APELAMOS À MOBILIZAÇÃO GERAL E À ADESÃO MASSIVA DOS TRABALHADORES NUM MOMENTO EM QUE ESTÁ EM CURSO UM DOS MAIS GRAVES ATAQUES AOS DIREITOS LABORAIS DAS ÚLTIMAS DÉCADAS

O STT já emitiu o Pré-Aviso de Greve (das 00h00 às 24h00) com a antecedência legalmente prevista de 10 dias úteis (empresas de telecomunicações), abrangendo todos os trabalhadores das Telecomunicações, da Comunicação Social e do sector do Audiovisual, incluindo os que se encontram em regime de prestação de serviços, outsourcing ou trabalho temporário. O Sindicato publicitou o anúncio pago num jornal de circulação nacional, nos termos da legislação, e assegurou o cumprimento das disposições legais dos serviços mínimos.

NÃO ACEITAMOS RETROCESSOS
NÃO ACEITAMOS QUE SE LEGISLE CONTRA QUEM TRABALHA

O Anteprojecto de Lei do Governo, denominado “Trabalho XXI”, não deixa margem para dúvidas: pretende aprofundar a precariedade, facilitar despedimentos, impor o banco de horas individual, desregular os horários de trabalho e amputar o direito à flexibilidade de horário por responsabilidades familiares ao incluir os fins de semana como dias de trabalho a considerar, atacar a contratação colectiva e limitar direitos fundamentais, como o direito à greve e à organização sindical. Trata-se de uma ofensiva clara ao equilíbrio nas relações de trabalho e à dignidade dos trabalhadores.

Nos sectores representados pelo STT, esta realidade já é bem visível. As Telecomunicações continuam a registar lucros milionários, sustentados numa crescente externalização de serviços, baixos salários e vínculos precários. Na Comunicação Social e no Audiovisual, assiste-se a um aumento significativo das receitas e da produção, do condicionamento da opinião pública e do pensamento livre, enquanto milhares de trabalhadores vivem na instabilidade permanente, muitos em subcontratação, em regime de falsos recibos verdes, com contratos a prazo ou por tempo indeterminado e ausência de direitos básicos.

É inaceitável que, enquanto os grupos económicos acumulam lucros e expandem os seus negócios, os trabalhadores sejam empurrados para a precariedade, para horários desregulados e para a perda de direitos conquistados com décadas de luta.

A RESPOSTA TEM DE SER FIRME, COLECTIVA E À ALTURA DO ATAQUE
NO DIA 3 DE JUNHO, É TEMPO DE DIZER BASTA, TODOS À GREVE GERAL
SÓ UNIDOS, OS TRABALHADORES VENCEM!

Fonte: STT

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