No passado dia 12 de Março de 2026, na sequência da intervenção do CESP, reunimos no Ministério do Trabalho para discutir as situações graves que os trabalhadores da Accenture enfrentam.

TRABALHAR ASSIM NÃO É ACEITÁVEL!

Os trabalhadores da Accenture estão sujeitos a:

  • Ritmos de trabalho intensos e desumanos;
  • Controlo apertado até de necessidades básicas, como ir à casa de banho ou beber água;
  • Exposição prolongada a conteúdos sensíveis e psicologicamente desgastantes;
  • Redução de pausas e tempos de recuperação;
  • Falta de condições ergonómicas e trabalho contínuo em frente a ecrãs durante horas;
  • Um ambiente de trabalho degradado por obras constantes, ruído intenso e cheiros químicos, com impactos directos na saúde.

Nesta reunião, o CESP apresentou à empresa os testemunhos que recebemos:

  • Aumento do stress, ansiedade e exaustão;
  • Sintomas físicos como dores de cabeça e náuseas;
  • Situações limite de sofrimento psicológico.
  • Foram mesmo relatadas tentativas de suicídio entre trabalhadores.

Perante este cenário, a empresa não apresentou soluções concretas, refugiou-se em questões formais e processuais, tentou desvalorizar o papel do sindicato e continua sem reconhecer a penosidade do trabalho!

Enquanto isso, mantém apenas um apoio psicológico insuficiente (apenas meia hora por mês).

A ACCENTURE NÃO PODE CONTINUAR A FUGIR ÀS SUAS RESPONSABILIDADES!

EXIGIMOS RESPEITO E MEDIDAS CONCRETAS!

O CESP reafirmou as reivindicações dos trabalhadores da Accenture:

  • Atribuição de um suplemento de penosidade de 15% do salário;
  • Reforço efectivo do apoio psicológico;
  • Respeito pelas pausas e pelos limites humanos;
  • Melhoria urgente das condições de trabalho e do ambiente nos edifícios;
  • Fim das práticas de pressão e assédio.

SEM RESPOSTAS, HAVERÁ LUTA!

Foi marcada nova reunião com a empresa para o dia 9 de Abril.

O CESP deixa desde já claro: se não houver respostas concretas às situações denunciadas, os trabalhadores avançarão para acções de luta.

Fonte: CESP