A administração da REN veio argumentar, na primeira reunião, que a sua proposta de 2,3 por cento tinha em vista a celeridade no processo negocial. Afinal, na reunião de ontem, decorrida uma semana, não apresentou nenhuma novidade — como comenta a Comissão Negociadora Sindical da Fiequimetal.

Mais uma vez, a CNS/Fiequimetal falou nos extraordinários resultados do exercício de 2025: lucro líquido de 159,8 milhões de euros e aumento de 4,8 por cento, face ao ano anterior.

Defendemos que 26,98 euros de aumento, para o salário-base mais baixo na empresa, não corresponde ao real aumento do custo de vida, que os trabalhadores e as suas famílias têm enfrentado. Esse valor fica inclusivamente aquém de medidas já implementadas pelo Governo.

A Comissão Executiva comunicou a intenção de alterar o período experimental de 90 para 180 dias, para a função de Técnicos Operacionais III.

A este propósito, a CNS/Fiequimetal saudou o facto de, finalmente, a empresa se mostrar desperta para a singularidade desta função, na sua generalidade. No entanto, evidenciou a dificuldade que a REN enfrenta nas novas contratações e na aplicação de políticas de Recursos Humanos, entre os novos trabalhadores e os dos quadros.

Como se ficou longe de um encontro de posições, a CNS manteve a sua proposta: mais 150 euros, na tabela salarial, e mais 15 por cento, nas figuras de expressão pecuniária.

Fonte: Fiequimetal