As negociações para a revisão salarial iniciaram-se no dia 15 de janeiro, data em que se realizou a 1.ª reunião com a empresa.

Nessa altura, a proposta apresentada pela administração foi de apenas 1,8% de aumento para todos os trabalhadores e a atualização do subsídio de refeição para 10,20€, com efeitos a 1 de julho.

Ao longo da semana passada, decorreram mais quatro reuniões entre a empresa e este conjunto de sindicatos. Foram várias as propostas trocadas, sempre com o objetivo de encontrar uma solução justa e equilibrada. Entretanto a empresa apresentou a sua proposta final, traduzida em 2,5% de aumento para todos os trabalhadores e subsídio de refeição de 10,46€, mantendo os efeitos apenas a 1 de julho de 2026.

Proposta da empresa:

  • Aumento de vencimentos: 2,5% para a totalidade dos trabalhadores (com efeitos a 1 de ulho de 2026);
  • Subsídio de refeição: 10,46€ (com efeitos a 1 de julho de 2026);
  • Salário mínimo garantido a 1 de julho (não na tabela salarial): 970€ para quem estiver ao serviço (na Madeira já se aplica o mínimo de 980 euros e nos Açores 966 euros, desde 1 de janeiro);
  • Pequeno-almoço: 3,40€;
  • Nº de movimentos de progressão: 100 (data de efeitos 1 de outubro).

A empresa justificou a entrada em vigor dos aumentos apenas em julho alegando limitações orçamentais e “timing financeiro”, afirmando preferir “sacrificar seis meses de aumentos num ano para garantir um aumento maior no futuro”.
Contudo, depois de um 2025 sem qualquer aumento salarial, esta proposta continua a não responder às necessidades reais dos trabalhadores, nem a repor qualquer perda de poder de compra perdido.

Proposta dos Sindicatos:

  • Aumento de vencimentos: 3,5%, com um mínimo de 56€;
  • Valor mínimo da tabela salarial: 1000€;
  • Pequeno-almoço: 3,50€;
  • Subsídio de refeição: 10,46€;
  • Nº de movimentos de progressão: 400, sendo 50% destes movimentos para quem está há 10 ou mais anos sem evolução profissional;
  • Chamada acidental: 20,00€;
  • Grande altura: 17,50€;
  • Atualização do prémio de reforma/aposentação: 3,5%.

Para estes Sindicatos a empresa tem espaço para continuar a evoluir, pelo que reafirmamos a total disponibilidade para continuar as negociações, defendendo aumentos salariais dignos e justos, que reconheçam o esforço e o compromisso diário de todos os trabalhadores.

AGUARDA-SE RESPOSTA DA EMPRESA E A FORMALIZAÇÃO DO PROJECTO DE PROTOCOLO PARA NO CASO DE HAVER ACORDO.

Esta luta é por todos e para todos — a valorização de quem trabalha não pode continuar a ser adiada!

Ver Comunicado Conjunto Aqui

Fonte: SINTTAV/STT