Os trabalhadores de três das grandes empresas de instalação e manutenção de elevadores e escadas rolantes estão mobilizados para defenderem aumentos salariais justos e o emprego com direitos, ameaçado pelos meganegócios das multinacionais.
Para a KONE Portugal Elevadores, está marcada greve no dia 29, pela negociação do Caderno Reivindicativo.
Na OTIS decorrem plenários para exigir aumento salarial mais justo ainda em 2026.
Na TKE realizou-se uma acção pela preservação do emprego e dos direitos, perante o processo de aquisição desta multinacional pela KONE.
Os trabalhadores têm bem presente a necessidade de uma forte mobilização para a greve geral, a 3 de Junho, contra o pacote laboral do Governo.
Um dia de luta na OTIS
Estão marcados plenários de trabalhadores da OTIS para dias 26 de Maio (Aveiro, Coimbra e Lisboa Oriente), 29 de Maio (Cascais) e 1 de Junho (Algarve e Açores).
Num comunicado, a Fiequimetal critica o imobilismo da gerência, que remete quase tudo para o próximo ano. Mas o aumento do custo de vida está a fazer-se sentir todos os dias e a multinacional, com lucros de milhões de euros, tem condições financeiras para negociar a melhoria das condições de vida daqueles que geram toda essa riqueza, com o seu trabalho.
Nos plenários já realizados começou a ser planeado um dia de luta, que vai ser debatido pelos trabalhadores nas próximas reuniões.
«Somos uma TKE»
Os trabalhadores da TKE em Portugal participaram, dia 20, na acção mundial que decorreu sob o lema «Somos uma TKE» (We are One TKE), reagindo ao avanço do processo de intenção de compra deste grupo alemão pelo conglomerado finlandês KONE.
Durante o dia, os trabalhadores concentraram-se junto aos seus locais de trabalho, exibindo faixas, a exigir a manutenção dos postos de trabalho e a salvaguarda dos direitos.
KONE em greve dia 29
Na próxima sexta-feira, os trabalhadores da KONE Elevadores Portugal vão fazer greve, por períodos até 24 horas (opção a tomar nos locais de trabalho), em defesa das 17 exigências incluídas no Caderno Reivindicativo 2026.
Entre estas constam: a retoma da negociação colectiva, aumento salarial de 100 euros para todos, aplicação dos direitos do contrato colectivo (com criação de diuturnidades), um subsídio de alimentação de 15 euros e um salário mínimo de 1150 euros em todas as categorias profissionais.
Deve ser regulamentado, por acordo colectivo, o regime de piquete, a nível nacional.
Todos os trabalhadores em postos de trabalho permanentes devem ter vínculo efectivo.
Os tempos de deslocação (primeiro e último) devem ser reconhecidos como horas de serviço.
Fonte: FIEQUIMETAL
