O STRUP/FECTRANS participou, esta quinta-feira, 1 de Outubro, numa nova reunião de negociação com o Conselho de Administração da Carris (C.A.), sem que tenham sido alcançados resultados que permitam avançar para um acordo.
Na reunião, foi reafirmada a posição aprovada no último Plenário Geral, bem como a disponibilidade para fechar um acordo relativo a 2026. A estrutura sindical voltou a defender três pontos essenciais: aumento salarial de 70 euros, subida do subsídio de refeição em 0,80 euros e redução do PNT para 38 horas semanais, a partir de 1 de Janeiro de 2028.
Perante a recusa do C.A. em aceitar esta proposta, o STRUP/FECTRANS apresentou um possível caminho alternativo: um acordo plurianual de quatro anos, desde que garanta mecanismos de valorização salarial e de defesa dos direitos.
Entre as condições apresentadas ao C.A., destacam-se:
Actualização salarial anual pelo valor mais elevado entre a inflação acrescida de 1% e o aumento do salário mínimo nacional (SMN), com um mínimo de 70 euros.
Incentivo à assiduidade de 40 euros para todos os trabalhadores, penalizando apenas faltas injustificadas.
Publicação em BTE de todas as fases do “Roteiro para as 35 horas”.
Actualização anual do subsídio de refeição, no mínimo, em linha com a inflação.
Foi ainda solicitado ao C.A. que apresentasse dados completos sobre os custos dos complementos de reforma, as estimativas futuras e a parcela desses encargos que poderia ser canalizada para a valorização dos salários e dos direitos. Não existem “matérias tabu”, mas rejeitamos qualquer cedência de direitos “a custo zero”.
O C.A. apresentou uma nova versão da proposta anterior, aceitando aumentar o subsídio de refeição para 12,50 euros em 2027 e 13 euros em 2028, bem como aplicar o critério do «melhor dos dois valores» às actualizações salariais entre 2026 e 2029.
Na reunião concordou também com a publicação do subsídio de assiduidade em BTE. Contudo, num contacto telefónico posterior, esclareceu que esta medida vigoraria apenas durante quatro anos e não seria publicada no BTE, tratando-se, assim, de um subsídio temporário.
No sentido de procurar soluções para o actual bloqueio da negociação, foi pedida uma reunião ao presidente do Conselho de Administração.
Apesar destes avanços, considera-se que a evolução é ainda pequena e resulta directamente da firme rejeição dos trabalhadores no último plenário.
É preciso que o C.A. tenha em conta as propostas apresentadas e crie condições para um acordo. Caso contrário, a luta e a unidade dos trabalhadores continuarão a ser o motor do desbloqueio do processo.
Reafirma-se que, a qualquer momento, serão criadas as condições para uma decisão colectiva de todos os trabalhadores sobre as posições a assumir.
Fonte: STRUP / FECTRANS