Embora longe de ser considerado extraordinário, o acordo alcançado ontem no Grupo EDP garante aumentos salariais de 2,4 por cento, entre 60 e 100 euros mensais, com efeitos a Janeiro — informou a Comissão Negociadora Sindical liderada pela Fiequimetal.

Após as várias reuniões, iniciadas a 14 de Janeiro, a CNS conclui que a administração pugnou por reter capital, em vez de o investir ao máximo nas suas pessoas, os trabalhadores que geram esse capital.

No entanto, conseguiu-se um acordo para aumentos não inferiores à inflação e com um valor médio bem acima da inflação.

Ficou estabelecido um aumento de 2,4 por cento, para as matérias de expressão pecuniária, que na tabela salarial se irá reflectir numa actualização que varia entre o mínimo de 60 e o máximo de 100 euros, com efeitos retroactivos a Janeiro deste ano.

No comunicado refere-se ainda outras matérias em que há melhoria.

Para melhor é o que se espera

Alcançado este acordo, é preciso lembrar que as contas do Grupo EDP comprovam uma eficiência económica que garante, num futuro breve, as devidas melhorias, que venham colmatar as injustiças promovidas pela administração. Abre-se caminho a que agora se possa discutir novas matérias, exigidas pelos trabalhadores.

Este acordo foi mais um sinal, dado à administração, da disponibilidade da Fiequimetal para negociar e chegar a consensos. Assim a administração o queira também.

É com essa perspectiva que se encara os tempos que se avizinham, em luta e pela defesa de melhores condições para quem trabalha no Grupo EDP.

Comunicado da Comissão Negociadora Sindical  Aqui

Fonte: FIEQUIMETAL