A CGTP-IN condena a aprovação, pelo governo israelita, do registo de terras palestinianas na Cisjordânia ocupada como propriedade do estado Israelita. Esta medida é mais uma escalada na efectivação e perpetuação da ocupação israelita da Cisjordânia e da inviabilização da criação do estado da Palestina livre, independente e soberano.
Israel prossegue assim o seu plano de anexação de território palestiniano, a par da expulsão de palestinianos das suas casas – mais de 900 pessoas desde o início de 2026. Desde Outubro de 2023 os ataques de colonos, com o aval e apoio do exército israelita, vitimaram mais de mil palestinianos na Cisjordânia.
Esta política de limpeza étnica, que dura há décadas e sofre agora mais um agravamento, tem sérias repercussões na vida do povo e dos trabalhadores palestinianos, sujeitando-os à violência das expulsões e deslocações forçadas, a uma situação de cada vez mais funda segregação e discriminação, à humilhação de cada vez mais controlos militares, ao ataque ao seu direito ao trabalho e à mobilidade.
Uma situação que encontra paralelo em Jerusalém Oriental, onde foram aprovados mais colonatos que efectivamente retalham mais o território palestiniano. Israel limitou a entrada de palestinianos na mesquita de Al Aqsa, palco de sucessivas agressões israelitas, atacando a cultura, a tradição e a coesão palestiniana.
Na faixa de Gaza o genocídio prossegue. Desde a implementação do suposto acordo de cessar-fogo israel assassinou mais de 600 pessoas, tendo atacado o território praticamente todos os dias do suposto acordo. A entrada de ajuda humanitária continua limitada, grassando a fome, a doença e a vulnerabilidade ao frio e à chuva.
Israel comete os seus crimes com o apoio dos EUA e a conivência de aliados da NATO e da União Europeia, que permitem com o seu apoio diplomático, político, financeiro e militar a perpetuação da ocupação e do genocídio.
A CGTP-IN exige o fim imediato do genocídio, um cessar fogo efectivo e permanente, a entrada sem entraves de ajuda humanitária, assim como o fim da ocupação, a reversão dos colonatos e o cumprimento das sucessivas resoluções da ONU que prevêm a criação do estado da Palestina livre, independente e soberano, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Oriental, assim como o direito de retorno dos palestinianos refugiados.
A CGTP-IN exige do governo português, no seguimento da sua posição de reconhecimento, tardio e fruto da luta dos trabalhadores e do povo português, do estado da Palestina e de condenação desta decisão do governo israelita, uma acção firme e consequente de pressão sobre Israel e os seus aliados.
INT/CGTP-IN
23.02.2026
Solidariedade e Paz
CGTP-IN condena agravamento da ocupação da Cisjordânia
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