Sindicatos decidem subscrever a proposta final

Após um processo negocial exigente, marcado pela firmeza e determinação na defesa dos direitos e da valorização dos trabalhadores, os OITO Sindicatos que apresentaram propostas conjuntas durante o processo negocial decidiram subscrever o resultado obtido no âmbito da revisão do ACT da MEO e de outras empresas.

Embora o resultado alcançado seja limitado face ao aumento do custo de vida, recorde- se que a proposta inicial da empresa estava muito aquém da realidade vivida pelos trabalhadores.

A convergência sindical e a pressão exercida ao longo de todo o processo foram determinantes para se conseguir avanços, nomeadamente:

  • Mais um dia de férias sem restrições (24 dias de férias/ano);
  • Consagração em ACT do dia 31 de Dezembro como dispensa genérica.
  • Retomar em Maio a discussão do modelo de Carreiras, evolução profissional, tabela de remunerações mínimas e avaliação do desempenho.

RELEMBRAMOS A PROPOSTA DA EMPRESA EM TERMOS PECUNIÁRIOS:

  • Aumento de vencimentos: 2,5% para a totalidade dos trabalhadores (com efeitos a 1 de Julho de 2026).
  • Subsídio de refeição: 10,46€ (com efeitos a 1 de Julho de 2026).
  • Salário mínimo garantido a 1 de Julho (não na tabela salarial): 970€ para quem estiver ao serviço (na Madeira já se aplica o mínimo de 980 euros e nos Açores
    966 euros, desde 1 de Janeiro).
  • Pequeno-almoço: 3,40€.
  • Nº de movimentos de progressão: 120 (data de efeitos 1 de Outubro).

Importa sublinhar que estas melhorias não resultaram de qualquer iniciativa espontânea da empresa, mas sim da acção segura e unida destes Sindicatos, que desde o primeiro momento exigiram uma resposta justa para quem assegura os resultados e o sucesso da empresa, os Trabalhadores.

Os resultados positivos agora obtidos demonstram que a apresentação de propostas conjuntas e a ação concertada são fundamentais para o fortalecimento da negociação coletiva.

O ACT da MEO continua a ser um instrumento essencial de progresso social e solidariedade, garantindo a preservação dos direitos conquistados ao longo de décadas de luta — direitos que devem ser mantidos e reforçados no futuro.

Os Sindicatos continuarão a intervir e a lutar pela valorização dos trabalhadores e das suas remunerações, procurando alcançar, no futuro, os avanços que não foi possível concretizar neste processo.

Em simultâneo com a decisão de subscrever a proposta final, os Sindicatos vão entregar à CEO da MEO uma Declaração, reivindicando o compromisso da reabertura do processo negocial caso a inflação registe uma subida significativa.

RESUMO DA DECLARAÇÃO

No acordo salarial para 2026, que prevê um aumento de 2,5% a partir de 1 de Julho, os Sindicatos reafirmam que a defesa do poder de compra dos trabalhadores é uma prioridade absoluta.

Apesar de o Governo prever uma inflação de 2,1% para 2026, sabemos que a realidade económica pode revelar-se bem diferente — e que aumentos insuficientes face à escalada dos preços significam perda real de rendimento.

Num contexto internacional instável, marcado por guerras, tensões e incertezas que podem fazer disparar o custo de vida, os Sindicatos exigem um compromisso/mecanismo de salvaguarda que assegurem a reabertura do
processo negocial com vista a um aumento salarial extraordinário caso a inflação ultrapasse de forma significativa o valor previsto.

Esta é uma reivindicação justa, responsável e necessária para garantir valorização, justiça e estabilidade a quem todos os dias faz avançar a empresa.

PROTEGER OS RENDIMENTOS É DEFENDER A DIGNIDADE DE TODOS OS TRABALHADORES!

A FORÇA DOS TRABALHADORES ESTÁ NA UNIÃO. JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!

Fonte: SINTTAV/STT

Comunicado Conjunto Aqui

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