APHP recusa-se a negociar a revisão dos Contratos Coletivos de Trabalho com os sindicatos representativos dos trabalhadores.

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DOS SINDICATOS

20 FEV 2026 - 11H00

JUNTO AOS HOSPITAL DA LUZ - COIMBRA

 Os grupos privados de saúde são representados pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), que recusa rever e melhorar, os Contratos Colectivos de Trabalho (CCT), que subscreveu com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e com a Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT).

Com esta recusa negocial, a APHP pretende acabar com estes CCT e assim continuar a impor a trabalhadores Administrativos, Auxiliares, Enfermeiros e restantes trabalhadores de clínicas e hospitais privados, salários baixos e horários desregulados e prolongados, de 60 horas semanais.

Num setor que publicita lucros de milhões de euros, que cobra aos seus clientes/utentes, valores cada vez mais elevados pelos serviços clínicos, os trabalhadores destas clínicas e hospitais privados têm os horários mais longos e desregulados, os salários muito baixos e a generalidade, com o salário mínimo.

Inadmissível, esta atitude da APHP, cujos principais associados são os Grupos: Cuf, Lusíadas, Luz, Trofa e Sanfil, que em conjunto representam a generalidade da elevada facturação deste setor, mas que recusam valorizar os trabalhadores que lhes garantem esses lucros.

Fonte: SEP