Assinalamos, hoje, o Dia Mundial dos Refugiados. A ACNUR alerta, no seu relatório anual, para a existência de 117 milhões de pessoas deslocadas à força e às quais é necessário garantir protecção.

Cada vez mais pessoas são vítimas de guerras de agressão, ingerências, desestabilizações, conflitos, destruição da capacidade produtiva e de infraestruturas, pobreza extrema, desemprego e crescente precariedade laboral, factores que levam à sua deslocação e os obriga a deixar os seus países de origem e a procurar refúgio em outros países.

Além dos conflitos e das guerras, também os fenómenos extremos relacionados com as alterações climáticas têm gerado deslocações forçadas.

Continuamos confrontados com imagens chocantes da chegada de imigrantes e refugiados aos países da União Europeia. Na última semana foi aprovado no parlamento europeu um novo regulamento de retorno da União europeia, que não é mais que um regulamento de expulsão. Trata-se de um regulamento que permite o envio para países terceiros de migrantes e refugiados ou a detenção de crianças, numa política desumana que, uma vez mais reforça a “europa fortaleza” e a criminalização e perseguição de quem, seja para fugir da guerra, seja para procurar uma vida melhor, sai do seu país, muitas vezes, em condições de grande insegurança e perigo.

A CGTP-IN continua a defender que é um dever de todos proteger os milhares de refugiados que carecem da nossa ajuda. É necessário encontrar soluções para as causas destes problemas, que devem passar pelo fim das guerras e agressões, o respeito pelos princípios da Carta da ONU e do direito internacional e o fim da política de exploração, submissão e domínio económico e financeiro às economias mais frágeis, nomeadamente através dos predadores acordos de livre comércio e outros que EUA e UE promovem nestes países.
 
Exigimos o respeito pelos direitos dos cidadãos deslocados à força, que sejam tratados com a dignidade merecida e lhes seja garantido direitos de saúde e educação.

A CGTP-IN continuará empenhada na luta para que se encontrem soluções urgentes para o drama vivido por milhões de refugiados e migrantes, condição decisiva para a defesa dos direitos e aspirações de todos os trabalhadores, na construção de um mundo melhor, de solidariedade, progresso e paz.

INT/CGTP-IN