O CESP reuniu com o Lidl na DGERT (Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho) para forçar o Lidl a responder aos vários problemas sentidos pelos trabalhadores. A empresa mantém uma postura intransigente, não se comprometendo com resolver nada. É vergonhoso!
Nesta reunião, tínhamos a expectativa de obter respostas do Lidl ao Caderno Reivindicativo dos Trabalhadores para 2026. Além disto, solicitámos resposta aos problemas que vivemos diariamente nas lojas: cartão de refeição, trabalho aos domingos e coincidente com feriados, limpeza e segurança, transferências de trabalhadores de loja, horários, folgas e tempos de descanso, avaliações, dias de nojo, descontos para a segurança social e a influência do part-time, substituição ilegal de trabalhadores em dias de greve, e a recusa do Lidl em reunir com o CESP, o representante dos trabalhadores.
O Lidl, enquanto se orgulha de ser considerado "Top Employer", recusa responder a todos os problemas que vivemos nas suas lojas e entrepostos!
"Top Employer" é um título dado a empregadores de excelência, reconhecidos pelas suas excelentes condições de trabalho, mas o Lidl continua intransigente e arrogante, respondendo a tudo de forma vaga.
Às perguntas levantadas pelo CESP, e pelos trabalhadores, o Lidl responde "sim, porque sim" e "não, porque não", sem mais conversa.
É VERGONHOSO!
UM "TOP EMPLOYER" NÃO PODE CONTINUAR A OBRIGAR OS SEUS TRABALHADORES A:
- arranjar outro emprego para pagar as contas, com a justificação de contratar em part-time ser o "modelo operacional" escolhido!
- ter horários desregulados, com alterações constantes de folgas e turnos!
- limpar parques de estacionamento e casas-de-banho!
- ter os seus trabalhadores sem segurança, sujeitos a ameaças por parte de alguns clientes!
- tomar conta de possíveis furtos por ameaça de algumas chefias!
- gastar todo o seu subsídio de refeição no Lidl para ganhar um bocadinho mais!
Além disto, o Lidl:
- continua a não pagar o subsídio de domingo quando este coincide com um feriado!
- mantém as avaliações sem critérios claros e continua sem nos responder quando as contestamos, deixando-nos na mão das chefias!
- continua sem contar os dias de nojo em dias de trabalho efectivo, teimando em marcá-los nos dias a seguir à morte do familiar, mesmo que sejam folgas! Esta atitude revela uma enorme insensibilidade num momento de dor e fragilidade.
- insiste que não faltam trabalhadores nas lojas, enquanto nos obriga a trabalhar por 2 e 3!
- ainda não nos deu uma resposta concreta sobre os erros no sistema que resultam em comunicação errada do número de dias à segurança social!
NÃO PODEMOS ACEITAR!
O Lidl tem de se sentar com o CESP, representante dos seus trabalhadores, para discutir o nosso Caderno Reivindicativo e resolver os nossos problemas!
O Lidl não pode substituir trabalhadores em greve por chefias – é ilegal! O direito à greve tem de ser respeitado.
O Lidl vai mesmo ter de nos ouvir – temos de o exigir, juntos!
Fonte: CESP
