Na defesa de um plano de pré-reforma, para compensar o desgaste de quem labora em regime de turnos, os trabalhadores da REN Atlântico, que asseguram a operação no terminal de gás natural liquefeito (GNL), em Sines, vão estar em greve entre 23 e 25 de Agosto.
Coloca-se ainda, como objectivo da luta, uma reclassificação dos trabalhadores, de modo a diminuir a disparidade salarial entre membros de uma mesma equipa, refere a Fiequimetal, numa nota à comunicação social emitida hoje.
A convocação da greve nesta entidade do Grupo REN insere-se num processo, que se arrasta desde 2012. Foi apresentado um caderno reivindicativo, pelo SITE Sul e a Fiequimetal, onde constam estas exigências: acesso à pré-reforma, em condições semelhantes ao que é aplicado aos trabalhadores do ACT 2000, e correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções.
Mais de 46 anos em turnos?
A maioria dos trabalhadores já conta actualmente com uma média de 20 anos de laboração em regime de turnos.
Esta situação exige que a administração da REN tome as medidas necessárias e, com base num plano a médio prazo, salvaguarde o acesso à pré-reforma, como compensação pelo desgaste que o trabalho por turnos provoca na saúde dos trabalhadores.
A manterem-se inalteradas as condições actuais, sem o exigido sistema de pré-reforma, um trabalhador da REN nesta instalação estratégica teria de ficar mais 26 anos e 9 meses no activo e em turnos. A somar aos 20 anos, em média, já trabalhados, significa que a laboração por turnos iria atingir 46 anos e 9 meses.
O plano de pré-reforma para quem trabalha por turnos no terminal de GNL é uma exigência que deve e pode ser atendida pela administração da REN.
O terminal em Sines é uma instalação com obrigações de segurança, no abastecimento energético do País, e a REN possui condições económicas e financeiras para atender a esta justa reivindicação
Fonte: FIEQUIMETAL
