Só com trabalhadores motivados e salários justos a empresa pode avançar!
O STT – Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Comunicação Audiovisual reuniu, no dia 14 de Setembro, com o Director de Recursos Humanos da SIC, Eduardo Paulo Gomes.
Em representação do Sindicato estiveram presentes, além do seu Presidente, Francisco Gonçalves, Humberto Candeias, Dirigente Nacional, e Fernando Silva, Delegado Sindical, ambos trabalhadores da SIC.
Durante a reunião foram abordadas diversas matérias relacionadas com as condições de trabalho e os direitos dos trabalhadores da empresa.
O STT solicitou a disponibilização de instalações para a Delegação Sindical, de um endereço de correio electrónico para que os Representantes Sindicais na SIC possam comunicar com os trabalhadores, bem como, a colocação de quadros de aviso para informação sindical.
O Sindicato considera estes meios essenciais ao normal exercício da actividade sindical e à adequada comunicação com os trabalhadores.
Actualizações salariais
Relativamente às actualizações salariais em 2026, o STT foi informado de que cerca de 400 trabalhadores da SIC terão actualização salarial variável entre si, enquanto aproximadamente 200, só na SIC, permanecerão mais um ano com os aumentos salariais congelados.
Referiram que a verba canalizada para salários, incluindo a actualização do subsídio de refeição rondará 1,1 milhões de euros, em termos de Grupo Impresa. Daquele universo de trabalhadores abrangidos, cerca de 30% terão aumentos com efeitos a 1 de Setembro, correspondendo aos salários mais baixos, enquanto os restantes 70% terão actualizações só em Janeiro de 2027.
Referiram, ainda, que o subsídio de refeição foi aumentado para 10,46 euros, com efeitos a 1 de Agosto, abrangendo esse aumento todos os trabalhadores.
O STT transmitiu de forma vincada o seu desacordo relativamente à ausência de um aumento salarial generalizado, recordando que o último aumento desta natureza ocorreu em 2010. Só por via da inflação os trabalhadores que estão sem aumentos desde 2010 já perderam em termos reais mais de 25% do seu poder de compra.
O Sindicato repudiou também o facto de as actualizações salariais estarem associadas a um processo de avaliação de desempenho que considera pouco transparente e discricionário.
Para o STT, a valorização salarial tem de ser transversal e assentar em critérios claros, objectivos e transparentes, não podendo deixar trabalhadores excluídos de qualquer actualização salarial. A inflação pesa a todos!
Ajudas de custo
Foi ainda abordada a questão das ajudas de custo, tendo em conta o aumento significativo dos preços da restauração e o impacto dessa realidade no rendimento disponível dos trabalhadores.
A Direcção de Recursos Humanos acolheu as preocupações transmitidas pelo Sindicato e comprometeu-se a dar prioridade na tentativa de resolução deste tema.
Para o STT, a desvalorização do valor pago a título de ajuda de custo, face ao aumento do custo de vida, constitui um problema real. Em muitos locais de Portugal, incluindo na Madeira e nos Açores, o trabalhador deslocado dispõe de apenas 15 euros por refeição, montante manifestamente insuficiente.
O Sindicato considera inaceitável que um trabalhador deslocado tenha, em muitos casos, de suportar, do seu próprio bolso, parte do custo da refeição necessária ao desempenho da sua actividade profissional.
Formação profissional e diálogo sindical
O STT manifestou igualmente a sua preocupação com a falta de formação profissional em diversas situações, sublinhando a importância de assegurar aos trabalhadores o acesso a formação adequada e atempada.
O Sindicato entende ainda que a realização de reuniões com maior proximidade e regularidade entre a Administração, a Direcção de Recursos Humanos e a Delegação Sindical da SIC poderá contribuir para a construção de soluções equilibradas, que sirvam os interesses dos trabalhadores
e o futuro da empresa.
O STT continuará a acompanhar atentamente a evolução das matérias discutidas e a defender respostas concretas para os problemas identificados pelos trabalhadores.
O Sindicato reafirma a importância da manutenção de canais permanentes de diálogo e negociação, no respeito pelos princípios da transparência, da boa-fé da participação dos trabalhadores.
Fonte: STT
