No ano de 2025, como se confirmou na semana passada, a EDP brindou os trabalhadores e o País com a notícia de que somou lucros de 1150 milhões de euros aos cinco milhões obtidos nos cinco anos anteriores. Mas outros factos marcaram o ano e marcam o presente.
A antecipar a reunião de negociação salarial, marcada para amanhã, dia 4, a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal veio salientar a necessidade de a administração mostrar, com propostas, vontade de valorizar os seus trabalhadores. Estes não vivem só de palmadinhas nas costas, vivem do seu ordenado, pois é ele que lhes garante melhores condições de vida.
Num comunicado intitulado , a CNS/Fiequimetal observa que, com os resultados de 2025, confirma-se que o Grupo EDP é estável e mantém uma performance que bate recordes.
No entanto, esses recordes são batidos porque conta com trabalhadores, com mulheres e homens, que todos os dias acordam com um espírito de causa, um espírito de fazer o melhor e trabalhar para o bom desempenho do Grupo.
O ano de 2025 pôs à prova o espírito das «nossas equipas», do melhor activo do Grupo: as «pessoas EDP», que têm rosto e nome, são trabalhadores.
Neste ano em que a EDP lucrou mais de mil milhões de euros — e para além da devida dedicação no dia-a-dia do Grupo EDP —, houve tempestades, incêndios trágicos e até um apagão ibérico. Os trabalhadores estiveram sempre na linha da frente, para garantir que a actividade do Grupo se mantivesse.
Mas 2025 foi ainda o ano em que a administração decidiu interromper a negociação das carreiras profissionais e, no seguimento, avançou com a denúncia do Acordo Colectivo de Trabalho assinado em 2014.
Em 2026, a dedicação e o esforço dos trabalhadores não só não esmoreceram, como ainda ganharam mais força. O primeiro trimestre deste ano tem demonstrado, mais uma vez, a capacidade de trabalho, a competência, o empenho e a dedicação dos trabalhadores da EDP.
Já a administração anda a passo de caracol na negociação para a valorização daqueles que não viram costas à luta do dia-a-dia, no seu trabalho, e ainda se excedem na disponibilidade e prontidão para o auxílio ao próximo, sejam eles colegas de trabalho ou pessoas da própria comunidade.
Apenas 10 milhões!
Pede-se respeito! É hora de passar das palavras aos actos e colocar nas prioridades os trabalhadores, e não os accionistas, e promover uma política de verdadeira valorização salarial.
Basta, para isso, apenas e só investirem cerca de 10 milhões de euros, que em vez de irem para o aumento dos lucros, vão para os salários de quem produz a riqueza.
Fonte: FIEQUIMETAL