A razão da luta pela reposição do acréscimo de 100%
A Greve ao Trabalho Suplementar, determina uma luta permanente até à reposição dos valores pagos antes da alteração à lei em junho de 2012, aprovada então pelo governo de Passos Coelho, que, sacrificando o povo e os trabalhadores, se manteve sempre muito à frente das exigências da “TROIKA”.
Absolutamente nada justifica que os governos, ora PS, ora PSD/CDS, continuem indiferentes a este roubo que perdura há anos a prejudicar trabalhadores, a beneficiar empresas, como se já não bastasse a política de baixos salários que, mesmo trabalhando, não permite sair da pobreza.
Esta luta não é porque “dá jeito” recusar o trabalho suplementar.
A razão é que horas extraordinárias pagas por metade do valor e acrescido de descontos, resume-se a trabalho gratuito que os trabalhadores muito bem continuam a recusar com a adesão à greve ao trabalho suplementar.
Quanto às empresas, sim, dá jeito que os governos mantenham o pagamento do trabalho extra a 50%, ou seja, metade do valor que era pago antes da alteração à lei.
A luta sempre exigiu dos trabalhadores sacrifícios adicionais que se refletem no seu rendimento no final do mês.
Esta realidade que a empresa procura explorar, normalmente a seguir a uma greve com o convite “envenenado” a fazer horas extras para “compensar” os prejuízos da greve e ainda pior, o descaramento de inventar “Banco Horas” para pagar zero, figura jurídica que não existe na Lei por ter sido eliminada do Código do Trabalho e que o atual governo PSD/CDS e seus aliados pretendem agora recuperar no Pacote Laboral contra o qual os trabalhadores estão determinados na luta para o derrotar.
Fazer greve e depois aceitar o convite do patrão para fazer trabalho extra, não faz sentido e desvaloriza o objectivo concreto da luta pela reposição do acréscimo de 100% e respetivo descanso compensatório.
Perante esta manobra do patrão, os trabalhadores devem manter a lealdade à sua luta, rejeitar a provocação e afirmar a sua convicção na exigência da recuperação de um direito que os sucessivos governos preocupados em proteger o patrão, têm rejeitado a sua reposição, exigência esta alargada às empresas que não estão proibidas de pagar o valor justo aos trabalhadores.
O SINTTAV, mantem a responsabilidade de todo o apoio nesta luta a prestar a milhares de trabalhadores, com um novo aviso prévio de greve a vigorar para todo ano 2026 ao trabalho suplementar, incluindo em dias de descanso semanal, obrigatório e complementar, bem como ao trabalho, normal e suplementar, em dia feriado obrigatório ou facultativo.
Aviso prévio de greve emitido pelo SINTTAV
EMPRESAS ABRANGIDAS NESTA GREVE AO TRABALHO SUPLEMENTAR QUE CONTINUA NO ANO 2026
2045; 4X4; Accenture; Açorcabos; Adecco Prestação de Serviços;Altice Labs; Animática; Armatis lc Atlantic; Armatis LC Portugal; Artifel; Benfica TV; Bouygues Telecom Services; Cepcom; Cityseeds; Clan; Cloudflare Portugal; Cognizant; Coliseu Micaelense; Comansegur; Companeo; Concentrix; COPS; CTT; CTT Expresso; DIGI; Editave Multimédia; Ericsson; ETCP; Fastfiber; Fgbsegur; Field Force Atlantico; Fnac; Foundever; Fundação Frei Pedro - Rádio F; Fundação MEO; GIETT; GIS; Giservices; Grupo 8; Guimasete; Heading; Hospital da Luz; Iberlim; Ikea; Inetum; Intelcia Portugal Inshore; Intelcia Portugal. Unipessoal; Jcdecaux; Knower; Lusotemp; Manpower Portugal; Manpower Talent Based Outsourcing; Marktest; Medeia Filmes; Memoriofone; MEO - Associação de Cuidados de Saúde; MEO - Serviços de Comunicações e Multimédia; Mobile World; Multipessoal; My Phone; MYSEGUROS; New Lineo Cinemas; New Spring Services; Noite e Dia; Nome de Código Green; NOS Açores Comunicações; NOS Audiovisuais; NOS Comunicações; NOS Madeira Comunicações; NOS Technology; Nossa Fibra; Nova Base; Nowo; Olisipo; Orient Cineplace; People_s Phone; PM - Proteção Mundial; Portugal Telecom Data Center; PowerShield; Praxis - Segurança; Prestibel-Empresa de Segurança; Prime IT; Processos CB; Proezahercúlea; Prosegur; Protecção Total; PSG - Segurança Privada; PT Contact; PT Sales; Rádio Marinhais; Raditáxis; Randstad II; Randstad Recursos Humanos; RED Portuguesa; Reditus; RH Mais - Org. e Gestão de Rec. Humanos; RH Portugal; Ronsegur; Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; Santa Casa da Misericórdia de Mirandela; Santa Casa da Misericórdia de Ponte da Barca; Santa Casa da Misericórdia do Funchal; Sector Interactivo; Securitas; Serlima CleanServiços de Limpeza; SGL - Corporate Facility Services; SIC; Sinalcabo - Sistemas de Comunicação; SMA, Segurança Privada; Socirol; Socorama; Somitel; Sport TV; STRC Geodesia; Strong Charon; Sudtel; Sui Gest; Synchro; Talenter; Teleperformance; Techinfor; TELCA - Telecomunicações e Soluções Quatro, Unipessoal; Telcabo; The Bridge; Time Frame Portugal; TLCI; TNORD - TECH; Totemic Limited; Transcom Portugal; Vadeca; Vertente Humana; Viatel; Visabeira; Vodafone; Winprovit; Worten;Withus.
Fonte: SINTTAV
