgãos e organismos de composição tripartida&lt;br /&gt;para uma informação e consulta precisa e atempada dos temas em debate, não prescindindo da&lt;br /&gt;sua participação e intervenção na luta por um desenvolvimento económico sustentado e a&lt;br /&gt;salvaguarda dos direitos e interesses dos trabalhadores e das populações.&lt;br /&gt;5. AS POLÍTICAS SOCIAIS E A POLÍTICA FISCAL&lt;br /&gt;5.1. Políticas Sociais&lt;br /&gt;Segurança Social&lt;br /&gt;Na Segurança Social, a luta neste mandato foi pela exigência de melhoria da protecção social,&lt;br /&gt;revogação de medidas que lesaram os trabalhadores e pensionistas impostas pelo Governo do&lt;br /&gt;PS, os planos de austeridade dos PEC’s e, no último ano, contra o pacto de agressão da Troika e&lt;br /&gt;a política reaccionária do Governo PSD-CDS, demolidora do Estado Social, que tiveram grande&lt;br /&gt;contestação social,&lt;br /&gt;O factor de sustentabilidade que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2008 teve a oposição total&lt;br /&gt;da CGTP-IN, dado que o seu objectivo, por demais evidente, é a redução do valor das pensões.&lt;br /&gt;Os trabalhadores que se reformaram após a sua entrada em vigor tiveram uma redução de 0,56%&lt;br /&gt;no valor da pensão, mas a partir de 1 de Janeiro de 2012 a redução já representa 3,92%. O&lt;br /&gt;mesmo aconteceu com o Indexante de Apoios Sociais (IAS), a rejeição da proposta que a&lt;br /&gt;CGTP-IN apresentou na altura, por parte do Governo PS, e de levar por diante o seu projecto, já&lt;br /&gt;penalizou duramente os reformados e pensionistas, tal facto por não ter havido crescimento&lt;br /&gt;económico, e por as pensões não terem sido aumentadas. EM 2009, foram congeladas as&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;pensões de valor igual ou superior a 12 IAS e só foram actualizadas as pensões até 1.500 euros,&lt;br /&gt;sendo que em 2011 foi suspenso o regime de actualização. A denuncia e a pressão que a CGTPIN&lt;br /&gt;tem exercido sobre esta matéria, levou-nos a reunir, por diversas vezes, com os Grupos&lt;br /&gt;Parlamentares e levou a que o Governo de Passos Coelho tivesse anunciado que as pensões&lt;br /&gt;sociais, agrícolas e do 1º escalão do regime geral terão um aumento de 3,1% em 2012, as&lt;br /&gt;restantes não serão aumentadas. Apesar deste aumento não corresponder à perca do poder de&lt;br /&gt;compra sofrido, este deve-se à luta da CGTP-IN. As restantes pensões estão congeladas, assim&lt;br /&gt;como o IAS até 2014.&lt;br /&gt;A CGTP-IN desenvolveu, neste mandato, três petições, em 2009 e em 2010, que foram&lt;br /&gt;discutidas na Assembleia da República sem terem obtido o sucesso pretendido, ou seja, a&lt;br /&gt;revogação do factor de sustentabilidade e alteração das regras de actualização das pensões,&lt;br /&gt;foram inviabilizadas, na altura, pelo Grupo Parlamentar do PS, manifestando discordância com&lt;br /&gt;a matéria.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, em 15 de Abril de 2008, apresentou uma queixa ao Provedor da Justiça, dado que&lt;br /&gt;o Governo PS não cumpriu o período de transição em relação ao cálculo das pensões até 2016,&lt;br /&gt;conforme estava previsto no D.L. 35/2000, o que afectou os reformados com mais baixas&lt;br /&gt;pensões. A União dos Sindicatos de Braga desenvolveu um exemplar trabalho de denúncia e&lt;br /&gt;mobilização dos reformados para repor a opção do cálculo sobre toda a carreira contributiva.&lt;br /&gt;Centenas de reformados concentraram-se em Lisboa, em 23 de Abril de 2008, e o Estado de&lt;br /&gt;2009, veio ao encontro da nossa reivindicação, o que traduziu numa significativa vitória&lt;br /&gt;melhorando as pensões de milhares de reformados.&lt;br /&gt;Em Junho de 2008, foi criado o subsídio social de maternidade/paternidade, reivindicado pela&lt;br /&gt;CGTP-IN, para quem não tinha acesso ao regime contributivo.&lt;br /&gt;Em 1 de Maio de 2009 entrou em vigor o novo regime jurídico sobre a parentalidade, que&lt;br /&gt;alargou o período de concessão do subsídio parental (até 150 dias), incentivando, deste modo,&lt;br /&gt;uma maior partilha da licença entre os progenitores.&lt;br /&gt;O alargamento da rede pública de equipamento para as crianças e idosos, por nós exigido, levou&lt;br /&gt;o Programa Pares a aumentar a oferta, mas continuam a existir enormes défices, o mais grave, e&lt;br /&gt;cada vez mais os equipamentos sociais dependem da iniciativa das instituições de solidariedade&lt;br /&gt;social porque o Estado deixou em grande parte de ter iniciativa. A CGTP-IN reuniu com a CNIS&lt;br /&gt;e outras instituições para chamar a atenção dos riscos futuros da demissão do Estado nesta&lt;br /&gt;matéria e os apertos financeiros a que as organizações vão estar sujeitas e as responsabilidades&lt;br /&gt;cada vez maiores que vão assumir perante os utentes e as famílias.&lt;br /&gt;A protecção social do desemprego teve sempre presente nas reivindicações da CGTP-IN, ao&lt;br /&gt;longo deste mandato, designadamente a redução do período de garantia do subsídio de&lt;br /&gt;desemprego e do subsídio social de desemprego e a alteração do valor do rendimento per/capita&lt;br /&gt;para acesso ao subsídio social de desemprego. Com a nossa insistência e persistência obtivemos,&lt;br /&gt;em parte, resposta do Governo, em 2009, relativamente ao prolongamento do subsídio social de&lt;br /&gt;desemprego, já sobre o número de desempregados sem protecção social, nunca se obteve&lt;br /&gt;resposta.&lt;br /&gt;O ano 2009 foi marcado pela discussão do Código Contributivo apresentado pelo Governo. A&lt;br /&gt;CGTP-IN, há alguns anos que tem posições muito consolidadas sobre esta matéria. A&lt;br /&gt;modelação da taxa social patronal, ao tipo de contrato de trabalho (de agravamento no caso do&lt;br /&gt;trabalho precário e de diminuição referente aos trabalhadores efectivos), teve um combate firme&lt;br /&gt;e persistente da CGTP-IN.&lt;br /&gt;A CGTP-IN reclamou ao Presidente da República que não promulgasse o diploma, por os&lt;br /&gt;motivos atrás referidos, pois punha em causa a sustentabilidade da Segurança Social, mas este&lt;br /&gt;acabou por promulgar em 16 de Setembro de 2009. O diploma em Dezembro acabou por ser&lt;br /&gt;suspenso pelos partidos da oposição na Assembleia da República num processo contraditório.&lt;br /&gt;29&lt;br /&gt;A Lei 55-A/2010 vem ao encontro da posição da CGTP-IN que suspendeu a modelação da taxa&lt;br /&gt;contributiva à modalidade do contrato de trabalho, pelo menos até 2014. Mais uma vez a acção&lt;br /&gt;da CGTP-IN foi essencial em todo este processo.&lt;br /&gt;Foram promovidas reuniões distritais nas Uniões a fim de discutir todo o processo do Código&lt;br /&gt;Contributivo e as propostas da CGTP-IN, em que participaram centenas de quadros.&lt;br /&gt;Dada a situação social estar a agravar-se, cabia à Segurança Social desempenhar ainda mais um&lt;br /&gt;papel de estabilizador social e com esse objectivo apresentámos as nossas reivindicações. No&lt;br /&gt;ano 2010, a viabilização dos PEC’s pelo Governo PS, e com o apoio do PSD, levou à contenção&lt;br /&gt;das despesas sociais.&lt;br /&gt;As medidas excepcionais anteriormente conseguidas para os trabalhadores desempregados&lt;br /&gt;foram todas elas revogadas, aumentando o número de desempregados sem protecção social. O&lt;br /&gt;Governo PS também criou novas regras para o acesso às prestações sociais do regime de&lt;br /&gt;solidariedade e de protecção da família, que assentam em dois vectores: a capitação e o conceito&lt;br /&gt;de agregado familiar, o que foi devastador, dado os beneficiários de prestações e apoios sociais&lt;br /&gt;excluídos (abono de família, RSI, subsídio social de desemprego, acção social escolar, etc.), e&lt;br /&gt;acabou com o 4º e 5º escalão do abono de família.&lt;br /&gt;A CGTP-IN opôs-se contra estas medidas e reuniu com todos os grupos parlamentares, solicitou&lt;br /&gt;a análise do Provedor de Justiça sem sucesso, dirigiu-se à Comissão Nacional de Dados.&lt;br /&gt;O Governo do PSD-CDS pretende limitar ainda mais estas prestações em nome dos que&lt;br /&gt;necessitam. Está claramente em marcha uma política com uma visão assistencial/caritativa, em&lt;br /&gt;vez de direitos, que tem de ser denunciada e combatida.&lt;br /&gt;No plano financeiro é preocupante a situação do Fundo de Estabilização Financeira da&lt;br /&gt;Segurança Social, dado os reflexos da situação financeira internacional, em 2008 houve&lt;br /&gt;impactos negativos motivados pela aplicação dos activos em dívida pública nacional e de países&lt;br /&gt;da OCDE e acções e, em 2011 a redução nos activos teve significado. A CGTP-IN reuniu&lt;br /&gt;recentemente com os Grupos Parlamentares para discutir este assunto e intervir para contrariar a&lt;br /&gt;intenção do Governo de usar o Fundo para outros fins.&lt;br /&gt;Reparação dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais&lt;br /&gt;Em 2009 foi publicado o novo Regime Reparatório dos Acidentes de Trabalho e Doenças&lt;br /&gt;Profissionais (lei n.º 98/2009). A CGTPIN tem travado uma forte batalha junto do poder político&lt;br /&gt;em relação ao regime de reparação, dado que a sua filosofia, até hoje, não repara integralmente&lt;br /&gt;o trabalhador por os danos causados.&lt;br /&gt;Pela luta travada, o regime tem sofrido alguma evolução, mas não conseguimos atingir esses&lt;br /&gt;objectivos.&lt;br /&gt;Pela primeira vez, após décadas de absoluto esquecimento, foi regulamentada a matéria de&lt;br /&gt;reabilitação e reintegração profissional dos trabalhadores. A CGTP-IN enviou, na altura, ao&lt;br /&gt;Governo e à Assembleia da República, uma exposição sobre as dúvidas que se colocam na&lt;br /&gt;aplicação da mesma, sem resposta.&lt;br /&gt;Quanto ao Centro de Riscos Profissionais, fazendo a avaliação da reforma feita, consideramos&lt;br /&gt;que foi muito negativa em todos os aspectos. Várias iniciativas foram realizadas, públicas e&lt;br /&gt;institucionais, durante o mandato, sem êxito, pelo contrário, a situação tem-se vindo a agravar.&lt;br /&gt;As Comissões Permanentes da Tabela de Incapacidades e Doenças Profissionais não têm&lt;br /&gt;funcionado desde 2008.&lt;br /&gt;Só a intervenção, todos os anos, da CGTP-IN, tem levado a que as pensões por acidente de&lt;br /&gt;trabalho e doença profissional tenham sido aumentadas, porque o Ministério das Finanças se&lt;br /&gt;esquece. Em 2011, as pensões por doença profissional também foram congeladas, dadas estarem&lt;br /&gt;integradas no regime de Segurança Social.&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;A CGTP-IN, no âmbito do POPH, lançou um programa sobre a protecção dos trabalhadores&lt;br /&gt;vítimas de acidentes de trabalho, realizando em 2010 e 2011 várias iniciativas, como debates em&lt;br /&gt;Lisboa, Coimbra, Aveiro, Porto e Setúbal, onde participaram centenas de quadros sindicais, e&lt;br /&gt;publicou um guia de direitos “Reparação dos Acidentes de Trabalho” e está a ultimar a&lt;br /&gt;publicação e o lançamento de um estudo sobre a temática, realizado por investigadores do&lt;br /&gt;Centro de Estudos Sociais de Coimbra.&lt;br /&gt;Política Inclusiva/Combate à Pobreza&lt;br /&gt;Para o XI Congresso realizou-se um trabalho sobre as desigualdades que abrangeu vários&lt;br /&gt;âmbitos de análise, que foi de extraordinária importância em termos sociais e políticos, e mais,&lt;br /&gt;pôs em evidência a pobreza nos meios laborais.&lt;br /&gt;Até a esse momento relacionava-se a pobreza quase exclusivamente com as pessoas idosas ou&lt;br /&gt;com os beneficiários do rendimento social de inserção. Dado os baixos salários, a precariedade&lt;br /&gt;existente e o desemprego, o trabalho realizado demonstrou o que a CGTP-IN há já algum tempo&lt;br /&gt;alertava da existência de famílias trabalhadoras que viviam abaixo do limiar da pobreza ou&lt;br /&gt;próximo.&lt;br /&gt;Com o objectivo de combater a pobreza, dado que no espaço da U.E. existem muitos milhões de&lt;br /&gt;pobres, muitos deles trabalhadores, a U.E. propôs aos diversos Estados a existência de Planos&lt;br /&gt;Nacionais para a Inclusão, no nosso país, foram apresentados vários planos, sendo o último para&lt;br /&gt;o período de 2008-2010, a CGTP-IN foi muito critica sobre os diversos planos elaborados, pela&lt;br /&gt;falta de objectivos concretos e planos de concretização e de avaliação, e produziu vários&lt;br /&gt;documentos sobre os mesmos e realizou várias reuniões com os coordenadores nacionais.&lt;br /&gt;Apesar das críticas e das várias iniciativas que a CGTP-IN tomou para alterar o quadro&lt;br /&gt;legislativo, o complemento social das pessoas idosas foi das medidas com mais impacto depois&lt;br /&gt;do Rendimento Social de Inserção, porque foi colocado um limiar mínimo de rendimentos,&lt;br /&gt;tendo abrangido até 2010, 206.700 mil idosos.&lt;br /&gt;O ano de 2010 foi consagrado como o Ano de Combate à Pobreza e à Exclusão Social, o&lt;br /&gt;balanço feito pela CGTP-IN é que resultou num falhanço e, mais grave, foi neste ano que o&lt;br /&gt;Governo PS concretizou políticas que empobreceram os trabalhadores e largas camadas da&lt;br /&gt;população, promovendo um aumento das desigualdades.&lt;br /&gt;A CGTP-IN apresentou no órgão nacional, que acompanhou o Ano Europeu, um projecto para a&lt;br /&gt;realização de estudos focalizados no emprego jovem, que se veio a concretizar, tendo sido&lt;br /&gt;realizado por uma equipa do Observatório das Desigualdades/Centro de Investigação e Estudos&lt;br /&gt;de Sociologia do ISCTE-IUL, em articulação com a CGTP-IN e o Instituto de Segurança Social.&lt;br /&gt;Este estudo foi apresentado nos dias 14 e 20 de Dezembro de 2011 em Lisboa e Porto,&lt;br /&gt;respectivamente, onde participaram dezenas de quadros, nomeadamente jovens.&lt;br /&gt;Como a CGTP-IN tem referido, há um empobrecimento acelerado dos trabalhadores e da&lt;br /&gt;população, aliás foi o tema central das últimas acções de massas e da greve geral de 24 de&lt;br /&gt;Novembro de 2011. O empobrecimento é o resultado das políticas neo-liberais seguidas e da&lt;br /&gt;ofensiva do capital que promovem o desemprego, a precariedade, os baixos rendimentos e a&lt;br /&gt;redução das prestações sociais e o ataque às funções sociais e que se têm vindo a acentuar&lt;br /&gt;perigosamente, observando-se famílias com escassez de alimentos, senão mesmo fome, que não&lt;br /&gt;se observava há muito no nosso país. Um estudo, recentemente publicado pela Comissão&lt;br /&gt;Europeia, refere que Portugal, em comparação com 5 países da União Europeia, é o País que&lt;br /&gt;regista um dos maiores aumentos de risco de pobreza devido às medidas de consolidação&lt;br /&gt;orçamental adoptadas essencialmente nas famílias com filhos, e que o nosso País, em&lt;br /&gt;comparação com outros cinco países da U.E., é o único onde as medidas de austeridade&lt;br /&gt;exigiram um esforço financeiro aos pobres, superior ao que foi pedido aos ricos.&lt;br /&gt;O Governo PSD-CDS perante o aumento da pobreza e de graves carências respondeu com um&lt;br /&gt;Plano de Emergência Social, sem calendário de concretização e com financiamento limitado,&lt;br /&gt;31&lt;br /&gt;marcadamente assistencialista/caritativo. A CGTP-IN, referiu a propósito, que estas políticas&lt;br /&gt;não conduzem à inclusão. Era fundamental a existência de um plano de inclusão que&lt;br /&gt;promovesse o emprego, melhorasse os rendimentos e uma política alternativa ao modelo&lt;br /&gt;económico e financeiro instituído.&lt;br /&gt;Saúde&lt;br /&gt;Revitalizar e investir no SNS para todos os cidadãos foi uma orientação saída do XI Congresso&lt;br /&gt;que continua actual.&lt;br /&gt;Os cuidados de saúde primários constituem uma questão estratégica para a CGTP-IN para a&lt;br /&gt;promoção da saúde e prevenção da doença e para uma boa organização de serviços.&lt;br /&gt;A reivindicação saída do Congresso de que a cada família fosse garantido médico e enfermeiro&lt;br /&gt;de família enquadradas em equipas multi-profissionais, foi um objectivo central. A CGTP-IN,&lt;br /&gt;após o Congresso, publicou um cartaz sobre este tema, e em Novembro de 2008, no Porto,&lt;br /&gt;realizou um Encontro Regional sobre Cuidados de Saúde Primários e as Unidades de Saúde&lt;br /&gt;Familiares, e em Abril de 2009, em Setúbal, que avaliaram os aspectos positivos e negativos&lt;br /&gt;para os utentes e profissionais.&lt;br /&gt;A reforma dos cuidados primários de saúde iniciada ainda não se concretizou totalmente até a&lt;br /&gt;aposta governativa nas Unidades de Saúde Familiar, está longe ainda de atingir os seus&lt;br /&gt;objectivos. Actualmente, segundo dados oficiais, há 316 unidades de saúde familiar em&lt;br /&gt;actividade, abrangendo cerca de 4 milhões de pessoas; os profissionais envolvidos ascende a&lt;br /&gt;6.168. A região Norte é a que tem mais unidades (168), seguida por Lisboa e Vale do Tejo com&lt;br /&gt;(96).&lt;br /&gt;Continua a haver um défice enorme; o número de cidadãos sem médico de família continua a&lt;br /&gt;ser mais de um milhão e meio, o que é totalmente inaceitável, tanto mais que se trata dos&lt;br /&gt;cuidados de saúde de proximidade e é a porta de entrada do SNS.&lt;br /&gt;O Governo PS, pela mão do Ministro Correia Campos, encerrou centros de saúde, urgências e&lt;br /&gt;maternidades e vários pontos do país, o que levou a uma forte contestação popular, acabando&lt;br /&gt;com a substituição do Ministro, mas a sua sucessora manteve na essência a estratégia&lt;br /&gt;governativa.&lt;br /&gt;Uma das marcas das políticas de direita é a desresponsabilidade do Estado pela prestação dos&lt;br /&gt;cuidados de saúde e o favorecimento do sector privado através das parcerias público-privadas&lt;br /&gt;que constituem um sorvedor dos dinheiros públicos. O relatório do OE para 2009 referia que&lt;br /&gt;entre 2008-2032 este custo é de 32 mil milhões de euros. Um bom exemplo disso continua a ser&lt;br /&gt;o Hospital Amadora-Sintra, que desde 2008, a quando da decisão do Governo de retirar ao&lt;br /&gt;Grupo Mello a sua gestão reivindicado desde a sua construção pela CGTP-IN, no final de 2011&lt;br /&gt;ainda não está resolvido o conflito que opõe o Estado e este grupo económico e que envolve&lt;br /&gt;milhões de euros reclamados pelo Estado.&lt;br /&gt;Novos hospitais durante este nosso mandado foram entregues a grupos privados: Cascais, Braga&lt;br /&gt;e Loures, tendo já, por diversas vezes sido denunciada pelas nossas estruturas, e pelos sindicatos&lt;br /&gt;dos profissionais de saúde e comissões de utentes, vários défices tanto no funcionamento como&lt;br /&gt;na qualidade de prestação de cuidados de saúde.&lt;br /&gt;A CGTP-IN tem-se oposto e denunciado ao longo dos tempos a promiscuidade e a parasitagem&lt;br /&gt;existente entre o Estado e o privado que lesa profundamente o Estado e tem contribuído para o&lt;br /&gt;aumento das despesas públicas, luta que tem de não só continuar, como intensificar.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, durante este mandato, denunciou o forte crescimento do sector privado hospitalar&lt;br /&gt;ligado aos grupos financeiros, muito há custa de convenções feitas pelo Estado, nomeadamente&lt;br /&gt;à ADSE e de outros subsistemas. E tomou posição ainda perante a saída dos profissionais de&lt;br /&gt;saúde, nomeadamente médicos para o sector privado, a redução dos salários e o congelamento&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;das carreiras na Administração Pública e a aposentação, podem contribuir para este&lt;br /&gt;esvaziamento.&lt;br /&gt;A CGTP-IN comemorou condignamente os 30 anos da constituição do SNS, promovendo dois&lt;br /&gt;debates: “Impõe-se revitalizar e investir no SNS para todos os cidadãos”, em Lisboa e no Porto,&lt;br /&gt;onde participaram dezenas de quadros e diversas personalidades e instituições, e lançou um&lt;br /&gt;Manifesto.&lt;br /&gt;A CGTP-IN lutou pelo acesso universal dos cidadãos à saúde oral em 2008, o Governo avançou&lt;br /&gt;com um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, que considerámos minimalista, dado&lt;br /&gt;que a maioria da população tem de recorrer ao sector privado, despendendo avultados recursos,&lt;br /&gt;assim como nos cuidados continuados há avanços a considerar, mas está longe de responder às&lt;br /&gt;necessidades, assim como as respostas no domicílio. Os cortes previstos no PEC e no&lt;br /&gt;Memorando da Troika nos apoios sociais comprometem seriamente o desenvolvimento destes&lt;br /&gt;cuidados, tão necessários para uma população cada vez mais envelhecida.&lt;br /&gt;Os utentes da saúde, como já foi referido, são obrigados a despender dos seus orçamentos cada&lt;br /&gt;vez mais dinheiro para os medicamentos, dado que houve por parte dos governos do PS,&lt;br /&gt;PSD/CDS medidas que diminuíram as comparticipações do Estado, mesmo no caso de doenças&lt;br /&gt;crónicas. O Governo PSD/CDS aumentou as taxas moderadoras para o dobro e as isenções&lt;br /&gt;diminuíram para muitos desempregados e reformados e milhares de utentes que estavam isentos&lt;br /&gt;pela sua condição de saúde que pode por em causa a acessibilidade dos utentes ao SNS e&lt;br /&gt;promover a doença e ser abandonada a promoção da saúde.&lt;br /&gt;O Governo PSD/CDS está a desencadear uma poderosa ofensiva, aumentando os custos para os&lt;br /&gt;utentes, a CGTP-IN opor-se-á a qualquer política que vise duplamente o financiamento do SNS,&lt;br /&gt;a estratégia política está a ser nesse sentido, que é necessário combater.&lt;br /&gt;A CGTP-IN realizou no dia 3 de Novembro de 2011 um Encontro sobre o Estado,&lt;br /&gt;Administração Pública e Direitos Sociais, em que abordou a Saúde, Segurança Social, Educação&lt;br /&gt;e Poder Local, onde participaram centenas de quadros e diversos convidados, onde foi avaliada&lt;br /&gt;a brutal ofensiva contra as funções sociais, contra o Estado e Administração Pública e a&lt;br /&gt;mobilização sindical necessária para lhe dar resposta.&lt;br /&gt;Para este Encontro foi realizado um Estudo pela CGTP-IN sobre a política do medicamento,&lt;br /&gt;dada a importância do seu acesso como elemento fundamental do direito à saúde, por outro&lt;br /&gt;lado, o peso que estes têm na despesa pública em saúde deve-se ao facto de em Portugal&lt;br /&gt;produzir apenas 30% das suas necessidades e de termos de importar 70% dos medicamentos,&lt;br /&gt;dado de se ter destruído unidades produtivas que forneciam o mercado nacional, por outro lado&lt;br /&gt;não há uma unidade de produção pública relevante.&lt;br /&gt;A política do medicamento seguida pelo PS e PSD/CDS tem um traço geral, como já tinha sido&lt;br /&gt;referido, que se caracteriza por uma crescente transferência para os utentes da despesa com&lt;br /&gt;medicamento, mantendo intocáveis os privilégios da indústria farmacêutica e muitas vezes das&lt;br /&gt;farmácias, o que coloca a exigência da luta para o acesso universal ao medicamento.&lt;br /&gt;A CGTP-IN durante este mandato manteve uma intervenção activa no âmbito da Plataforma&lt;br /&gt;Laboral contra a Sida. Depois de um trabalho moroso a Plataforma promoveu o Código de&lt;br /&gt;Conduta que foi subscrito por muitas empresas e vários materiais de sensibilização.&lt;br /&gt;Assim como desenvolvemos o projecto Euridice “Prevenção das Toxicodependências em Meio&lt;br /&gt;Laboral”.&lt;br /&gt;Este projecto tem sido, em parceria com o Instituto de Drogas e Toxicodependências e com&lt;br /&gt;várias empresas e organizações, o que consideramos muito positivo para a promoção da saúde.&lt;br /&gt;Educação&lt;br /&gt;No período 2007/2011, o sector da Educação foi dos mais fortemente atacados, com políticas&lt;br /&gt;que fragilizaram a Escola Pública e Democrática em alguns dos seus pilares fundamentais.&lt;br /&gt;33&lt;br /&gt;Assim debilitada, a Escola Pública terá maiores dificuldades para resistir à violenta ofensiva&lt;br /&gt;neoliberal em curso que, com a justificação da crise, se orienta explicitamente para a&lt;br /&gt;substituição do paradigma constitucional da Escola Pública pelo da designada liberdade de&lt;br /&gt;escolha.&lt;br /&gt;Nestes quatro anos, o movimento sindical respondeu aos ataques com grandes acções e lutas&lt;br /&gt;que marcaram indelevelmente este tempo. Os professores promoveram duas grandes&lt;br /&gt;manifestações, juntando mais de 100.000 docentes em cada uma, bem como greves com adesão&lt;br /&gt;elevada; também os demais profissionais e trabalhadores das escolas se mobilizaram e levaram&lt;br /&gt;por diante as mais diversas lutas em defesa da Escola Pública e das condições indispensáveis ao&lt;br /&gt;seu normal funcionamento, nomeadamente no que concerne aos seus recursos humanos. Várias&lt;br /&gt;foram as acções e lutas que, pela adesão que mereceram, provocaram o encerramento dos&lt;br /&gt;próprios estabelecimentos de educação e ensino.&lt;br /&gt;Alguns dos aspectos em que se tornaram mais visíveis os efeitos negativos das políticas&lt;br /&gt;educativas desenvolvidas foram, entre outros, as sucessivas quebras de financiamento das&lt;br /&gt;escolas e das instituições de ensino superior, a perda de democraticidade da gestão escolar, o&lt;br /&gt;retirar de apoios devidos a milhares de crianças e jovens com necessidades educativas especiais,&lt;br /&gt;a crescente precariedade e instabilidade do corpo docente das escolas, o agravamento das&lt;br /&gt;condições e dos horários de trabalho nas escolas… prepara-se, agora, uma forte intervenção ao&lt;br /&gt;nível dos currículos, visando o seu esvaziamento, centrando as aprendizagens num designado&lt;br /&gt;núcleo essencial de conhecimentos e aligeirando-os no que respeita à construção de&lt;br /&gt;competências e ao desenvolvimento de valores democráticos orientados para o exercício pleno&lt;br /&gt;da cidadania.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, como organização mais representativa dos trabalhadores portugueses, não pode&lt;br /&gt;ficar alheia à progressiva desvalorização dos níveis de apoio social que são prestados aos alunos&lt;br /&gt;e às famílias. O seu empobrecimento, a par do encerramento de escolas e consequente&lt;br /&gt;deslocação das crianças, bem como dos sucessivos cortes orçamentais impostos às autarquias&lt;br /&gt;(que assumem competências importantíssimas no domínio do apoio social), resultaram na perda&lt;br /&gt;de apoios fundamentais ou, no mínimo, na sua desvalorização, não permitindo que fosse dado o&lt;br /&gt;combate necessário a chagas educativas que residem, em boa parte, em fragilizações sociais que&lt;br /&gt;têm vindo a crescer – o insucesso e o abandono escolares – e tornam muito difícil fazer face a&lt;br /&gt;desafios imediatos como sejam o do alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos.&lt;br /&gt;Também a inexistência de uma política que garanta a gratuitidade dos manuais escolares, assim&lt;br /&gt;como a não valorização da acção social escolar no ensino superior que, no mínimo,&lt;br /&gt;acompanhasse o aumento dos custos de frequência confirmam essa ausência de preocupação e&lt;br /&gt;de uma política social que transforme a escola num espaço a que todos, em condições de&lt;br /&gt;igualdade de oportunidades e independentemente da sua origem ou das dificuldades que&lt;br /&gt;apresentam, têm acesso e poderão ter sucesso.&lt;br /&gt;No que respeita à Ciência e Investigação, nestes quatro anos assistiu-se a algum&lt;br /&gt;desenvolvimento mas nunca de forma sustentada, de forma a que fosse possível a sua&lt;br /&gt;consolidação. Foi criado um sistema assente na precariedade – em particular, dos seus recursos&lt;br /&gt;financeiros e humanos – que, por esse facto, conhecerá agora uma brusca contracção e um&lt;br /&gt;relevante retrocesso.&lt;br /&gt;Nestes quatro anos foram ainda evidentes diversos atropelos cometidos contra os direitos&lt;br /&gt;sindicais e o seu exercício no sector da Educação, reflexo de medidas que foram tomadas contra&lt;br /&gt;a generalidade dos trabalhadores da Administração Pública. A imposição de limites aos créditos&lt;br /&gt;sindicais, a proibição de realização de reuniões sindicais fora das escolas com recurso aos&lt;br /&gt;créditos horários dos docentes, a intromissão na autonomia da organização sindical, os&lt;br /&gt;constrangimentos colocados ao exercício dos direitos, nomeadamente por força dos regimes de&lt;br /&gt;avaliação de desempenho, mas também a desvalorização da negociação foram medidas e&lt;br /&gt;posturas que tiveram por objectivo enfraquecer a actividade e a vida sindical nas escolas.&lt;br /&gt;Ao longo do mandato que agora termina, as organizações sindicais com intervenção específica&lt;br /&gt;na Educação, se forma autónoma ou em articulação no quadro de estruturas de coordenação&lt;br /&gt;34&lt;br /&gt;superior, responderam com determinação e veemência aos ataques a que estiveram sujeitos. A&lt;br /&gt;violência desses ataques, contudo, e a forma autocrática e prepotente como, por regra, agiram os&lt;br /&gt;governantes, tornaram este tempo muito difícil, mas nunca retiraram esperança e confiança à&lt;br /&gt;acção sindical.&lt;br /&gt;5.2. Política Fiscal&lt;br /&gt;A luta por uma maior justiça fiscal para assegurar uma mais justa distribuição de rendimentos e&lt;br /&gt;o financiamento de serviços públicos de qualidade foram os objectivos do XI Congresso.&lt;br /&gt;Uma das reivindicações saídas do Congresso foi a redução gradual do IVA da taxa máxima,&lt;br /&gt;tendo sido reduzido de 21% para 20%, mas não houve as compensações da quebra de receitas&lt;br /&gt;por outros impostos, conforme a CGTP-IN proponha, nem houve reflexos nos preços dos bens e&lt;br /&gt;serviços, tendo sido absorvida pelas empresas.&lt;br /&gt;Os governos do PS e do PSD/CDS perfilharam sempre do princípio de que a obtenção de&lt;br /&gt;receitas de forma mais rápida era por via dos impostos indirectos por um lado, e por outro para&lt;br /&gt;defender os rendimentos singulares e patrimoniais de determinadas elites sociais e das&lt;br /&gt;empresas. Como é sabido, os impostos indirectos têm um carácter regressivo provocando&lt;br /&gt;desigualdades porque penaliza os rendimentos mais baixos.&lt;br /&gt;Durante o Governo de Sócrates as taxas do IVA voltaram a ser aumentadas situando-se a taxa&lt;br /&gt;mais elevada em 23%, ao mesmo tempo houve alterações da taxa em bens essenciais. Na&lt;br /&gt;vigência já do Governo PSD-CDS em 2011, a electricidade, o gás natural passaram da taxa&lt;br /&gt;mínima de IVA (6%) para a taxa máxima (23%), assim como de alguns bens alimentares e a&lt;br /&gt;restauração passou da taxa intermédia (13%) para 23% no OE para 2012.&lt;br /&gt;O agravamento dos impostos indirectos reduz o poder de compra de grande parte da população&lt;br /&gt;e pode contribuir ainda para o aumento de desemprego e diminui a competitividade externa.&lt;br /&gt;A CGTP-IN condenou sempre esta via de obtenção de receitas imediatas à custa do aumento&lt;br /&gt;dos impostos indirectos, nomeadamente do IVA.&lt;br /&gt;Dado o carácter progressivo dos impostos directos, sempre considerámos que a via mais justa de&lt;br /&gt;obtenção de receitas é sobre o IRS, IRC e impostos sobre o património imobiliário e mobiliário.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, aquando da discussão do OE 2009, propôs a criação de dois novos escalões do IRS&lt;br /&gt;(43% e 45%), o que vieram a ser concretizados de forma a aumentar a tributação dos&lt;br /&gt;rendimentos mais elevados, assim como o aumento da tributação do património mobiliário cujo&lt;br /&gt;valor estivesse acima de 500 mil euros, a tributação e das mais-valias.&lt;br /&gt;As taxas do IRS dos rendimentos 2011 para concretizar os Planos de Estabilidade e&lt;br /&gt;Crescimento sofrem um agravamento de 1,5%, ou seja, todos os oito escalões agravaram,&lt;br /&gt;situando-se actualmente o mais baixo em 11,5% e o mais elevado em 46,5%. Os dois últimos&lt;br /&gt;escalões mais elevados foram afectados ainda pela limitação das deduções por despesas&lt;br /&gt;efectuadas com saúde, educação, encargos com lares e habitação.&lt;br /&gt;Os rendimentos das pensões gradualmente, tendo visto a sua base tributária a igualizar-se aos&lt;br /&gt;trabalhadores no activo, o que tem levantado descontentamento, dado os benefícios fiscais&lt;br /&gt;existentes até então.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, ao longo da sua história, sempre deu especial atenção ao combate à fraude e&lt;br /&gt;evasão fiscal, à economia paralela, à corrupção e ao branqueamento de capitais e sempre&lt;br /&gt;saudámos as medidas que foram preconizadas nesse sentido. No relatório de actividades de&lt;br /&gt;2008, dávamos conta de que as receitas do IRC tinham vindo a crescer, mas começava a dar&lt;br /&gt;sinais de quebra, e no relatório de actividades de 2009 registávamos que o ano ficou marcado&lt;br /&gt;por uma quebra de receitas fiscais na ordem dos 15% e o IRC teve uma redução de 23,8%.&lt;br /&gt;Aliás, o valor do défice foi muito influenciado pela quebra de receitas, que se justificou numa&lt;br /&gt;parte pela recessão económica, mas também pela enorme fraude e evasão fiscal.&lt;br /&gt;35&lt;br /&gt;A CGTP-IN sempre exigiu meios e modernização dos serviços fiscais da Administração&lt;br /&gt;Pública, para haver recursos e eficiência, nomeadamente na acção inspectiva.&lt;br /&gt;No Relatório de 2011, dávamos conta de que os avanços anteriormente realizados neste combate&lt;br /&gt;estavam a regredir, dado que muitos trabalhadores destes serviços com experiência foram para a&lt;br /&gt;aposentação e não foram substituídos.&lt;br /&gt;A CGTP-IN, em 2009, lançou uma petição “Pelo fim dos paraísos fiscais”, que recolheu uns&lt;br /&gt;milhares de assinaturas, tendo sido entregue ao Presidente da Assembleia da República em&lt;br /&gt;Janeiro de 2010. A mesma, por incrível que pareça, passados dois anos não foi ainda discutida&lt;br /&gt;em plenário.&lt;br /&gt;Os paraísos fiscais continuam a ser um tema actual, dado que são fortes impulsionadores da&lt;br /&gt;fraude e evasão fiscal, o que exige um combate da CGTP-IN. Aliás, 20 empresas cotadas em&lt;br /&gt;Bolsa em Portugal criaram empresas em paraísos fiscais para não serem tributadas, entre elas&lt;br /&gt;estão empresas públicas.&lt;br /&gt;Outra luta ao longo dos anos que a CGTP-IN sempre travou foi contra o sigilo bancário. A Lei&lt;br /&gt;94/2009 e a Lei 37/2010 vieram introduzir alterações com algum significado, assim como a Lei&lt;br /&gt;36/2010, onde é criado no Banco de Portugal uma base de contas bancárias existentes no&lt;br /&gt;sistema bancário e com os procedimentos a realizar por essas entidades há muito reclamadas.&lt;br /&gt;O Governo do PSD-CDS criou um imposto extraordinário sobre o Subsídio de Natal de 2011,&lt;br /&gt;de 3,5% acima do SMN, tendo sido arrecado próximo de mil milhões de euros, o que foi um&lt;br /&gt;autêntico roubo a quem trabalha. Mas em relação às mais-valias, a atitude política já é bem&lt;br /&gt;diferente, tirando as pessoas individuais, a quem foi aumentada a tributação para 25%, a maioria&lt;br /&gt;esmagadora (+60%) continuam totalmente isentos, como as sociedades gestoras de&lt;br /&gt;participações sociais e os não residentes.&lt;br /&gt;5.3. O Sistema de Justiça&lt;br /&gt;A justiça do trabalho continua a ser tratada como o “parente pobre” do sistema de justiça no&lt;br /&gt;nosso país. Não porque o sistema em geral tenha tido uma evolução no sentido de proporcionar&lt;br /&gt;aos cidadãos uma resposta em tempo e disponibilizado um acesso nos termos previstos pela&lt;br /&gt;Constituição, mas porque continua a ser vista e tratada como um obstáculo á “flexibilidade” tão&lt;br /&gt;desejada pelo patronato e pelos governos de direita.&lt;br /&gt;Esta desvalorização da aplicação do direito do trabalho e da contratação colectiva, em favor de&lt;br /&gt;uma “flexibilidade” desregulamentadora das relações laborais, justifica que os tribunais de&lt;br /&gt;trabalho sejam os que ocupam as instalações menos adequadas, algumas mesmo decrépitas,&lt;br /&gt;onde as condições para o exercício da justiça ou não existem ou estão reduzidas ao mínimo.&lt;br /&gt;Instalações onde as barreiras arquitectónicas impedem as vítimas de acidentes de trabalho de a&lt;br /&gt;elas acederem e com reduzidas condições de trabalho para os magistrados e funcionários&lt;br /&gt;judiciais.&lt;br /&gt;Por outro lado, o acesso à justiça não é igual para todos e é extremamente lenta; os processos&lt;br /&gt;urgentes (que aumentaram em número com a última alteração do Código de Processo do&lt;br /&gt;Trabalho) correm a um ritmo inaceitável quando se quer fazer justiça e ela se torna, muitas&lt;br /&gt;vezes condição de sobrevivência, como quando está em causa um acidente de trabalho greve ou&lt;br /&gt;um despedimento arbitrário. Estes processos continuam a demorar anos para serem resolvidos&lt;br /&gt;deixando, quase sempre, as vítimas sem condições de sobrevivência. A morosidade continua a&lt;br /&gt;ser um problema grave que teima em não ser resolvido.&lt;br /&gt;Por outro lado, o acesso à justiça, em condições de igualdade, não está minimamente&lt;br /&gt;assegurado, verificando-se situações em que os trabalhadores não recorrem aos tribunais por&lt;br /&gt;falta de meios económicos. Urge resolver este problema.&lt;br /&gt;Por outro lado, também o sistema de fiscalização e sancionamento das infracções laborais não&lt;br /&gt;funciona ou, quando funciona, revela muitas fragilidades. O deficiente funcionamento da ACT e&lt;br /&gt;36&lt;br /&gt;a orientação não sancionatória predominantemente seguida, conduz a que muitos problemas não&lt;br /&gt;sejam resolvidos com prejuízo para os trabalhadores, e outros vão sobrecarregar o sistema de&lt;br /&gt;justiça, com prejuízo da morosidade. Um bom funcionamento da ACT/IGT, poderá contribuir&lt;br /&gt;para uma melhoria do sistema de justiça, o que não se verificou nos últimos anos,&lt;br /&gt;essencialmente por falta de vontade politica.&lt;br /&gt;6. SEGURANÇA, HIGIENE, E SAÚDE NO TRABALHO, IGUALDADE, CULTURA E&lt;br /&gt;TEMPOS LIVRES&lt;br /&gt;6.1. Segurança, Higiene e Saúde no Local de Trabalho&lt;br /&gt;Ao longo do último mandato, o Departamento de Segurança, Higiene e Saúde no Local de&lt;br /&gt;Trabalho da CGTP-IN procedeu a uma reformulação da sua actividade. Essa reformulação&lt;br /&gt;concretizou-se ao nível do carácter, âmbito e número das actividades desenvolvidas, com a&lt;br /&gt;definição de objectivos que melhoraram a actividade da CGTP-IN nesta área de intervenção,&lt;br /&gt;desenvolveu um conjunto de actividades concretas que permitiram a criação de importantes&lt;br /&gt;instrumentos para a actividade dos representantes dos trabalhadores para a SST. Uma dessas&lt;br /&gt;actividades foi a Campanha Nacional de Promoção da Segurança e Saúde nos Locais de&lt;br /&gt;Trabalho, desenvolvida através de um projecto executado no âmbito do POPH.&lt;br /&gt;Actividades e projectos&lt;br /&gt;Durante a Campanha Nacional de Promoção da Saúde e Segurança nos Locais de trabalho de&lt;br /&gt;2008-2010 foram realizados 5 Workshops temáticos de sensibilização, em colaboração com&lt;br /&gt;diversas estruturas sindicais, reunindo várias centenas de sindicalistas, sobre temas como a&lt;br /&gt;Eleição de Representantes dos Trabalhadores (RT’s), Equipamentos de Trabalho, Actividades&lt;br /&gt;Técnicas de SST, SST no Comércio e Serviços, entre outros. Organizámos um Encontro&lt;br /&gt;Nacional de RT’s para a SST e um seminário de lançamento da campanha. Estas iniciativas,&lt;br /&gt;com as centenas de quadros mobilizados, saldaram-se em importantes momentos de reflexão e&lt;br /&gt;mobilização em matéria de SST.&lt;br /&gt;A dinamização da campanha e das actividades do Departamento foi sustentada pelo sítio Web&lt;br /&gt;da Campanha, que serviu (e servirá, após a remodelação de que está a ser alvo) de Portal da&lt;br /&gt;Segurança e Saúde no trabalho no site da CGTP-IN (&lt;a href=&quot;http://shst.cgpt.pt&quot;&gt;http://shst.cgpt.pt&lt;/a&gt;). Com o mesmo intuito&lt;br /&gt;foi criada uma E-newsletter, a E-segurança, para a divulgação de informação de interesse geral&lt;br /&gt;em matéria de SST, enviada a milhares de quadros, trabalhadores e trabalhadoras.&lt;br /&gt;A produção e divulgação de instrumentos informativos práticos foram, também, uma&lt;br /&gt;preocupação constante do Departamento. No quadro da Campanha, foram editados 2&lt;br /&gt;importantes guias: o Guia para a Participação consciente na área da SST e o Guia de&lt;br /&gt;Acompanhamento do Processo Eleitoral dos RT’s. Além disso, foi traduzido e adaptado à&lt;br /&gt;realidade portuguesa um guia da CES/ETUI, o Guia para a Avaliação dos Riscos nos Locais de&lt;br /&gt;Trabalho. De referir que os guias em causa permitiram uma visibilidade sem precedente da&lt;br /&gt;actividade da CGTP-IN sendo, um deles, inclusive, constante de bibliografias recomendadas em&lt;br /&gt;algumas universidades em Portugal.&lt;br /&gt;Para finalizar, foi realizado um estudo sobre o stress no local de trabalho, que envolveu os&lt;br /&gt;sectores dos transportes e do comércio e serviços, com a realização de acções de sensibilização&lt;br /&gt;nos dois sectores.&lt;br /&gt;Foi elaborado com o Instituto Bento de Jesus Caraça (IBJC), um KIT de Formação para cursos,&lt;br /&gt;de 25h, dirigidos a RT’S e delegados sindicais. Estes cursos serão experimentados a partir de&lt;br /&gt;2012.&lt;br /&gt;37&lt;br /&gt;Formação&lt;br /&gt;Aqui importa referir o importante contributo do IBJC, entidade com a qual o Departamento&lt;br /&gt;desenvolveu uma colaboração frutífera, que permitiu o desenvolvimento de importantes&lt;br /&gt;sinergias. Essa cooperação manifestou-se, nomeadamente, na oferta de cursos de formação de&lt;br /&gt;diversos tipos: Cursos de Formação para os RT’s e Candidatos a RT’s; Seminários de&lt;br /&gt;Sensibilização para quadros Sindicais; Cursos de Formação de Formadores de RT’s,&lt;br /&gt;O mesmo sucedeu com a Fiequimetal e o acompanhamento da sua actividade formativa de&lt;br /&gt;RT’s, incluindo, até, a dispensa de técnicos do Departamento para o efeito.&lt;br /&gt;Por outro lado, o STAL realizou uma campanha de SST, sectorial, inspirada na da CGTP-IN, ao&lt;br /&gt;abrigo da qual efectuou uma diversidade de acções formativas e de sensibilização.&lt;br /&gt;Outros sectores, pontualmente, contaram também com a participação de técnicos do&lt;br /&gt;Departamento, como a FEVICCOM, Corticeiros e outros, em encontros sobre SST.&lt;br /&gt;Actividade política e representativa&lt;br /&gt;Este reforço de recursos e competências permitiu garantir à CGTP-IN um importante&lt;br /&gt;protagonismo, em linha com a nossa história, ao nível da representação da CGTP-IN nas&lt;br /&gt;estruturas em que participa como parceiro social. Ao nível nacional, assegurámos a participação&lt;br /&gt;e intervenção da CGTP-IN no Conselho Consultivo para a Promoção da SST e em diversos&lt;br /&gt;seminários temáticos organizados pela ACT, pela revista Segurança e por outras entidades.&lt;br /&gt;Nessas situações, os nossos representantes foram sempre o reflexo da actividade sindical em&lt;br /&gt;matéria de SST, fazendo sentir as preocupações, quer gerais, quer sectoriais, nesta área.&lt;br /&gt;Ao nível europeu, a CGTP-IN iniciou uma fase de maior participação e contribuição nas&lt;br /&gt;estruturas tripartidas (Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho e no Comité&lt;br /&gt;Europeu, bem como na CES, através de um maior envolvimento nos Grupos de Trabalho ad&lt;br /&gt;hoc, criados para o estudo de diversas matérias.&lt;br /&gt;Apoio à actividade sindical&lt;br /&gt;O Departamento desenvolveu, igualmente, um esforço crescente no apoio que presta e deve&lt;br /&gt;prestar ao MSU, designadamente, participando em iniciativas, divulgando informação,&lt;br /&gt;promovendo a participação de quadros sectoriais em eventos nacionais e internacionais, fazendo&lt;br /&gt;o levantamento dos responsáveis sectoriais em matéria de SST e respondendo, sempre que&lt;br /&gt;solicitado, às necessidades de emissão de pareceres, pequenas análises, informação estatística e&lt;br /&gt;legal e dispensa de técnicos para o desenvolvimento de actividades de interesse sindical.&lt;br /&gt;6.2. Igualdade entre mulheres e homens&lt;br /&gt;Ao longo do mandato e dos relatórios anuais, a actividade desenvolvida no âmbito deste&lt;br /&gt;departamento sempre constou na área de organização e no espaço dedicado à Comissão de&lt;br /&gt;Igualdade entre mulheres e homens.&lt;br /&gt;A decisão tomada pelos órgãos da CGTP-IN após o último Congresso levou a esta situação,&lt;br /&gt;tendo a CGTP-IN, em termos políticos perdido espaço de intervenção que resulta desta&lt;br /&gt;separação, entre a actividade concreta da CIMH e a discussão política mais geral.&lt;br /&gt;6.3. Igualdade e combate às discriminações&lt;br /&gt;A actividade desenvolvida nesta área, teve, nos últimos quatro anos, como fulcro central a&lt;br /&gt;afirmação de combate – que continua a ser necessário desenvolver – às discriminações no&lt;br /&gt;trabalho e na sociedade, das pessoas com deficiência, portadores de HIV e toxicodependentes, e&lt;br /&gt;ainda com base na orientação sexual e na religião ou credo, tendo como preocupação o&lt;br /&gt;38&lt;br /&gt;desempenho de um papel essencial na difusão de informação, sensibilização, formação e&lt;br /&gt;educação para a cidadania neste âmbito.&lt;br /&gt;Participámos em diversas iniciativas que tiveram como objectivo a discussão dos problemas que&lt;br /&gt;afectam os trabalhadores e trabalhadoras vítimas de discriminação ou a dar visibilidade a estas&lt;br /&gt;discriminações, nomeadamente, nas marchas LGBT, na Conferência Internacional sobre&lt;br /&gt;“Políticas Integradas contra as Discriminações das Pessoas LGBT”, e ao longo do mandato&lt;br /&gt;foram tomadas várias posições, entre as quais, sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo&lt;br /&gt;e sobre o dia mundial de luta contra a homofobia e transfobia,&lt;br /&gt;Podemos afirmar que muito trabalho ficou por fazer, nomeadamente, na sensibilização das&lt;br /&gt;estruturas sindicais sobre estas temáticas, mas como em todas as áreas de trabalho da CGTP-IN&lt;br /&gt;há um caminho a percorrer e uma certeza, a CGTP-IN está sempre na luta contra todo o tipo de&lt;br /&gt;discriminações, quer seja nos locais de trabalho, quer seja na sociedade.&lt;br /&gt;6.4. Cultura e Tempos Livres&lt;br /&gt;No período compreendido entre Fevereiro de 2008 e Janeiro de 2012, o Departamento de&lt;br /&gt;Cultura e Tempos Livres deu continuidade à promoção da criação e divulgação cultural entre os&lt;br /&gt;trabalhadores, através da organização de concursos literários, de exposições, da edição de livros&lt;br /&gt;e boletins. O enfoque recaiu, contudo, na recuperação e tratamento do seu acervo documental,&lt;br /&gt;privilegiando a documentação cujo estado de conservação inspirava maiores cuidados e a&lt;br /&gt;criação de ferramentas de trabalho que permitam dar continuidade ao trabalho de descrição e&lt;br /&gt;divulgação do património documental desta central sindical. Neste sentido, realizaram-se as&lt;br /&gt;seguintes actividades:&lt;br /&gt;Edições publicadas&lt;br /&gt;• Rocha Chenaider, de João Silva, ex-repórter fotográfico da CGTP-IN (apresentação a 2&lt;br /&gt;de Outubro de 2008, no Centro Cultural de Belém);&lt;br /&gt;• Conto e poesia: concurso CGTP-IN: publicação dos trabalhos premiados no âmbito do&lt;br /&gt;concurso Conto e Poesia (apresentação a 18 de Setembro de 2009, na Casa do Alentejo,&lt;br /&gt;Lisboa);&lt;br /&gt;• Contributos para a história do movimento operário e sindical: das raízes até 1977&lt;br /&gt;(apresentação a 27 de Janeiro de 2011, no Museu da Electricidade, Lisboa, no Porto a&lt;br /&gt;03 de Março, na Casa Sindical/União dos Sindicatos do Porto);&lt;br /&gt;• CGTP-IN: 40 anos de luta com os trabalhadores (1970-2010) (apresentação a 11 de&lt;br /&gt;Maio de 2011, na Casa Sindical/União dos Sindicatos do Porto, e a 14 do mesmo mês&lt;br /&gt;na Feira do Livro de Lisboa);&lt;br /&gt;• CGTP Cultura (boletim): publicação de 6 números (Fevereiro e Novembro de 2008;&lt;br /&gt;Março e Dezembro de 2009; Outubro de 2010; e Janeiro de 2011).&lt;br /&gt;Concursos&lt;br /&gt; Conto e poesia: concorreram 330 obras, de 240 participantes (163 em conto e 167 em&lt;br /&gt;poesia), provenientes de todos os distritos de Portugal, do Brasil, de França, do Reino&lt;br /&gt;Unido e da Suíça. A entrega de prémios decorreu a 11 de Abril de 2008, no auditório da&lt;br /&gt;CGTP-IN.&lt;br /&gt;Projecto “Tardes de cinema CGTP-IN”&lt;br /&gt; Organização e projecção de um ciclo de cinema intitulado “Controversos e Polémicos”,&lt;br /&gt;realizado entre Junho e Setembro de 2008, no auditório da CGTP-IN, tendo em vista a&lt;br /&gt;promoção do debate e convívio entre funcionários, dirigentes e outros camaradas do&lt;br /&gt;MSU;&lt;br /&gt; No âmbito deste ciclo, foram exibidos os seguintes filmes: “Irreversível”, de Gaspar&lt;br /&gt;Noé; “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrick; e “O Ódio”, de Mathieu Kassovitz.&lt;br /&gt;39&lt;br /&gt;Colaboração com o MSU&lt;br /&gt; Apoio técnico e logístico à organização da exposição 100 Anos com os Trabalhadores,&lt;br /&gt;inaugurada a 26 de Junho de 2008, por ocasião da celebração dos 100 anos do Sindicato&lt;br /&gt;dos Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul.&lt;br /&gt;Colaboração/apoio a instituições externas&lt;br /&gt; Participação no colóquio “Trabalho, Memória e Oportunidades”, organizado pelo&lt;br /&gt;Museu Michel Giacometti, a 26 de Abril de 2008, tendo participado como conferencista&lt;br /&gt;Maria José Maurício, com a comunicação intitulada “A Geração de Abril e as&lt;br /&gt;Perspectivas de Trabalho e Oportunidades para Mulheres e Jovens no Contexto Actual”;&lt;br /&gt; Colaboração na edição de um catálogo de cartazes alusivo aos 35 anos do 25 de Abril,&lt;br /&gt;editado por José Gualberto A. Freitas, em 2009, tendo-se autorizado, em Fevereiro, a&lt;br /&gt;publicação de alguns cartazes produzidos pela CGTP-IN;&lt;br /&gt; Empréstimo de cartazes, alusivos ao 25 de Abril e 1.º de Maio, para a exposição “Dias&lt;br /&gt;da História e da Cidadania”, patente na Escola Básica e Secundária de Santo António,&lt;br /&gt;Cidade Sol, Barreiro, entre Abril e Maio de 2009;&lt;br /&gt; Sessões de apresentação do CAD e noções básicas de arquivística nas turmas da&lt;br /&gt;disciplina de Técnicas de Arquivo, leccionada pela professora Fernanda Botelho, na&lt;br /&gt;Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, Lisboa, realizadas em Julho de 2009 e em&lt;br /&gt;Maio de 2010;&lt;br /&gt; Apoio técnico à exposição comemorativa dos 130 anos do jornal A Voz do Operário,&lt;br /&gt;em Novembro de 2009;&lt;br /&gt; Participação no colóquio “Crise cultural: um olhar sindicalista sobre o futuro”, realizado&lt;br /&gt;a 14 de Dezembro de 2011, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo&lt;br /&gt;como oradores Américo Nunes, Carlos Galiza e Fernando Gomes.&lt;br /&gt;Fundação INATEL&lt;br /&gt; Acompanhamento da actividade da Fundação, nomeadamente através da participação&lt;br /&gt;nas reuniões do seu Conselho Consultivo e do Conselho Geral.&lt;br /&gt;6.4.1. Centro de Arquivo e Documentação&lt;br /&gt; Assinalou-se o Dia Mundial do Livro, a 23 de Abril de 2008, com a publicação e oferta&lt;br /&gt;aos funcionários e dirigentes da CGTP-IN de cerca de 200 separadores/marcadores de&lt;br /&gt;livros alusivos ao mundo do livro e da escrita.&lt;br /&gt; Participação no I Seminário Internacional O Mundo dos Trabalhadores e Seus Arquivos,&lt;br /&gt;realizado em São Paulo, entre 9 e 11 de Setembro de 2008, e organizado pelo Centro de&lt;br /&gt;Documentação e Memória da Central Única de Trabalhadores (CUT), pelo Arquivo&lt;br /&gt;Nacional do Brasil e pela Associação Latino-Americana de Arquivos. O CAD interveio&lt;br /&gt;com a comunicação intitulada: O Centro de Arquivo e documentação da CGTP-IN&lt;br /&gt;(Portugal).&lt;br /&gt; Participação na jornada internacional “Arxius sindicals europeus: un model plural”,&lt;br /&gt;realizada em Barcelona, a 24 de Novembro de 2011, numa organização do Arquivo&lt;br /&gt;Histórico das Comisiones Obreras da Catalunha. O CAD interveio com a comunicação&lt;br /&gt;intitulada: O Centro de Arquivo e Documentação da CGTP-IN e o Projecto de&lt;br /&gt;Preservação, Organização e Valorização do Acervo Documental da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Projecto de Preservação, Organização e Valorização do Acervo Documental da CGTP-IN&lt;br /&gt;(Setembro 2009 – Agosto 2011)&lt;br /&gt; Arquivo fotográfico: inventariação de 88 000 negativos; selecção, conservação e&lt;br /&gt;acondicionamento de 12 000; selecção, descrição, digitalização e disponibilização no&lt;br /&gt;portal Web do CAD online de 1200;&lt;br /&gt;40&lt;br /&gt; Colecção de cartazes: selecção, catalogação, digitalização, acondicionamento e&lt;br /&gt;disponibilização no portal Web do CAD de 1194 exemplares;&lt;br /&gt; Colecção de jornais/revistas Alavanca (1974-1996): digitalização e disponibilização no&lt;br /&gt;portal Web do CAD da totalidade da colecção, cerca de 5 000 páginas;&lt;br /&gt; Testemunhos orais: recolha de 30 depoimentos de antigos e actuais dirigentes sindicais,&lt;br /&gt;com enfoque na década de 1970. Os depoimentos foram gravados, editados e descritos&lt;br /&gt;na base de dados ICA-AtoM, sendo possível efectuar a sua pesquisa online, bem como&lt;br /&gt;consultar excertos das respectivas gravações audiovisuais;&lt;br /&gt; Exposição comemorativa do 40.º aniversário da CGTP-IN: patente ao público na Praça&lt;br /&gt;Luís de Camões, Lisboa, entre 3 e 11 de Dezembro de 2010;&lt;br /&gt; Criação do portal Web do CAD, um espaço de divulgação da actividade cultural da&lt;br /&gt;CGTP-IN, bem como de pesquisa do seu acervo bibliográfico e arquivístico.&lt;br /&gt;Doações documentais à CGTP-IN&lt;br /&gt; João Silva, ex-repórter fotográfico da CGTP-IN, doou, em Maio de 2008, parte do seu&lt;br /&gt;espólio fotográfico, composto por cerca de 140 envelopes, com negativos em formato&lt;br /&gt;35mm, retratando diversas actividades de sindicatos, federações e uniões do movimento&lt;br /&gt;sindical unitário;&lt;br /&gt; O Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro,&lt;br /&gt;Sul e Ilhas doou, em Outubro de 2008, para efeitos de inventariação e preservação, uma&lt;br /&gt;colecção de bobines fílmicas que data de entre 1978 e 1982, em película de 16 e 35 mm,&lt;br /&gt;e regista acontecimentos como o Congresso dos Sindicatos (1975), o 1.º de Maio de&lt;br /&gt;1978 e 1981 e a greve geral de 1982;&lt;br /&gt; A esposa de Júlio Ribeiro, antigo dirigente sindical, doou, em Maio de 2010, uma&lt;br /&gt;colecção de documentos (circulares, comunicados, informações, recortes de jornais,&lt;br /&gt;etc.) de várias estruturas sindicais com sede em Aveiro, Guarda, Lisboa, Porto e Viseu.&lt;br /&gt;A colecção contém, também, vários documentos aprovados nas reuniões intersindicais&lt;br /&gt;realizadas antes do 25 de Abril de 1974;&lt;br /&gt; Américo Nunes doou, em 2011, uma colecção de documentos, entre originais e cópias,&lt;br /&gt;que usou para a elaboração do texto que escreveu para o livro Contributos para a&lt;br /&gt;história do movimento operário e sindical: das raízes até 1977.&lt;br /&gt;Aquisições documentais&lt;br /&gt; Aquisição de parte do espólio fotográfico de Armindo Cardoso, repórter fotográfico da&lt;br /&gt;CGTP-IN entre 1975 e 1979. Foram adquiridos 5 663 negativos, a preto e branco, no&lt;br /&gt;formato 35mm, cujas datas medeiam, precisamente, entre 1975 e 1979, e que&lt;br /&gt;documentam, directa ou indirectamente, a actividade da CGTP-IN e do movimento&lt;br /&gt;sindical.&lt;br /&gt;7. A ACTIVIDADE INTERNACIONAL&lt;br /&gt;A actividade internacional desenvolvida no último quadriénio deu concretização às orientações&lt;br /&gt;e prioridades traçadas pelo 11º Congresso da CGTP-IN, tendo sido assegurada a intervenção e a&lt;br /&gt;participação da Central em inúmeros espaços sindicais ou de representação institucional. Apesar&lt;br /&gt;da multiplicidade e elevado custo de algumas deslocações e actividades, foi possível responder à&lt;br /&gt;grande maioria dos convites recebidos, promover iniciativas e realizar um vasto número de&lt;br /&gt;contactos, traduzidos num incremento significativo da acção da Área.&lt;br /&gt;A melhor utilização de meios informáticos e, designadamente, da página Web da Central,&lt;br /&gt;permitiu a divulgação sistemática de actividades internacionais relevantes. De realçar, o grande&lt;br /&gt;número de tomadas de posição, mensagens de solidariedade e notícias sobre relações&lt;br /&gt;internacionais nela publicadas, em diversas línguas, o que também contribuiu para o reforço do&lt;br /&gt;relacionamento de cooperação e solidariedade com o movimento sindical internacional.&lt;br /&gt;41&lt;br /&gt;7.1. Confederação Europeia de Sindicatos (CES)&lt;br /&gt;Reforçou-se a participação da CGTP-IN num período em que se colocaram desafios de enorme&lt;br /&gt;envergadura ao conjunto do movimento sindical europeu, em resultado da crise capitalista e das&lt;br /&gt;suas consequências para os trabalhadores e os povos. Uma ofensiva sem precedentes – que se&lt;br /&gt;tornou particularmente grave em países alvo de intervenções externas, como a Irlanda, a Grécia&lt;br /&gt;ou Portugal – e que alastra rapidamente a outros países da UE.&lt;br /&gt;Neste contexto, no quadro da CES e do movimento sindical europeu, a CGTP-IN procurou dar&lt;br /&gt;um contributo específico à luz da análise e reflexão próprias, dos seus princípios e do seu&lt;br /&gt;projecto sindical, para o desenvolvimento de uma perspectiva consequente de intervenção e luta.&lt;br /&gt;A Central tem participado em reuniões informais do chamado “Grupo Latino” dos membros da&lt;br /&gt;CES e na Conferência Social Conjunta, que agrupa organizações filiadas ou não na CES e&lt;br /&gt;movimentos sociais europeus.&lt;br /&gt;Em termos orgânicos, a Central reforçou a sua participação e intervenção nos órgãos estatutários&lt;br /&gt;da CES – Congresso, Comité de Direcção e Comité Executivo – tal como nos vários Comités e&lt;br /&gt;Grupos de Trabalho permanentes e temáticos e no Instituto Sindical Europeu (ETUI).&lt;br /&gt;De realçar, a participação no 12º Congresso da CES, realizado em Atenas, em Maio de 2011. A&lt;br /&gt;CGTP-IN participou activamente na fase preparatória e no Congresso, tendo sido uma das&lt;br /&gt;organizações que mais propostas de alteração apresentou aos documentos principais.&lt;br /&gt;Participámos, ainda, em 6 manifestações europeias: em 2008, na Eslovénia e em França; em&lt;br /&gt;2009, em Espanha; em 2010 na Bélgica; e em 2011 na Hungria e no Luxemburgo. Em Maio de&lt;br /&gt;2009, interviemos na Conferência de Meio Mandato da CES, em Paris, que, agendada para&lt;br /&gt;debater questões organizativas e estatutárias, foi reorientada para o posicionamento face à crise.&lt;br /&gt;Intervindo nas várias áreas e frentes de trabalho, é de realçar, nomeadamente, a iniciativa da&lt;br /&gt;CGTP-IN no âmbito do processo de revisão da directiva sobre a organização do tempo de&lt;br /&gt;trabalho. Neste domínio, realizámos, em Lisboa, em Novembro de 2008, um importante&lt;br /&gt;Seminário Internacional sobre o Tempo de Trabalho, com a presença de 20 centrais sindicais&lt;br /&gt;europeias e internacionais.&lt;br /&gt;A Central participou ainda em inúmeras reuniões temáticas, nomeadamente, sobre: a crise;&lt;br /&gt;economia e emprego; negociação colectiva e salários; desenvolvimento durável, energia e&lt;br /&gt;mudança climática; higiene, segurança e saúde no trabalho; protecção social; política de&lt;br /&gt;reestruturações e deslocalizações; formação ao longo da vida; formação sindical; migrações,&lt;br /&gt;inclusão e luta anti-racista; participação dos trabalhadores; comércio e globalização; coesão&lt;br /&gt;económica e social; fundos estruturais; diálogo social a nível europeu; assédio e violência no&lt;br /&gt;trabalho; Directiva Bolkestein; Serviços Públicos; Trabalho Digno; Litigação; Flexigurança.&lt;br /&gt;Manteve a sua participação em estruturas específicas, designadamente, na CES/Jovem&lt;br /&gt;(integrando o Comité Executivo em 2010 e 2011), no Comité de Mulheres, na FERPA&lt;br /&gt;(reformados) e EUROCADRES (organização de quadros) e, ainda, no Comité de Coordenação&lt;br /&gt;do Fórum Sindical Euromediterrânico.&lt;br /&gt;Manteve-se a actividade nos Comités Sindicais Inter-Regionais, de âmbito transfronteiriço,&lt;br /&gt;garantida essencialmente pelas Uniões, e nos Comités de Empresa Europeus, actividade&lt;br /&gt;acompanhada, no fundamental, pelas Federações e/ou Sindicatos.&lt;br /&gt;Reforçaram-se, encetaram-se (caso da DGB/Alemanha) ou retomaram-se relações bilaterais de&lt;br /&gt;cooperação com centrais sindicais filiadas na CES, a partir da presença da CGTP-IN nos&lt;br /&gt;respectivos Congressos ou outras iniciativas e em contactos multilaterais por ocasião de&lt;br /&gt;reuniões estatutárias ou temáticas da CES.&lt;br /&gt;Em Novembro de 2008, realizou-se, em Guimarães, a Cimeira Sindical Ibérica, que aprovou&lt;br /&gt;uma declaração comum das maiores Centrais da Península. Em Novembro de 2010, teve lugar,&lt;br /&gt;em Portugal, uma importante iniciativa de solidariedade de organizações espanholas, francesas e&lt;br /&gt;italianas, em torno da Greve Geral de 24/11.&lt;br /&gt;42&lt;br /&gt;7.2. Restante Movimento Sindical Europeu&lt;br /&gt;Reactivaram-se relações com o STUC da Escócia, intensificaram-se com Centrais Sindicais não&lt;br /&gt;filiadas na CES, com destaque para a PEO de Chipre (que visitou Portugal a convite da CGTPIN&lt;br /&gt;em 2010) e a CIG da Galiza e mantiveram-se contactos com as Confederações Sindicais da&lt;br /&gt;Rússia (FNPR), da Ucrânia (FSU) e SSS (Sérvia, que a CGTP-IN visitou em 2010).&lt;br /&gt;Registaram-se, ainda, intercâmbios com organizações ou agrupamentos sindicais como a PAME&lt;br /&gt;da Grécia, a CUT da Galiza e a LAB do País Basco.&lt;br /&gt;7.3. Comunidade Sindical dos Países de Língua Portuguesa (CSPLP)&lt;br /&gt;Durante o quadriénio, realizaram-se: o Congresso (Luanda, 2010), quatro reuniões da Comissão&lt;br /&gt;Executiva e uma da Direcção Executiva desta Comunidade Sindical. Na sequência do&lt;br /&gt;Congresso, a CGTP-IN assumiu, até Julho de 2012, a Secretaria Executiva da CSPLP. Em&lt;br /&gt;Dezembro de 2011, a CGTP-IN foi anfitriã de reuniões da Direcção e Comissão Executiva desta&lt;br /&gt;estrutura. Participámos em reuniões preparatórias e no 1º Fórum da Sociedade Civil da CPLP,&lt;br /&gt;em Brasília. A CGTP-IN participou em diversos Congressos e iniciativas promovidas pelas&lt;br /&gt;Centrais dos PALOP, do Brasil e de Timor-leste. O reforço de relações com centrais deste&lt;br /&gt;espaço traduziu-se, designadamente, na renovação do protocolo de cooperação com a UNTACS&lt;br /&gt;de Angola e na continuação do Projecto “Cooperar é construir”, desenvolvido no âmbito de&lt;br /&gt;protocolo tripartido, entre a CGTP-IN, a UNTA-CS e o INOVINTER, bem como no&lt;br /&gt;desenvolvimento de um Projecto de cooperação e formação, em conjunto com o IBJC, em apoio&lt;br /&gt;à UNTC-CS de Cabo Verde. A CGTP-IN, em colaboração com a OIT, recebeu e participou em&lt;br /&gt;diversas iniciativas de formação para os PALOP/CPLP.&lt;br /&gt;7.4. África&lt;br /&gt;Para além da cooperação com os movimentos sindicais dos PALOP, a CGTP-IN manteve&lt;br /&gt;contactos e participou no Congresso da Organização de Unidade Sindical Africana (OUSA), a&lt;br /&gt;Confederação Regional do Continente, e no Congresso da central sindical da África do Sul, a&lt;br /&gt;COSATU.&lt;br /&gt;7.5. Espaço Euro-Mediterrânico (EUROMED)&lt;br /&gt;O Norte de África e o Médio Oriente têm sido palco de preocupantes conflitos, mas também de&lt;br /&gt;alterações políticas que colocaram novos desafios neste espaço sindical. A CGTP-IN deu,&lt;br /&gt;assim, atenção acrescida ao trabalho nesta região (Europa, Norte de África e Médio Oriente) e&lt;br /&gt;participou nas reuniões do Comité Sindical de Coordenação.&lt;br /&gt;A Central manteve o seu relacionamento com a Confederação Internacional dos Sindicatos&lt;br /&gt;Árabes (CISA) – procurando contrariar a discriminação de que esta tem vindo, recentemente, a&lt;br /&gt;ser alvo no âmbito do EUROMED –, participou no seu Congresso; com a USTMA (União dos&lt;br /&gt;Sindicatos dos Trabalhadores do Magrebe Árabe); com os movimentos sindicais da Palestina,&lt;br /&gt;Síria, Líbano, Iraque, Egipto, Líbia, Tunísia, Jordânia, Argélia, Marrocos, Turquia; e com a&lt;br /&gt;central sindical saraui, UGTSARIO.&lt;br /&gt;7.6.Espaço Latino-Americano&lt;br /&gt;A CGTP-IN esteve presente em diversos Congressos e actividades das Centrais Sindicais do&lt;br /&gt;Brasil, designadamente da CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CGTB e NCST, tendo recebido em&lt;br /&gt;Portugal algumas destas organizações.&lt;br /&gt;Participámos também em Congressos Sindicais da CTA da Argentina, do PIT/CNT do Uruguai,&lt;br /&gt;da CUT do Chile, da CROC e do SME do México, tendo recebido visitas do PIT/CNT do&lt;br /&gt;43&lt;br /&gt;Uruguai e da CTA da Argentina. Efectuámos uma visita e participámos em 1os. de Maio da&lt;br /&gt;CTC de Cuba.&lt;br /&gt;De relevo ainda a participação da Central em 3 Encontros Sindicais “Nossa América” e em&lt;br /&gt;actividades regionais da CSI e da FSM no espaço latino-americano.&lt;br /&gt;Estivemos ainda presentes em diversas Cimeiras Ibero-Americanas (Portugal, Espanha e&lt;br /&gt;Brasil), sempre antecedidas de “Cimeiras Sindicais/Interlocutores Sociais” deste espaço.&lt;br /&gt;7.7. Outros Espaços Sindicais&lt;br /&gt;A CGTP-IN manteve relações com a Federação Geral dos Sindicatos da China (ACFTU),&lt;br /&gt;organização sem filiação internacional, tendo recebido uma delegação sindical chinesa e&lt;br /&gt;participado, ao longo do mandato, nas reuniões anuais do Fórum Sindical Internacional em&lt;br /&gt;Pequim, cada vez mais participado por movimentos sindicais de todos os continentes.&lt;br /&gt;Participámos no Congresso do CITU e efectuámos contactos com o AITUC, ambos da Índia;&lt;br /&gt;estabelecemos relações, em duas visitas bilaterais, com a PLF do Paquistão.&lt;br /&gt;Participámos no Congresso da CSN do Quebeque (Canadá).&lt;br /&gt;Em deslocação aos EUA, foram estabelecidos contactos com as organizações sindicais AFLCIO&lt;br /&gt;e CTW.&lt;br /&gt;7.8. Movimento Sindical Mundial&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou, como observadora, em Junho de 2010, no 2.º Congresso da&lt;br /&gt;Confederação Sindical Internacional (CSI), em Vancouver e, em Maio de 2011, no 16º&lt;br /&gt;Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM), em Atenas.&lt;br /&gt;Num quadro de aprofundamento da crise, a CGTP-IN procurou incrementar a unidade na acção&lt;br /&gt;com o movimento sindical internacional com e sem filiação internacional. Associou-se, assim,&lt;br /&gt;às Jornadas Mundiais da CSI sobre o Trabalho Digno e aos Dias Internacionais de Luta&lt;br /&gt;promovidos pela FSM, participou em várias iniciativas regionais, sectoriais ou temáticas,&lt;br /&gt;promovidas por ambas as centrais mundiais e recebeu, em Lisboa, os respectivos Secretários-&lt;br /&gt;Gerais.&lt;br /&gt;Ainda no plano global é de realçar, entre outras, a presença de uma delegação da&lt;br /&gt;Interjovem/CGTP-IN no 17º Festival Mundial da Juventude e Estudantes, realizado em 2010, na&lt;br /&gt;África do Sul.&lt;br /&gt;7.9. Paz, Cooperação e Solidariedade Internacional&lt;br /&gt;A luta pela Paz ganhou importância acrescida no mandato, perante o agravamento do belicismo,&lt;br /&gt;das tensões, ocupações e conflitos, do reforço da NATO e da crescente militarização da UE.&lt;br /&gt;Em acções próprias ou em convergência com outras organizações – em particular, o Conselho&lt;br /&gt;Português para a Paz e Cooperação (CPPC), o Movimento pela Paz na Palestina e no Médio&lt;br /&gt;Oriente (MPPM) e o Tribunal do Iraque – priorizou-se a solidariedade com os trabalhadores e o&lt;br /&gt;povo da Palestina, tendo a CGTP-IN integrado uma Missão à Palestina e assinalado as invasões&lt;br /&gt;de Gaza e outras agressões ao povo Palestiniano. Realce também para os trabalhadores e povo&lt;br /&gt;do Sahara Ocidental, com a realização da Conferência Sindical Internacional em Outubro de&lt;br /&gt;2011, em Lisboa, a visita a Portugal da UGTSARIO, as participações nas Conferências&lt;br /&gt;Europeias de Solidariedade (EUCOCO), iniciativas em Lisboa com a presença de Aminetou&lt;br /&gt;Haidar, várias missões aos territórios ocupados e acampamentos de refugiados Saharauis.&lt;br /&gt;Destaque para a presença da CGTP-IN, em Dezembro de 2011, no Congresso da Frente&lt;br /&gt;POLISARIO.&lt;br /&gt;A CGTP-IN promoveu, em 2009, em Lisboa, um encontro de solidariedade com a CTC, os&lt;br /&gt;trabalhadores e o povo cubano, vítimas de um criminoso bloqueio e integrou o vasto movimento&lt;br /&gt;público que exige a libertação dos 5 patriotas cubanos presos nos EUA. Participámos ainda em&lt;br /&gt;44&lt;br /&gt;várias acções e iniciativas de protesto e denúncia das acções imperialistas contra a Líbia, Síria,&lt;br /&gt;Iraque, Irão, Afeganistão/Paquistão, Honduras (protestos pelo golpe de estado) e Turquia&lt;br /&gt;(participação no 1º de Maio e julgamento na Turquia e acção pública em Lisboa, pela libertação&lt;br /&gt;dos sindicalistas da central sindical KESK), entre outros.&lt;br /&gt;Em 2010, teve uma particular importância o envolvimento da CGTP-IN no lançamento,&lt;br /&gt;mobilização e realização da campanha PAZ SIM! NATO NÃO! que culminou com a maior&lt;br /&gt;manifestação até então realizada pela PAZ, em 20 de Novembro, em Lisboa.&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou, ainda, em diversas manifestações anuais, junto da Base dos EUA, em&lt;br /&gt;Rota, Espanha.&lt;br /&gt;7.10. Globalização e Movimentos Sociais&lt;br /&gt;A CGTP-IN interveio em diversas iniciativas sobre temáticas relacionadas com o processo de&lt;br /&gt;globalização. Destacam-se nesta área a participação da CGTP-IN nos Fóruns Sociais Europeus&lt;br /&gt;de Estocolmo, em 2008 e de Istambul, em 2010, bem como nos Fóruns Sociais Mundiais de&lt;br /&gt;Belém, em 2009 e de Porto Alegre, em 2010, e também no Fórum Social da Finlândia, em 2009.&lt;br /&gt;A CGTP-IN integra, ainda, o Comité de iniciativa da Conferência Social Conjunta europeia.&lt;br /&gt;7.11. Actividades Comunitárias&lt;br /&gt;No âmbito da aprovação do Tratado de Lisboa, a CGTP-IN realizou uma Sessão Pública, frente&lt;br /&gt;à Assembleia da República, sob a consigna “Tratado tem de ser referendado” e dirigiu uma carta&lt;br /&gt;aberta a todos os deputados, reclamando a realização de um referendo sobre a matéria.&lt;br /&gt;No plano institucional, a Central participou nas auscultações a cada parceiro social, prévias à&lt;br /&gt;realização da generalidade dos Conselhos Europeus, promovidas pelo governo e mantém dois&lt;br /&gt;representantes no Comité Económico e Social Europeu (CESE).&lt;br /&gt;A Central participou ainda em várias reuniões regulares de Comités Consultivos e Paritários, de&lt;br /&gt;diversos sectores de actividade profissional ou temáticos, promovidas pela Comissão ou pelo&lt;br /&gt;Parlamento Europeu.&lt;br /&gt;Por nomeação da CES, a CGTP-IN participou, durante este período, em várias reuniões do&lt;br /&gt;Comité Político do Diálogo Social, no Comité do Mercado de Trabalho do diálogo Social e no&lt;br /&gt;Grupo de Trabalho Educação/Formação e noutras reuniões de grupos Ad-hoc, no quadro do&lt;br /&gt;diálogo social europeu.&lt;br /&gt;7.12.Organização Internacional do Trabalho (OIT)&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou nas sessões anuais da Conferência Internacional do Trabalho,&lt;br /&gt;assegurando (ora com delegado efectivo, ora com suplente) a representação formal dos&lt;br /&gt;trabalhadores portugueses.&lt;br /&gt;Para além das participações nas sessões plenárias e comissões específicas das Conferências&lt;br /&gt;anuais, a CGTP-IN interveio activamente na discussão das grandes temáticas dos últimos anos&lt;br /&gt;que, face à crise do sistema, se centraram no Pacto Mundial para o Emprego, aprovado na OIT,&lt;br /&gt;e na defesa e promoção do trabalho digno.&lt;br /&gt;Realizaram-se encontros de trabalho com o Gabinete da OIT para as relações com os&lt;br /&gt;trabalhadores (ACTRAV), recebemos em Portugal, em cooperação com a Organização, alguns&lt;br /&gt;grupos de formandos sindicais de países da CSPLP e participámos, em Lisboa, na 8ª reunião&lt;br /&gt;regional europeia da OIT, tendo mantido uma ligação regular ao seu Gabinete em Portugal.&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;A CGTP-IN elaborou, com regularidade, pareceres e respostas a inquéritos e solicitações da&lt;br /&gt;OIT e do Governo Português, em preparação das Conferências e para reuniões técnicas ou&lt;br /&gt;temáticas.&lt;br /&gt;8. As Migrações&lt;br /&gt;8.1. Imigração&lt;br /&gt;No mandato, aprofundaram-se, na UE, orientações anti-sociais que põem em causa direitos dos&lt;br /&gt;trabalhadores migrantes, sejam eles originários dos estados-membros ou de países terceiros. Sob&lt;br /&gt;o espectro da “crise”, tenta-se encontrar nos migrantes as primeiras e mais “fáceis” vítimas. A&lt;br /&gt;CGTP-IN prosseguiu, em Portugal e na Europa, o seu combate a estas políticas.&lt;br /&gt;Num quadro de aprofundamento da crise, particularmente grave em Portugal, aumentou o&lt;br /&gt;número de portugueses que emigrou e reduziu-se a dimensão da comunidade imigrante no nosso&lt;br /&gt;País.&lt;br /&gt;Em Portugal, interviemos sobre a situação e legislação relativa aos imigrantes e na Europa&lt;br /&gt;dando combate a estes desenvolvimentos negativos.&lt;br /&gt;De assinalar, o Seminário conjunto CGTP-IN/CUT do Brasil, “Migrações e Mundo do&lt;br /&gt;Trabalho”, em Lisboa, em 2008.&lt;br /&gt;Prosseguiram as participações da CGTP-IN nos organismos de migrações da UE (reuniões do&lt;br /&gt;Comité Consultivo de Livre Circulação e do Comité Consultivo da Segurança Social dos&lt;br /&gt;Trabalhadores) e da CES (Migrações e Luta Anti-Racista).&lt;br /&gt;A nível nacional, a Central manteve a sua intervenção nos organismos oficiais que integra:&lt;br /&gt;CICDR (Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial) e COCAI (Conselho&lt;br /&gt;Consultivo para os Assuntos da Imigração).&lt;br /&gt;Para além de iniciativas sindicais de mobilização, sindicalização e organização dos&lt;br /&gt;trabalhadores imigrantes, realizaram-se reuniões com dirigentes, delegados e activistas sindicais&lt;br /&gt;ligados à imigração, especialmente, no quadro do Projecto “Imigração – Informar e Formar para&lt;br /&gt;Melhor Integrar”, desenvolvido em 2010 e 2011, que culminou com uma Conferência Sindical&lt;br /&gt;Internacional, em Dezembro de 2011. A Central participou também em acções de solidariedade&lt;br /&gt;com as comunidades estrangeiras e minorias étnicas no nosso país e contra o racismo e&lt;br /&gt;xenofobia, muitas vezes em articulação com outros movimentos, ONG, igrejas e associações de&lt;br /&gt;imigrantes.&lt;br /&gt;8.2. Emigração&lt;br /&gt;A CGTP-IN manteve contacto com Conselheiros das Comunidades Portuguesas, com o&lt;br /&gt;movimento associativo na emigração e com sindicatos dos países de acolhimento.&lt;br /&gt;No plano das instituições comunitárias, prosseguiu a sua participação nos Comités Consultivos&lt;br /&gt;da UE sobre Segurança Social dos Trabalhadores Migrantes e sobre Livre Circulação de&lt;br /&gt;Trabalhadores no espaço europeu.&lt;br /&gt;Realizaram-se iniciativas conjuntas sobre trabalho e migrações no Reino Unido, na Tunísia, em&lt;br /&gt;Chipre, na Grécia e na Ucrânia.&lt;br /&gt;Em 2008 foi renovado o acordo de cooperação entre a CGTP-IN e a OGB-L do Luxemburgo.&lt;br /&gt;Destaque para o II Encontro de Sindicalistas, Conselheiros e Associações na Europa, promovido&lt;br /&gt;conjuntamente com a OGB-L do Luxemburgo, em Outubro de 2009.&lt;br /&gt;A nível internacional, participámos, em 2010, numa Conferência Mundial da OIM (Agência da&lt;br /&gt;ONU para as Migrações)&lt;br /&gt;46&lt;br /&gt;9. A ORGANIZAÇÃO SINDICAL E OS QUADROS&lt;br /&gt;9.1. A Organização de Base&lt;br /&gt;9.1.1. Sindicalização&lt;br /&gt;Quanto à sindicalização, as metas definidas no 11.º Congresso não foram atingidas porque a&lt;br /&gt;crescente precariedade e desregulamentação laboral, a destruição do aparelho produtivo com&lt;br /&gt;encerramento e deslocalização de muitas e significativas empresas, por um lado, e, por outro, o&lt;br /&gt;encerramento e desmantelamento de serviços públicos, condicionou o trabalho de base e não&lt;br /&gt;propiciou as melhores condições para se concretizarem os objectivos definidos.&lt;br /&gt;No entanto, apesar das condições difíceis e mesmo violentas para os trabalhadores e a&lt;br /&gt;organização sindical nos locais de trabalho, foi possível desenvolver uma forte mobilização e&lt;br /&gt;luta intensa com grandes acções de massas e simultaneamente dinamizar a sindicalização que&lt;br /&gt;atingiu um resultado significativo neste mandato com mais 120.220 novas sindicalizações.&lt;br /&gt;É de salientar o facto de as novas sindicalizações se reportarem a 63.322 mulheres (59,2 %) e&lt;br /&gt;25.795 (24,1. %) a jovens do escalão etário até 30 anos, conforme consta no Quadro – I, sendo&lt;br /&gt;que do total existem 13.347 novas sindicalizações que os sindicatos não desagregaram.&lt;br /&gt;9.1.2. Delegados Sindicais&lt;br /&gt;Registou-se uma evolução muito positiva na eleição e reeleição de Delegados Sindicais, tendo&lt;br /&gt;sido ultrapassados os objectivos definidos para o mandato ao atingir-se o número de 12.528 de&lt;br /&gt;novos mandatos de Delegados Sindicais, o que evidencia uma significa renovação da&lt;br /&gt;organização de base dos sindicatos.&lt;br /&gt;Dos 12.528 novos mandatos de Delegados Sindicais, pode constatar-se no Quadro – I, que&lt;br /&gt;7.845 são mulheres (62,6%) e 916 são jovens até 30 anos (7,3%). É de salientar o crescimento&lt;br /&gt;do número de mulheres com responsabilidades sindicais ao nível da base, assim como o&lt;br /&gt;rejuvenescimento da rede de Delegados Sindicais com a entrada de mais de 916 jovens do&lt;br /&gt;escalão etário até aos 30 anos.&lt;br /&gt;Há que intensificar a renovação, o rejuvenescimento e o alargamento da rede de Delegados&lt;br /&gt;Sindicais para que os sindicatos estejam representados e possam intervir quotidianamente em&lt;br /&gt;maior numero de empresas e serviços, porque é nos locais de trabalho que se desenvolve a&lt;br /&gt;intervenção sindical que tem de corresponder às aspirações dos/as trabalhadores/as e são&lt;br /&gt;também os locais de trabalho a fonte que alimenta e dá vitalidade a toda a estrutura sindical.&lt;br /&gt;9.1.3. Representantes para a SHST&lt;br /&gt;Mesmo tendo presente que o Código do Trabalho criou algumas dificuldades à eleição de&lt;br /&gt;representantes para a SHST, pela carga burocrática que impõe aos processos eleitorais, não é&lt;br /&gt;menos verdade que alguns sindicatos não deram suficiente atenção a este trabalho, o que se&lt;br /&gt;reflectiu no desaproveitamento das potencialidades de eleger mais representantes, na qualidade&lt;br /&gt;da informação produzida e num insuficiente acompanhamento e organização estruturada dos&lt;br /&gt;eleitos.&lt;br /&gt;O número de processos eleitorais concluídos e a quantidade de trabalhadores eleitos, efectuado a&lt;br /&gt;partir dos dados fornecidos pelos sindicatos, não traduz com rigor a realidade, uma vez que&lt;br /&gt;foram efectuadas eleições e eleitos representantes que não foram registados centralmente devido&lt;br /&gt;a não ter sido prestada a necessária informação. Em todo o caso, embora se considere que os&lt;br /&gt;dados constantes do Quadro I – 1013 mandatos, estejam subestimados, é um facto que ainda&lt;br /&gt;assim os resultados obtidos nesta importante tarefa de trabalho estão aquém do que é desejável e&lt;br /&gt;mesmo necessário.&lt;br /&gt;47&lt;br /&gt;Por outro lado, o insuficiente apoio, ou até a ausência de acompanhamento aos representantes&lt;br /&gt;eleitos, impede que eles possam desempenhar com eficácia o seu papel e que alguns sejam&lt;br /&gt;mesmo tentados a desistir devido à falta de orientação, de condições e, consequentemente, de&lt;br /&gt;motivação para o exercício das respectivas funções.&lt;br /&gt;É preciso inverter esta situação, através de uma efectiva melhoria do trabalho de direcção,&lt;br /&gt;impulsionando a intervenção sindical planificada e direccionada para empresas e serviços&lt;br /&gt;prioritários, tendo como objectivo a eleição de mais representantes para a SHST e,&lt;br /&gt;simultaneamente, intensificar a execução de acções de sensibilização dos dirigentes e delegados&lt;br /&gt;sindicais, bem como a formação específica dos representantes eleitos.&lt;br /&gt;No Quadro I estão registados os resultados entre Janeiro de 2008 e Junho de 2011&lt;br /&gt;QUADRO-I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SINDICALIZAÇ&lt;br /&gt;ÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELEGADOS&lt;br /&gt;SINDICAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.H.S.T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TOTAL&lt;br /&gt;MANDATO&lt;br /&gt;SECTORES DE&lt;br /&gt;ACTIVIDADE&lt;br /&gt;HOM&lt;br /&gt;MU&lt;br /&gt;LH&lt;br /&gt;Até&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;ano&lt;br /&gt;s&lt;br /&gt;HO&lt;br /&gt;M&lt;br /&gt;MU&lt;br /&gt;LH&lt;br /&gt;Até&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;ano&lt;br /&gt;s&lt;br /&gt;HO&lt;br /&gt;M&lt;br /&gt;MU&lt;br /&gt;LH&lt;br /&gt;Até&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;ano&lt;br /&gt;s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIND&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S.H.&lt;br /&gt;S.T.&lt;br /&gt;ADMINISTRAÇÃO&lt;br /&gt;PÚBLICA 7675&lt;br /&gt;157&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;335&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;112&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;242&lt;br /&gt;8 145 90 83 3 23394&lt;br /&gt;354&lt;br /&gt;8 173&lt;br /&gt;AGRICULTURA,&lt;br /&gt;ALIMENTAÇÃO,&lt;br /&gt;HOTELARIA,&lt;br /&gt;BEBIDAS E&lt;br /&gt;TURISMO 4605&lt;br /&gt;107&lt;br /&gt;43&lt;br /&gt;273&lt;br /&gt;7 311 359 130 60 27 10 15676 670 87&lt;br /&gt;BANCA 526 764 343 227 112 17 0 1 0 1290 348 1&lt;br /&gt;COMÉRCIO,&lt;br /&gt;ESCRITÓRIOS E&lt;br /&gt;SERVIÇOS 5765&lt;br /&gt;124&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;594&lt;br /&gt;0 200 420 148 0 0 0 21710 649 0&lt;br /&gt;COMUNICAÇÕES E&lt;br /&gt;TELECOMUNICAÇ&lt;br /&gt;ÕES 1317&lt;br /&gt;102&lt;br /&gt;2 800 159 25 17 4 0 0 3007 184 4&lt;br /&gt;CONSTRUÇÃO,&lt;br /&gt;CERÂMICA E&lt;br /&gt;VIDRO 4107 551 426 155 12 16 66 5 9 9289 187 71&lt;br /&gt;MAR E PESCA 281 136 96 4 3 1 0 0 0 417 7 0&lt;br /&gt;METALURGIA,&lt;br /&gt;QUIMICA, FARM.,&lt;br /&gt;ELÉCTRICA,&lt;br /&gt;ENERGIA E MINAS 11212&lt;br /&gt;364&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;400&lt;br /&gt;2 839 152 121 528 75 64 16071&lt;br /&gt;100&lt;br /&gt;4 630&lt;br /&gt;PROFESSORES 1844&lt;br /&gt;655&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;260&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;126&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;399&lt;br /&gt;4 194 0 0 0 8399&lt;br /&gt;526&lt;br /&gt;1 0&lt;br /&gt;SAÚDE 507&lt;br /&gt;273&lt;br /&gt;1&lt;br /&gt;217&lt;br /&gt;5 102 193 87 0 1 0 3277 295 1&lt;br /&gt;TÊXTIL,&lt;br /&gt;LANIFÍCIOS,&lt;br /&gt;VESTUÁRIO,&lt;br /&gt;CALÇADO E PELES 2236&lt;br /&gt;832&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;246&lt;br /&gt;3 50 110 18 11 19 0 10607 160 32&lt;br /&gt;48&lt;br /&gt;TRANSPORTES 3416 629 842 167 37 22 10 4 3 6977 214 14&lt;br /&gt;OUTROS 60 46 17 1 0 0 0 0 0 106 1 0&lt;br /&gt;TOTAL 43551&lt;br /&gt;633&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;257&lt;br /&gt;95&lt;br /&gt;460&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;784&lt;br /&gt;5 916 769 215 89&lt;br /&gt;12022&lt;br /&gt;0&lt;br /&gt;125&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;101&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;Nota: Os números referentes a Homens, Mulheres e Jovens apresentam algumas discrepâncias&lt;br /&gt;relativamente ao Total do Mandato porque alguns Sindicatos não indicam os números desagregados,&lt;br /&gt;somando estes casos 13347 novas sindicalizações.&lt;br /&gt;9.1.4. Comissões de Trabalhadores&lt;br /&gt;As Comissões de Trabalhadores não são estruturas sindicais, mas são estruturas de base e a&lt;br /&gt;maioria das CTs cooperam com as estruturas do Movimento Sindical Unitário, num quadro de&lt;br /&gt;respeito pela autonomia própria de cada uma das estruturas.&lt;br /&gt;Actualmente, a CGTP-IN tem o registo de 1.432 Comissões de Trabalhadores com estatutos&lt;br /&gt;publicados. No decorrer do mandato, foram publicados 49 novos estatutos e 124 alterações a&lt;br /&gt;estatutos de CTs. Foi também publicada neste período de quatro anos a identificação dos&lt;br /&gt;membros que compõem 309 Comissões de Trabalhadores, representando 2378 membros, dos&lt;br /&gt;quais 374 são mulheres (15,7 %).&lt;br /&gt;Num levantamento relativo à eleição das CT’s no final de 2010, em 90 empresas representando&lt;br /&gt;91.029 trabalhadores, 45.822 (50,3%) votaram para as comissões de trabalhadores, dos quais&lt;br /&gt;34.306 (74,9%) votaram em listas unitárias identificadas com a CGTP-IN e 11.026 (24,6%)&lt;br /&gt;votaram noutras listas.&lt;br /&gt;A cooperação do Movimento Sindical com as CTs deve prosseguir, porque é útil para os&lt;br /&gt;trabalhadores a convergência e complementaridade de acção de ambas as estruturas de base.&lt;br /&gt;9.2. Eleições Sindicais&lt;br /&gt;As eleições sindicais que ocorreram entre Janeiro de 2008 e o final do ano de 2011, foram 132&lt;br /&gt;actos eleitorais em Sindicatos do MSU, tendo sido eleitos 4.388 dirigentes, dos quais 1.593 são&lt;br /&gt;mulheres (36,3%) e 165 Jovens (3,8%).&lt;br /&gt;Foram recolhidos e tratados dados relativos às eleições em 75 Sindicatos nos quais votaram&lt;br /&gt;145.331 trabalhadores do total de 437.721 inscritos nos cadernos eleitorais e destes votaram nas&lt;br /&gt;listas identificadas com a CGTP-IN 131.134 trabalhadores o que corresponde a 90,2% dos&lt;br /&gt;eleitores que exerceram o seu direito de voto.&lt;br /&gt;No estudo efectuado verificou-se que em 71 Sindicatos existem 2458 dirigentes, 817 são&lt;br /&gt;mulheres e 151 jovens. A média etária geral é de 46 anos, sendo a dos homens de 47,6 e a das&lt;br /&gt;mulheres de 42,2 anos e a dos jovens com menos de 30 anos, cuja média etária é de 25,6 anos.&lt;br /&gt;Assim, no universo de Sindicatos do MSU regista-se um total de 5.007 dirigentes, sendo 1.729 –&lt;br /&gt;36,6% mulheres e 164 – 6,3% jovens do escalão etário até 30 anos.&lt;br /&gt;9.3. A Estrutura e a Reestruturação Sindical&lt;br /&gt;9.3.1. Sindicatos&lt;br /&gt;No período decorrido entre o último Congresso e o final Novembro de 2011, verificaram-se alterações&lt;br /&gt;estruturais em diversos sindicatos. A reestruturação sindical teve continuidade através de fusões de&lt;br /&gt;sindicatos e de Federações e consolidaram-se processos de reestruturação iniciados em mandatos&lt;br /&gt;anteriores.&lt;br /&gt;49&lt;br /&gt;No 11.º Congresso da CGTP-IN registamos 141 sindicatos activos, dos quais 88 eram sindicatos&lt;br /&gt;filiados, 21 a cooperarem com regularidade com a Central e 32 a cooperarem de forma pontual. Com&lt;br /&gt;as medidas de reestruturação executadas ao longo do mandato passámos para 131 sindicatos activos,&lt;br /&gt;destes 83 são filiados, 19 não são filiados mas cooperam de forma activa e regular com a CGTP-IN e&lt;br /&gt;os restantes 29 sindicatos não filiados cooperam de forma pontual.&lt;br /&gt;Extinguiram-se 15 Sindicatos, dos quais 12 eram filiados na CGTP-IN e 3 não filiados. Estas&lt;br /&gt;extinções tiveram lugar na sequência da adopção de processos de integração e fusão dos seguintes&lt;br /&gt;sindicatos:&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica, Cimentos e Similares do Distrito de&lt;br /&gt;Viana do Castelo;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Metalúrgicos e Ofícios Correlativos da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte;&lt;br /&gt;• STIENC – Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro;&lt;br /&gt;• SINORQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás&lt;br /&gt;do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito de&lt;br /&gt;Braga;&lt;br /&gt;• SINQUIFA – Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do&lt;br /&gt;Centro, sul e Ilhas;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas dos Distritos&lt;br /&gt;de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica dos Distritos de&lt;br /&gt;Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Técnicos de Prótese Dentária;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Pescadores da Póvoa do Varzim.&lt;br /&gt;Constituíram-se, ao longo deste mandato, 5 sindicatos:&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da&lt;br /&gt;Madeira&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Energia e Actividades do Ambiente do Sul – SITE&lt;br /&gt;Sul;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Norte – SITE NORTE;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Norte – SITE CN;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas – CSRA.&lt;br /&gt;Relativamente ao âmbito geográfico os Sindicatos do MSU, repartem-se da seguinte forma:&lt;br /&gt;− 51 Sindicatos têm âmbito Nacional;&lt;br /&gt;− 45 Sindicatos têm âmbito Pluridistrital;&lt;br /&gt;− 17 Sindicatos têm âmbito distrital;&lt;br /&gt;− 13 Sindicatos têm âmbito regional;&lt;br /&gt;− 1 Sindicatos têm âmbito ao (s) Concelho (s);&lt;br /&gt;− 2 Sindicatos têm âmbito ao estrangeiro;&lt;br /&gt;− 2 Sindicatos têm âmbito às ilhas de São Miguel e Santa Maria.&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;Quanto ao âmbito pessoal:&lt;br /&gt;− 43 Sindicatos têm âmbito profissional;&lt;br /&gt;− 82 têm âmbito sectorial vertical;&lt;br /&gt;− 3 têm simultaneamente âmbitos de actividade vertical e profissional;&lt;br /&gt;− 3 têm âmbito profissional, numa parte, e vertical, na outra.&lt;br /&gt;Também durante o mandato, alteraram os seus estatutos 80 Sindicatos, 9 Uniões Distritais e 6&lt;br /&gt;Federações do MSU e constituíram-se 14 Sindicatos de identidade indefinida.&lt;br /&gt;Alteraram estatutos, entre outros os seguintes Sindicatos:&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Funcionários Judiciais – SFJ;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Consulares e Missões Diplomáticas no Estrangeiro –&lt;br /&gt;STCDE;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Magistrados do Ministério Público;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos – STI;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local — STAL;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Bragança;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura do Distrito de Portalegre;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Agrícolas do Distrito de Faro;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose, Papel, Gráfica e Imprensa;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica&lt;br /&gt;e Materiais de Construção de Portugal;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras,&lt;br /&gt;• Cerâmica e Afins da Região a Norte do Rio Douro;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Doméstica&lt;br /&gt;e Actividades Diversas;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual —&lt;br /&gt;SINTTAV;&lt;br /&gt;• Associação Sindical dos Profissionais de Policia – ASPP/PSP;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Jornalistas;&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social&lt;br /&gt;• Associação Sindical dos Trabalhadores dos Serviços Prisionais;&lt;br /&gt;• SPEUE — Sindicato Português dos Engenheiros Graduados na União Europeia;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Professores da Região Centro – SPRC&lt;br /&gt;• Sindicato dos Professores do Norte – SPN&lt;br /&gt;• Sindicato dos Fogueiros, Energia e Indústrias Transformadoras – SIFOMATE&lt;br /&gt;• Sindicato dos Metalúrgicos e Ofícios Correlativos da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Sul, SITE – SUL;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Sul, SITE – NORTE;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Norte, SITE – CN;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas, SITE – CSRA;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte;&lt;br /&gt;• STIENC — Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro;&lt;br /&gt;• SINORQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e&lt;br /&gt;Gás do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Distrito&lt;br /&gt;de Braga;&lt;br /&gt;51&lt;br /&gt;• SINQUIFA — Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás&lt;br /&gt;do Centro, Sul e Ilhas;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas dos&lt;br /&gt;Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica dos Distritos&lt;br /&gt;de Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgica e Metalomecânica do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Centro;&lt;br /&gt;• SQTD — Sindicato dos Quadros e Técnicos de Desenho:&lt;br /&gt;• Sindicato Nacional dos Profissionais de Serviço Social;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Médicos do Norte;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Solidariedade e Segurança Social — STSSSS;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores dos Sectores Têxteis, Vestuário, Calçado e Curtumes do&lt;br /&gt;Distrito do Porto;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores do Sector Têxtil de Aveiro;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região&lt;br /&gt;Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Região Autónoma da Madeira;&lt;br /&gt;• Associação Nacional de Dentistas;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Enfermeiros Portugueses;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Professores da Região Açores;&lt;br /&gt;• Sindicato do Corpo da Guarda Prisional;&lt;br /&gt;• Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte.&lt;br /&gt;• Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual – CENA&lt;br /&gt;Relativamente a filiações de sindicatos na CGTP-IN, é de salientar que, durante o mandato, não&lt;br /&gt;se verificou qualquer desfiliação de sindicatos, embora se registe que dos 88 sindicatos filiados&lt;br /&gt;na altura do 11º.º Congresso, passamos para 83 filiados, sendo esta redução do número de&lt;br /&gt;sindicatos filiados resultante dos processos de fusão e integração dos sindicatos.&lt;br /&gt;Registaram-se neste período novas filiações de Sindicatos que cooperavam com a CGTP-IN e&lt;br /&gt;que passaram a ser Sindicatos filiados:&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira – SINTAF&lt;br /&gt;- Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante –&lt;br /&gt;OFICIAISMAR&lt;br /&gt;Registou-se, também, a filiação dos seguintes Sindicatos, que se constituíram na sequência de&lt;br /&gt;processos de reestruturação:&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Actividades Metalúrgicas da Região Autónoma da&lt;br /&gt;Madeira;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Energia e Actividades do Ambiente do Sul – SITE&lt;br /&gt;Sul;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Norte – SITE NORTE;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Norte – SITE CN;&lt;br /&gt;- Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do&lt;br /&gt;Ambiente do Centro Sul e Regiões Autónomas – CSRA.&lt;br /&gt;Estas cinco filiações constituem um importante reforço orgânico da CGTP-IN, fortalecendo-se, assim,&lt;br /&gt;a solidariedade entre todos os trabalhadores. Há que prosseguir e aprofundar a cooperação aos&lt;br /&gt;diversos níveis da estrutura sindical com os sindicatos não filiados, tendo em vista alargar o&lt;br /&gt;52&lt;br /&gt;envolvimento e a participação dos trabalhadores na acção sindical e nas iniciativas definidas pela&lt;br /&gt;Central e as suas estruturas regionais e sectoriais.&lt;br /&gt;9.3.2. Uniões de Sindicatos&lt;br /&gt;As Uniões Distritais e Regionais são vinte e duas (22), que estatutariamente são estruturas&lt;br /&gt;intermédias da CGTP-IN. Durante o mandato, registaram-se 20 Congressos / Plenários eleitorais&lt;br /&gt;em 18 Uniões distritais.&lt;br /&gt;Nos Órgãos estatutários máximos destas estruturas intermédias foram eleitos 446 dirigentes, dos&lt;br /&gt;quais 151 (33,8%) são mulheres e 32 (7,1%) são Jovens. A média etária geral apurada é de 45,8&lt;br /&gt;anos, sendo a dos homens de 46,4 anos, a das mulheres de 44 e a dos jovens de 27,2 anos.&lt;br /&gt;Das 7 Uniões Locais existentes, reuniram, durante o mandato, 1 em Plenários eleitorais, tendo&lt;br /&gt;sido eleitos 15 dirigentes, dos quais 12 (80%) são mulheres e 3 (20%) são Jovens.&lt;br /&gt;9.3.3. Federações de Sindicatos&lt;br /&gt;As Federações que se assumem como estruturas intermédias da CGTP-IN são 10. Durante o&lt;br /&gt;mandato, registaram-se 5 Congressos / Plenários eleitorais em 5 Federações tendo sido eleitos&lt;br /&gt;133 dirigentes, dos quais 45 (33,8%) são mulheres e 7 (5,26%) são Jovens. A média etária&lt;br /&gt;geral apurada nas 5 federações é de 46,1 anos, sendo a dos homens de 49,3 anos, a das mulheres&lt;br /&gt;de 43,3 e a dos jovens de 27,8 anos.&lt;br /&gt;9.4. As Organizações Especificas&lt;br /&gt;9.4.1. Interjovem/CGTP-IN&lt;br /&gt;A acção da Interjovem/CGTP-IN teve, nos últimos anos, como eixo central, a Luta pelo&lt;br /&gt;Trabalho com Direitos, num forte combate à precariedade e a todas as discriminações em que os&lt;br /&gt;jovens são vítimas, cumprindo, assim, as orientações traçadas no último Congresso da CGTP-IN&lt;br /&gt;e as conclusões da 6ª Conferência Nacional da Interjovem/CGTP-IN.&lt;br /&gt;Ao longo do mandato, foram feitos esforços para uma maior participação dos jovens&lt;br /&gt;trabalhadores nas acções do momento sindical que se fizeram, em larga medida, através da&lt;br /&gt;articulação entre a Interjovem/CGTP-IN e as estruturas sindicais.&lt;br /&gt;Realizámos a 6ª Conferência Nacional da Interjovem/CGTP-IN no dia 30 de Janeiro de 2009,&lt;br /&gt;numa fase de graves ataques aos direitos dos jovens trabalhadores mas também de forte&lt;br /&gt;resistência e exigência daquilo que nos propusemos a ter como plano de acção – Lutar contra a&lt;br /&gt;Precariedade, pelo trabalho estável e com direitos.&lt;br /&gt;A preparação e realização da Conferência permitiram que a Interjovem consolidasse a sua linha&lt;br /&gt;de acção, centrada nos locais de trabalho, espaço estratégico de contacto, conhecimento e&lt;br /&gt;resolução dos problemas que mais afectam os jovens trabalhadores, sempre em articulação e&lt;br /&gt;com trabalho planificado conjuntamente com os Sindicatos e Uniões, promovendo sempre a&lt;br /&gt;participação activa dos jovens trabalhadores na acção dos seus sindicatos.&lt;br /&gt;É de valorizar a participação dos activistas sindicais na Interjovem/CGTP-IN nas várias&lt;br /&gt;iniciativas e acções dos seus sindicatos, assim como nas iniciativas de carácter mais geral&lt;br /&gt;promovidas pelas Uniões de sindicatos de cada distrito e pela CGTP-IN.&lt;br /&gt;Ao longo do mandato, foram editados vários comunicados, cartazes e outros materiais próprios&lt;br /&gt;da Interjovem/CGTP-IN, dirigidos aos trabalhadores mais jovens que serviram para importantes&lt;br /&gt;acções de contacto, esclarecimento e mobilização nas empresas e locais de trabalho. A&lt;br /&gt;participação da Interjovem/CGTP-IN foi visível, em diversas acções de luta e de protesto,&lt;br /&gt;conseguindo-se que a sua presença fosse sentida no início das acções de rua, de forma visível,&lt;br /&gt;53&lt;br /&gt;dando sinais da combatividade e participação dos jovens trabalhadores, principalmente nas&lt;br /&gt;grandes manifestações nacionais que se realizaram ao longo deste mandato.&lt;br /&gt;A realização de diversas iniciativas a nível distrital, em empresas e locais de trabalho,&lt;br /&gt;nomeadamente, através de tomadas de posição da Interjovem/CGTP-IN, conferências de&lt;br /&gt;imprensa sobre os problemas sentidos nas empresas ou a realização de diversas tribunas&lt;br /&gt;públicas, tornaram-se importantes para chamar a atenção dos ataques aos direitos dos jovens&lt;br /&gt;trabalhadores que, cada vez mais se fazem sentir. São de realçar as dezenas de acções de&lt;br /&gt;contacto e mobilização nas empresas, as tribunas públicas e conferências de imprensa que temos&lt;br /&gt;promovido todos os anos para divulgar o dia nacional da Juventude, a 28 de Março.&lt;br /&gt;Anualmente, assinalámos este dia como Dia Nacional da Juventude e como um dia de Luta que&lt;br /&gt;a Interjovem/CGTP-IN desde 2006 tem marcado pela positiva, com a realização de uma&lt;br /&gt;Manifestação Nacional em Lisboa em torno dos problemas que afectam os jovens trabalhadores&lt;br /&gt;e que têm contado com a participação de milhares de jovens trabalhadores.&lt;br /&gt;A participação dos jovens trabalhadores nas acções de luta desenvolvidas, nomeadamente, a&lt;br /&gt;importante participação na construção das duas greves gerais, em Novembro de 2010 e 2011,&lt;br /&gt;demonstrou que é possível a participação dos jovens trabalhadores, de forma organizada na&lt;br /&gt;acção sindical, juntando ao protesto de todos os trabalhadores, as suas reivindicações&lt;br /&gt;específicas.&lt;br /&gt;A realização de acções da Interjovem/CGTP-IN, de denúncia dos problemas específicos que&lt;br /&gt;afectam os jovens trabalhadores foi uma constante ao longo de todo o mandato, ainda que,&lt;br /&gt;muitas vezes, houvesse dificuldades para a sua realização em todo o país.&lt;br /&gt;A “Estafeta contra a Precariedade”, realizada em Fevereiro de 2009, campanha dirigida para os&lt;br /&gt;locais de trabalho com grande concentração de trabalhadores com vínculo precário foi disso um&lt;br /&gt;exemplo importante. Durante esta campanha, estivemos em contacto com centenas de jovens&lt;br /&gt;trabalhadores, incentivando-os à denúncia dos seus contratos, muitas vezes ilegais, à&lt;br /&gt;sindicalização e ao seu envolvimento na resolução do problema da precariedade.&lt;br /&gt;Realizámos o “PIC-NIC contra a Precariedade”, em Julho de 2010 envolvendo associações e&lt;br /&gt;movimentos como a JOC (Juventude Operária Católica), a ABIC (Associação de Bolseiros de&lt;br /&gt;Investigação) e o M12M (Movimento 12 de Março), momento importante de convívio e de&lt;br /&gt;afirmação dos valores do trabalho estável e com direitos, onde foi possível a realização de&lt;br /&gt;debates sobre temas relacionados com as reivindicações dos jovens trabalhadores acerca do&lt;br /&gt;trabalho com direitos, bem com a aprovação de um documento subscrito pelos participantes&lt;br /&gt;com o lema “Tomemos nas nossas mãos os destinos das nossas vidas”.&lt;br /&gt;Realizamos ainda, 16 de Setembro de 2010, uma acção de luta da juventude trabalhadora,&lt;br /&gt;descentralizada, pelo trabalho com direitos, contra a Precariedade e o desemprego.&lt;br /&gt;Esta foi uma acção que assumiu contornos diferentes em cada um dos distritos, realizando-se,&lt;br /&gt;nesse dia, acções de rua e tribunas públicas em várias praças centrais das cidades, acções de&lt;br /&gt;contactos em empresas e centros de emprego, concertos, recolha e entrega de assinaturas em&lt;br /&gt;defesa do Trabalho com Direitos, entre outras acções.&lt;br /&gt;No dia 1º de Maio do ano de 2010 lançámos uma petição para a qual foram recolhidas nas&lt;br /&gt;empresas e locais de trabalho, em locais de concentração de jovens e durante as iniciativas de&lt;br /&gt;protesto realizadas, mais de 20 mil assinaturas exigindo “Que a um posto de trabalho&lt;br /&gt;permanente, corresponda um vínculo de trabalho efectivo”.&lt;br /&gt;Esta petição, promovida pela Interjovem/CGTP-IN foi entregue na Assembleia da República em&lt;br /&gt;Outubro do mesmo ano com um Cordão Humano constituído por mais de 100 dirigente e&lt;br /&gt;delegados sindicais jovens que voltaram à Assembleia da República no dia da discussão dos&lt;br /&gt;grupos parlamentares sobre este documento, em Setembro de 2011.&lt;br /&gt;Destacamos as recentes iniciativas lançadas durante o mês de Dezembro para realizar em alguns&lt;br /&gt;distritos no mês de Janeiro de 2012, onde a INTERJOVEM adoptou como lema “Contra o&lt;br /&gt;desemprego! Não fiques parado! Marcha pelo Trabalho com Direitos! iniciativas estas que têm&lt;br /&gt;54&lt;br /&gt;presente o protesto e luta contra o desemprego e a precariedade, rejeitar o programa de agressão,&lt;br /&gt;afirmando as nossas propostas e o XII congresso da nossa CGTP-IN.&lt;br /&gt;É de realçar que, apesar de todas as dificuldades sentidas pelos jovens trabalhadores,&lt;br /&gt;nomeadamente o aumento da ofensiva nas empresas para que não participem no protesto, as&lt;br /&gt;manifestações deste dia, tem sido, grandes acções de afirmação dos direitos da juventude&lt;br /&gt;trabalhadora, da sua capacidade de resistência e de rejeição dos retrocessos sociais que querem&lt;br /&gt;impor à juventude.&lt;br /&gt;Ao longo destes 4 anos, realçamos como positivo o reforço do trabalho conjunto e articulado&lt;br /&gt;entre os Sindicatos, as Uniões e a Interjovem, sempre centrado no local de trabalho e no&lt;br /&gt;contacto com os jovens trabalhadores. Realçamos ainda a importância de se darem passos para a&lt;br /&gt;criação de Comissões de jovens nas estruturas sindicais.&lt;br /&gt;Persistem ainda dificuldades de criação de estruturas de jovens em Sindicatos, Uniões e&lt;br /&gt;Federações e a fraca participação de alguns dirigentes nacionais nas iniciativas e na actividade&lt;br /&gt;regular da Interjovem/CGTP-IN, muitas vezes motivada pela procura de novos empregos (até&lt;br /&gt;no estrangeiro), melhor remunerados e com mais direitos, outras vezes motivada pelo&lt;br /&gt;desemprego crescente (encerramento e deslocalização de empresas, fim dos contratos, etc.) que&lt;br /&gt;afecta largamente os jovens trabalhadores.&lt;br /&gt;Entendemos que progressivamente devem ser dados passos no sentido do reforço da&lt;br /&gt;participação de jovens nas direcções sindicais e na sua responsabilização, direccionando-se&lt;br /&gt;esses jovens e dando-lhe condições para que participem no trabalho da Interjovem/CGTP-IN.&lt;br /&gt;9.4.2. Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens/CGTP-IN&lt;br /&gt;Desde o 10.º Congresso da CGTP-IN, as questões de género têm constituído matéria de&lt;br /&gt;discussão e deliberação institucional, tanto ao nível nacional como europeu e internacional,&lt;br /&gt;mantendo-se como uma questão política na ordem do dia.&lt;br /&gt;A título de exemplo, referem-se alguns factos e acontecimentos ocorridos ao longo do mandato:&lt;br /&gt;(1) No plano nacional Governamental, a continuação dos Planos que vigoraram entre 2007 e&lt;br /&gt;2010, sobre Igualdade-Cidadania e Género (III Plano), Contra a Violência Doméstica (III&lt;br /&gt;Plano) e Contra o Tráfico de Seres Humanos (I Plano) e a aprovação de novos Planos, que&lt;br /&gt;iniciaram em 2010 e vigorarão até 2013 – Igualdade-Cidadania e Género (IV Plano), Contra a&lt;br /&gt;Violência Doméstica (IV Plano) e Contra o Tráfico de Seres Humanos (II Plano); (2) No plano&lt;br /&gt;europeu, a reformulação da directiva sobre igualdade de tratamento em domínios ligados ao&lt;br /&gt;emprego e à actividade profissional, em 2006; o Roteiro para a Igualdade entre Homens e&lt;br /&gt;Mulheres (2006-2010); a aprovação, pelo Conselho Europeu, do Pacto para a Igualdade entre&lt;br /&gt;Homens e Mulheres, em 2006; a criação do Instituto Europeu para a Igualdade de Género, em&lt;br /&gt;2007; o Relatório da Comissão ao Conselho, ao Parlamento Europeu, ao Comité Económico e&lt;br /&gt;Social Europeu e ao Comité das Regiões sobre a Igualdade entre Homens e Mulheres, em 2007;&lt;br /&gt;a instituição do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos (2007) – Para uma&lt;br /&gt;Sociedade Justa, por decisão do Parlamento Europeu e do Conselho; Participação na discussão&lt;br /&gt;sobre a revisão da Directiva 92/85/EEC sobre o alargamento da licença de maternidade e a&lt;br /&gt;protecção da saúde; Resposta a Questionário da CES sobre a transversalidade das politicas de&lt;br /&gt;Género; Participação no Relatório conjunto sobre a implementação ao nível da contratação&lt;br /&gt;colectiva da matéria relativa ao assédio e à violência no trabalho (2010); participação na&lt;br /&gt;discussão sobre a aplicação da Directiva 2010/18/EU do Conselho de 8 de Março que aplica o&lt;br /&gt;Acordo Quadro revisto sobre licença parental que revoga a Directiva 96/34/CE e que terá efeitos&lt;br /&gt;na ordem interna em Março de 2012 (3) No plano internacional, o Relatório da OIT, “Igualdade&lt;br /&gt;no Trabalho – Um desafio contínuo”, em 2011, sobre as políticas de trabalho, no âmbito da&lt;br /&gt;igualdade de oportunidades.&lt;br /&gt;As mudanças e a evolução normativa no domínio da igualdade de género têm sido&lt;br /&gt;acompanhadas pela CGTP-IN, essencialmente por via da sua organização específica – a&lt;br /&gt;55&lt;br /&gt;Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens (CIMH/CGTP-IN) –, que tem procurado,&lt;br /&gt;numa perspectiva integrada, dar contributos coerentes e eficazes para a desconstrução dos&lt;br /&gt;estereótipos de género e para a efectivação da igualdade entre mulheres e homens em todas as&lt;br /&gt;esferas da sociedade, com destaque para o mundo do trabalho.&lt;br /&gt;Neste contexto, foram desenvolvidas as seguintes actividades:&lt;br /&gt;No plano da acção sindical e das iniciativas&lt;br /&gt;No decurso do mandato, dinamizou o esclarecimento e a participação das mulheres&lt;br /&gt;trabalhadoras, quer nas 2 Greves Gerais, de 24 de Novembro de 2010 e de 2011, quer em todas&lt;br /&gt;as Jornadas de Luta promovidas pela CGTP-IN, procurando dar visibilidade aos seus problemas&lt;br /&gt;e reivindicações específicas, no quadro da acção e das reivindicações mais gerais e&lt;br /&gt;mobilizando-as para o combate às discriminações, à destruição dos postos de trabalho e ao&lt;br /&gt;aumento do desemprego e da precariedade, ao aumento dos horários de trabalho e ao ataque à&lt;br /&gt;Leia da Parentalidade, nomeadamente, à conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal,&lt;br /&gt;ao despedimento e à não renovação ilegal dos contratos de trabalho de grávidas, puérperas ou&lt;br /&gt;lactantes, ao retrocesso nos direitos determinados pelo Código do Trabalho e pela sua&lt;br /&gt;Regulamentação, aos baixos salários e o aumento das doenças profissionais e à degradação do&lt;br /&gt;poder de compra; às insuficiências em matéria de infra-estruturas de apoio à família, ao ataque&lt;br /&gt;às funções sociais do Estado, à destruição do Serviço Nacional de Saúde, ao alargamento da&lt;br /&gt;idade de reforma e à redução das pensões.&lt;br /&gt;A 22 de Maio de 2009 realizou-se a V Conferência de Igualdade entre Mulheres e Homens, sob&lt;br /&gt;o lema “Agir em Igualdade, Lutar para Mudar”, onde foram aprovados o Relatório do mandato&lt;br /&gt;anterior (2005-2009), o Programa de Acção da Conferência e a Carta Reivindicativa (com as&lt;br /&gt;resoluções e moção) e foi eleita a nova Comissão de Igualdade entre Mulheres e Homens.&lt;br /&gt;No decorrer do mandato, têm sido adoptadas tomadas de posição públicas, através de&lt;br /&gt;comunicados de imprensa e junto dos órgãos do poder e deu-se continuidade à publicação do&lt;br /&gt;Boletim Igualdade e Parentalidade.&lt;br /&gt;A organização específica da CGTP-IN para a igualdade entre mulheres e homens promoveu,&lt;br /&gt;participou e fez-se representar em numerosas iniciativas sindicais e em eventos públicos:&lt;br /&gt;debates, seminários, lançamento de obras de investigação sobre a problemática de género,&lt;br /&gt;audições públicas, entre outras iniciativas.&lt;br /&gt;Globalmente, registou-se uma tendência para o reforço da representação das mulheres na&lt;br /&gt;sindicalização, na organização de base e nos órgãos de direcção dos sindicatos, verificando-se,&lt;br /&gt;em média, maiores dificuldades no nível intermédio e de topo da estrutura sindical, no que&lt;br /&gt;respeita à participação das mulheres.&lt;br /&gt;Nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de Março – 2008 / 2011&lt;br /&gt;Para a CGTP-IN, as comemorações do Dia Internacional da Mulher não se limitam a evocar&lt;br /&gt;uma data histórica e a assinalar um evento, antes constituindo, desde sempre, motivo de&lt;br /&gt;afirmação da luta, em torno da defesa dos direitos das mulheres trabalhadoras, pelo direito ao&lt;br /&gt;trabalho com direitos e pelo aprofundamento da democracia.&lt;br /&gt;Entre 2008 e 2009, o 8 de Março foi assinalado por diversas iniciativas, tais como, um&lt;br /&gt;“Tribunal de opinião pública”, uma “Marcha pela Igualdade”, uma “Manifestação Nacional” e&lt;br /&gt;distribuições de propaganda nos locais de trabalho das diversas regiões e empresas.&lt;br /&gt;No âmbito das comemorações do centenário do 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, a&lt;br /&gt;CIMH/CGTP-IN desenvolveu diversas actividades, entre Março de 2010 e Março de 2011,&lt;br /&gt;prosseguindo as orientações para a acção sindical, aprovadas na V Conferência para a Igualdade&lt;br /&gt;entre Mulheres e Homens, que se realizou no dia 22 de Maio de 2009.&lt;br /&gt;Foram realizados debates, sessões públicas, exposições, plenários, iniciativas de rua,&lt;br /&gt;distribuição de documentos e flores à população, conferências de imprensa, exposições, sessões&lt;br /&gt;de poemas e canções, alusivos ao tema, jantares comemorativos, espectáculos de música, dança&lt;br /&gt;56&lt;br /&gt;e teatro, de onde se destaca a organização de uma sessão de teatro, com a apresentação da Peça&lt;br /&gt;“ Não se ganha, não se paga”, no Teatro da Trindade (Lisboa) e de um espectáculo no Cinema&lt;br /&gt;Batalha (Porto), em 2009.&lt;br /&gt;Foi também pintado um quadro e feitas 200 serigrafias do mesmo, alusivas à mulher&lt;br /&gt;trabalhadora, assim como criada uma sala na CGTP-IN, com exposições das várias iniciativas&lt;br /&gt;realizadas ao longo dos anos, sobre a luta e participação das mulheres trabalhadoras.&lt;br /&gt;Algumas destas iniciativas foram desenvolvidas em parceria com o Movimento Democrático de&lt;br /&gt;Mulheres.&lt;br /&gt;Nos Projectos co-financiados&lt;br /&gt;No âmbito dos projectos, continuando a decorrer alguns deles, a actividade, desde o último&lt;br /&gt;Congresso, incidiu sobre:&lt;br /&gt;a) Projecto Equal – Agir para a Igualdade, que teve o seu início em 2001 e se desenvolveu em&lt;br /&gt;3 fases, tendo terminado em Junho de 2009.&lt;br /&gt;A partir de Fevereiro de 2007, deu-se um novo impulso à Acção 3, no sentido de se disseminar&lt;br /&gt;os materiais pedagógicos construídos para as escolas do âmbito da FENPROF. Estabeleceramse&lt;br /&gt;parcerias com a Secretaria Regional da Educação e Ciência dos Açores e com a Secretaria&lt;br /&gt;Regional da Educação e Cultura da Madeira e, entre 2007 e 2009, foram envolvidas 14 escolas&lt;br /&gt;(continente e regiões autónomas), realizadas 15 acções de formação para professores e&lt;br /&gt;professoras (creditadas pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, do&lt;br /&gt;Ministério da Educação), formados cerca de 270 professores e professoras e abrangidos cerca de&lt;br /&gt;3830 alunos e alunas.&lt;br /&gt;b) Projecto Equal – Revalorizar o trabalho para promover a Igualdade, que teve início em 2005&lt;br /&gt;e terminou em Junho de 2009. Tendo como entidade coordenadora a CGTP-IN, integrou, na&lt;br /&gt;parceria de desenvolvimento, a FESAHT, a ARESP, a CITE, o CESIS, a IGT e a OIT. Teve&lt;br /&gt;como objectivos desenvolver e testar uma metodologia de avaliação dos postos de trabalho sem&lt;br /&gt;enviesamento de género, centrada no valor do trabalho que, no futuro, permita uma verdadeira&lt;br /&gt;aplicação do princípio “salário igual ou de igual valor” e seja passível de aplicação a outros&lt;br /&gt;sectores de actividade, com as devidas adaptações, assim como conceber módulos de formação&lt;br /&gt;da metodologia criada, destinados a formar dirigentes, delegados/as sindicais e profissionais&lt;br /&gt;afectos/as aos Recursos Humanos na análise objectiva e sem enviesamentos de género nos&lt;br /&gt;postos de trabalho. Esta metodologia foi validada, tendo sido criada uma unidade de formação&lt;br /&gt;de curta duração – UFCD – de 25 horas, certificada e integrada pela Agência Nacional para a&lt;br /&gt;Qualificação – ANQ no Catálogo Nacional de Qualificações, mais concretamente nos&lt;br /&gt;referenciais de Técnico/a de Relações Laborais e Técnico/a de Apoio à Gestão&lt;br /&gt;Na fase final deste projecto foram realizados 3 workshops de 7 horas, no Funchal, Lisboa e&lt;br /&gt;Coimbra, com 75 participantes para a experimentação da metodologia e referencial de&lt;br /&gt;formação. Esta actividade pretendeu sensibilizar as ORT’s para as vantagens de, em sede de&lt;br /&gt;negociação colectiva, introduzir a medida do valor do trabalho. Foi também realizada uma&lt;br /&gt;acção de 30h. em Turim/ACTRAV (21 participantes nacionais da parceria de desenvolvimento,&lt;br /&gt;mais a Agência Nacional para as Qualificações, Centro Nacional para a Qualificação na&lt;br /&gt;Formação, Sindicato do sector dos escritórios e serviços e Direcção Geral do Emprego e das&lt;br /&gt;Relações de Trabalho). Pretendeu-se gerar um efeito multiplicador junto de actores-chave de&lt;br /&gt;cada entidade parceira, com vista à implementação do princípio de “salário igual para trabalho&lt;br /&gt;igual ou de igual valor”. Actualmente, este referencial integra a oferta formativa do Centro&lt;br /&gt;Internacional de Formação da OIT em Turim.&lt;br /&gt;O projecto foi distinguido com o Prémio Manuel Lopes 2008.&lt;br /&gt;c) Projecto Diálogo Social, que teve o seu início em 2005 e foi finalizado em Setembro de 2008.&lt;br /&gt;d) Foi desenvolvido um Projecto, Co-financiado pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de&lt;br /&gt;Género, no âmbito do apoio às ONG’s.&lt;br /&gt;57&lt;br /&gt;O projecto teve início em Novembro de 2009 e terminou em Abril de 2010. No seu âmbito, foi&lt;br /&gt;construído um boletim sobre os Direitos de Parentalidade, tendo sido editados 50.000&lt;br /&gt;exemplares do mesmo. Foram também realizadas 3 acções de sensibilização, para divulgação do&lt;br /&gt;mesmo, abrangendo um total de 54 Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais&lt;br /&gt;e) Em Outubro de 2010 teve início um projecto, no âmbito do POPH, que decorrerá até Julho de&lt;br /&gt;2012, com o tema “Organizar e Efectivar os Direitos para uma Vida Melhor” – Organização dos&lt;br /&gt;Tempos de Trabalho e Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal e os efeitos na&lt;br /&gt;saúde dos/as trabalhadores/as. Este Projecto, envolve 6 sectores de actividade, ao nível nacional,&lt;br /&gt;abrangendo 66 empresas, correspondendo a cerca de 50.000 trabalhadores/as na totalidade, onde&lt;br /&gt;25.000 são homens e 25.000 são mulheres.&lt;br /&gt;No plano institucional&lt;br /&gt;A CGTP-IN participou nas reuniões dos organismos nacionais em que está representada – CITE&lt;br /&gt;e CIG –, mantendo uma presença mais regular no organismo vocacionado para a igualdade no&lt;br /&gt;trabalho e no emprego, a CITE.&lt;br /&gt;Em 2010, houve uma alteração da Orgânica da CITE (conferida pelo Decreto Lei 124/201, de&lt;br /&gt;17 de Novembro), atribuindo-lhe novas funções, que resultaram em alterações&lt;br /&gt;significativamente positivas, permitindo ainda, mais activamente, a participação da CGTP-IN&lt;br /&gt;nas tomadas de decisão e emissão de pareceres, em defesa de trabalhadores e trabalhadoras,&lt;br /&gt;nomeadamente ao nível dos direitos de parentalidade. Quanto à CIG, o facto de ter alargado a&lt;br /&gt;sua intervenção, passando de uma organização, cujo seu âmbito era apenas a Igualdade de&lt;br /&gt;Género (CIDM), para uma, cujo o âmbito são todas as Igualdades e formas de discriminação,&lt;br /&gt;não gerou uma alteração muito positiva, muito pelo contrário, resultou que a abordagem à&lt;br /&gt;Igualdade e Discriminação baseadas no género começasse a ser feita de uma forma muito&lt;br /&gt;generalizada e pouco profunda,&lt;br /&gt;Ao nível da CES, a CGTP-IN participou nas reuniões do Comité de Mulheres, em Seminários,&lt;br /&gt;no Grupo do Diálogo Social para a Igualdade de Género e na Conferência (em Março de 2007)&lt;br /&gt;que antecedeu o último Congresso da Confederação Europeia dos Sindicatos, tendo colaborado,&lt;br /&gt;designadamente: na elaboração do 1º Relatório conjunto dos parceiros sociais portugueses sobre&lt;br /&gt;o Quadro de Acções para a Igualdade (celebrado em Março de 2005 entre a CES e a Associação&lt;br /&gt;patronal Europeia); na resposta a um questionário sobre Balanço intercalar do Plano de&lt;br /&gt;Igualdade da CES 2003-2007; na resposta a um questionário sobre “Mulheres nas Organizações&lt;br /&gt;sindicais Europeias”tendo-se procedido já no decurso deste ano 2011 à actualização de dados&lt;br /&gt;relativos a esta matéria; participação em Bruxelas em Fevereiro de 2011 numa Conferência&lt;br /&gt;relativa aos impactos nos países da transposição da Directiva relativa à Licença parental já&lt;br /&gt;revista e constante da Directiva 2010/18/EU do Conselho; Intervenção na discussão sobre o&lt;br /&gt;Trabalho Decente dos Trabalhadores Domésticos; participação na discussão sobre o princípio da&lt;br /&gt;Igualdade de Tratamento, assente na conjugação dos artigos 141 e 13 do Tratado, como forma&lt;br /&gt;de combate à discriminação relacionada com a orientação sexual e os trabalhadores migrantes.&lt;br /&gt;9.4.3. Inter-Reformados&lt;br /&gt;A carta reivindicativa da Inter-Reformados, aprovada na sua 6ª Conferência, mantém-se válida e&lt;br /&gt;incumprida em aspectos essenciais. Como a actualização de todas as pensões de Reforma,&lt;br /&gt;defesa do S. N. Saúde, contra a sua privatização, definição de política de saúde e do&lt;br /&gt;medicamento, protecção social na dependência, criação de lares e centro de dia públicos,&lt;br /&gt;cobertura do território por serviços de apoio domiciliário, combate ao isolamento dos idosos,&lt;br /&gt;entre outros.&lt;br /&gt;Em Portugal 1 897 321 de reformados vivem com uma Pensão média de 369,29 € e mais de&lt;br /&gt;22% estão em risco de pobreza. O impacto das medidas do programa de austeridade dos&lt;br /&gt;Governos do PS/PSD/CDS que atingem os reformados é brutal. Os reformados estão&lt;br /&gt;confrontados com aumentos de preços de bens essenciais como alimentação, electricidade, gás&lt;br /&gt;natural, transportes medicamentos, corte de 50% do subsídio de Natal nas pensões acima de&lt;br /&gt;58&lt;br /&gt;485,00 €. Os programas de austeridade conduz ao empobrecimento e para 2012 estão&lt;br /&gt;anunciadas mais medidas que põem em risco até a nossa sobrevivência.&lt;br /&gt;Em 2011, os Reformados viram ainda mais agravadas as suas condições de vida pelas políticas&lt;br /&gt;de direita que impõem a esta camada social, medidas inaceitáveis como o congelamento de&lt;br /&gt;todas as pensões de Reforma, inclusive todas as mínimas, assim como o congelamento do&lt;br /&gt;complemento social para idosos e o I.A.S. (Indexante de Apoios Sociais) o que não permite&lt;br /&gt;nenhuma alteração em todas as prestações e apoios sociais.&lt;br /&gt;O Orçamento de Estado de 2012, mantêm o congelamento das pensões e complementos, foi a&lt;br /&gt;acção da CGTP-IN e da Inter-Reformados que levou o Governo a anunciar um aumento de&lt;br /&gt;3,1% para a Pensão Social agrícolas e 1º escalão do Regime Geral, para além de ser insuficiente&lt;br /&gt;face à perda de poder de compra, é inaceitável não aumentar todas as pensões mínimas.&lt;br /&gt;Na politica de saúde, foram tomadas medidas pelos Governos que afectam em primeira linha os&lt;br /&gt;pensionistas e idosos, dado que são eles que têm mais problemas de saúde e tanto mais com o&lt;br /&gt;seu envelhecimento, como o encerramento das urgências dos Centros de Saúde – e no período&lt;br /&gt;nocturno – novas regras nos transportes de doentes; diminuição das comparticipações com&lt;br /&gt;medicamentos por parte do Estado atingindo até os doentes crónicos e os com menos recursos.&lt;br /&gt;O Governo do PSD/CDS, para além do brutal aumento dos transportes, no último semestre de&lt;br /&gt;2011, já prepara para em Janeiro um novo aumento, e ameaça acabar com a redução universal&lt;br /&gt;de 50% nos passes sociais para os cidadãos com mais de 65 anos.&lt;br /&gt;A Inter-Reformados, em 2011, procurou reforçar a sua capacidade de intervenção junto dos&lt;br /&gt;reformados e aposentados, promovendo plenários de Reformados, reuniões de Comissões&lt;br /&gt;Sectoriais e de Empresas a discussão dos problemas dos Reformados mas também das políticas&lt;br /&gt;que afectam todos os trabalhadores e população em geral, levando à luta um maior número de&lt;br /&gt;Reformados nos Distritos em que mantemos ou reforçamos a intervenção.&lt;br /&gt;A Inter-Reformados pediu audiências parlamentares para apresentação das suas reivindicações.&lt;br /&gt;Realizou Tribunas Públicas para discussão dos temas específicos como Pensões, Saúde,&lt;br /&gt;Serviços Públicos entre outros.&lt;br /&gt;Em 25 de Agosto promoveu uma Acção de protesto junto à Residência Oficial do 1º Ministro&lt;br /&gt;contra as medidas gravosas do Governo que “retiravam aos reformados direito a ter Férias”.&lt;br /&gt;Aprovada Resolução e entregue ao 1º Ministro.&lt;br /&gt;Em 10 de Dezembro, em convergência com o MURPI, promovemos a manifestação Nacional&lt;br /&gt;de Reformados “CONTRA O PACTO DE AGRESSÃO E DE RAPINA DA TROIKA” que envolveu mais&lt;br /&gt;de 2 mil reformados mobilizados pela IR’s Distritais com grande empenhamento das Uniões&lt;br /&gt;Sindicais Distritais. Feitos pedidos de audiência parlamentares para entrega da Moção aprovada&lt;br /&gt;e discussão das Reivindicações.&lt;br /&gt;A IR tem procurado sensibilizar as estruturas do MSU para a utilidade desta organização dos&lt;br /&gt;trabalhadores Reformados que voluntariamente contribuem para o trabalho sindical.&lt;br /&gt;A IR continua a reforçar a sua organização no Centro e Norte do País através das Uniões&lt;br /&gt;Distritais mas a Sul só em Setúbal a IR tem organização. Em Beja, Évora, Portalegre e Algarve&lt;br /&gt;as tentativas para desenvolver trabalho têm sido infrutíferas. É um défice a corrigir se houver&lt;br /&gt;compreensão dos responsáveis distritais e sectoriais do MSU.&lt;br /&gt;Os reformados têm dado grande contributo para todas as lutas da CGTP-IN com a sua presença&lt;br /&gt;mas também na preparação e mobilização das acções de luta.&lt;br /&gt;A IR reúne todos os seus órgãos regularmente e com grande participação. Tem mantido&lt;br /&gt;participação regular nos órgãos da FERPA – Federação Europeia de Reformados e Pessoas&lt;br /&gt;Idosas. Em 2011 houve eleição de 2 representantes da IR no 6º Congresso da FERPA.&lt;br /&gt;59&lt;br /&gt;9.5. A Gestão Financeira e os Contratos Programa&lt;br /&gt;A situação financeira ao nível central pautou-se pela contenção dos custos sem afectar a actividade&lt;br /&gt;sindical e em conformidade com o volume de receitas, nomeadamente da quotização. Há a realçar que&lt;br /&gt;as quotizações recebidas em 2007 atingiram 2.492.304 euros, quando em se prevê que em 2011 se&lt;br /&gt;venham a cifrar em 2.246.356 euros, o que representa um decréscimo nominal médio neste período de&lt;br /&gt;cerca de 9,86 %.&lt;br /&gt;Por outro lado, enquanto em 2007 as receitas de quotização representavam cerca de 81,9 % das&lt;br /&gt;receitas totais, em 2011 (até ao final do 3.º trimestre) representavam cerca de 79 %.&lt;br /&gt;No que se refere às despesas, elas têm acompanhado a evolução das receitas, evidenciando no entanto&lt;br /&gt;uma significativa melhoria estrutural. De facto, no ano de 2007 as despesas de funcionamento da&lt;br /&gt;Central (fornecimentos e serviços externos + remunerações de pessoal e dirigentes) representavam&lt;br /&gt;cerca de 85,11% do total da quotização recebida. Em 2011 (até ao final do 3.º trimestre), os mesmos&lt;br /&gt;custos representavam cerca de 92,62% das receitas de quotização, o que reflecte um agravamento&lt;br /&gt;acentuado.&lt;br /&gt;É ainda de salientar que os custos com actividade sindical têm registado um decréscimo crescente ao&lt;br /&gt;longo dos últimos anos, com especial destaque para as transferências para as Uniões Distritais que em&lt;br /&gt;2007 eram de 650.000 euros e em 2011 de 588.000 euros, o que equivale a um decréscimo nominal&lt;br /&gt;médio, nesta tipologia de despesas, de cerca de 2,39 % ao ano.&lt;br /&gt;Quanto ao Património da Central, da análise comparada das principais rubricas dos balanços de 2007,&lt;br /&gt;a 2010 são de realçar os seguintes aspectos:&lt;br /&gt;- O Activo Líquido era de 5.340. 962 euros em 2007, sendo de 5.180.137 no final de 2010;&lt;br /&gt;- Os Capitais Próprios diminuíram no mesmo período cerca de 219.285 euros;&lt;br /&gt;- O Passivo por seu lado registou também no mesmo período, um aumento de 58.459 euros e&lt;br /&gt;representava em 2007 cerca de 19,88 % do Activo Líquido, enquanto no final de 2010 esta&lt;br /&gt;relação passou para 21,63%.&lt;br /&gt;O Fundo Central de Solidariedade e Reestruturação constituído em Julho de 2000 no âmbito da&lt;br /&gt;CGTP-IN e que nos regulamentares, podem recorrer os filiados nos casos de insuficiência económica,&lt;br /&gt;para adoptarem processos de reestruturação sindical, administrativa e financeira, desde a sua criação&lt;br /&gt;foram recebidos no Fundo (até final de Novembro de 2011) cerca de 955.989 euros provenientes de&lt;br /&gt;dotações da CGTP-IN, bem como de solidariedade proveniente das entregas dos representantes da&lt;br /&gt;Central em diversos organismos.&lt;br /&gt;No âmbito do respectivo regulamento foram assinados vários protocolos que se traduziram em&lt;br /&gt;transferências a fundo perdido (até final de Novembro de 2011) no montante de 700.998 euros. Foram&lt;br /&gt;ainda transferidos no âmbito dos respectivos protocolos e no mesmo período, 64.392 euros&lt;br /&gt;reembolsáveis nos prazos definidos.&lt;br /&gt;Foram também efectuadas comparticipações da CGTP-IN na aquisição de instalações sindicais em&lt;br /&gt;Bragança, Horta, Santarém e Vila Real de Trás-os-Montes no montante de 136.064 euros.&lt;br /&gt;Finalmente note-se que o saldo do Fundo em 30 de Novembro de 2011 é de 190.599 euros.&lt;br /&gt;Relativamente aos Contratos-Programa, importa salientar que estão consagrados nos Estatutos desde o&lt;br /&gt;8º Congresso da CGTP-IN, continuam a revelar-se uma medida transparente e responsabilizadora dos&lt;br /&gt;sindicatos, relativamente à definição e concretização de objectivos de reforço de organização e&lt;br /&gt;reestruturação bem como ao dever de quotização.&lt;br /&gt;São de realçar os seguintes aspectos: A discussão dos contratos-programa e dos compromissos neles&lt;br /&gt;assumidos, aumentou o número de sindicatos a estabelecer metas concretas quanto à sindicalização,&lt;br /&gt;eleição de Delegados Sindicais e de representantes para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho,&lt;br /&gt;bem como medidas de contenção de despesas e de reestruturação sindical, administrativa e financeira&lt;br /&gt;e ainda o numero de sindicatos com a situação regularizada perante a CGTP-IN e as estruturas&lt;br /&gt;intermédias.&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;10. A FORMAÇÃO SINDICAL&lt;br /&gt;10.1. Apoio à Estrutura&lt;br /&gt;A formação sindical desenvolveu a sua actividade num contexto de combate à forte pressão&lt;br /&gt;ideológica neoliberal que procura impor a difusão de ideias e valores contrários aos princípios e&lt;br /&gt;valores fundamentais da CGTP-IN visando enfraquecer a consciência de classe, individual e&lt;br /&gt;colectiva dos trabalhadores. Daí que a formação pedagógica (inicial e contínua) de formadores&lt;br /&gt;tenha tido uma importância de destaque, quer tendo em atenção a necessidade de&lt;br /&gt;descentralização da equipa de formação quer a nível sectorial, nomeadamente com a acção&lt;br /&gt;dirigida à FIEQUIMETAL. É ainda de referir a construção de novos e inovadores materiais&lt;br /&gt;pedagógicos para o desenvolvimento do sistema de formação&lt;br /&gt;A Comissão Específica de Formação Sindical (CEFS) não foi constituída.&lt;br /&gt;As acções de formação sindical desenvolvidas no âmbito do Departamento de FS envolveram&lt;br /&gt;cerca de 2184 quadros sindicais, quer estas tenham sido promovidas directamente pelo&lt;br /&gt;Departamento em ligação com as estruturas do MSU, ao nível sectorial ou distrital/regional,&lt;br /&gt;quer em colaboração com outras entidades ou através de projectos, como a seguir se apresenta&lt;br /&gt;de forma mais pormenorizada no quadro infra.&lt;br /&gt;Como foi referido, reportamo-nos apenas à actividade em que a Central participou directamente,&lt;br /&gt;tendo sido também realizadas dezenas de acções de formação organizadas e ministradas pelas&lt;br /&gt;diversas estruturas, nomeadamente por Federações/Sindicatos Nacionais. No quadro é possível&lt;br /&gt;ver o papel importante desempenhado, nos anos 2010 e 2011, pela Campanha Nacional de&lt;br /&gt;Informação e Actualização de Quadros e Activistas Sindicais em complemento às acções de&lt;br /&gt;formação e sensibilização realizadas.&lt;br /&gt;A actividade de apoio às estruturas do MSU decorreu com maior incidência na planificação de&lt;br /&gt;acções de formação e na disponibilização de formadores para a sua realização, assim como o&lt;br /&gt;acompanhamento pedagógico, quer ao nível da identificação de necessidades de formação e sua&lt;br /&gt;planificação, quer organizando acções de formação e disponibilizando formadores e materiais&lt;br /&gt;pedagógicos.&lt;br /&gt;Acções de formação promovidas pelo DFS ou em que participou a pedido das estruturas&lt;br /&gt;sindicais, envolveram cerca de 282 quadros sindicais (18 acções), tendo as restantes sido&lt;br /&gt;realizadas maioritariamente em parceria com o Inovinter. Este tipo de colaboração desenvolveuse&lt;br /&gt;nomeadamente com as seguintes estruturas: US de Aveiro, Braga, Porto, Portalegre, Castelo&lt;br /&gt;Branco, Santarém e Faro, Fiequimetal, STML, SNTCT, STEC, Sector da Celulose, Gráfica e&lt;br /&gt;Imprensa, Sindicatos da Função Pública, Sector Ferroviário, FEVICCOM.&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;120&lt;br /&gt;99&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;16&lt;br /&gt;53&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;120&lt;br /&gt;200&lt;br /&gt;86&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;96&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;51&lt;br /&gt;195&lt;br /&gt;212&lt;br /&gt;7&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;32 19&lt;br /&gt;156&lt;br /&gt;226&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;123&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;282&lt;br /&gt;397&lt;br /&gt;255&lt;br /&gt;421&lt;br /&gt;141&lt;br /&gt;438&lt;br /&gt;20 208&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;0%&lt;br /&gt;10%&lt;br /&gt;20%&lt;br /&gt;30%&lt;br /&gt;40%&lt;br /&gt;50%&lt;br /&gt;60%&lt;br /&gt;70%&lt;br /&gt;80%&lt;br /&gt;90%&lt;br /&gt;100%&lt;br /&gt;2008 2009 2010 2011 Total&lt;br /&gt;Nº Participantes por ano e Projecto Formativo&lt;br /&gt;Etui-Rehs&lt;br /&gt;Euridice&lt;br /&gt;CEEs - 2 projectos&lt;br /&gt;CNIAQAS (POPH)&lt;br /&gt;Igualdade - 2 projectos&lt;br /&gt;Sensibilização-IO&lt;br /&gt;Professores&lt;br /&gt;Inovinter&lt;br /&gt;DFS&lt;br /&gt;61&lt;br /&gt;10.2. Desenvolvimento do Sistema de Formação&lt;br /&gt;A formação realizada, embora tenha assumido diversas estruturações temáticas face às&lt;br /&gt;necessidades e disponibilidade de tempo de cada sector, desenvolveu-se de forma integrada no&lt;br /&gt;âmbito do Sistema de Formação Sindical, através do Departamento da Formação Sindical e dos&lt;br /&gt;Institutos ligados à CGTP-IN:&lt;br /&gt;- Actividade em cooperação com o INOVINTER&lt;br /&gt;Em colaboração com o Inovinter, realizaram-se 27 acções de formação sindical certificada, no&lt;br /&gt;âmbito do Referencial do Técnico de Relações Laborais com duração de 25 horas cada,&lt;br /&gt;envolvendo cerca de 397 quadros sindicais, distribuídos pelos distritos de Aveiro, Beja, Braga,&lt;br /&gt;Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Lisboa, Porto e Viana do Castelo. As áreas temáticas&lt;br /&gt;abrangidas foram:&lt;br /&gt;- Organização e Intervenção Sindical no Local de Trabalho&lt;br /&gt;- Direitos Individuais e Colectivos dos Trabalhadores&lt;br /&gt;- Organização do Trabalho e Direcção Sindical.&lt;br /&gt;- Animadores de Formação Associativa (Formação de Formadores Sindicais)&lt;br /&gt;- Técnicas de Comunicação&lt;br /&gt;- Economia e Organização Empresarial.&lt;br /&gt;- Técnicas de Negociação&lt;br /&gt;- Direito ao Trabalho e Sustentação do Emprego&lt;br /&gt;- Toxicodependência em Meio Laboral&lt;br /&gt;- Globalização e Direitos dos Trabalhadores&lt;br /&gt;- Direito do Trabalho – Evolução histórica e situação actual&lt;br /&gt;- História do Movimento Sindical&lt;br /&gt;A redução de acções, algumas aprovadas em candidatura, é consequência das dificuldades&lt;br /&gt;financeiras com que o Inovinter se tem confrontado, em resultado das medidas tomadas pelo&lt;br /&gt;IEFP e ainda da imposição de normas que inviabilizam a participação dos quadros sindicais, em&lt;br /&gt;especial nos distritos do interior.&lt;br /&gt;- Actividade em articulação com o IBJC&lt;br /&gt;Continuaram a realizar-se acções de formação em SST para Representantes dos Trabalhadores e&lt;br /&gt;Seminários para dirigentes sindicais.&lt;br /&gt;Foram ainda concretizadas acções noutras áreas temáticas, cujo público-alvo preferencial eram&lt;br /&gt;quadros sindicais e foi definido que a formação sindical será desenvolvida também em&lt;br /&gt;articulação com o Instituto Bento Jesus Caraça (IBJC).&lt;br /&gt;Campanha Nacional de Informação e Actualização de Quadros e Activistas Sindicais&lt;br /&gt;Grande parte da actividade desenvolvida foi dirigida especialmente para a área dos Direitos,&lt;br /&gt;através de 18 oficinas, com a duração de 2 dias, de actualização dos quadros sindicais em&lt;br /&gt;colaboração com o GES e a OS, inseridas no Plano Nacional “Direitos para Todos”, da&lt;br /&gt;Campanha Nacional de Informação e Actualização dos Quadros e Activistas Sindicais (POPH) e&lt;br /&gt;ainda a realização de uma Conferência /Debate sobre temas laborais actuais em que&lt;br /&gt;participaram 129 dirigentes sindicais e juristas. Nas oficinas foi dada especial atenção ao&lt;br /&gt;Estatuto dos Quadros Sindicais, Contratação e Negociação Colectiva, Contrato de Trabalho,&lt;br /&gt;Precariedade, Tempo de Trabalho e Igualdade.&lt;br /&gt;Este projecto integrou também a Campanha de Sensibilização e Informação “Aprender é um&lt;br /&gt;Direito”, onde se efectuaram 12 oficinas de 2 dias sobre “Trabalho de Direcção e Planificação&lt;br /&gt;Individual e Colectiva”, “Local de Trabalho, Local Privilegiado da Acção Sindical” e “Ensinar e&lt;br /&gt;aprender os saberes sindicais”. Foi elaborado o Guia “Acção Sindical e Sindicalização”, tendo&lt;br /&gt;sido testado em oficina realizada para o efeito. Efectuou-se ainda o curso “Curso de formação&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;para Correspondentes sindicais”, dirigido a activistas dos diversos distritos, que contou com 15&lt;br /&gt;participantes. No âmbito desta campanha participaram 438 quadros e activistas sindicais.&lt;br /&gt;10.3. Formação Pedagógica de Formadores&lt;br /&gt;O acompanhamento e reforço da rede de formadores sindicais constitui uma das prioridades&lt;br /&gt;nesta área, nesse sentido realizaram-se oficinas com actividades pedagógicas, em Lisboa e no&lt;br /&gt;Porto, com o objectivo de actualizar os/as formadores/as ao nível das metodologias e conteúdos&lt;br /&gt;e motivar novos quadros para esta frente de trabalho. Realizou-se também uma acção de&lt;br /&gt;formação pedagógica de formadores específica para dirigentes sindicais da Fiequimetal, na linha&lt;br /&gt;de consolidação da estratégia de formação sindical desenvolvida no sector.&lt;br /&gt;10.4. Instrumentos Pedagógicos Inovadores&lt;br /&gt;A participação em diversos projectos tem permitido o desenvolvimento de estudos e criação de&lt;br /&gt;materiais técnico-pedagógicos que têm contribuído para o enriquecimento dos meios ao nosso&lt;br /&gt;dispor. Têm constituído ainda, em alguns casos, desafios à abordagem de novos temas e/ou à&lt;br /&gt;criação de instrumentos de análise e intervenção inovadores, dos quais o principal exemplo é o&lt;br /&gt;projecto “Revalorizar o Trabalho para promover a Igualdade” com o referencial de formação,&lt;br /&gt;considerado como instrumento inovador pela avaliação dos parceiros e pelo CIF da OIT, assim&lt;br /&gt;como a formação de professores, no âmbito da Igualdade de Oportunidades contribuindo para&lt;br /&gt;um salto qualitativo na formação sindical e na intervenção na sociedade.&lt;br /&gt;Projecto EURIDICE – Prevenção das Toxicodependências em Meio Laboral&lt;br /&gt;Continuámos a dinamizar e desenvolver este Projecto, em parceria com o Instituto da Droga e&lt;br /&gt;Toxicodependência, em várias empresas/organizações.&lt;br /&gt;Para além das parcerias integradas no projecto, já existentes (Câmara Municipal e Serviços&lt;br /&gt;Municipalizados de Loures e Câmara Municipal do Seixal), foram integradas no mesmo, a&lt;br /&gt;empresa LOGICA (2009), a empresa SAICA PACK (2010), as Autarquias de Águeda (2010) e&lt;br /&gt;Vendas Novas (2011) e a Empresa Águas Públicas do Alentejo, SA (2011).&lt;br /&gt;No âmbito do projecto foram elaborados diversos materiais de sensibilização sobre a&lt;br /&gt;problemática (Toalhetes de tabuleiro, folhetos de divulgação do projecto, folhetos de divulgação&lt;br /&gt;de resultados dos questionários, postais e guias orientadores para chefias), tendo sido&lt;br /&gt;disseminados por todos/as os/as trabalhadores/as das diversas empresas/organizações. Foram&lt;br /&gt;aplicados, em 5 organizações onde estamos a intervir, questionários aos/às trabalhadores/as para&lt;br /&gt;identificar as suas representações sociais face à dependência de substâncias, tendo-se obtido um&lt;br /&gt;total de 2320 respostas.&lt;br /&gt;Realizaram-se 8 acções de sensibilização em Educação Parental, envolvendo 91&lt;br /&gt;trabalhadores/as; 2 acções de formação sobre “Promoção da Saúde”, envolvendo 24&lt;br /&gt;formandos/as (técnicos/as e comissões sindicais); 2 sessões para Dirigentes sobre Guias&lt;br /&gt;orientadores, envolvendo 20 formandos/as; 3 acções de sensibilização sobre a dependência do&lt;br /&gt;álcool, abrangendo 15 trabalhadores/as e 7 acções de sensibilização sobre dependências em&lt;br /&gt;meio laboral, abrangendo 93 encarregados/as, chefias intermédias, assistentes operacionais e&lt;br /&gt;assistentes técnicos.&lt;br /&gt;Curso de Especialização Tecnológica em Relações Laborais – na sequência de um protocolo&lt;br /&gt;assinado entre a OIT, o ISCTE, o IEFP, a CGTP-IN e a UGT, através do qual se criou este&lt;br /&gt;curso, onde participaram 15 quadros sindicais, com reconhecimento de competências adquiridas&lt;br /&gt;pelo exercício da actividade sindical, dirigentes e colaboradores sindicais, mediante bolsas de&lt;br /&gt;formação suportadas pelo IEFP, tendo sido realizadas 3 edições.&lt;br /&gt;Projecto Agir para a Igualdade (Programa EQUAL) – projecto que decorreu de 2001 a 2009 e se&lt;br /&gt;dividiu em 3 fases ou Acções. Na fase final da Acção 3 entre outras actividades foram&lt;br /&gt;realizadas acções de Sensibilização, de 12 horas, em Igualdade entre Mulheres e Homens,&lt;br /&gt;63&lt;br /&gt;abrangendo 70 Dirigentes, Delegados/as e Activistas Sindicais de diversos sectores de&lt;br /&gt;actividade. O objectivo é integrar a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens, na&lt;br /&gt;negociação colectiva e permitir a aquisição de novas competências em análise de quadros de&lt;br /&gt;pessoal e balanços sociais.&lt;br /&gt;Ainda, no âmbito deste projecto, foram realizadas acções de formação de professores/as, em&lt;br /&gt;igualdade entre Mulheres e Homens, com a duração de 30 horas, creditadas pelo Conselho&lt;br /&gt;Científico Pedagógico da Formação Contínua, do Ministério da Educação, abrangendo cerca de&lt;br /&gt;180 Professores/as. Esta experiência permitiu abrir uma nova área de formação na CGTP-IN e&lt;br /&gt;com isso dar resposta a uma necessidade identificada no sector da educação:&lt;br /&gt;Formação de Professores em Igualdade entre Mulheres e Homens&lt;br /&gt;Assim, após o projecto, continuámos a realizar em parceria com a FENPROF acções de&lt;br /&gt;formação para professores/as, nesta área temática, tendo sido efectuadas acções onde&lt;br /&gt;participaram 67 professores/as, na área do SPRC e do SPGL. Em 2011 conseguimos que fosse&lt;br /&gt;creditada pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua, do Ministério da&lt;br /&gt;Educação, mais uma acção com a duração de 58 horas, “Formação de Públicos estratégicos para&lt;br /&gt;obtenção da especialização em Igualdade de Género”, integrada na oferta formativa do IBJC.&lt;br /&gt;Projecto Revalorizar o Trabalho para Promover a Igualdade” (EQUAL), projecto de que a&lt;br /&gt;CGTP-IN foi a entidade interlocutora e parceria com ACT; ARESP; CESIS; CITE; FESAHT;&lt;br /&gt;OIT. No seu desenvolvimento foi concebido e testado o referencial de formação “Igualdade&lt;br /&gt;Salarial entre Homens e Mulheres”, Esta actividade pretendeu sensibilizar as ORT’s para as&lt;br /&gt;vantagens de em sede de negociação colectiva, introduzir a medida do valor do trabalho.&lt;br /&gt;Foi, ainda, realizada uma acção de 30h em Turim/ACTRAV (21 participantes nacionais da&lt;br /&gt;parceria de desenvolvimento, mais a Agência Nacional para as Qualificações, Centro Nacional&lt;br /&gt;para a Qualificação na Formação, Sindicato do sector dos escritórios e serviços e Direcção&lt;br /&gt;Geral do Emprego e das Relações de Trabalho). Pretendia-se gerar um efeito multiplicador junto&lt;br /&gt;de actores-chave de cada entidade parceira, com vista à implementação do princípio de “salário&lt;br /&gt;igual para trabalho igual ou de igual valor”. Este referencial integra já a oferta formativa do&lt;br /&gt;Centro Internacional de Formação da OIT em Turim e após contactos com a Agência Nacional&lt;br /&gt;para a Qualificação, em Portugal, integra o referencial do Catálogo Nacional de Qualificações.&lt;br /&gt;O projecto foi distinguido com o Prémio Manuel Lopes 2008.&lt;br /&gt;Projecto Diálogo Social e Igualdade nas Empresas (EQUAL), projecto de que a CITE é entidade&lt;br /&gt;interlocutora, a CGTP-IN é a entidade parceira mais a APEE; CCP; CESIS; IAPMEI; ISCTE;&lt;br /&gt;RTP; UGT, concluiu-se a acção II, tendo sido concebido, entre outros recursos técnicopedagógicos,&lt;br /&gt;um Referencial de Formação em Igualdade de Género para consultores/as e&lt;br /&gt;auditores/as, por forma a que, no exercício da sua actividade junto das empresas, sejam&lt;br /&gt;facilitadores/as de uma cultura empresarial que incorpore a igualdade de género nas suas&lt;br /&gt;políticas, procedimentos e práticas. Também se desenvolveu a acção III para disseminação dos&lt;br /&gt;produtos do projecto, tendo-se alargado a Parceria de Desenvolvimento à ADC; ANE; e CIG e&lt;br /&gt;organizado um workshop de disseminação.&lt;br /&gt;Organizar e Efectivar os Direitos para uma Vida Melhor – Organização dos Tempos de&lt;br /&gt;Trabalho e Conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal e os efeitos na saúde dos/as&lt;br /&gt;trabalhadores/as, é um projecto candidatado ao POPH, que decorrerá até Julho de 2012.&lt;br /&gt;No âmbito deste projecto, foram editados materiais de divulgação e sensibilização (apresentação&lt;br /&gt;do projecto e boletins de igualdade) e realizadas 7 oficinas sobre Igualdade e Parentalidade,&lt;br /&gt;abrangendo um total de 156 Dirigentes, Delegados e Activistas Sindicais. Será também editado&lt;br /&gt;um Guia Orientador sobre a organização do tempo de trabalho.&lt;br /&gt;Foram também realizadas 3 acções de sensibilização, para divulgação do boletim sobre os&lt;br /&gt;Direitos de Parentalidade, abrangendo um total de 54 Dirigentes, Delegados e Activistas&lt;br /&gt;Sindicais. Estas acções decorreram no âmbito de um Projecto, Co-financiado pela Comissão&lt;br /&gt;para a Cidadania e Igualdade de Género, no âmbito do apoio às ONG’s.&lt;br /&gt;64&lt;br /&gt;Projecto MATCH – Análise de Necessidades de Formação de Formadores/as Sindicais&lt;br /&gt;Este Projecto tem como Parceria a LO (Suécia) – entidade coordenadora, CITUB (Bulgária),&lt;br /&gt;LBAS (Letónia), ABF (Suécia), RUNO (Suécia), a CGTP-IN e uma técnica da Universidade de&lt;br /&gt;Lancaster, como avaliadora externa.&lt;br /&gt;Foi construído um Questionário, comum aos 4 países, a ser aplicado às estruturas sindicais, de&lt;br /&gt;cada um deles, sobre a análise de necessidades de formação. No que respeita à CGTP-IN, este&lt;br /&gt;questionário foi aplicado às Federações, resultando um perfil de competências, que poderá&lt;br /&gt;servir de base para a actualização e ajustamento da formação de formadores.&lt;br /&gt;Projecto INCONPARable – Informação, Consulta e Participação nos Conselhos de Empresa&lt;br /&gt;Europeus&lt;br /&gt;O Projecto teve como parceria a Escola Confederal das CCC.OO. (Espanha - entidade&lt;br /&gt;coordenadora), KNSB (Bulgária), CGIL Lombardia (Itália) e DGB (Alemanha).&lt;br /&gt;Elaborámos um estudo nacional sobre os CEE integrado no produto final do projecto, assim&lt;br /&gt;como outros contributos (entrevistas, etc.). Participámos num curso transnacional com 4&lt;br /&gt;quadros sindicais, realizámos em Lisboa um curso nacional com 16 representantes sindicais&lt;br /&gt;ligados a esta frente de trabalho e um Seminário de Disseminação. No âmbito do projecto foi&lt;br /&gt;produzido um CD-ROM e um Manual de apoio à formação sindical dos representantes dos&lt;br /&gt;trabalhadores nos CEEs.&lt;br /&gt;Projecto CO.MIN.TRA – projecto sobre formação em Técnicas de Comunicação e Gestão da&lt;br /&gt;Informação para os Representantes dos CEEs, coordenado pelas CC.OO. (Espanha), em&lt;br /&gt;parceria com as confederações CITUB (Bulgária) e OPZZ (Polónia). Tendo como produto um&lt;br /&gt;guia prático de “Comunicação” para organizações sindicais e CEEs.&lt;br /&gt;Projecto EPMEC – Educação Popular como Método para uma Europa Cidadã.&lt;br /&gt;O Departamento de Formação Sindical colaborou com o Departamento de Desenvolvimento&lt;br /&gt;Sustentável neste projecto, mais concretamente, na elaboração de um módulo de formação sobre&lt;br /&gt;desenvolvimento durável. Este módulo é parte integrante do kit formativo (kit do cidadão&lt;br /&gt;europeu), produto final do projecto.&lt;br /&gt;Neste módulo são abordados temas, como:&lt;br /&gt;- Desenvolvimento Durável: definição, origens e evolução&lt;br /&gt;- Instrumentos de medida aplicadas ao desenvolvimento durável&lt;br /&gt;- Greenwashing e crimes ecológicos&lt;br /&gt;- Papel dos Trabalhadores e dos Sindicatos no Desenvolvimento Durável&lt;br /&gt;- Os desafios do Desenvolvimento Durável&lt;br /&gt;10.5. Cooperação Internacional&lt;br /&gt;ETUI – A CGTP participou em diversas acções de formação do Instituto, tendo 22 camaradas&lt;br /&gt;integrado quer na qualidade de formandos quer de formadores, Estágios de Formação de&lt;br /&gt;Euroformadores, “Gestão de Projecto para Sindicalistas, “Imigração”, “Formação para futuros&lt;br /&gt;Dirigentes Sindicais Europeus”, “Estratégias de Recrutamento”, “Curso para Jovens&lt;br /&gt;sindicalistas europeus – uma nova abordagem”, acção no âmbito do Projecto Grundvig –&lt;br /&gt;Cidadania Participativa, entre outros.&lt;br /&gt;Continuou a nossa participação no Conselho Consultivo e na rede de euro-formadores, nas&lt;br /&gt;equipas de desenvolvimento de novos programas formativos, na equipa de formadores conjunta&lt;br /&gt;com ACTRAV/OIT, no grupo de trabalho para a qualificação, certificação e validação da&lt;br /&gt;formação sindical e no grupo de euroformadores para a inovação pedagógica.&lt;br /&gt;65&lt;br /&gt;Organizámos a Conferência de Educação Europeia em Lisboa.&lt;br /&gt;ACTRAV/OIT/CIF – Acolhimento de 2 grupos em formação (2009/2011) de 27 sindicalistas da&lt;br /&gt;CPLP Sindical (12+15), num programa de uma semana, integrando estágios sobre “Organização&lt;br /&gt;e Acção Sindical” e “Formação Sindical sobre as Normas Internacionais de Trabalho da OIT”,&lt;br /&gt;cujas primeiras 3 semanas decorreram em Turim, no Centro de Formação da OIT.&lt;br /&gt;Este programa contou com 2 formadores da CGTP-IN e a colaboração do Inovinter.&lt;br /&gt;11. A INFORMAÇÃO E PROPAGANDA SINDICAIS&lt;br /&gt;A comunicação sindical incrementou e continua a desenvolver um importante papel ao serviço&lt;br /&gt;da acção sindical no que concerne ao combate que tem de travar contra a gigantesca ofensiva&lt;br /&gt;com que se defronta permanentemente no plano ideológico e que visa atingir os mesmos de&lt;br /&gt;sempre, as/os trabalhadores.&lt;br /&gt;Reforçar a unidade, a solidariedade, construir sentido crítico e desenvolver consciência de&lt;br /&gt;classe, foi e é um dos principais objectivos da organização sindical.&lt;br /&gt;O apoio ao esclarecimento de dirigentes, delegados e activistas sindicais, para os desafios que se&lt;br /&gt;colocam aos trabalhadores e à opinião pública, desenvolveu-se sobretudo através&lt;br /&gt;• da edição e distribuição do “CGTPAcção” e de acordo com as seguintes características:&lt;br /&gt;- Produção temática de documentos relativos ao 11.º Congresso;&lt;br /&gt;- Edição de um conjunto de DVD’s com as principais intervenções e outra&lt;br /&gt;documentação relativa ao 11.º Congresso&lt;br /&gt;- A Carta Reivindicativa;&lt;br /&gt;- Código do Trabalho, distribuídos por 4 edições e para uma tiragem de 436.000&lt;br /&gt;exemplares;&lt;br /&gt;- Cadernos de Organização e Quadros e CGTP Cultura&lt;br /&gt;- CGTP Cultura e Reformados Uma Força que Conta&lt;br /&gt;- CGTPAcção, Organização e Quadros Organizar e Sindicalizar – Mais, Reformados&lt;br /&gt;Uma Força que Conta&lt;br /&gt;- Documentos a apresentar ao 12.º Congresso&lt;br /&gt;• Tempos de Antena: produziram-se 23 tempos de antena para televisão e 24 para rádio&lt;br /&gt;de 2008 a 2011;&lt;br /&gt;• Concepção, execução, reprodução e distribuição de materiais de propaganda,&lt;br /&gt;nomeadamente folhetos, cartazes, cartazetes, tarjas, tempos de antena, cassetes de rua e&lt;br /&gt;muppies;&lt;br /&gt;• Colaboração pontual com Uniões ou outras organizações do movimento sindical, bem&lt;br /&gt;como movimentos cívicos;&lt;br /&gt;• Concepção e realização do filme e de toda a animação, multidisciplinar e interactiva,&lt;br /&gt;que abriu o 12.º Congresso da CGTP-IN;&lt;br /&gt;• A emissão de uma News Letter com periodicidade regular e para mais de 15.000&lt;br /&gt;endereços;&lt;br /&gt;• Greves Gerais – a preparação e o acompanhamento das greves gerais de 2010 e 2011&lt;br /&gt;mobilizaram uma atenção particular do departamento nos domínios da propaganda;&lt;br /&gt;• A preparação das comemorações do 40.º aniversário da Central, associada a outros&lt;br /&gt;departamentos, registou uma atenção particular nos modos de promoção e de&lt;br /&gt;divulgação da mensagem sindical;&lt;br /&gt;• Criação das bases técnicas para a transição da página web para um novo formato;&lt;br /&gt;• A presença da CGTP-IN na Internet reflectiu a actividade da Central, particularmente,&lt;br /&gt;dando visibilidade na Web às iniciativas mais destacadas nos planos laboral, social e&lt;br /&gt;político. Ao mesmo tempo evoluiu no aspecto tecnológico e procurou acompanhar o&lt;br /&gt;aumento das potencialidades do uso da Internet.&lt;br /&gt;66&lt;br /&gt;• A título indicativo registaram-se mais de 255.00 visitas ao site no decurso do ano de&lt;br /&gt;2011;&lt;br /&gt;• A Central participou com iniciativas específicas na Web (sites) para dinamizar as suas&lt;br /&gt;posições designadamente na promoção das greves gerais de 2010 e 2011 com site&lt;br /&gt;próprio, assim como para o XII Congresso da CGTP-IN.&lt;br /&gt;De assinalar, de modo crítico, nesta área de trabalho, apesar do aumento significativo de&lt;br /&gt;produção de materiais audiovisuais, a ainda exígua produção multimédia que se impõe nos&lt;br /&gt;tempos de hoje, a necessidade de encurtar prazos de produção gráfica, não obstante a falta de&lt;br /&gt;controlo dos serviços sobre a rede de distribuição e sobre a impressão gerada a partir da&lt;br /&gt;estrutura distrital e local, assim como, as tarefas concebidas a montante da execução.&lt;br /&gt;12. A COMUNICAÇÃO SOCIAL E AS RELAÇÕES PÚBLICAS&lt;br /&gt;O Departamento de Comunicação Social em articulação com os demais Departamentos&lt;br /&gt;procedeu à redacção e emissão de comunicados e notas, num total respectivo de 283 e 449,&lt;br /&gt;exprimindo as posições da CGTP-IN acerca de diferentes matérias como:&lt;br /&gt;• Igualdade entre Mulheres e Homens, Sinistralidade Laboral, Exclusão Social,&lt;br /&gt;Produtividade, Privatizações, Salários, Emprego, Precariedade, Questões da Guerra e da&lt;br /&gt;Paz, Custo de Vida, Organização do Tempo de Trabalho, Fiscalidade, Segurança Social,&lt;br /&gt;Políticas de Saúde e do Medicamento, Maternidade/Paternidade, Contratação Colectiva,&lt;br /&gt;Desemprego, Políticas para a Educação, Legislação Laboral, Justiça, Políticas Salariais,&lt;br /&gt;Migrações, Cooperação, Solidariedade Internacional, de entre outras.&lt;br /&gt;Informou e apresentou propostas acerca das grandes questões sindicais aos responsáveis dos&lt;br /&gt;órgãos de comunicação social, em tempo adequado e oportuno.&lt;br /&gt;Promoveu reuniões com directores de vários órgãos de comunicação social realçando as&lt;br /&gt;propostas da Central que visavam o desenvolvimento económico e social das/dos trabalhadores&lt;br /&gt;e do país.&lt;br /&gt;Concluiu um Estudo sobre Comunicação Sindical, em 2011.&lt;br /&gt;Interveio com particular relevo na promoção das Greves Gerais de 2010 e 2011,&lt;br /&gt;designadamente na sua promoção junto dos órgãos de comunicação social, na recepção a&lt;br /&gt;jornalistas nacionais e estrangeiros no próprio dia da GG, no tratamento jornalístico posterior,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;As comemorações do 40.º aniversário da Central corresponderam, igualmente, a um foco de&lt;br /&gt;destaque junto da comunicação social.&lt;br /&gt;Realizou encontros com jornalistas especializados nas temáticas sindicais, sociais e económicas,&lt;br /&gt;em especial os motivados pela realização do 11º Congresso e da Conferência Internacional que&lt;br /&gt;o precedeu.&lt;br /&gt;Assegurou e defendeu as posições assumidas pela CGTP-IN na representação que faz no&lt;br /&gt;Conselho de Opinião da RTP, SA.&lt;br /&gt;Forneceu aos jornalistas estudos e pareceres de especialistas da CGTP-IN sobre questões de&lt;br /&gt;relevância social e económica.&lt;br /&gt;Ao longo dos anos deste mandato, registou-se um número crescente de pedidos de&lt;br /&gt;esclarecimento e informação por parte de trabalhadores, sem contar com os estudantes ou&lt;br /&gt;investigadores que solicitaram documentação e outro tipo de apoio para estudos e ensaios que&lt;br /&gt;estão a elaborar. Mais foram também os trabalhadores não sindicalizados encaminhados por este&lt;br /&gt;departamento para os sindicatos competentes. As Relações Públicas têm vindo,&lt;br /&gt;progressivamente, a fazer a triagem das chamadas e pedidos de audiência endereçados a&lt;br /&gt;dirigentes da confederação.&lt;br /&gt;67&lt;br /&gt;Neste domínio, pode considerar-se operativa e adequada a resposta dos serviços, embora&lt;br /&gt;insuficiente ainda o acompanhamento que se julga devido a cada “dossier” aberto.&lt;br /&gt;13. OS ÓRGÃOS ESTATUTÁRIOS E O CUMPRIMENTO DO MANDATO&lt;br /&gt;13.1. Plenário de Sindicatos&lt;br /&gt;O Plenário de Sindicatos reuniu regularmente, quer em sessões ordinárias para aprovação dos&lt;br /&gt;orçamentos e planos gerais de actividade, quer em sessões extraordinárias, nestes casos sempre&lt;br /&gt;por iniciativa do Conselho Nacional, perfazendo um total de 08 sessões.&lt;br /&gt;Nas reuniões realizadas, registou-se, em média, a presença de 62 associações sindicais,&lt;br /&gt;contando-se, entre estes, os sindicatos não filiados que, nos termos estatutários, apenas não&lt;br /&gt;participam nas deliberações sobre as contas e relatórios, bem como os orçamentos e planos&lt;br /&gt;gerais de actividade e, ainda, as federações, uniões e as organizações específicas (Interjovem,&lt;br /&gt;Inter-Reformados e Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens).&lt;br /&gt;As reuniões do Plenário de Sindicatos tiveram, em média, a presença de 356 delegados.&lt;br /&gt;O Plenário de Sindicatos aprovou o seu Regulamento de Funcionamento, na sessão de 02.04.08&lt;br /&gt;e elegeu o Conselho Fiscalizador, na sessão de 14.01.09.&lt;br /&gt;No âmbito do cumprimento das suas obrigações estatutárias, o Plenário de Sindicatos analisou&lt;br /&gt;com regularidade a situação político-sindical e aprovou um importante conjunto de resoluções e&lt;br /&gt;moções com vista a definir, em cada momento, os objectivos reivindicativos da Central e as&lt;br /&gt;acções de luta a desenvolver.&lt;br /&gt;O Plenário de Sindicatos continuou a desempenhar um importante papel para o conhecimento&lt;br /&gt;da realidade sócio-laboral do país, constituiu-se como um espaço privilegiado de debate sindical&lt;br /&gt;e um elemento aglutinador da análise e das respostas a dar aos problemas específicos dos&lt;br /&gt;diferentes ramos e sectores económicos, contribuindo, dessa forma, para o reforço da&lt;br /&gt;capacidade de acção e coesão de todo o movimento sindical.&lt;br /&gt;Pese embora alguns aspectos menos positivos que se registaram no funcionamento das reuniões,&lt;br /&gt;designadamente em termos da participação plena e activa dos delegados, o Plenário de&lt;br /&gt;Sindicatos cumpriu com eficácia o seu papel de órgão máximo entre congressos.&lt;br /&gt;13.2. Conselho Fiscalizador&lt;br /&gt;O Conselho Fiscalizador, eleito pelo Plenário de Sindicatos, na reunião de 14.01.09, ficou&lt;br /&gt;constituído pelas seguintes associações sindicais: Sindicato dos Trabalhadores da Administração&lt;br /&gt;Local; Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores; Sindicato dos&lt;br /&gt;Professores da Grande Lisboa; Sindicato dos Enfermeiros Portugueses; Sindicato Nacional dos&lt;br /&gt;Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações; Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias&lt;br /&gt;Metalúrgicas e Metalomecânicas dos Distritos de Aveiro, Viseu, Guarda e Coimbra e o&lt;br /&gt;Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte.&lt;br /&gt;O Conselho Fiscalizador exerceu com regularidade e eficácia as suas competências estatutárias,&lt;br /&gt;mas reconhece-se a possibilidade e interesse em dinamizar mais a sua intervenção, com&lt;br /&gt;vantagem para as funções dos órgãos de direcção da Central.&lt;br /&gt;13.3. Conselho Nacional&lt;br /&gt;O Conselho Nacional, eleito pelo 11º Congresso, tomou posse em 21.02.08 e na sua primeira&lt;br /&gt;reunião, realizada nesse mesmo dia, aprovou por maioria o seu Regulamento de Funcionamento&lt;br /&gt;e elegeu a sua Comissão Executiva e o seu Secretariado e o Secretário-Geral.&lt;br /&gt;68&lt;br /&gt;No decorrer do mandato, o Conselho Nacional aprovou a constituição das seguintes comissões&lt;br /&gt;específicas permanentes, definindo a sua composição e atribuições: Administração Pública;&lt;br /&gt;Contratação Colectiva; Formação Profissional e qualificação em 08.06.10.&lt;br /&gt;Ao longo do exercício, o Conselho Nacional reuniu regularmente, perfazendo um total de 30&lt;br /&gt;reuniões, registando-se uma participação média de 92 conselheiros.&lt;br /&gt;Perdeu o mandato, por motivo de falecimento, o conselheiro António José dos Santos Cardoso&lt;br /&gt;Macedo e por terem pedido a demissão ou terem deixado de participar Armando Ferreira Dias e&lt;br /&gt;Valdemar Rodrigues Henriques.&lt;br /&gt;O Conselho Nacional desempenhou com empenho as suas competências estatutárias,&lt;br /&gt;assegurando uma eficaz acção de direcção da actividade sindical. Procedeu com regularidade à&lt;br /&gt;análise da situação político-sindical, definindo as acções a desenvolver, deliberou sobre as&lt;br /&gt;posições a assumir pela CGTP-IN, face às principais questões sindicais, aprovou as propostas a&lt;br /&gt;apresentar ao Plenário de Sindicatos e deu andamento às decisões por este tomadas. Organizou&lt;br /&gt;as comemorações do 1º de Maio, definiu a programação dos aniversários da CGTP-IN e&lt;br /&gt;convocou a Greve Geral de 24 de Novembro de 2010 e a Greve Geral de 24 de Novembro de&lt;br /&gt;2011 bem como as diversas manifestações e outras acções de massas que ocorreram durante o&lt;br /&gt;mandato. O Conselho Nacional promoveu, também, um importante conjunto de iniciativas para&lt;br /&gt;debate de questões temáticas com interesse para a acção sindical, algumas das quais contaram&lt;br /&gt;com a participação de especialistas de reconhecida competência nas matérias tratadas. O&lt;br /&gt;Conselho Nacional aprovou e impulsionou um grande conjunto de iniciativas que decorreram&lt;br /&gt;no plano nacional, a nível regional e sectorial, evocativos da comemoração do 40º aniversário&lt;br /&gt;da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Regista-se, assim, um balanço positivo, em termos gerais, do exercício do mandato. Não pode&lt;br /&gt;deixar de se apontar alguns défices no funcionamento das reuniões, designadamente algumas&lt;br /&gt;ausências, participações menos empenhadas e preparação menos cuidada dos assuntos a tratar&lt;br /&gt;em cada reunião, daí decorrendo, pontualmente, insuficiências de análise para as quais, sem&lt;br /&gt;dúvida, também concorreram as limitações dos tempos de debate.&lt;br /&gt;13.4. Secretariado do Conselho Nacional&lt;br /&gt;O Secretariado do Conselho Nacional, eleito em 21.02.2008, ficou constituído pelo Secretário-&lt;br /&gt;Geral Manuel Carvalho da Silva, pelos membros da Comissão Executiva Deolinda Carvalho&lt;br /&gt;Machado, Fernando José Machado Gomes, João António Torrinhas Paulo, Joaquim Filipe&lt;br /&gt;Coelhas Dionísio e Maria Graciete Martins da Cruz.&lt;br /&gt;O Secretariado aprovou as normas do seu funcionamento em 01.04.08. Nessa mesma reunião,&lt;br /&gt;além de definir os objectivos de trabalho, fixou a atribuição de responsabilidades e as tarefas&lt;br /&gt;específicas de cada um dos seus membros.&lt;br /&gt;O Secretariado respondeu às diversas tarefas que lhe estão atribuídas e revelou-se um&lt;br /&gt;importante instrumento de execução da gestão corrente da CGTP-IN e da situação financeira da&lt;br /&gt;Central.&lt;br /&gt;Com regularidade o Secretariado deu andamento às diversas solicitações provenientes de&lt;br /&gt;organismos públicos e privados, no sentido de assegurar a representação e participação da&lt;br /&gt;CGTP-IN em diversos eventos de natureza diversa.&lt;br /&gt;O Secretariado reuniu, em regra, semanalmente e extraordinariamente sempre que as&lt;br /&gt;circunstâncias o exigiram, cumprindo cabalmente as funções cometidas pelo Conselho&lt;br /&gt;Nacional.&lt;br /&gt;13.5. Comissão Executiva do Conselho Nacional&lt;br /&gt;A Comissão Executiva do Conselho Nacional, eleita em 21.02.2008, ficou constituída pelos&lt;br /&gt;seguintes dirigentes: Adão Ribeiro Mendes; Amável José Alves; Ana Joaquina Gomes Avoila;&lt;br /&gt;69&lt;br /&gt;Arménio Horácio Alves Carlos; Armindo Amaro de Carvalho; Carlos Manuel Alves Trindade;&lt;br /&gt;Deolinda Carvalho Machado; Fernando José Machado Gomes; Francisco José Santos Braz;&lt;br /&gt;João António Torrinhas Paulo; João da Silva; João Fernando Fernandes Lourenço; João&lt;br /&gt;Fernando Freitas Torres; Joaquim Almeida da Silva; José Carlos Correia Martins; Libério&lt;br /&gt;Violante Domingues; Manuel António Teixeira de Freitas; Manuel Carvalho da Silva; Manuel&lt;br /&gt;Francisco Guerreiro; Maria da Conceição R. dos Santos de Sousa; Maria de Fátima Marques&lt;br /&gt;Messias; Maria do Carmo de C. Tavares Ramos; Maria Graciete Martins da Cruz; Maria Luísa&lt;br /&gt;Marques Pinto Batista; Mário Oliveira Nogueira; Rui Manuel Neto Paixão; Ulisses Maria de&lt;br /&gt;Matos S. Garrido.&lt;br /&gt;A Comissão Executiva propôs, por unanimidade, ao Conselho Nacional, a eleição de Manuel&lt;br /&gt;Carvalho da Silva para o cargo de Secretário-Geral.&lt;br /&gt;Nas suas reuniões de 03.03.2008 e 17.03.2008, a Comissão Executiva aprovou, em definitivo, o&lt;br /&gt;seu Regulamento de Funcionamento, definindo as funções de cada um dos seus membros, as&lt;br /&gt;áreas e departamentos de acção sindical e a estrutura de acompanhamento da actividade ao nível&lt;br /&gt;das regiões e sectores.&lt;br /&gt;Ao longo do seu mandato, a Comissão Executiva reuniu com regularidade quinzenal, em&lt;br /&gt;sessões ordinárias, e extraordinariamente, por 8 vezes, perfazendo um total de 104 reuniões (até&lt;br /&gt;16 Jan.).&lt;br /&gt;A Comissão Executiva garantiu o cumprimento e execução das tarefas que lhe estavam ou&lt;br /&gt;foram cometidas, em cada momento, pelo Conselho Nacional e pelo Plenário de Sindicatos,&lt;br /&gt;assegurou a direcção político-sindical permanente da Confederação, a direcção das áreas e&lt;br /&gt;frentes de trabalho constituídas e a coordenação da acção sindical nas diversas regiões e&lt;br /&gt;sectores.&lt;br /&gt;No quadro das suas funções, assegurou a representação da CGTP-IN nos múltiplos contactos&lt;br /&gt;institucionais e outros decorrentes da actividade sindical. Do mesmo modo, garantiu a&lt;br /&gt;intervenção da Central no Conselho Económico e Social e na Comissão Permanente de&lt;br /&gt;Concertação Social, actividade que exigiu uma participação constante, qualificada e&lt;br /&gt;determinada na defesa das posições sindicais, face aos significados das questões em debate e&lt;br /&gt;aos contextos políticos vividos. Assegurou, igualmente, a intervenção da CGTP-IN nos diversos&lt;br /&gt;órgãos e organismos de participação sindical, quer nacionais, quer comunitários, directamente&lt;br /&gt;ou por via dos representantes para eles designados, acompanhando a sua actividade.&lt;br /&gt;Por intermédio dos seus membros e, por vezes também, de membros do Conselho Nacional,&lt;br /&gt;participou em inúmeras iniciativas (conferências, seminários, colóquios, debates), promovidas,&lt;br /&gt;quer por entidades oficiais, quer privadas, para que a Confederação foi convidada, bem como&lt;br /&gt;uma ampla intervenção e presença na actividade e realizações sindicais no plano internacional,&lt;br /&gt;dando concretização à postura de solidariedade internacionalista que a Central assume.&lt;br /&gt;A actividade da Comissão Executiva processou-se com normalidade e eficácia no tratamento e&lt;br /&gt;resolução dos problemas inerentes às suas funções, malgrado insuficiências reconhecidas,&lt;br /&gt;designadamente no défice de análise de algumas questões temáticas, na articulação do debate ao&lt;br /&gt;nível das áreas de acção sindical e no próprio seio destas, no acompanhamento e controle de&lt;br /&gt;execução das decisões tomadas, no acompanhamento dos sectores e regiões não representados&lt;br /&gt;na CECO, bem como no acompanhamento algo deficiente das actividades dos representantes&lt;br /&gt;sindicais, nos órgãos e organismos de participação sindical.&lt;br /&gt;O exercício da direcção político-sindical e de coordenação da actividade da estrutura sindical,&lt;br /&gt;atribuído estatutariamente à Comissão Executiva, revelou-se eficaz e satisfatório, em termos&lt;br /&gt;gerais.&lt;br /&gt;13.5.1. Secretário-Geral&lt;br /&gt;O Secretário-Geral, eleito pelo Conselho Nacional em 21.02.2008, exerceu as competências&lt;br /&gt;regulamentares que lhe foram atribuídas, assegurando a coordenação e articulação da actividade&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;dos órgãos da Central, promovendo a representação da CGTP-IN, no plano nacional, a nível&lt;br /&gt;europeu e internacional garantindo a execução das orientações e decisões tomadas e o&lt;br /&gt;andamento dos assuntos carecidos de resolução imediata.&lt;br /&gt;No quadro das suas funções e em representação da Direcção da Central, integrou inúmeras&lt;br /&gt;acções de protesto e luta dos trabalhadores, ao nível de empresas, sectores de actividade e a&lt;br /&gt;nível nacional, promovidas pelas respectivas organizações sindicais.&lt;br /&gt;A Comissão Executiva, no seu balanço de mandato, considera ser importante reforçar o trabalho&lt;br /&gt;de coordenação desenvolvido pelo Secretário-Geral junto das áreas e na exigência de articulação&lt;br /&gt;do trabalho entre elas, podendo esta acção constituir-se como um elemento importante para&lt;br /&gt;colmatar os défices atrás enunciados e para assegurar que a Central tenha uma direcção efectiva&lt;br /&gt;que a dirige como um todo integrado.&lt;br /&gt;A sua participação em múltiplas e variadas iniciativas promovidas por entidades oficiais,&lt;br /&gt;organizações cívicas, sociais e profissionais, movimentos sociais e políticos diversos,&lt;br /&gt;universidades e associações de estudantes, bem como os convites da comunicação social para&lt;br /&gt;intervir em debates ou produzir artigos de opinião comprovam o prestígio da CGTP-IN e o&lt;br /&gt;reconhecimento da importância da sua actividade na sociedade.&lt;br /&gt;13.6. Apreciação geral&lt;br /&gt;Em termos globais, os órgãos da Central cumpriram com empenho e eficácia as funções que&lt;br /&gt;lhes foram atribuídas. Para tal, muito contribuiu o apoio inestimável de todos aqueles que&lt;br /&gt;participaram nas actividades da CGTP-IN.&lt;br /&gt;Às personalidades e organizações não sindicais que se disponibilizaram a partilhar com a&lt;br /&gt;CGTP-IN as suas estimulantes reflexões, é devido um agradecimento muito especial, pelo&lt;br /&gt;valioso contributo daí decorrente para a actividade sindical.&lt;br /&gt;Aos representantes sindicais nos órgãos e organismos de participação sindical, nacionais e&lt;br /&gt;comunitários, aos técnicos do Gabinete de Estudos e aos que, habitualmente, colaboram com a&lt;br /&gt;CGTP-IN, bem como aos funcionários da Central, os órgãos de direcção da CGTP-IN&lt;br /&gt;agradecem, muito reconhecidos, o empenho e a disponibilidade da sua participação, e a elevada&lt;br /&gt;qualidade dos seus contributos, para o desenvolvimento da acção sindical.&lt;br /&gt;A acção desenvolvida pela CGTP-IN comprovou a validade e perenidade do sindicalismo,&lt;br /&gt;reforçou a sua implantação no seio dos trabalhadores e consolidou o seu prestígio na sociedade.&lt;br /&gt;No termo do seu mandato, a Direcção da CGTP-IN está convicta de que a acção global de toda&lt;br /&gt;a sua estrutura foi um factor determinante na defesa dos direitos dos trabalhadores portugueses,&lt;br /&gt;na promoção dos seus interesses sócio-profissionais e um contributo muito valioso e&lt;br /&gt;progressista para o processo de desenvolvimento da sociedade portuguesa.&lt;br /&gt;16 de Janeiro de 2012&lt;/p&gt;</content>
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