O salário de entrada de 1.000€, embora muito noticiado, aplica-se apenas a trabalhadores a tempo inteiro, enquanto a maioria dos funcionários está em regime de tempo parcial (part-time).

Além dos horários a tempo inteiro estarem reservados apenas a uma pequena minoria de trabalhadores (sobretudo chefias), e dos “part-times” no Lidl implicarem uma completa instabilidade: horários rotativos e nocturnos, com alterações constantes e cargas excessivas de trabalho; os valores anunciados pelo Lidl para os aumentos são muito insuficientes!

Os responsáveis do Lidl falam no “maior investimento salarial da sua história”, mas os valores anunciados não reflectem a realidade!

Sem o nosso trabalho, o Lidl não lucra: exigimos respeito e salários dignos!

No início do ano, o custo de vida voltou a subir: a conta do supermercado ficou mais cara, tal como a contas da água, luz, gás e telecomunicações.

Estes aumentos novos somam-se aos aumentos dos últimos anos, de que continuamos sem recuperar.

Os preços sobem todos e os nossos salários continuam sem aumentar o suficiente para os acompanhar: ou seja, apesar dos aumentos anunciados, continuamos a empobrecer!

O Lidl tem todas as condições para subir significativamente os nossos salários e garantir horários dignos e a tempo inteiro a todos os trabalhadores que os pretendam – temos de o exigir, juntos!

O Lidl também anunciou a actualização do Subsídio de Alimentação: É discriminatória!

O subsídio de alimentação só sobe para os trabalhadores que se comprometerem a gastá-lo todo nas lojas do Lidl – se quisermos ter a liberdade de gastar o nosso subsídio de alimentação onde quisermos, ficamos na mesma!

O CESP continua a reivindicar o aumento do subsídio de alimentação e um desconto de 10% nas lojas do Lidl para todos os trabalhadores, mas mais uma vez o Lidl apenas atende aos seus interesses, ignorando os dos trabalhadores.

Vamos exigir que o Lidl nos respeite!

Fonte: CESP