A FESAHT - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, torna pública a sua posição e apela vivamente a adesão à Greve Geral nacional de 3 de junho,
convocada pela CGTP-IN, por entendermos que está em causa um ataque abrangente e retrógrado aos direitos de quem trabalha, conquistados ao longo de décadas, com impacto direto na dignidade dos trabalhadores e no equilíbrio democrático das relações de trabalho.
Num momento em que todos os sectores de atividade deveriam estar a valorizar os salários de todos os trabalhadores, para que pudessem fazer face ao aumento de custo de vida e travar o crescimento da pobreza em Portugal, vem o Governo PSD/CDS e o Patronato, propor uma lei da reforma da legislação laboral que visa somente proteger e aumentar a exploração dos empregadores sobre quem trabalha sendo totalmente indiferentes aos direitos dos trabalhadores e concretizar aumentos salariais.
Os trabalhadores da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal não vão, uma vez mais, cair na retórica demagógica, que só com aumento da precariedade, perca de direitos e o ataque à dignidade profissional e laboral se consegue valorizar salários e aumentar produtividade.
Em Portugal, se existe exemplo industrial de uma indústria com crescimento e recordes nos lucros ano após ano ao longo de todo o século XXI, é a indústria do turismo, alimentação e bebidas, em nenhum momento em quase 3 décadas foi o tempo certo de valorizar salários, melhorar horários combater a descriminação entre mulheres e homens. É o sector do salário mínimo nacional.
As propostas vertidas no documento intitulado “Trabalho XXI” apresentado pelo governo, representa um retrocesso social e laboral que ameaça pilares essenciais da proteção no trabalho e fragiliza direitos fundamentais, nomeadamente, ao pretender despedimentos sem justa causa, ataque à contratação coletiva, limitação dos direitos à greve e à organização sindical, limitação dos direitos de parentalidade, imposição de bancos de horas individuais, entre outros malfeitorias.
Para este governo, tudo vale no sentido de favorecer o seu patronato e os grandes grupos económicos.
Dia 3 de Junho a responsabilidade dos trabalhadores é coletiva e individual, em fazer aderir e participar na greve geral e assim derrotar o pacote laboral.
Fonte: FESAHT
